quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Missa para Muibo César Cury

A assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes de Rádio informa que a missa de sétimo dia de Muibo César Cury será realizada no próximo sábado. Segue os dados do local onde será realizada a cerimônia:

Local: Paróquia do Santíssimo Sacramento

Data: 02/01/2010

Horário: 12h

Endereço: Rua Tutóia, 1125 - Bairro do Paraíso - São Paulo

Acessem o mapa: http://www.apontador.com.br/maps/?lbsid=@6JW49WDE

Tributo descobre raridades radiofônicas das FMs do Rio de Janeiro

Como são engraçadas as coisas, não? Neguinho fica ouvindo uma tal de Mix FM, Metropolitana, Transamérica Pop e acha que é uma puta rádio pop. É um saco, né, gente? Eles se levam muito a sério! Fica tocando Rihana, Lady Gaga e umas bandinhas emo chulezonas de quinta, canotres zensufistas de Cochabamba e acha que está abafando. E ainda fica badalando a emissora! Fala sério, muito Zé Graça mesmo!

Se manjasse dessas paradas de rádio "jovem", iria mudar de opinião após ouvir os arquivos raros encontrados pela galera do site "Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro". São dezenas de trechos de gravações de duas das mais imporantes FMs da história da radiodifusão brasileira: Cidade, do Rio e Fluminense, de Niterói. Ainda tem Haroldo de Andrade, Antena 1 e "uma inacreditável abertura do programa "O Poder de Deus em Ação, da Gospel FM" (sai capeta!!!!). É clicar, ouvir, baixar e ver se aprende alguma coisa sobre rádio. Ou se não fica ouvindo Mix...Transamérica...Metropolitana...89.....ihhhhh

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Juca Kfouri reconhece que caiu em pegadinha de jornal europeu

Não tardou muito para Juca Kfouri reconhecer que caiu na pegadinha do jornal espanhol As. Mais detalhes leia aqui. Na edição do CBN Esporte Clube desta terça-feira, ele voltou ao assunto de forma bem-humorada. Ouça no player abaixo.



Se você não enxergar o player, clique aqui.

Juca Kfouri (e parte da imprensa) cai em pegadinha de jornal europeu

No Brasil, o dia da mentira é em 1º de abril. Na Espanha, o equivalente dessa data acontece no dia 28 de dezembro, conhecido como "O Dia dos Santos Inocentes". É uma chance para a imprensa daquele país publicar notícias absurdas como se fossem verdadeiras. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que as mesmas acabam repercutindo em outros países como assunto sério. É o caso da notícia envonvendo o árbitro norueguês Tom Henning Ovrebo. Segundo o jornal madrilenho As, Ovrebo decidiu virar padre, como uma forma de recuperar a paz por ter prejudicado o Chelsea na semifinal da Champions League de 2009. No entanto, trata-se de uma pegadinha. E muitos veículos e jornalistas se deixaram levar por ela. Um caso o de Juca Kfouri, que destacou o "fato" no CBN Esporte Clube, de 27/12. Ouça o player abaixo.



(caso o player não esteja visível, faça o download aqui)

Alguém da produção do programa não deve ter visto a nota que a Folha On Line publicou hoje, as 12h30:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u671968.shtml

28/12/2009 - 12h30
Jornal faz brincadeira e diz que árbitro de jogo polêmico na Champions vai virar padre

da Lancepress

O jornal espanhol "As" decidiu fazer uma brincadeira nesta segunda-feira, 28, tradicional "dia da mentira" no país, e publicou que o árbitro de futebol norueguês Tom Henning Ovrebo, que apitou o segundo confronto entre entre Barcelona e Chelsea, em Londres, válido pela semifinal da última Copa dos Campeões, vai virar padre.

A publicação cita até falsas declarações de Ovrebo à rede de televisão norueguesa NRK. O árbitro ficou marcado naquela partida por não apitar três penalidades muito discutíveis --Roman Abramovich, dono do Chelsea, insiste que foram quatro.

Na primeira partida, no Camp Nou, os times empataram por 0 a 0. Um novo empate por 1 a 1, em Stamford Bridge, deu a vaga na decisão ao time espanhol.

"Apenas o retiro, a busca da espiritualidade integral e a entrega aos demais me permitirão recuperar a paz perdida naquela noite fatídica em Londres. Peço desculpas publicamente ao Chelsea, a todos. E vou me tornar um padre. Daqui para a frente serei o padre Knut. Minha ideia é ser um missionário", publicou a matéria do "As".

"Busquei uma explicação para o meu desempenho em Stamford Bridge e não consegui encontrar nem em Freud ou qualquer outro. Vivi um pesadelo quase diário, sempre me apareciam Drogba, Ballack, Essien. Meus erros se prolongaram no tempo", lamentou o agora ex-árbitro que, em meio a lágrimas, avisou: "Não ouvirão mais falar de mim".

"Frequentemente recebia mensagens com imagens dos pênaltis. Estou me retirando deste mundo [da arbitragem] pois não quero mais causar danos a ninguém. Minha alma está tranquila. Outro árbitro vai ocupar meu lugar mais cedo ou mais tarde", finaliza a matéria.

Os principais jornais espanhóis costumam fazer brincadeiras todos os anos no dia 28 de dezembro. Hoje, por exemplo, o "El Mundo Deportivo" publica uma falsa matéria em que o atacante Raúl, do Real Madrid, diz que deseja se transferir para o arquirrival Atlético de Madrid.



O site português Ionline, também falou sobre o caso:

http://www.ionline.pt/conteudo/39450-arbitro-polemico-do-chelsea-barca-vira-padre


ÁS
Árbitro polémico do Chelsea-Barça vira padre?
por Rui Catalão, Publicado em 28 de Dezembro de 2009 | Actualizado há 10 horas


Tom Henning Ovrebo ficou na memória dos adeptos dos blues por negar vários supostos penáltis na meia-final da Liga dos Campeões. Pelos vistos ficou atormentado pela má actuação e decidiu procurar a paz interior na religião. Ou então não.

Ponto prévio. O dia 28 de Dezembro é conhecido em Espanha como o Dia dos Santos Inocentes, o equivalente hispânico para o dia das mentiras. Assim, o diário "Ás" resolveu pregar uma partida aos seus leitores e foi buscar a história de Tom Henning Ovrebo, o árbitro norueguês que ajudou o Barcelona a chegar à final da Liga dos Campeões.

O artigo inclui até algumas (falsas) declarações de Ovrebo: "Apenas o retiro, a busca de plena espiritualidade e a entrega me permitirão reencontrar a paz pessoal que perdi naquela noite fatídica em Londres." "Procurei uma explicação para a minha actuação em Stamford Bridge e não a encontrei nem em Freud", acrescentou.
É claro que tudo não passou de uma brincadeira e a própria imagem foi manipulada para dar a entender que Ovrebo tinha mesmo seguido o caminho da religião. O árbitro norueguês até faz parte da lista da FIFA para o Mundial-2010.


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UPDATE (29.12.09 - 00h00) Leia mais sobre o desobramento do caso:

Juca Kfouri reconhece que caiu em pegadinha de jornal europeu

domingo, 27 de dezembro de 2009

José Paulo de Andrade fez a pergunta do ano de 2009

Ao entrevistar Geisy Arruda, a ex-aluna da Uniban que ficou famosa por usar um vestido curto nas dependências da faculdade, José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes fez a pergunta do ano de 2009. Acompanhe no player abaixo.


Enterrado corpo do radialista Muíbo César Cury, em SP


do site da BandNewsTV

Foi enterrado neste domingo, no cemitério da Lapa, em São Paulo, o corpo do radialista Muíbo César Cury. Ele era o funcionário mais antigo do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Parentes e amigos deram adeus ao locutor, ator, compositor e cantor. Muíbo César Cury morreu no sábado, aos 80 anos, vítima de problemas cardíacos. Paulista da cidade de Duartina, ele era uma das vozes mais conhecidas da rádio. O locutor trabalhava na Rádio Bandeirantes desde 1952.


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Leia o depoimento do radialista Flávio Guimarães

Que maior gratificação do que ser reconhecido através da virtude? Li a frase em algum canto e ela me instigou pensamentos. O egocentrismo me levou, por um tempo, à tentativa de identificar minhas "várias virtudes". Pouco depois, comecei a ficar preocupado, pois as "várias virtudes" não eram tão variadas assim. Para falar a verdade, estava difícil encontrar umazinha só, através da qual eu pudesse ser reconhecido. Meio decepcionado comigo mesmo, tentei me justificar. "Bom, é possível que eu não tenha uma virtude aparente, mas, com certeza, tenho uma qualidade tão instrinsicamente ligada a minha personalidade que nem sou capaz de indentificá-la." E a falsa modéstia, veio em meu socorro para acrescentar, "Sim, deve ser isso". O assunto acabou esquecido, num canto da memória. Eu e meu consciente não falamos mais nisso.

Como você deve ter lido no blog, no sábado, 26 de dezembro, pela manhã, morreu Muíbo César Cury, um dos mais antigos radialistas do país, prestes à completar 65 anos de profissão e que ainda estava na ativa, pela Rádio Bandeirantes, onde trabalhou durante 57 anos. À noite, fui ao velório dele. Encontrei alguns amigos e conhecidos comuns, mas senti a falta de muita gente. Neste domingo, dia 27 de dezembro,
voltei ao cemitério da Lapa, em São Paulo, capital, para o adeus definitivo ao companheiro. Então, meus olhos ficaram satisfeitos e minha alma encheu-se de felicidade, apesar do sentimento de perda com a morte do amigo. Estavam todos lá. E como se não bastassem, havia dezenas de ouvintes e admiradores para a despedida. Cada um dos presentes tinha uma história para contar, em que Muíbo era personagem central. Todos destacavam especialmente o carinho, a generosidade, a atenção e a delicadeza com que Muíbo Cury tratava colegas, amigos e fãs. Os momentos de maior emoção aconteceram em duas oportunidades, antes de o caixão ser colocado na sepultura, quando as vozes se elevaram e o clássico sertanejo João-de-Barro, de autoria de Muíbo César Cury e Teddy Vieira, ecoou por todo o campo santo.

Misturados à melodia era possível ouvir alguns soluços de dor. Muitas pessoas anônimas choravam o pranto doído de quem se despede para sempre. Foi então que me voltou à mente a questão levantada no início desta divagação. Muíbo César Cury foi um desses contemplados com a dádiva das virtudes. E soube cultivá-las até o último instante de vida. Como se não bastasse, na morte, deixou uma lição exemplar: as virtudes podem não estar no que se faz ou com o que se faz, mas como se faz qualquer coisa que nos motiva moral, pessoal ou profissionalmente. Resta-me, agora, descobrir se fiz as escolhas certas e torcer para que elas possam se transformar, ainda, em alguma virtude. Tomara, Muíbo, tomara.

Adeus.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Morre Muibo César Cury

Morreu neste sábado o radialista, ator, dublador e compositor Muibo César Cury, que por muitos anos defendeu o microfone da Rádio Bandeirantes. Assim que a notícia foi confirmada, a emissora reapresentou na hora do almoço o Sofá Bandeirantes que contou com sua participação. O site da BandNews FM informou que ele esteve internado recentemente no Hospital São Luis devido a problemas cardíacos. O velório está programado para se iniciar às 20h deste sábado, no cemitério da Lapa, na Rua Bergson, 347 (o ponto de referência é a Rua Queiroz Filho). O enterro acontece no domingo, às 11h, também no cemitério da Lapa. Ainda neste sábado, a partir das 22h, será apresentado pela Bandeirantes uma edição especial do programa Memória. Haverá uma reapresentação às 05h de domingo. Logo após, às 07h, será levado ao ar o último Arquivo Musical apresentado por Muibo César Cury, veiculado originalmente no dia 13 de dezembro.

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Ouça aqui o Sofá Bandeirantes, que contou com a participação de Muibo César Cury.

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do site da BandNews TV

Morre neste sábado, aos 80 anos, o radialista Muibo César Cury. Ele foi vítima de problemas cardíacos.

Desde 1952, ele trabalhava na Rádio Bandeirantes AM como locutor e apresentador de vários programas jornalísticos, esportivos e musicais.

Muíbo nasceu em Duartina, no interior de São Paulo. Em 60 anos de carreira, sendo 57 deles na Rádio Bandeirantes, atuou como locutor, apresentador, repórter, dublador, ator, cantor e compositor.

Aos 71 anos, Muíbo se orgulhava de ser contratado com carteira de trabalho pela rádio Cultura de São Paulo.


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Clique aqui para ver algumas fotos de Muibo Cesar Cury no site de Milton Neves.

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por Flávio Ricco

Acabo de saber pelo amigo Luiz Fernando Maglioca do falecimento do conhecido e respeitado jornaista Muíbo César Cury, Muhib Cury.
Estava em casa, sob cuidados de um home care, com problemas de espessamento da aorta e outras complicações.
Tinha 80 anos, faria 81 no próximo dia 15/01/10. Passou praticamente toda a sua vida trabalhando na rádio Bandeirantes, desde os tempos que a emissora ainda funcionava na rua Paula Souza.


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Muíbo, meu amigo, vá em paz

por José Nello Marques

Quando o celular tocou e no visor aparecia o nome Zé Paulo, imaginei papo sobre festas, marcar uma cervejinha, falar de rádio ou coisa parecida. Zé foi seco, ao seu estilo:

- O Muíbo César Cury faleceu.

Enquanto ele me dava alguns detalhes do que tinha levado embora da terra mais um “bom caráter”, comecei a rodar um filme na cabeça sobre os momentos felizes que vivi ao lado deste “duartinense”.

Piadas e cantorias antes de entrar nos programas. Gestos do outro lado do vidro. Partidas sofridas no Palestra Itália, assistidas ao lado de Lourival Pacheco. As mesas de “pontinho” no Clube Vila Mariana ao lado de Gererê e Pedro Ronco.

Num dos meus últimos contatos com ele na emissora do Morumbi (o último foi no aniversário de Salomão Esper), lembro-me da sua angústia ao saber que um dos “chefetes” queria despedi-lo. O mesmo chefete que me disse certa vez que a rádio estava envelhecida, para corrigir imediatamente, jurando que não falava de Salomão e Zé Paulo.

Alguém com certa lucidez alertou a direção para o assassinato que seria cometido contra Muibo. Agora sim, ele se foi. E deixa um enorme vazio no rádio brasileiro com sua voz grave, caipira, doce, terna e todas as coisas boas que podemos pensar.

Fique em paz velho companheiro. Saiba que por aqui na terra, fica a saudade de um tempo maravilhoso com você…


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Ninguém, nunca, será igual a ele

por Flávio Guimarães

A nota triste deste sábado vem do rádio, minha paixão imorredoura. No rádio conheci pessoas que admiro até hoje. O rádio sempre teve o condão de transformar em sonho e magia os mínimos sons, agindo como se fosse a varinha mágica das fadas, cuja existência só é possível na imaginação. O que dizer, então, do efeito que o rádio ainda provoca no imaginário do ouvinte que tenta construir a imagem de uma voz especial. Hoje, com a diversidade da mídia, esse exercício de criatividade subjetiva tem sido menos empregado. A voz que se ouve no rádio também pode estar na televisão e a imagem do dono da voz, certamente vai aparecer em algum lugar da Internet, talvez a maior aliada do rádio em todos os tempos, na minha opinião. Sei que este raciocínio contraria muita gente que se diz especialista na área, mas sustento o que digo. Para ficar em apenas um exemplo, qualquer emissora de rádio, hoje, pode ser ouvida nos mais remotos pontos do planeta com a ajuda tecnológica da web.

Foi nesse veículo, o rádio, que conheci um dos mais completos profissionais do setor. Dotado de grande sensibilidade, o ex-locutor de quermesses em Duartina, cidade natal, no interior paulista, atuou como cantor (na capa do LP ao lado Muíbo é Barroso, à direita), compositor, ator, dublador e mais um sem número de atividades. Todas com rara competência. Em parceria com Teddy Vieira compôs um dos clássicos da música serteneja, João de Barro.

Dos mais de 60 anos de profissão, trabalhou na Rádio Bandeirantes durante pelo menos 57 anos. Pois o rádio chora copioso pranto por Muibo César Cury. (...)


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do site AIC Dublagem com Arte

Muíbo César Cury, ou simplesmente Muíbo Cury, é um dos profissionais mais talentosos do radiojornalismo brasileiro e, certamente, o mais versátil: “Faço estágio, estou terminando meu período de experiência”, brinca Muíbo, um paulista nascido na cidade de Duartina, interior de São Paulo, em janeiro de 1929, e que há “apenas” 37 anos empresta sua voz forte e emblemática à rádio Bandeirantes.

Locutor de auto-falante, auxiliar de escritório e contínuo de banco na sua cidade natal, em 1946 foi para São Paulo, onde iniciou sua carreira, em 1947, na rádio América. Muíbo, que hoje é locutor do “Jornal em Três Tempos”, ao lado do âncora Luciano Dorim, ingressou na rádio Bandeirantes como apresentador de programas de música sertaneja e como rádio-ator. Foi disk-jóquei na década de 1960.

Alguns anos depois, compondo e cantando música regional, tornou-se o Barroso, da dupla “Barreto e Barroso”, que fez muito sucesso. A consagrada “João de Barro”, com cerca de 60 re-gravações é de autoria de Muibo Cury e Teddy Vieira.

Além do trabalho na rádio Bandeirantes, Muíbo apresenta há cinco anos o programa “Raízes do Brasil”, na rádio Cultura AM, programa que substituiu o célebre “Estrela da Manhã”, apresentado por Inezita Barroso.

Com todo esse currículo, a sua ida para a AIC foi um caminho natural em sua carreira. Com uma voz bem nítida e forte, participou também do período áureo do estúdio. Devido às suas outras atividades, Muíbo César Cury fez diversos personagens convidados em séries de tv e integrou também a dublagem de filmes.

Não encontramos registros sonoros de nenhum personagem fixo que tenha dublado na AIC. Encontramos diversas séries de tv, nas quais dubla atores convidados: Viagem ao Fundo do Mar, Daniel Boone, Jeannie é um Gênio, Missão Impossível, Jornada nas Estrelas, etc.

Aqui relacionamos dois convidados que dublou, os quais o seu trabalho demonstra a sua experiência também com a arte de dublar:

**Na série Viagem ao Fundo do Mar: episódio "O Gigante Submarino" da 2ª temporada.

**Na série Jornada nas Estrelas: episódio "A Cortina" da 3ª temporada.

Na década de 1980, Muíbo César Cury retornou aos estúdios de dublagem, especialmente para as seguintes participações:

** Kaura em Flashman**

**Chang Kung Fu em Jiraiya**

**1ª voz do Mantor do Diabo em Lion Man**

Atualmente continua participando somente de seu programa de rádio. Um grande artista da voz desconhecido do público!!

**Marco Antônio dos Santos**


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O jornalista e apresentador Carlos Gatti, que dividiu com Muibo por anos a apresentação do Jornal de Amanhã, deu um depoimento à Rádio Bandeirantes sobre a perda do colega.



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A TV Bandeirantes também fez um registro sobre a perda de Muibo Cury. Clique aqui.


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Muibo também foi ator. Fez uma participação na minissérie Memórias de um Gigolô, da Rede Globo. Atuou também em comerciais, como é possível acompanhar abaixo:



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Acompanhe no player abaixo uma gravação de João de Barro, por Tonico e Tinoco



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Leia mais:

Enterrado corpo do radialista Muibo Cesar Cury

Daqui a pouco tem Rock Brazuca, na USP FM


Este é o nome do programa de rcok nacional da conceituada Rádio USP FM. Com produção e apresentação de Regis Tadeu, é o espaço reservado ao que de melhor existe dentro do cenário do rock brasileiro em todas as épocas. Das bandas mais recentes aos grandes nomes do passado, tudo é devidamente esmiuçado e analisado por Regis Tadeu, jurado do programa Raul Gil, que ainda conta histórias e detalhes a respeito de cada artista, sempre com um olhar bem humorado e esclarecedor.
Horários

Sàbados, às 15h00,
Rádio USP FM - 93,7 MHz - São Paulo
Rádio USP FM -107,9 Mhz - Ribeirão Preto

www.radio.usp.br

Algumas notícias que marcaram o rádio em 2009

Antes que alguém reclame, a seleção é minha mesmo.

Janeiro

-Morre o radalista Geraldo Blota



-107,3 FM (ex-Brasil 2000) passa a retransmitir as jornadas esportivas da Eldorado/ESPN



-Equipe Expressão da Bola estréia na Expressão FM (antiga Ômega FM)



Fevereiro

-Morre o radialista Candido Norberto



-Aúdio da Rádio Bandeirantes pela web apresenta péssima qualidade



-Descriminalização das rádios piratas irá promover a picaretagem



-Polícia Federal fecha Rádio Muda FM (Campinas)



-A volta da TV Tupi, mas não como a conhecemos



-Não ouça rádio com o fígado



Março

Palmeiras x Corinthians, por José Silvério



A sinuca de bico da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre



Rádio Paulista, uma rádio sem identidade



Procura-se Bárbara deseperadamente



Abril

O Pulo do Gato comemora 36 anos no ar



A Moderna música brasileira Texto do Marcelo Costa, do site Scream Yell.



Playground FM é assaltada



Saudades dos HTs



Maio

Primeira Hora completa 47 anos



Cortes no rádio de SP



Cortes no rádio de SP 2



Rádio Capital quer emissora de FM




Junho

O fim da Antena 1 Rio



Uma lembrança sobre os 10 anos do fim da Musical FM



Record AM aparece bem no Ibope



Morre o radialista Sandro Anderson



Elas e Lucros estréia na 107,3FM (ex-Brasil 2000)



Equipe Expressão da Bola deixa Expressão FM



O Pulo do Gato ganha mais meia hora



Julho

Equipe Expressão da Bola estréia na Rádio Difuosra, de Osasco



Jornalismo cidadão é isso aí



Que feio, hein, Jorge Kajuru



Tico Santa Cruz reabre a discussão sobre jabá no rádio



José Silvério faz off-tube involuntário



Agosto,

Lições do Mestre José Silvério Artigo do radialista Marcelo do Ó



Morre Doalcei Camargo



Morre Francisco Carioca



Morre Franz Neto



Setembro

Willy Gonser deixa Rádio Itatiaia



O futuro incerto da Rádio Capital



Morre Rui Viotti



Mais Rádio Capital



David Miranda afirma não ter interesse na Rádio Capital



Por onde anda Dirceu Maravilha?




Outubro

O dia em que a Rádio Globo saiu do ar...em Honduras



O livro do seu Tuta



Como não fazer um jingle



Juca de Oliveira: dos palcos para o rádio



AM 730, a antiga rádio de Jorge Kajuru, ameaçada?




Novembro

Notícia em Foco discute o jornalismo musical



Rádio AM 730 x Goiás Esporte Clube e Hélio dos Anjos



Rádio Base participa do programa Expressão da Bola



Programa de rádio "Chupim" é autor de trote do Lula



Trote do falso Lula divide fãs do Chupim no Orkut



Rádio no apagão agora tem concorrente



Tem algo de diferente nos 91,3MHz (SP)



O show de informações da Jovem Pan na penúltima rodada do brasileirão




Dezembro

O carrossel da Eldorado/ESPN



As 11 melhores gafes do rádio esportivo em 2009



Morre Lombardi



Quando o Ctrl C e Ctrl V dá muito errado



Rádio presta serviço durante "alagão" de São Paulo



Os prêmios da APCA na categoria rádio



A visita ao programa Expressão da Bola



Rádio Capital entra em 2010 com planos de crescimento



Agora é oficial: Éder Luiz assina contrato inédito com a Rádio Record



Carlos Heitor Cony na CBN: confusão com os casos envolvendo crianças



Morre Muibo Cesar Cury

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Carlos Heitor Cony na CBN: confusão com os casos envolvendo crianças

A Rosana Hermann informa em seu blog que o jornalista Carlos Heitor Cony teve um momento de confusão durante o quadro Liberdade de Expressão, da CBN. A pauta era sobre o caso do garto Sean Goldman, objeto de disputa jurídica entre a família da mãe (morta há algum tempo) e o pai, de nacionalidade norte-americana. Após a intervenção de Artur Xexéo, Cony foi acionado pelo âncora Heródoto Barbeiro, e começou sua intervenção da seguinte maneira: "Uma maximização de um fato até certo ponto banal, embora uma criança que engolia agulha não seja tão banal". Cony estava se referindo a outra (e triste) história. Ele percebeu a mancada e tentou consertar. Contudo, a emenda saiu pior que o soneto. Ouça no player abaixo;.

Desenterraram a Eldo Pop

Prezados amigos,

É com muita satisfação que retornamos com nossas transmissões. A EldoPop Web volta com sua home page renovada e oferecendo uma melhor qualidade de som. Aproveitando a proximidade das festas de fim de ano, desejamos a todos um Natal de muita paz e amor e um 2010 repleto de saúde, trabalho e boa música para todos!

Esperamos também que este nosso retorno venha sob a forma de presente para os bravos e incansáveis órfãos da 98,1MHz em ZYZ22, bem como àqueles que nos conheceram e vêm nos acompanhando pela internet.

Acesse:
www.eldopop.com.br

E seja bem-vindo.
Muito obrigado!
Yuri Garin
Supervisor Geral de Programação

**Ajude a manter a chama do nome EldoPop acesa divulgando esta mensagem a seus amigos.


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Enfim, uma boa notícia. Boa sorte para o pessoal da nova webradio.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bi-campeão do Prêmio Podcast!

No ano de 2008, meu podcast, o Outra Versão, foi escolhido pelo júri do Prêmio Podcast com o melhor do ano na categoria música. Por conta do pouco tempo livre, acabei dando um descanso para ele, mas devo voltar a produzi-lo em 2010.

Agora, acabei de receber a notícia que o Radiofobia, podcast do qual eu participo hoje – sempre que o tempo deixa – ganhou o Prêmio Podcast 2010, como melhor programa na categoria humor. Ou seja, sou bi-campeão da bagaça!

É claro que são situações diferentes. Em 2008 era um trabalho solo, eu fazia tudo. Agora é uma equipe e, sinceramente, eu não faço muita coisa. Apenas participo. Só isso. Não tenho participação alguma no que o júri deve ter levado em consideração para dar o prêmio, como a qualidade técnica e a plástica. Isso tudo fica a cargo do Leo Lopes, comandante do podcast. Quessa e Laurito estão desde o começo e têm mais participação do que eu também.

Mas mesmo assim, estou lá. E sou bi-campeão do Prêmio Podcast, que só tem duas edições realizadas. E ganhei nas duas. Agora, preciso pensar em melhorar mais o Outra Versão. Quem sabe não rola um tri?

Agora é oficial: Éder Luiz assina contrato inédito com a Rádio Record



Segue comunicado que recebemos da assessoria de imprensa da Rádio e TV Record:

Na tarde da última sexta-feira, dia 18/12, o narrador esportivo e chefe da equipe esportiva da Rádio Transamérica assinou contrato com a Rádio Record (AM – 1000kHz) por um período de cinco anos. O radialista permanece comandando a equipe esportiva da Transamérica.

O acordo, inédito no rádio brasileiro, prevê uma fusão entre as duas emissoras nas transmissões dos mais importantes campeonatos de futebol: Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Taça Libertadores da América, e também na produção de programas esportivos veiculados durante a programação.

Éder também vai comandar a equipe esportiva das duas emissoras na cobertura dos principais eventos esportivos do mundo (Jogos Olímpicos, Jogos Olímpicos de Inverno e Pan-Americanos) além de acompanhar de perto a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, que será disputada na África do Sul.

A estreia de Éder Luiz na Rádio Record (AM – 1000kHz) será no dia 4 de janeiro.

Mesmo com forte concorrência, transmissões esportivas do rádio seguem ao lado do torcedor

por Thiago Sagardoy
do portal Vírgula


Em tempos de máxima instantaneidade e interatividade nos meios de comunicação, que cada vez mais contam com recursos atraentes, um veículo, em especial, segue atravessando o tempo sem sofrer qualquer ação que altere seu exercício de sempre em jornadas esportivas: o rádio, em curto prazo, não deve deixar de estar ao lado do torcedor que gosta de futebol.

Um estudo feito pela estudante Renata Cristina, de Arcos, em Minas Gerais, para a conclusão de curso em comunicação social, evidencia – além do propósito inicial da monografia, que é a análise do discurso de transmissões da Rádio Itatiaia de jogos entre Cruzeiro e Atlético – que o brasileiro é apegado ao veículo (assim como a idealizadora da pesquisa), principalmente, quando existe futebol envolvido nas vozes que as ondas propagam pelo ar.

“Sempre fui apaixonada por futebol e rádio, e queria pesquisar algo que unisse as duas coisas. O interessante é que a narrativa das transmissões esportivas do rádio parece um idioma particular, e é esse idioma, somado aos outros fatores que compõe as transmissões, que atrai o torcedor ainda hoje e garante a audiência das jornadas esportivas”, explica Renata.

No processo de realização de sua monografia, Renata percebeu que a linguagem do rádio usada na cobertura esportiva praticamente não mudou ao longo dos anos. E, segundo suas conclusões, nem deve mudar.

“O que aconteceu e deve continuar acontecendo é que cada locutor vai adaptar o estilo inicial do rádio, de narração veloz, à sua necessidade de criar uma identidade, com gírias, bordões e vinhetas próprias”, mostra a autora da monografia que, em seu centro, demonstra que elementos da língua portuguesa, como as figuras de linguagem, são fundamentais no processo de interação com veículo com o seu público.

“Durante toda a transmissão, narradores chamam os ouvintes para ‘junto’ de si, ao dizer ‘atenção, torcedor’, ‘olha lá, lance de perigo’, ‘alô, torcida’ ou expressões nesse sentido”, exemplifica.

Com os novos moldes de meios de comunicação, muitos pensam que o rádio pode ter vida curta junto à preferência dos torcedores. Contudo, Renata salienta um aspecto importantíssimo, que contraria o fim súbito das transmissões esportivas das emissoras: a dinamicidade do evento esportivo e a mobilidade de um aparelho transmissor.

“No caminho para o estádio, por exemplo, o torcedor pode ouvir as informações do jogo, escalações das equipes, entrevistas com os jogadores, as opiniões dos comentaristas e ainda receber informações sobre as condições do trânsito e da venda de ingressos. Quem vê pela TV ou vai ao estádio pode, também, estar ouvindo a transmissão via rádio: é tradicional”, afirma Renata, que, assumidamente ‘apaixonada pelo radialismo’, prefere crer que não existe concorrência entre as mídias, mas sim, que elas se complementam – “as transmissões online estão aí para provar”, finaliza.

O traço marcante da história recente do rádio

O traço marcante da história recente do rádio

Por Eduardo Meditsch em 15/12/2009

*No último dia 29 de novembro, a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão lançou o livro Memória da Radiodifusão Catarinense, projeto coordenado pelo assessor de imprensa da entidade, Marco Aurélio Gomes. O livro conta boa parte da história do rádio e da TV de Santa Catarina e também com alguns textos de acadêmicos que se dedicam ao estudo da área. Levou três anos para ser produzido, e foi publicado com uma editoração à altura deste esforço, graças ao patrocínio de grandes empresas, a maioria do setor público: Badesc, Celesc, Weg e BRDE. A obra será distribuída ao mercado e às bibliotecas do estado, de acordo com as informações do site da Acaert.

Tendo sido um dos autores acadêmicos convidados a participar da obra, fiquei frustrado ao receber a notícia de que meu texto, produzido especialmente (e gratuitamente) para o livro já em 2006, não havia aparecido na esperada edição. Como me explicou uma fonte que participou da produção, o texto teria sido vetado pela diretoria da entidade. Ah, bom. Então, ele vem disponibilizado, neste Observatório, para quem tiver interesse de conhecê-lo.


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Quando comecei a trabalhar em jornalismo, na Rádio Continental de Porto Alegre, em 1975, o diretor da emissora forneceu uma orientação precisa: "Nossa rádio fala para o público jovem. Se soubermos que alguém de 60 anos está nos ouvindo, temos que mudar, estamos fazendo algo errado." A ousadia irreverente do publicitário Fernando Westphalen, "o judeu", demorou a ser assimilada pelos profissionais estabelecidos no mercado – por isso ele preferia arregimentar sua equipe ainda nos bancos da Universidade. E conduziu a Continental, que transmitia em AM, nos 1120 Khz., a um enorme sucesso entre o público alvo. A Continental era mais do que uma fórmula, era o conceito de segmentação de audiência chegando ao Sul do Brasil. Levado às últimas consequências, transformou o rádio gaúcho de uma forma irreversível, arrancando o primeiro bocado do grande público, que a partir daí foi sendo fatiado para se voltar aos mais diferentes gostos, como ocorreu também em todas as outras capitais do país.

Tantos anos depois, continuo achando a Continental de Porto Alegre um modelo de especialização bem feita e raramente repetido: a emissora não se limitou a tocar bom rock e dar o microfone a deejays sintonizados com o público alvo, como fazia a Mundial do Rio de Janeiro, sua precursora no formato. Não descartou o bom jornalismo nem a cultura. Não cedeu à tentação de alargar o seu foco a um alvo mais disperso. Pelo contrário, incorporou e reenquadrou tudo: notícias, publicidade, programação musical, apresentação, animação, vinhetas, previsão do tempo; nada ia ao ar sem um toque original na forma e no conteúdo. Era tudo muito afinado, no tom e na visão de mundo. Vendia calças Lee e discutia os destinos do planeta, lançava artistas locais e zombava da caretice do regime militar, tudo embalado na maior "sonzeira". Era assunto obrigatório na juventude de classe média, da adolescência à universidade. Hoje em dia, ficou diferente: rádio para público jovem parece ter que ser necessariamente burra, como se os jovens desprezassem a criatividade e estivessem fora do mundo. Empresários da mídia reclamam que os jovens não lêem os seus jornais, mas são as rádios, muitas dos mesmos donos, as primeiras que deseducam para a leitura.

Talvez sejam os efeitos tardios do processo de segmentação, agora já feita e reproduzida mecanicamente, o cálculo frio no lugar da ousadia. Todos os segmentos parecem já ter sido trilhados, enquadrados, sedimentados, os formatos copiados e recopiados até perder a cor. A segmentação já é uma velha senhora, criada nos anos 40 para atender as necessidades não exatamente do público, mas dos então nascentes barões da mídia. Se a empresa da família comprava a segunda, a terceira, virava dona de várias emissoras, o que fazer para não competir com si mesma? Foi a resposta a esta questão que esteve na origem da introdução do conceito de especialização no rádio do Brasil, quase simultaneamente aos Estados Unidos e à Europa, nesta última sob controle diferente, o monopólio estatal, mas com dilema parecido.

Foi, portanto, antes da TV, antes do transistor e antes da FM que começou a segmentação do rádio, embora a chegada de cada um destes novos atores tenha intensificado o processo a seguir. É esta antiguidade, só superada pela especialização das revistas, que torna a targetização do rádio um processo de vanguarda em relação à tendência que tomaria conta de todas as formas de mídia.

Luta heróica - A primeira experiência, ainda sem uma grande consciência do processo ou de si própria, foi a especialização geográfica: a rádio local. Impossibilitada de competir com o nível de produção das concorrentes dos grandes centros, que inicialmente imaginara imitar, encontrou o seu espaço na identificação com a paróquia, falando no seu sotaque e dos seus assuntos. Com isso encontrou um filão, conquistando o interesse do público do lugar e na esteira dele também o dos anunciantes.

A rádio local é um fenômeno imbatível em todo o mundo, daí o receio que os empresários do setor têm do sucesso das rádios comunitárias – e a perseguição implacável aos aventureiros piratas. Os proprietários das emissoras estabelecidas sabem que todo o seu poderio é pouco para neutralizar a concorrência que a brincadeira dos garotos pode vir a fazer, roubando ouvintes e faturamento. Basta para isso que saibam mirar num objetivo claro e diferenciado e alvejem um novo segmento. Com menos custos e mais criatividade, podem chegar onde as grandes emissoras não chegam, daí a sua competitividade.

Além da rádio local, a segmentação adotava outras formas ainda nos anos 1940, principalmente nos grandes centros, onde a concentração de propriedade dos meios de comunicação já aparecia. Em São Paulo, houve o caso das Organizações Byington, que controlava várias emissoras, e da família Machado de Carvalho, que transformou a Rádio Panamericana, futura Jovem Pan, na "rádio dos esportes".

Porém, com a transferência em massa do estilo de programação da "Era de Ouro" para a TV, e até os anos 1960, o modelo de especialização que prevaleceu em quase todo o Brasil dividia as emissoras de rádio existentes em dois grupos, para o gosto da elite e o gosto popular, segundo os modelos de "alta" e "baixa estimulação". A "alta estimulação" preconizava uma rádio que falava mais alto, inclusive no tom, regulado no agudo para chegar melhor nos precários radinhos de pilha do povão. Tocava música brega, vinhetas estridentes, entronizava os comunicadores de carisma, colocava as ouvintes no ar pelo telefone e conquistava as multidões. A rádio de "baixa estimulação" era para poucos: sussurrava, em tom grave, a apresentação de música de qualidade e de notícias sérias. Tinha menos audiência, porém mais prestígio: era chique e faturava mais.

Havia estes dois tipos, e o resto eram exceções, como a Rádio Relógio Federal do Rio de Janeiro, que martelava a hora oficial brasileira de minuto em minuto, intercalada por curiosas pílulas de cultura inútil, no estilo dos velhos almanaques de farmácia. Já existiam também as emissoras não-comerciais, as educativas e as universitárias, para públicos diferenciados, mas poucas com uma história gloriosa a registrar, a não ser o da heróica luta pela sobrevivência, tal a falta de recursos a que sempre foram condenadas.

24 horas - Embora despretensiosa, a Rádio Relógio foi precursora do modelo mais contemporâneo de programação, que substitui a grade de programas, com lógica herdada do mundo dos espetáculos, pelo fluxo contínuo, em que cada emissora se transforma num programa só, disponível permanentemente. No modelo anterior – ainda vigente em muitas rádios e dominante na TV aberta neste início de século – existem atrações para diversas faixas de público na mesma emissora, cada uma com hora marcada para começar e para terminar. No novo modelo, que tende a prevalecer no rádio e já domina a TV paga, cada emissora se especializa num único gênero de programa, e cobre com ele as 24 horas do dia.

O rádio de formato só começou a ser efetivamente introduzido no panorama brasileiro com a descoberta do público jovem, no início dos anos 1970, em experiências como a da Mundial do Rio e a Continental de Porto Alegre, ambas ainda em AM, que anteciparam a avalanche que a Rádio Cidade provocaria mais tarde no FM. Nos Estados Unidos, a associação das empresas de rádio já se dava conta do potencial econômico do público adolescente em finais dos anos 1940 – no mesmo momento em que se implantava a TV, e apontava este nicho de mercado como uma das saídas para enfrentar o novo meio.

O sucesso do modelo, bem maior do que o de outros insistentemente tentados, como o da rádio feminina, parece se dever a um traço psicológico da adolescência que tem tudo a ver com segmentação: a necessidade de se diferenciar, se segregar da família e se aglutinar numa outra tribo – a turma de amigos – com valores e preocupações comuns. O rádio jovem atende perfeitamente a esta necessidade, servindo de cortina sonora para separar o mundo dos pais do quarto dos adolescentes.

Certamente, isso não teria sido possível, com a mesma intensidade, se não tivesse surgido o transistor para viabilizar o rádio portátil, de baixo custo, permitindo a cada membro da família ter o seu próprio receptor. E a fórmula do "rádio jovem" pode ter sido impulsionada também por outro traço cultural da sociedade contemporânea: a glamourização da juventude como modelo e como valor. Não são poucos os marmanjos e as balzaquianas que procuram retardar a entrada na meia idade, pelo menos na aparência e nos hábitos de diversão e consumo.

Apesar da maior parte dos formatos do rádio segmentado no Brasil ter inspiração em fórmulas já testadas nos Estados Unidos, poucas vingaram por aqui sem adaptação. Um exemplo é o formato "Top 40", muito adotado há algumas décadas, mas que caiu em desuso pelo excesso de rigidez. Consistia em programar e repetir as 40 músicas mais vendidas na semana, através de uma fórmula matemática que dosava a frequência de repetição conforme a posição relativa no ranking de sucesso. Aqui, parece não ter resistido ao jabaculê da indústria do disco, que desenvolveu mecanismos menos convencionais de interferir na programação, como o de dar dinheiro e presentes aos radialistas que promoviam os seus produtos.

Um outro exemplo de formato que custou a ser aceito no Brasil e só funcionou quando virou outra coisa foi o da emissora "all news". Nos Estados Unidos e na Europa, funciona com um clock rígido, em que um novo noticiário recomeça ao final do anterior, a cada 20 ou 30 minutos, com todas as sessões fixas. O modelo foi tentado pela Rádio Jornal do Brasil, nos anos 1980, e fracassou. Nos anos 90, a CBN viabilizou um "all news" à brasileira: a rádio que "toca notícia" faz jornalismo o dia inteiro, mas intercala a "notícia dura" com programas de entrevistas, debates, e altera a programação com frequência, sempre que algum fato importante justifica a sua interrupção para uma transmissão ao vivo. É o modelo brasileiro, adotado hoje por todas as grandes emissoras informativas do país. Como se os jornalistas brasileiros tivessem questionado: afinal, se tem 24 horas só para fazer jornalismo, porque restringir a programação a noticiários com matérias curtas?

Interesse comercial - Além dessa interpretação própria dos modelos alheios, o Brasil tem outras particularidades na implantação dos formatos segmentados de programação de rádio. Uma delas está nos seus efeitos, tanto culturais quanto políticos. Numa sociedade cindida como a nossa, a segmentação da mídia pode representar mais um muro reforçando o apartheid social. O abismo e a falta de identificação da elite com a maioria excluída, heranças vivas do nosso passado colonial e escravocrata, tendem a aumentar quando se procura falar isoladamente para uns e para outros. A pauta que orienta as emissoras jornalísticas se preocupa hoje quase que exclusivamente com os problemas da classe média e com os pontos de vista da classe dominante. Quando o assunto relativo a um bairro popular é abordado, geralmente o é enquanto vizinhança indesejável dos mais ricos.

Por outro lado, nas rádios voltadas ao público de baixa renda, o acesso à inteligência é geralmente negado. Os grandes problemas da audiência não são enfrentados: ou são tangenciados pela dissimulação, ou sublimados pelo paternalismo dos comunicadores, que assim se tornam potenciais ocupantes de cargos políticos. A manipulação corre solta, até porque é de mau gosto, e quem poderia denunciá-la prefere não ouvir: está sintonizado em outra zona do dial. Sensacionalismo, violência, drama, berreiro, e a audiência se mantém altamente estimulada, desinformada e distraída. Quem pensou um dia em "dividir para governar", provavelmente sonhou com a segmentação da mídia.

Não precisava ser desse jeito. A segmentação poderia ser o melhor caminho para interessar os jovens pelo que se passa no mundo, como mostra o exemplo da Rádio Continental de Porto Alegre. Ou para levar informação, cultura e cidadania aos menos favorecidos, como já provaram tantas experiências de rádios comunitárias, rurais e educativas, algumas até comerciais, por este mundão afora. Mas se a segmentação é tão mal utilizada como o é no Brasil, e com os efeitos perversos que se está vendo aqui, é porque está inserida numa sociedade que também está doente. Basta ver a força do crime organizado entre nós.

Também nem sempre será da mesma maneira. Quem, há algumas décadas, imaginaria o peso que as emissoras religiosas assumiriam no nosso panorama radiofônico, no início do século 21, quando todo o mundo parecia caminhar para o ateísmo? Certamente, o formato religioso é o fenômeno mais interessante do processo de segmentação, quando o rádio ultrapassa os 80 anos de idade no Brasil. E um dos menos estudados e compreendidos. Os religiosos estão explorando, na virada do milênio, o potencial mobilizador do rádio que os políticos exploraram sessenta anos antes. Chegarão aos mesmos resultados?

Quem viver, verá. A futurologia é um exercício ingrato, e quando o rádio brasileiro completar cem anos o panorama pode ter se modificado outra vez, por caminhos difíceis de se prever agora. As novas tecnologias abrem possibilidades inteiramente novas para a segmentação do rádio, que pode se intensificar no rumo da customização, em que cada consumidor terá sua própria emissora para ouvir (como a internet já faz, só que com rádios ainda de brincadeirinha). Resta saber se os ouvintes vão querer isso, e se haverá interesse comercial ou político para viabilizar o desenvolvimento do meio nesta direção.


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O Rádio no Brasil alguns bons programas e muitas boas ideias. Mas quando se enxerga a "floresta" vê-se apenas um "matagal capenga", cheio de lixo, cujos efeitos não são atenuados pelas árvores de bons frutos.

Os profissionais e empresários do meio - ou aqueles que realmente o são - tem de tomar a frente dos destinos do meio. Não dá para continuar sendo omisso com o "continuísmo" (sic) daquilo que não presta, em nome de audiência barata e inserções comerciais caros.

Os ouvintes tem parar de serem tratados como "coitadinhos", desprovidos de inteligência, que precisam ser tutelados, tal como vemos em várias estações. Já se provou que esta tutela não acrescenta nada em termos de melhoria. Pelo contrário. Faz apenas com que os defeitos se acentuem cada dez mais.

Não é teoria da conspiração mas, do jeito que vai, o rádio pode sumir e perder lugar para a internet em que, cá entre nós, a gama de programas realmente bons é infinitamente menor, em comparação às emissoras "off-line".

Não existe ainda em quantidade suficiente um debate realmente sério sobre este veículo, nem neste blog, nem nos demais sites, que dão pouco espaço para um meio tão importante ou que simplesmente preferem entrar no trenzinho de "oba-obas" e de exaltação ao meio, sem nunca fazer uma reflexão e abrir o debate, por menor que seja. Mas isso é um defeito de anos a anos de subdesenvolvimento agravados pela Ditadura, pela Nova República, estimulados pela era Collor, era FHC e a era Lula, o Filho do Brasil. Tal leniência foi patrocinada por anos e anos de jabás e "esquemas promocionais", de cunho duvidoso, e um mercado publicitário de extrema má vontade.

A situação só não é pior porque aqui e ali surgiram ideias que se "degeneraram" e ousaram enfrentar o "status quo" político, econômico, cultural e ético dos últimos 40 anos, inovando na veiculação e inserção de conteúdo inteligente. O rádio está segmentado, sim, mas está pobre. Fizeram a segmentação, na maioria dos casos, apostando na ignorância das pessoas, não em sua inteligência. Mais uma vez, abrimos o debate aqui neste blog, apesar de saber do "conformismo" reinante entre ouvintes, profissionais, empresário e a sociedade em geral. Esperamos, sinceramente, estejamos engandos quanto a esse "marasmo de opiniões".

Lições de manipulação

por Alberto Dines, no Observatório da Imprensa

Comentário para o programa radiofônico do OI, 21/12/2009

A grande imprensa não participou da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), cobriu o evento com evidente má vontade e agora não poupa munição para combater algumas de suas propostas.

Este comportamento está longe de ser considerado modelar, mas algumas das propostas aprovadas pelo plenário estão sendo visivelmente deturpadas. É o caso da criação do Conselho Nacional de Jornalistas, uma espécie de Ordem de Jornalistas, proposta pela Fenaj e assemelhada à Ordem dos Advogados. Os jornais de quinta-feira (17/12), reproduziram corretamente o nome que teria a nova entidade, convém repetir, Conselho Nacional de Jornalistas.

Dias depois, sobretudo no fim de semana, o nome foi deliberadamente adulterado para Conselho Federal de Jornalismo. Por quê? Para confundi-lo com o Conselho proposto pela mesma Fenaj em agosto de 2004 e logo retirado diante da veemente reação que provocou, inclusive deste Observatório da Imprensa.

Informação correta

Na ocasião, alguns de nossos observadores manifestaram a opinião de que o Jornalismo não pode ser regulamentado, regulado ou controlado, mas um Conselho de Jornalistas com rigorosos exames de acesso – como acontece com os advogados – poderia servir para contornar impasses históricos, inclusive o da precariedade do ensino de jornalismo nas universidades privadas.

A Fenaj preferiu arquivar a idéia para evitar maiores desgastes. Agora, diante da decisão do STF que não apenas acabou com a exigência do diploma de jornalismo mas até extinguiu a profissão, a idéia do Conselho de Jornalistas merece ser examinada e discutida com serenidade.

Mesmo que a maioria das entidades empresariais decida condenar a nova entidade, a sociedade brasileira merece da sua imprensa uma informação correta, não distorcida e não manipulada.

Esta grosseira confusão de nomes não foi acidental e não faz justiça a uma imprensa que se considera acima do bem e do mal.

Band Esporte Clube mostra reportagem sobre narradores esportivos

O Band Esporte Clube apresentou uma excelente reportagem sobre os narradores esportivos do rádio. É claro que a Bandeirantes puxou mais para o José Silvério, que é narrador da emissora do grupo, mas os grandes nomes do passado (e alguns do presente) não foram esquecidos.

Para assisti-la na sua íntegra, basta clicar aqui.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Programa Expressão da Bola leva ao ar especial sobre o rádio esportivo

Neste domingo, a partir das 16h30, o programa Expressão da Bola, da Rádio Nova Difusora AM. reprisa o programa especial sobre o rádio esportivo, com as gafes acontecidas nas jornadas esportivas e gols históricos nas vozes de grandes narradores. O convidado especial é este que vos escreve. Nesse momento, a rádio está off line na Internet. Se você mora em Osasco e região, pode ouvir a atração nos 1540KHz do seu rádio.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Exclusivo da USP FM: Os sambas enredos de São Paulo em 2010

Tá rolando agora: todos os sambas enredos das escolas de São Paulo, na Rádio USP, no programa, "O Samba Pede Passagem", do grande mestre Moisés da Rocha. Nãããããão perca!

Rádio USP 93,7 MHz - São Paulo

www.radio.usp.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Roberto Maia faz retrospectiva musical no Bete-papo UOL

Do Bate-papo com convidados, UOL

A convite de UOL Música, um dos maiores conhecedores de música pop, segundo a revista inglesa "Record Collector", abre a série de retrospectivas do Bate-papo UOL com Convidados e faz balanço do melhor e pior de 2009 na área. Relembre os lançamentos, shows que passaram pelo Brasil e saiba quais foram os micos e bolas dentro no mundo da música de acordo com o jornalista. Há 30 anos se dedicando à comunicação e tecnologia na área cultural, Roberto Maia já escreveu para jornais e revistas de renome, deu aula de História da Comunicação, trabalhou como diretor artístico da Brasil 2000 FM por 14 anos, foi mentor, produtor e diretor de diversos programas para televisão e rádio, atuou no departamento artístico da gravadora OUVER, escreveu livros, abriu um bar e, atualmente, é proprietário de uma agência especializada em criação de conteúdo digital para novas mídias.

Retrospectiva 2009 com Roberto Maia. 21/12, segunda, às 18h

Conheça um pouco do Na Geral, de Porto Alegre

E a temporada de participações ilustres dos editores de sites e blogs sobre a midia radiofônica em programas de rádio não acabou. Desta vez, nosso considerado Edu Cesar, do site Papo de Bola, fez uma boa figura no Na Geral, apresentado pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. Não confundir com o Na Geral, da Bandeirantes, de São Paulo. Apesar do nome ser o mesmo e de ter um forte conteúdo humorístico, existem algumas diferenças. A atração de Porto Alegre é comandada por Eron Dalmolin, que é um bom imitador e, diferente de muitros outros, tem um bom texto. Dois jornalistas e/ou radialistas participam comentando as notícias do dia. Nesta edição que destacamos, estavam presentes Marcos Couto e Gustavo Berton, ambos narradores da emissora. Edu Cesar participou do Clube do Bolina (é Bolina mesmo; se pronuncia Bólina), uma divertida sátira aos quadros em que se deve adivinhar o nome do cantor. Acompanhe no player abaixo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vanguart é a atração do aniversário do Radar Cultura

Essa chegou ao nosso twitter - www.twitter.com/radiobase. Siga agora.

No dia 17 de dezembro, o RadarCultura completará mais um ano no ar! Em seu primeiro aniversário, o programa interativo promoveu um encontro inesquecível entre Tom Zé e Mallu Magalhães.

Para este segundo aniversário, o grupo cuiabano Vanguart é a atração especial! A banda participa de diversos festivais independentes do país desde 2005, e ganhou projeção nacional com seu primeiro álbum, Vanguart (2007).

O quinteto formado por Hélio Flanders (voz , violão-folk e gaita), Reginaldo (baixo e voz); David Dafré (guitarra), Luis Lazzaroto (teclados e vocais), e Douglas Godoy (bateria) lançou no começo desse ano o CD/DVD Multishow Registro, parceria da Universal com o canal de TV Multishow. Além dos sucessos "Semáforo” e “Cachaça”, o CD/DVD apresentou oito faixas inéditas, como um dueto de Hélio Flanders com Mallu Magalhães.

Nesta edição especial de aniversário, o grupo fala sobre a carreira e apresenta ao vivo algumas de suas canções. Para completar a festa, o RadarCultura vai sortear dois pares de ingressos para o show do Vanguart no Studio SP, em São Paulo, no dia 18 de dezembro. Cada um dos dois sortudos que levarem os ingressos ainda ganha duas camisetas da banda cuiabana. Para concorrer, basta preencher o formulário abaixo com seus dados e fazer figuinhas. O resultado será anunciado nesta quinta-feira, 17, durante o programa RadarCultura.


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Ainda acho que esse programa seria uma grande atração em FM. Agora o duro é convencer a direção da Fundação Padre Anchieta. Mas é melhor não reclamar muitonão, né? Apesar do preciosismo de alguns ouvintes, que só querem a perfeição e não veêm que o programa já teve algumas melhoras, não muittas, mas teve.

A propósito, para saber mais informações sobre essa e mais atrações da Rádio Cultura Brasil, o twitter é http://twitter.com/radioculturabr

Boletim Peças Raras fala dos prêmios da APCA

Marcelo Abud pilota o excelente blog Peças Raras, que procura resgatar a memória do rádio. Além disso, ele mantém um boletim (chamado de Rádioescuta Peças Raras) dentro da programação da rádioweb Malavéia. Numa das edições mais recentes, Abud falou sobre os prêmios concedidos pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) na categoria rádio. O destaque foi para a escolha como revelação do quadro Devaneio, comandado por Juca de Olveira, na Band News FM. Ouça no player abaixo.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Rádio Capital entra em 2010 com planos de crescimento

A Rádio Capital AM, de São Paulo, encerra 2009 festejando a grande audiência de seus programas, tanto os de comunicadores populares quanto os de jornalismo, esportes e músicas. Para 2010, ano de eleições e de Copa do Mundo, essa emissora planeja eventos e novas atrações em todos os setores.

Já a partir de janeiro, a Rádio Capital apresentará boletins de 1 minuto em torno do Carnaval, com dicas sobre escolas de samba e serviços, e deverá mantê-los até 16 de fevereiro, a Terça-Feira de Carnaval.

O mais importante campeonato estadual de futebol do Brasil, o da Série A de São Paulo, começa em 16 de janeiro, um sábado, com Palmeiras x Mogi Mirim. No dia seguinte, haverá o clássico São Paulo x Portuguesa, Monte Azul x Corinthians e Rio Branco x Santos. A Equipe 1040, uma das três mais ouvidas de São Paulo, estará lá: no dia 17, completa dois anos de sucesso com narradores de peso, Reinaldo Porto, Ricardo Melo e Fausto César, além de experientes comentaristas e repórteres.

Eli Corrêa, líder de audiência pela manhã e à tarde no rádio paulista, planeja novos quadros, além de manter as sempre esperadas atrações “Carta da Saudade”, “Carta das Oito” e “Quem sabe mais?” Os comunicadores Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa, Cinthia, José Carlos Gomes, Cícero Augusto e Adriano Barbiero também se preparam para um 2010 repleto de emoções na Rádio Capital.

A Rádio Capital é sintonizada em 1040 kHz AM ou, pela internet, no site www.radiocapital.am.br


Comentário: E esperamos que em 2010 não surjam mais notícias sobre compra ou arrendamento da Rádio Capital.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um ministro afinado com os empresários

Por Mariana Martins e Cristina Charão, do Observatório do Direito À Comunicação, via Observatório da Imprensa em 11/12/2009

Exatamente uma semana antes da abertura da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que acontece na segunda-feira (14/12), em Brasília, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, expôs a sua análise sobre a conjuntura das comunicações no país. Costa participou do programa de entrevistas da TV Cultura Roda Viva, e falou de praticamente todos os temas sobre os quais o ministério tem sido cobrado publicamente. No geral, as respostas do ministro deixam claro as afinidades de Costa com a pauta do empresariado das comunicações.

Em alguns casos, o ministro das Comunicações fez declarações que poderiam ser postas na boca de porta-vozes do setor empresarial. Por exemplo, o ministro classificou como "relativamente pequena" a quantidade de reclamações de usuários de telecomunicações quanto à qualidade dos serviços, tanto de telefonia quanto de internet. "Tivemos 16 milhões de reclamações em 210 milhões de linhas. Isso não é muito", afirmou. Em seguida, defendeu os problemas nas centrais de atendimento ao cliente, alvo da fiscalização dos órgãos de defesa do consumidor do Ministério da Justiça, que tem aplicado multas pesadas às operadoras de telefonia: "As empresas têm mais de 100 mil funcionários em call centers tentando receber as reclamações. Mas não podemos querer que as empresas respondam em um minuto uma reclamação e, em função disso, até levarem uma multa milionária". Ainda segundo o ministro, este é um problema mais presente nas operadoras de celular.

O ministro também tentou contemporizar problemas recorrentemente denunciados e comprovados ao longo dos anos por pesquisadores e organizações da sociedade civil. Declarações como a de que ele não consegue achar nos arquivos do Ministério das Comunicações "um político que seja integralmente `dono´ de uma rádio ou de uma TV" e também que a Constituinte de 1988 todas as oportunidades para rever os critérios de concessão, mas ela não quis discutir a questão da propriedade cruzada, soam até estranhas vindas da maior autoridade do principal órgão regulador do setor.

Dois pesos e duas medidas

Contrariando o que dizem os radiocomunicadores comunitários e também informações do próprio ministério, que apontam a existência de processos de legalização de emissoras comunitárias que há dez aguardam por resposta, Costa afirmou que em 180 dias pode-se conseguir uma autorização para colocar no ar uma rádio comunitária. A afirmação foi feita quando o ministro expunha as razões pelas quais ele é contrário à descriminalização das rádios "piratas". Segundo ele, os grupos que colocam no ar rádios sem autorização agem de má fé, já que o prazo para a legalização seria razoável.

Já com relação ao projeto de lei de sua autoria que propõe que as concessões de rádios com potência de até 50 KW e as de emissoras de TV que não são cabeças de rede possam ser repassadas a terceiros ou ter sua composição acionária modificada sem autorização prévia do Poder Executivo e do Congresso, desde que não possuam acionista estrangeiro (PLS 222/05), Costa falou que a proposta que fez, há cinco anos, quando chegou ao Congresso, tinha por objetivo justamente resolver a questão da demora nos procedimentos no Ministério das Comunicações – demora que, antes, ele havia negado existir na legalização das emissoras comunitárias. "Tinha 40 mil processos para serem analisados. A sugestão veio daí, para simplificar os procedimentos".

PNBL

Sobre a interiorização das telecomunicações, respondendo a perguntas dos telespectadores, Costa afirmou que, até o final deste ano, todos os municípios brasileiros deverão ter cobertura de telefonia celular de segunda geração. O ministro reconheceu que os serviços tanto de telefonia como de acesso à internet ainda são muito caros.

De novo, ao falar sobre os preços, Costa escorregou para a posição de porta-voz dos empresários, dizendo que a questão tem de ser resolvida com desoneração tributária. Só que, para o ministro, o problema é dos estados, que cobram ICMS muito alto.

Já em relação à internet, Costa disse que espera que o Plano Nacional de Banda Larga resolva a questão dos preços. Até agora, a proposta defendida pelo Ministério das Comunicações junto à Presidência da República, em oposição às propostas que estão sendo feitas pelo Ministério do Planejamento, caminha justamente na linha proposta pelo empresariado, de desoneração fiscal e investimento público para garantir a expansão das redes privadas.

Ainda sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o ministro declarou que governo não tem a pretensão de ser a última milha na banda larga, ou seja, que ele não será prestador na ponta do serviço. "Mas o governo quer garantir que as pequenas comunidades não fiquem desprovidas de banda larga. Os pequenos provedores, as empresas locais serão chamadas para participar", afirmou Costa.

A declaração do ministro tenta enviesar o debate sobre a formatação do plano, já que, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não tem informações suficientes sobre as duas propostas de PNBL que existem dentro do governo e que, portanto, só posteriormente se posicionaria sobre o assunto.

Confecom

Como não poderia deixar de ser, a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi uma das pautas recorrentes da entrevista. Já de início, Costa lamentou mais uma vez publicamente o fato de a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) e a Associação Brasileira de TVs por Assinatura (ABTA), dentre outras representantes do setor empresarial, terem deixado a Comissão Organizadora da Conferência. Contudo, reforçou que isso não trouxe prejuízo à Confecom, pois a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra) conseguiu representar o setor em todo o país, bem como a Telebrasil, cumpriu com esse papel também com relação às empresas de telecomunicações.

O ministro pontuou ainda que a Abra – que reúne os grupos Bandeirantes e RedeTV! – representa um segmento empresarial tão importante quanto a Abert (Globo e Record), e que esta, por sua vez, perdeu a oportunidade de participar. "Nada podemos fazer quando oferecemos a uma entidade a oportunidade de participar e ela não quer participar. Foi o que aconteceu com a Abert e com a ABTA", disse.

Ao falar sobre a saída da ABTA, Costa deixou transparecer o que o ministério aposta como a tônica da Confecom: um ambiente de negociação sobre algumas questões importantes para o setor privado. "A ABTA talvez [tenha saído] porque soubesse que estaríamos votando o PL-29 antes da Confecom. Talvez por isso ela tenha tido mais tranqüilidade, porque o novo marco regulatório para o setor de TV por assinatura deve ser votado antes da Confecom", disse o ministro.

Sobre um dos pontos mais polêmicos das discussões esperadas para a Confecom, que é o controle social dos meios de comunicação, Costa fez coro com os interesses empresariais e falou que esta era "uma das discussões mais temerosas" que surgiram ao longo do processo de convocação da conferência. Para o Ministro, é preciso evitar qualquer mudança nas comunicações brasileiras que leve a qualquer procedimento parecido com o de outros países da América do Sul. Segundo ele, existem setores dentro do Congresso que querem controle social da mídia, e até provocam essa discussão, fazem projetos de lei, mas para Confecom, Costa acredita em um certo "acordo de cavalheiros" entre as partes, na hora do voto – com 40% de votos dos empresários, 40% de votos das entidades sociais e 20% de votos do Poder Público – vai garantir que não seja discutido o controle social da mídia. "Pelo menos do ponto de vista do governo, não vamos levantar essa questão", garante o ministro.

Ainda sobre as propostas que o governo federal defenderá na Confecom, o ministro foi categórico ao dizer que as propostas apresentadas no site da conferência e saudada por parte da sociedade civil não empresarial, não representam as propostas do governo como um todo, mas apenas de setores do governo. Ou seja, novamente, como na discussão do Plano Nacional de Banda Larga, o Ministério das Comunicações deixa claro que não assume pautas nem propostas vindas de outros ministérios e que possam interferir nos rumos da concertação entre o órgão e o empresariado.

Hélio Costa falou ainda que espera da conferência resoluções sobre a sublocação da grade de programação das emissoras, o que, para ele, vem acontecendo muito com relação à conteúdos religiosos. Costa admitiu que é uma questão delicada e informou que o ministério está tentando coibir os excessos "com multas quase diárias". O ministro, entretanto, afirmou que não considera a sublocação das programações – mesmo entendendo que as emissoras têm obrigatoriedade de cumprir com uma grade de programação – uma infração grave a ponto de acarretar na perda da concessão.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A visita ao Expressão da Bola

Pois é. Quando o programa é bom, as três horas e meia de participação passam rápido. Só posso dizer que a visita ao programa Expressão da Bola, da Rádio Nova Difusora, de Osasco, foi muito agradável. Falamos bastante sobre futebol e rádio esportivo. A seguir, o leitor terá os melhores momentos deste bate-papo. Antes quero agradecer ao Guga Mendonça pelo convite e estender esse agradecimento ao Maurício Capela, July Stanzioni e o Douglas Araújo, que também fizeram parte da mesa.

1º Bloco - Nesta primeira parte, mostramos várias gafes e brincadeiras de Mauro Beting e Milton Neves nas madrugadas de quarta para quinta, dentro do Terceiro Tempo. Também teve o dia em que quase que o Cristiano Silva e o Marcos Couto discutiram no ar pela Bandeirantes, de Porto Alegre Além disso, falei bastante sobre o atual momento de Luciano do Valle (e o leitor/ouvinte mais atento vai perceber que eu cometo uma gafe durante minha manifestação. Pago um café para quem perceber qual foi).



2º Bloco - Vanessa Ruiz (ex-Sistema Globo de Rádio) participou por telefone. Ela foi sabatinada por todos os integrantes da mesa e falou bastante sobre os bastidores da Fórmula 1.



3º Bloco - Mais algumas gafes do rádio, desta vez enfocando o narrador Ulisses Costa. Tem também o soluço do José Silvério e o dia em que o Haroldo de Souza teve de enfrentar um teste de aúdio bem no meio da sua narração.



4º Bloco - Aqui o tema foi a Copa São Paulo de Juniores, competição tracional que começa ser disputada em janeiro próximo.



5º Bloco - Aqui, começamos a falar dos grande narradores de futebol que atuaram no rádio de São Paulo. Registros sonoros de Osmar Santos e Edson Leite. Discutimos também sobre a questão dos direitos de transmissão da Copa do Mundo.



6º Bloco - O papo girou em torno da velha dúvida: jornalista pode dizer para qual time torce? E mais aúdios históricos: o choro de Fiori Gigliotti após a desclassificação do Brasil na Copa de 1986 e um registro de Fausto Silva, ainda como repórter da Rádio Globo.



7º Bloco - A parte final do programa, com mais momentos históricos do rádio esportivo: o milésimo gol de Pelé, narrado por Flávio Araújo; José Silvério narrando o gol de Basílio, que deu o título ao Corinthians em 1977; Joseval Peixoto narração, pela Jovem Pan, um gol do São Paulo, em 1971. Mostrei também um exemplo das transmissões duplex feitas pelo rádio de Porto Alegre, usando um aúdio da Bandeirantes, de Porto Alegre. E, para a alegria do Marco Ribeiro, registrei a aposentadoria do Willy Gonser. Considerações finais e despedidas.



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Gravei um vídeo registrando os bastidores da vista.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Não perca: uma visita ao programa Expressão da Bola

Neste sábado, a partir das 18h, eu concederei uma entrevista ao programa Expressão da Bola, apresentado pela Rádio Nova Difusora, de Osasco. Ao vivo. A apresentação é de Guga Mendonça e equipe. Na pauta, falaremos sobre rádio, sobre a minha experiência no blog Rádio Base e áudios das gafes envolvendo os grandes profissionais do veículo e registros históricos do rádio esportivo.

Para ouvir a Nova Difuosra, clique aqui.

Rádio Base Urgente - programa de 12 de dezembro

Não perca nesse sábado, 14h, mais um programa Rádio Base Urgente, na USP FM, trazendo o melhor da música pop no Brasil e no mundo.

Não perca.

http://www.radio.usp.br

"Você é curioso" mostra a Orquestra Tabajara

Não perca daqui a instantes o programa "Você é curioso" uma sensacional reportagem sobre a Orquestra Tabajara, o lendário grupo musical do Maestro Severino Araújo, da Rádio Tabajara, de João Pessoa, Paraíba. Nããããão perca!

"Você é curioso" - Rádio Bandeirantes

Rádio Globo homenageia Dalva e Herivelto

Do Adnews

No período de 14 de dezembro a 4 de janeiro, a Rádio Globo vai homenagear Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, ícones do samba-canção e da música popular brasileira, no programa "Se Liga Brasil", apresentado por Roberto Canázio.

Em boletins diários, a vida e a obra dos artistas serão lembradas através de depoimentos colhidos com amigos, familiares, críticos musicais, artistas e radialistas que conviveram com eles. Ricardo Cravo Albim, João Roberto Kelly, José Messias, Carlinhos Lyra, Pery Ribeiro são alguns nomes já confirmados para participar desse projeto da Rádio Globo, que, em razão da minissérie "Dalva e Herivelto, uma canção de amor", resolveu homenagear esses eternos ídolos da música brasileira.

Os atores Adriana Esteves e Fábio Assunção, que, respectivamente, interpretam Dalva e Herivelto na minissérie também estarão presentes nos boletins e vão contar como foi a experiência de entrar no universo da chamada "época de ouro do rádio". Maria Adelaide Amaral, autora da minissérie, é outra personalidade que vai estar presente nessa homenagem da Rádio Globo a Dalva e Herivelto.

Além da série de boletins, a história musical desses artistas será recordada em um "Se Liga Brasil Especial", que será transmitido, ao vivo, para todo Brasil, no dia 19 de dezembro, a partir das 13 horas. No programa, Roberto Canázio contará com a presença de especialistas em música e trará para os ouvintes da Rádio Globo canções de Dalva de Oliveira e Herivelto.

No site da Rádio Globo, a partir do dia 14 de dezembro, haverá um link para os boletins e um acervo fotográfico de Dalva e Herivelto. O material também será disponibilizado para os ouvintes cadastrados no Rádio Globo Já especial, que receberão por e-mail os destaques da programação.


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Um belo jogo de marketing para promover a nova minissérie. Mas garanto que ela vai dar mais audiência se for exibida num horário em que todos possam assistir e não tarde da noite.

Silvio Santos completa 79 anos


Considerado o maior ícone vivo da televisão brasileira, Silvio Santos completa 79 anos de idade neste sábado (12) com muita disposição e uma história de vida que serve de estímulo para muitos.

Filho do grego Alberto e da turca Rebeca, Senor Abravanel -verdadeiro nome do apresentador- nasceu no bairro da Lapa, Rio de Janeiro, e teve uma infância bastante humilde. Começou a trabalhar aos 14 anos como camelô e vendia capas plásticas para título de eleitor e canetas tinteiro no horário de almoço de um guarda, que cuidava do cruzamento da Avenida Rio Branco com a Rua do Ouvidor. Dias depois, Silvio foi surpreendido e teve suas mercadorias apreendidas, mas o vigia reconheceu seu talento e, em vez de levá-lo à prisão, entregou-lhe um cartão da rádio Continental, na qual fez um teste e foi aprovado.

No trajeto de volta para casa, enquanto fazia a travessia de balsa até Niterói, Silvio teve a ideia de montar um serviço de rádio no transporte para evitar o tédio dos passageiros, que levavam duas horas para concluir o percurso. Com ajuda de comerciantes locais, ele ganhou a aparelhagem necessária para montar o negócio, que lhe despertou o espírito empreendedor. Ele passou a vender anúncios e passou a lucrar com a rádio. Mais tarde, montou um bar na barca, onde vendia refrigerante e cerveja, e organizava bingos.

Em São Paulo, Silvio passou a trabalhar em circos como apresentador de espetáculos. Sua estreia na televisão aconteceu em 1962, com o Vamos Brincar de Forca, na TV Paulista, no qual adaptou o formato de seus shows no circo e distribuía presentes aos vencedores de gincanas.

Desde sua estreia na televisão, Silvio Santos já comandou mais de 30 programas e passou por quatro grandes emissoras: Tupi, Globo, Record e SBT, sendo a última de sua propriedade. (Portal Terra)

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Não tem jeito, se não é a gente para afzer essas coisas. O texto acima parece desconhecer que o "homem do baú" foi uma grande audiência no rádio nas décadas de 1960, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na década de 70, já na Nacional de São Paulo e no começo da década de 80, na Record de São Paulo, onde dividia su programa com Zora Ionara e Nelson Rubens. Silvio Santos também apresentava um programa e de debates no horáiro do almoço ao lado de Salomão Ayala, Moises Weltmann, Samir Achoa, Decio Picinnini, Clécio Ribeiro, Consuelo Leandro, Gióia Júnior, entre outros.

Naquela época, a Record, então de sua propriedade em sociedade com o Grupo Paulo machado de Carvalho, era líder de audiência, contando com nomes como Eli Correia, Gil Gomes, Zé Bétio, João Carlos Maciel e Altieris Barbieiro.

Depois de muita pressão do então ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, para que vendesse sua parte na Record, Silvio Santos acabou também se desfazendo da rádio.

Tudo sobre aluguel na Bandeirantes

Corre que ainda dá tempo. José Augusto Vianna neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis está dando entrevista neste momento na Rádio Bandeirantes AM/FM sobre as mudanças na Lei do Inquilinato. Importante para quem aluga a sua casa.


www.radiobandeirantes.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A lista dos premiados da APCA

Esta é a lista oficial dos premiados da APCA, em pdf.

Aprovado projeto que torna crime propaganda em rádio pirata


Da Agência Senado

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) acaba de aprovar projeto que torna crime a propaganda feita em emissora de rádio que opera de forma ilegal - a chamada rádio pirata. De autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), a matéria recebeu voto favorável do relator, senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

Os senadores examinam agora projeto que obriga a divulgação na internet sobre todos os gastos públicos. Ainda em pauta, 30 pedidos de autorização para funcionamento de emissoras de rádio e TV.


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Como as coisas demoram a acontecer nesse país, não? Agora vamos ver se, aprovado este projeto e sancionado pela Presidência da república, vai haver fiscalização. Demorô.

A despedida oficial de Willy Gonser

O narrador esportivo Willy Gonser se depediu ofialmente do público mineiro durante o programa Jogada de Classe, da TV Horizonte. Nos players abaixo é possível acompanhar a homenagem

Parte 1



Parte 2



Parte 3

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

RadarCultura é premiado pela APCA

E as assessorias de imprensa das emissoras de rádio estão capitalizando ao máximo a divulgação dos prêmios da APCA. Segue release da Rádio Cultura:

Ótima coincidência. A uma semana de completar dois anos de vida (17/12), o programa RadarCultura, da Rádio Cultura Brasil (AM 1200 kHz), ganhou da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o prêmio especial do júri na categoria Rádio. O anúncio foi feito na última quarta-feira, dia 9/12. A cerimônia de premiação será realizada em abril de 2010, no Sesc Pinheiros.

“Um programa com capacidade de criar uma comunidade cujos integrantes conversam entre si, ouvem música, elencam playlists”. É assim que Gioconda Bordon, coordenadora do Núcleo de Rádio da Fundação Padre Anchieta, define o Radar. Ela explica que “ao contrário da interatividade peculiar do rádio, focada no ‘um para um’, o programa trabalha pensando na comunicação de ‘todos para todos’”.

O que realmente diferencia o RadarCultura dos demais é a sua aproximação com a internet. Além da transmissão pela rádio, o programa possui um ambiente colaborativo na página www.radarcultura.com.br, onde o internauta participa de discussões e votações, deixa comentários, confere notícias e podcasts e ainda acompanha as entrevistas do programa via webcam. “Atribuo a vitória do prêmio a esta linguagem interativa, capaz de encurtar o espaço entre os produtores do programa e os ouvintes”, conclui Alceu Maynard, produtor do Radar.

Levada ao ar diariamente, às 15h, a atração radiofônica, conduzida pela voz de Teca Lima, é genuinamente brasileira no quesito música. Rico e versátil, o repertório vai de Osvaldinho da Cuíca a Cachorro Grande, de Tom Zé a Mallu Magalhães, de Jair Rodrigues a Edu Krieger, de Tom Jobim a Lira Paulistana. Enfim, “uma mistura que só dá força e amplitude à música nacional”, pontua Alceu. E para não ficar só na base da transmissão sonora, o programa sempre convida cantores, instrumentistas, compositores para baterem um papo no estúdio. Sempre ao vivo.


Aniversário do RadarCultura


Na próxima quinta-feira, 17/12, a partir das 15h, o RadarCultura comemora seu aniversário de dois anos. E quem participa da festa é o grupo cuiabano Vanguart, que está despontando na cena musical brasileira com seu folk-rock diferenciado. No estúdio, o grupo fala sobre a carreira e apresenta ao vivo, num formato acústico com violões e percussão, algumas de suas canções.

Os ouvintes podem assistir ao programa através da webcam do site (www.radarcultura.com.br) e também participar da sala de bate-papo. Basta clicar no link Bate-papo, no alto da página.


Leia mais: Não dá para entender o prêmio ao Radar Cultura