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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Não sabe o que ouviu na Antena 1? Relaxa, #perguntaprabia que ela sabe


Este vídeo acima mostra como saber o nome "daquela música linda que a Antena 1 acabou de tocar", mas que a direção da rádio não deixa que os locutores digam "quem é o cantor" que você acabou de ouvir. É simples: pergunta pra Bia que ela sabe.

A simpática funcionária da rádio atende através do e-mail: antena1@antena1.com.br, Skype: atendimento_antena1, WhatsApp: (11) 98436-4666 ou pela página da Antena 1 no Facebook! Simples assim. Se for uma canção que tocou em outro dia, mas você não lembra bem a hora, também não tem problema. Acho que vale até cantarolar o tal refrão "pa pa pa pa pa pel", que tocou antes daquela "renal, renal, dondinho is over",e depois de "ai no corrida" com aquele rapazinho que cantava como mulher e daquela música do U2 em que Bono Vox começava cantando "Um, Dois, Três, Catorze".....

Tenho certeza de que ela moverá mundos e fundos para descobrir que raio de música você está ouvindo!!!



Agora, cá entre nós, nunca entendi por que a Antena 1 insiste em não dizer qual é o nome do cantor e da música que está tocando. Ao contrário da sua concorrente direta - a Alpha FM, que tem quase o triplo de sua audiência - nem sempre foi assim na Antena 1.

Quando comecei a ouvir rádio FM, lá pelos anos 1980, a Antena 1 era a emissora mais badalada de São Paulo. Sua fama entre os ouvintes do outrora glorioso AM era enorme. Ter uma rádio que tocava os maiores sucessos do momento no mundo todo quase sem intervalos comerciais. Era um sonho de qualquer amante da música. Como o único recurso era o próprio áudio, havia uma equipe de locutores que se revezavam ao microfone, caprichando na entonação de voz para anunciar cada canção que entrava no ar, sempre com um pouco de informação sobre o artista que a interpretava: Pedro de Alcântara, Antonio Viviani, Júlio Cesar, Dárcio Arruda, Celene Araújo e tantos outros que por lá passaram ao longo de seus anos de glória.

Surge a Rádio Cidade, com seu estilo descontraído e jovem de locução, mas nada que abalasse a "sobriedade chic" da Antena 1, que continuava a ser líder do mercado. Entretanto a onda musical mudou no meio da década, o rock brazuca chegou acompanha da "invasão britânica" do pop e a sonoridade que marcou os anos 1980, pegando a Antena 1 no contrapé. A solução de seus proprietários foi "segmentar" a programação, tocando apenas uma versão mais "light" do "hit parade" internacional, com medo de esbarrar no populacho e no brega que assolou as rádios no fim da década.

John Legend e a música "sem nome" - Entretanto, algum "gênio" conseguiu colocar um "jaboti em cima da árvore" e fez o locutor parar de anunciar ou "desanunciar" o que acabar a de tocar. Ele continuou fazendo todo o restante, menos dizer "quem era o cantor". Como diria aquele antigo comercial de conhaque: "que dureza".

Graças a esta "providencial medida", a Antena 1 começou a perder audiência e até afiliadas pelo país afora. Logo surgiram "clones" da emissora no país inteiro, que aprenderam a lição que ela insiste em esquecer. Parece que seus diretores, ao longo do tempo, nunca prestaram atenção nos hábitos e costumes do próprio ouvinte. A começar que ninguém ouve rádio sem estar fazendo outra atividade, nem que seja deitado "quase cochilando" ou "descansando as vistas", como costumava dizer o mestre do rádio Jonas Rosa. Nem sempre ele consegue atentar para qual é o nome que o locutor da rádio disse. Aí, sim, é que entra os serviços de nossas "heroína" desse post, a Bia. Mas se nem quem apresentava a programação disse quem era, como é que ela vai fazer?

Eu mesmo demorei uns seis anos para descobrir que quem cantava "P.D.A. (We Just Don't Care)" - que tocava direto quase que exclusivamente na Antena 1 era de John Legend. Na verdade tive de sintonizar na Eldorado FM para descobrir isso! Bonito, hein, Antena 1!!!!



Portanto, cuidado, senhores, lembrem-se de que a Oi FM - que tinha uma ótima programação de música pop - acabou saindo do ar, por causa desses e de outros "jabotis", que caíram da árvore e quebraram a cara daquela emissora. Tenso.

PS: A música em cujo refrão se canta algo parecido como "pa pa pa pa pa pel" é a conhecida "Build", do House Martins; "Renal, renal, dondinho is ovo", trata-se de "Don't Dream It's Over", do Crowded House; "Ai no Corrida" é "Ai no Corrida", do Quincy Jones; e a contagem "progressiva" de Bono Vox é da música "Vertigo", do U2. Mas melhor do que "falar" é "assistir", correto?

The Housemartins - "Build"


Crowded House - "Don't Dream It's Over"


U2 - "Vertigo"








sábado, 3 de novembro de 2012

Leitura obrigatória do sábado: fim da parceria Estadão/ESPN não é tão ruim para o Rádio

Parceria entre "Estadão" e ESPN no rádio chega ao fim em dezembro
Do Portal Imprensa

A parceria entre o Grupo Estado e a ESPN que deu origem à Rádio Estadão ESPN chegará ao fim no dia 31 de dezembro deste ano. Conforme apurado por IMPRENSA, o grupo de mídia ficará com a rádio e dará foco em notícias. Há dois dias, João Palomino, diretor de jornalismo da ESPN Brasil, convocou uma reunião para informar à equipe sobre o fim da parceria. Segundo apuração de IMPRENSA, a decisão de acabar com o projeto da rádio Estadão/ESPN partiu do Grupo Estado, que vive um processo de contenção financeira.

A ESPN já busca outro parceiro na frequência FM. No entanto, o grande entrave da emissora seria encontrar uma proposta financeira que se igualasse à que tinha com o Estadão, que pagava ao canal cerca de R$ 2 milhões pelo conteúdo esportivo. Caso não seja possível encontrar um parceiro no dial, a empresa estuda criar uma webrádio. O Portal Imprensa entrou em contato com a ESPN e o Grupo Estado e aguarda retorno das duas empresas de comunicação.
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"A ESPN se mantém no rádio com frequência ou não", diz diretor de jornalismo da emissora
Nesta quinta-feira, 1 de novembro, em entrevista à IMPRENSA, João Palomino, diretor de jornalismo da ESPN, falou sobre o fim da parceria com o Grupo Estado no rádio e comentou sobre as perspectivas da emissora para se manter no meio. Palomino ressaltou que o fim da parceria com o grupo de mídia aconteceu amigavelmente e por um acordo de não renovação do contrato entre as partes. No entanto, negou a informação de que o Estado pagasse cerca de R$2 milhões à ESPN pelo conteúdo esportivo. "Por questões contratuais não posso revelar o valor do acordo, mas está muito aquém do que foi divulgado", garante.

O diretor de jornalismo da ESPN Brasil também revelou que a emissora permanecerá no rádio. "A ESPN se mantém no rádio com frequência ou não". Afinal, a intenção da empresa é reforçar a cultura multiplataforma, que hoje conta com três canais na TV fechada, watch TV, portal, revista e contas com grande volume de seguidores nas redes sociais. "Nunca demos um passo atrás, muito pelo contrário. Até pela capacidade de seus profissionais, a empresa investe em projetos que possam mantê-la multiplataforma", diz Palomino. O jornalista também ressaltou que a ESPN pretende preservar a equipe da rádio. "Nem pensamos em demitir. Ao contrário, dependendo do novo projeto, a tendência é aumentá-la", revela.

Para Palomino, o fim da parceria com o Grupo Estado pode representar um renascimento para a ESPN no rádio. Além disso, ressalta que até o fim do ano os profissionais da emissora esportiva continuam com "o pé no acelerador" durante as coberturas no veículo. "Vamos continuar cobrindo o Brasileirão, as últimas etapas da F-1 e o Mundial do Clubes, inclusive, enviando uma equipe ao Japão para acompanhar o Corinthians com recursos próprios da ESPN Brasil".

Sobre o futuro da ESPN no rádio, Palomino diz que analisa propostas de potenciais parceiros, bem como de um projeto próprio. No entanto, revela que um dial no FM é o maior interesse da emissora no momento. "Recebemos propostas de diversas empresas - entre elas do AM - pois todos sabem a qualidade profissional da ESPN".

O diretor de jornalismo da emissora esportiva garante que a ideia é começar 2013 no rádio, mas que tudo dependerá das negociações. "Não queremos esperar a início do Paulistão para ter um parceiro, já queremos começar o próximo ano no rádio", garantiu. (Portal Imprensa)

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Para emissoras comerciais, não há projeto de conteúdo de sucesso se a parte financeira também não for vitoriosa. Deduz-se que, se o grupo Estado desistiu da parceria é porque ela não lhe fora vantajosa economicamente. E este tipo de projeto só é realmente bom se ambas as partes forem beneficiadas.

É verdade que o "se" no mundo dos negócios da comunicação não existe, mas "se" o Estado tivesse investido esses dois milhões de reais (anuais, ou mensais, ou pelo projeto todo - o texto não esclarece isso) no Jornal da Tarde, por exemplo, será que este diário não se salvaria?

Agora fica claro para o ouvinte que a ESPN se beneficiou muito desta parceria, não comercialmente, mas em termos de imagem. Ela, cujo o principal negócio era o conteúdo para tv fechada, conseguiu penetrar no confuso mercado do esporte no Rádio. Nunca esta marca da Disney foi vista e ouvida tão facilmente neste meio. É possível que tenham percebido que não precisam arrendar, alugar ou comprar uma emissora AM ou FM, embora o mercado de Rádio na web seja incipiente no Brasil e, pra complicar, não conta ainda plenamente com a confiança do mercado publicitário, a exemplo de outras mídias na rede, infelizmente.

Creio que o fim da Estadão/ESPN encerra também a onda de "rádios customizadas" que assolou o dial na última década. Depois do fim da OI, da Mitsubishi, da Fast 89 (Nestlé), e da Estadão/ESPN está aprendida a lição de que não basta apenas colocar uma marca famosa à frente do nome da estação. É preciso uma proposta clara, uma "sintonia" entre a marca e o conuteúdo da rádio. E é por isso que presumo que a Sulamérica Trânsito durará muito tempo e a Bradesco Esportes, - que não "decolou" até agora - não dure tanto assim (a Bradesco Esportes é assunto para outro momento).

De qualquer maneira, abre-se uma grande porta para que o Grupo Estado desenvolva integralmente um trabalho jornalístico de qualidade na Rádio Estadão, a partir de 2013, como já era costume, antes da parceria. Talvez se invista agora no radiojornalismo esportivo, área em que a estação era fraquíssima - pra não dizer nula - antes da ESPN chegar por lá. Se for, mais vagas no mercado de trabalho serão abertas - acredito eu. Os profissionais de Rádio agradecem.



segunda-feira, 19 de março de 2012

Vem aí mais uma rádio customizada


O Bradesco vai virar rádio

Do Radar Online, da Veja.com

Em breve, no dial de Rio de Janeiro e São Paulo, uma rádio que transmitirá 24 horas de programação esportiva. Será a Rádio Bradesco Esportes, uma associação do banco com a Band, nos mesmos moldes da emissora Sul América/Band, cuja programação é 100% dedicada ao (encrencado) trânsito paulistano. A ideia é cobrir todos os esportes, incluindo, claro, futebol.
(Por Lauro Jardim)

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Já está no ar pelos 94,1 MHz de São Paulo, uma vinheta na voz de Walker Blaz dando a entender que ali surgirá uma uma emissora voltada para o esporte. A peça ainda diz que é mais uma iniciativa do Grupo Bandeirantes de Comunicação e do Grupo Bel. Em uma outra vinheta - a de identificação da estação - informa que ela é a ZYU 650, Rádio Atual Ltda - que, segundo a Anatel e o Ministério das Comunicações, pertence à José Masci de Abreu e família.

A primeira coisa a se questionar é qual seria a frequência a ser ocupada no aparentemente disputadíssimo mercado radiofônico da capital fluminense, uma vez que a outrora Oi FM - pertencente à Lucia Nascimento Brito, também proprietária da JB FM(dados da Anatel)- já fora arrendada para a rede paulista Jovem Pan.

De acordo com o site Donos da Mídia, o grupo Bel possui oficialmente apenas duas emissoras: Rádio Terra Ltda, em Belo Horizonte e Rádio Oi FM, em Brumadinho, ambas em Minas Gerais. Logo, as demais emissoras teriam sido arrendadas na época da extinta Rede Oi FM.

Não será fácil juntar os interesses de 3 grupo diferentes e um patrocinador para se fazer uma rádio. É de se supor que - caso o projeto venha a se concretizar - a Bandeirantes forncerá o conteúdo, a Rádio Sociedade Marconi, o canal paulistano e o Bradesco, o patrocínio. O que fará o grupo Bel já que não possui canais nem em São Paulo, nem no Rio? Sublocará a emissora carioca de algum concessionário? Ou cederá suas estação em Belo Horizonte?

É fato que o mercado radiofônico de Rio e São Paulo já comporta uma emissora de esportes 24 horas por dia. Difícil é saber se, no caso do Grupo Bandeirantes se, cada rádio (Bandeirantes e Band News FM) continuará a ter sua própria equipe de esportes. Há sempre aquele tentação de "reengenharia", de se fazer mais com menos gente. Porém, no caso da Band, ao menos, não se ganharia nada, já que ambas possuem uma boa audiência e patrocinadores próprios e sólidos.

Outra questão a se pensar: recentemente a Rede Globo adquiriu os direitos de transmissão da Copa do Mundo, e quer repassar às demais emissoras por mais de 800 mil dólares, segundo relato da Jovem Pan. Se isto vier mesmo a ocorrer, o Bradesco teria mesmo disposição de pagar esse montante só para poder transmitir a Copa? Ou será que na pretensa rádio esportiva não transmitirá justamente o principal atrativo, as partidas de futebol?

É sabido que, quando estas grandes empresas entram neste mercado do Rádio, não estão dispostas, geralmente, a gastar o que for preciso para investir neste meio adequadamente porque o consideram um veículo de baixo custo, o que dirá adquirir o direito a transmitir um evento.

Se esta rádio esportiva vier, será bem recebida em boa hora, certamente. No entanto, é preciso saber se o financiador desta empreitada terá a paciência suficiente para colher os frutos - ainda que não sejam financeiros - que demoram a surgir neste meio, mas que são duradouros. É bom lembrar ao Bradesco que ele será responsável pelos ouvintes e admiradores que vier a conquistar, sob pena de ter a imagem da instituição arranhada, caso desista da empreitada.

Iguatemi Prime - Por sua vez, a ex-Mitsubishi FM paulistana - pertencente à Rede Mundial de Comunicações, de Paulo Masci de Abreu - agora se chama Iguatemi Prime, com programação parecida com a sua antecessora, porém com um pouco menos de brilho. Considerando-se de que é uma emissora bem menor e com estrutura menor, talvez não vá tão longe assim. Se não vingar, certamente será arrendada por mais alguma denominação religiosa, ávida em angariar mais fiéis pelo rádio.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Jovem Pan anuncia chegada ao dial carioca, pela terceira vez

A Rádio Jovem Pan FM, uma das primeiras e mais importantes redes de rádio em FM no segmento jovem, acaba de anunciar que a partir da próxima semana, voltará ao dial carioca, dessa vez nos 102,9 MHz, que até o ano passado era ocupado pela extinta Rede OI FM e que hoje se chama "Rádio Oficial do Verão". Esta frequência, por quase 30 anos foi o canal da Rádio Cidade, outra pioneira da programação dedicada ao público adolescente e pós adolescente. O anúncio foi feito por Emilio Surita, diretor artístico da rede, agora há pouco, durante o programa Pânico, na própria Jovem Pan. No site da Rádio Oficial do Verão, entretanto, continua a rolar a sua programação normal, sem o aviso de que tudo mudará em breve. No site da Jovem Pan também não há nenhum informe sobre a mudança.

Esta é a terceira vez que a rede paulista tenta emplacar uma afiliada no Rio de Janeiro. A primeira foi em 1994, quando ocupou a frequência de 94,9 MHz, no lugar da então Fluminense FM, hoje Band News Fluminense FM.

Mais tarde, funcionou nos 102,1 MHz que hoje é ocupada pela também rede de origem paulista Mix FM e que já fora Imprensa FM carioca. Desta forma, descartam-se as especulações de que no lugar da OI FM, poderia vir uma certa "rede Coca Cola FM".

Sem dúvida é uma notícia digna de nota e de análise. Isso vai movimentar o mercado radiofônico nos segmento "jovem". Sempre ouve uma crença de que o ouvinte do Rio de Janeiro tinha certa rejeição à programação que viesse de fora, sobretudo de São Paulo. Não tenho conhecimento de nenhum estudo sério que confirme tais desconfianças do "imaginário coletivo", digamos assim.

A briga no dial carioca promete ser grande. A FM O Dia, segundo dados dos institutos de pesquisa divulgados pela internet, é a líder de audiência, com larga margem de distância da segunda colocada. Além das emissoras "religiosas", cuja audiência cresceu consideravelmente nos últimos anos, a rádio O Dia ainda tem de se preocupar com duas grandes emissoras AM, que agora transmitem em FM: Globo e Tupi.

A Jovem Pan chega com todo o apoio logístico e técnico que faz dela a mais importante rede de rádio do segmento voltado para o público entre 15 e 29 anos. Além de enfrentar a mesma concorrência da líder, a Pan ainda tem de se preocupar com a arquirrival Mix, que vem crescendo a olhos vistos, fazendo uso de emissoras filiadas que, por diversos motivos, se desligaram das redes Jovem Pan e Transamérica.

O mercado do Rio de Janeiro é o terceiro maior do país, com cerca de 10 milhões de habitantes em sua religião metropolitana. Será um grande exercício para a nova emissora descobrir se basta apenas "importar" a programação e o gosto musical imposto pela matriz paulista aos ouvintes cariocas, ou se terão de captar precisamente as preferências locais, sob o risco de não ter audiência que traga bons anunciantes e um bom faturamento publicitário. E isso, em rádio, é fundamental.

Quem já ouviu a Rádio Verão pela internet percebeu que há diferenças gritantes de programação musical entre a as suasdiversas "versões", sobretudo entre a carioca e a paulista. Os 94,1 MHz se São Paulo tem um som mais "cosmopolita", mais aberto para a produção independente daqui e do exterior.

A Verão FM carioca se apega a clássicos do rock mundial, tocados "ad nauseum", como uma referência tardia e distorcida à emissora de outrora como a Fluminense FM - A maldita - e à Eldopop, ou uma cópia mal feita da Kiss FM paulistana. No entanto, a estação da cidade maravilhosa parece atender a uma certa demanda "reprimida" dos ouvintes do lado de lá da Via Dutra, que é ouvir grandes sucessos do passado, como se fora uma fuga da realidade árida da "diversidade musical" que encontram nas FMs de lá, para o bem ou para o mal.

Os paulistas já sofreram deste mal no começo da década passada, mas creio ter sido por pouco tempo, pois São Paulo parece ter uma grande facilidade em absorver o que vem de fora e, assim, se renovar constatemente, sem desprezar a produção local. Caberia a um cientista social, não e este escriba, detectar se há este mesmo espírito cosmopolitano nos fluminenses nos meios de comunicação. Creio que aos profissionais da Jovem Pan, com seu talento e "know-how", caiba descobrir o que quer os ouvintes da nova rádio que ocupará os 102,9 MHz.

Boa sorte pra todos nós.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os erros da Rede Oi FM

O fim da Oi FM no dial

Do Meio e Mensagem

Na noite do Reveillón 2012, os ouvintes que sintonizaram a rádio Oi FM em qualquer uma das sete praças em que ela atuava tiveram uma surpresa. Um pouco depois da meia noite do dia 1º de janeiro, o sinal da Oi foi substituído pelo da Rádio Verão, uma outra emissora pertencente ao Grupo Bel de comunicação, que operava a rádio Oi.

A mudança significa o fim do longo contrato entre o Grupo Bel e a operadora de telefonia Oi, que marcou uma das primeiras operações de rádio customizada no Brasil. Em 2005, a Oi FM entrou no ar na cidade de Belo Horizonte, com uma programação destinada ao público adulto. Posteriormente, o sinal foi estendido a outras cidades – até o final de 2011, a Oi FM existia, além de Belo Horizonte (MG), em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro (RJ), em Recife (PE), em Ribeirão Preto/Sertãozinho (SP), em Campinas/Vinhedo (SP) e em Porto Alegre/Novo Hamburgo (RS). A Oi FM chegou a estar presente também nas cidades de Vitória, Uberlândia, Santos/Peruíbe e Fortaleza, mas as operações nesses locais foram fechadas por não terem atingido um desempenho satisfatório.

De acordo com informações obtidas junto ao Grupo Bel de comunicação, a Rádio Verão FM substituirá o espaço deixado pela Oi FM por tempo indeterminado. Existe a pretensão de uma busca por um novo patrocinador, como era a operadora de telefonia, mas ainda nenhuma negociação foi revelada. No dial, a rádio Verão FM está sendo chamada pelo próprio número da frequência. Na geradora, em Belo Horizonte, e também em São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas, ela ganhou o nome de 94,1 FM. No Rio de Janeiro, é a rádio 102,9 FM e em Recife, é a rádio 97,1 FM.

Totalmente na web - Em alguns anúncios publicados em veículos da imprensa e em seu próprio site oficial, a Oi FM deixa de lado a informação do fim de sua existência no dial para ressaltar a sua presença na internet. O comunicado informa que, a partir do dia 31 de dezembro, a rádio passaria a existir somente na web, classificando a mudança como uma “evolução natural para uma rádio interativa”. O novo slogan adotado pela rádio é “Oi FM, agora totalmente na web”.

Ouça neste vídeo os últimos momentos da OI FM e o sugimento da "Rádio Oficial do Verão".

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Espero que o "case" da Oi FM ensine ao mercado radiofônico muitas lições. Um dos motivos é que - rezo pra que seja duradoura - não dá pra usar uma emissora de rádio apenas para "alavancar a marca", "aumentar a participação no 'shared'", ou seja lá o nome que o pessoal de marketing dá a tudo isso. Mesmo a História contando que a era em que o anunciante de rádio alugava o horário e produzia o conteúdo que bem lhe conviesse já passou, faltava à OI FM um projeto que fizesse com que o ouvinte gostasse de acompanhar a programação da emissora, simplesmente.

A preocupação da rádio que se foi parecia ser apenas a de vender os serviços da operadora. Deixar de anunciar o nome da música para que o cliente da operadora ligasse para lá e o nome da canção seria revelado pelo serviço de SMS da operadora. o que soou como ridículo e ofensivo à audiência. Quem teve essa "ideia genial" não entende nem de rádio, nem de marketing e, certamente, nem de celular. De nada adiantava ter alguns dos melhores programas noturnos do rádio, a melhor programação pop do dial, se inventava essas verdadeiras bobagens radiofônicas. No fim, a rádio não criou empatia com o público correspondente à qualidade de seu playlist.

Outra coisa que não funcionou foi a montagem da rede. A sede ficava em Belo Horizonte, mas os principais programas eram gerados do Rio e, sobretudo, São Paulo. Para o mercado da comunicação, São Paulo é a principal praça. Afinal, os grandes anunciantes, as grandes agências de publicidade e o maior mercado consumidor estão aqui. Logo a sede das grandes corporações do setor também estão - ou possui um grande escritório de comercialização. A menos que fosse uma rede regional, como a Rede Itatiaia, justificaria ter a sua central em Minas. Claro que a OI FM não visava angariar anunciantes - embora os tivesse, além da operadora. Mas sendo tratada como "ferramenta" de marketing, talvez fosse necessário prestar atenção a esses detalhes do mercado.


Além do mais nenhum ouvinte conseguia entender com certeza onde era gerada a programação, que a princípio vinha de Belo Horizonte, que depois repassou sua programação para as demais estações, até chegar a São Paulo, uma das últimas a entrar no ar. O sinal dos programas gerados no Rio ía para a sede em Minas e depois para o restante. Ao longo do dia, a programação de são Paulo era produzida localmente, mesmo horários da rede. Que lógica maluca regia essa cadeia não consegui destinguir e creio que ninguém mais.

Pesou também contra a rede Oi um problema crônico que atingia o radiodifusão brasileira: o fato de somente há pouco tempo de se ter descoberto um modelo de negócio para redes de rádio. A Televisão, que é um meio muito mais recente que o rádio, o projeto foi bem sucedido, com a implantação da Rede Globo, na década de 1960. Na publicação "O Livro do Boni", escrita por José bonifácio de Oliveira Sobrinho, o "Boni" do título, o autor faz uma análise de como funcionavam as redes de rádio americanas e as emissoras locais brasileiras. O intuito era explicar a conjuntura em que a televisão brasileira foi inaugurada, em 1950.

Na página 189, no capítulo "O Modelo do Negócio" da referida obra, Boni diz que o modelo de negócio da radiodifusão americana era diferente da daqui e que já nos anos 40 do século 20 existiam 4 redes nacionais. Somente na década de 1950 é que as emissoras regionais e locais cresceram em importância e conseguiram manter-se comercialmente com as receitas de anunciantes locais.

Ainda na mesma página diz que no Brasil fora diferente: "As emissoras foram implantadas nas capitais, como emissoras locais, sem o objetivo de se tornarem redes nacionais ou regionais. Os nomes de algumas emissoras instaladas nos anos 1920 já definem o modelo: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, Rádio Clube de Pernambuco, Rádio Sociedade Educadora Paulista, Rádio Clube de Ribeirão Preto, Rádio Sociedade Riograndense, Rádio Clube Paranaense. A Rádio Nacional do Rio de Janeiro, mesmo ouvida

nacionalmente, não penetrava em capitais como São Paulo, Curitiba, Porto alegre, e não se aproveitou de seu potencial de comercialização. Esse quadro estimulou a criação de centenas de emissoras locais com programação de baixo custo produzida localmente".

Agora é esperar pra ver se o Grupo Bel finalmente criará uma rede com programação própria ou recorrerá no expediente de "arrendar" as emissoras para alguma marca ou produto. Pode ser que ela consiga faturamento fácil agindo assim, mas será que é isto mesmo que o ouvinte quer e precisa?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ouça "Back to Black", com Sergio Scarpelli, na Eldorado FM


O programa "Back to Black" traz o melhor da música negra adulta contemporânea nos EUA e na Europa, todos os sábados, das 20h às 22h, agora na Eldorado FM 107,3 MHz, de São Paulo. A atração também é um podcast que pode ser ouvido a qualquer hora no site www.backtoblack.com.br

"Back to Black" ainda continua sendo produzido e apresentado por Sérgio Scarpelli, ex-colaborador de outro programa do gênero, "Jazz Masters", hoje na Alpha FM. Entretanto, a atração da Eldorado é muito mais completa por ter duas horas de duração e traz muitos sucessos do passado. Destaca-se também por falar apenas o essencial, sem muito blá blá blá, relatando apenas o que é importante para o ouvinte / internauta saber.

Ouça os últimos programas que foram ao ar pela Eldorado FM, entrando no site do Back To Black. (Atualizado em 25 de fevereiro de 2015)

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Texto original, escrito em 21 de outubro de 2009:

Muito bom esse programa de Black Music, "Back to Black", produzido e apresentado pelo Sérgio Scarpelli, na OI FM. Nele você ouve um panorama da música "Black Dançante" em todo o mundo e relembra hits das décadas anteriores.

O programa é exibido na "faixa nobre" da emissora, às quartas-feiras, 22h. A grande sacada da OI FM foi colocar uma reprise aos sábados, 20h, bem no horário em que a Eldorado FM põe no ar o "Jazz Masters", programa que também aborda aquele gênero musical. "Jazz Masters", até pouco tempo atrás, foi produzido e apresentado pelo próprio Scarpelli, que saiu da Eldorado para montar o "Black to Back", até onde a gente sabe, claro. Além do mais, a grande vantagem é que o "Black to Black" tem duas horas de duração.

P.S.: Pelo menos nas horas dos programas semanais, a OI FM deixa aquele hábito idiota de não dizer o nome das músicas e quem quiser, que vá lê-las na internet. A propósito, qual jegue do marketingue da OI inventou essa bobagem? Me dê o endereço dele, que é pra eu passar bem longe. Burrice pega e é contagiosa, sabiam?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tá no Inferno? Abraça o Capeta!!!!

O Garagem finalmente chegou ao site Show Livre que, ao que parece, pertence a operadora de celulares Oi, que possui atualmente uma rede de rádios. E fica a pergunta: por que o Garagem não vai logo de vez para a OI FM?

Um interlocutor me informou que, corre por aí, que o Garagem teria sido rejeitado por seu estilo politicamente incorreto, quando resolver quebrar CD de grupos e artistas que eles consideram insuportáveis. Não raro esses artistas fazem parte da programação da emissora.

O meu interlocutor pôs-se a defender a emissora dizendo que a operadora estava certa e que aquilo era um negócio, que o tmepo do Garagem na ex- Brasil 2000 tinha passado e tal.... Eu, por meu turno, disse qu era burrice tanta frescura politicamente correta para com o programa, uma vez que a OI FM é a ÚLTIMA COLOCADA no ranking de audiência, segundo os institutos de pesquisas.

Meu pensamento é "tá no inferno? abraça o capeta!!!". Se a rádio está em último lugar, então tem que bolar alguma atração ou atrações para alavancar a audiência ou chamar a atenção de seu público-alvo - os assinantes da OI. Meu caro "exa adversus" discorda.

Depois dessa peleja intelectual, me surgiu horas depois porque o Garagem não poderia ser veiculado pela OI FM, ao menos em rede:"o programa tem sotaque paulista demais, segundo seria o pensamento da galera do marketing da operadora. Tudo no Garagem tem sotaque paulista: o humor, a forma de condução do programa, as piadas, as brincadeiras,etc. não dá pra negar.

Se essa for a resposta à "suposta" tese, chego à conclusão de que eles estão sendo injustos e bairristas, uma vez que o excelente "Ronca Ronca", de Maurício Valadares, tem forte cacoete e sotaque cariocas, às vezes um pouco demais da conta para os ouvidos paulistas. Nem por isso o programa é ruim. Pelo contrário.

Portanto, senhores "gênios do marquetingue" da Oi, se essas especulações forem reais, deixem de frescura e escalem já o Garagem para salvar a vossa audiência em São Paulo, que anda de dar pena.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Acredite se puder

No site deles está escrito "São Paulo acaba de ganhar uma rádio nova. Nova mesmo. Isso porque a Oi FM é Livre pra tocar o que quiser." Quem acredita num slogan desses?

Pois é, seu anônimo, eu também não. Rádio livre? Pode até ser. Até porque as únicas emissoras que a gente tem certeza absoluta de que não cobram jabá ou algo equivalente para tocar música são a Cultura FM, USP FM, Eldorado FM. Até aí, nada de novo.

A OI FM foi a pioneira nessa história de rádio customizada, voltada para um determinado cliente de uma certa empresa. Gênio. É a única rádio que mostra "Ronca Ronca". DE resto é tudo igual. A progarmação é tão boa quanto da Mitsubishi FM, o da Eldorado. etc. Eles não dizem o nome da música, igualzinho a "vocês sabem quem". E tem muita propaganda da mantenedora, igual a Brasil 2000, à sulamérica Trânsito, à Mitusubishi FM, etc.

Só vai ficar diferente se algum dia começar a tocar Punk Rock, Hard Core, Crust, Ska - tudo feito aqui mesmo no Brasil - pode ser que eu comece a acreditar nesse slogan aí. E em coelho da Páscoa também.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Oi FM vem aí.....Será?

Como havíamos comentado há muito tempo, a OI FM deve chegar a São Paulo em breve, junto com a operadora de celulares OI. Segundo a Radioagência, ele deve estrear entre julho e dezembro deste ano.

Se chegar, será benvinda, pelo menos de minha parte. A única coisa chata é que você vai ter que abrir a internet para ouvir a bagaça que está tocando lá. Espero que coloquem uns locutores para eu não ter este trabalho. A programação é voltada para......para.... ah, sei lá entra no site da OI FM e dá uma ouvida. Gosto dela. Mas o que me faz ir até lá de vez em quando é o Programa Ronca Ronca, do Maurício Valladades. Esse eu garanto.