Entre no youtube agora e assista mais um programa de fim de tarde que está dando o que falar (e ouvir): é o #3em1, da Jovem Pan, @veramagalhães, @marcelomadu e @andreazzaeditor. Clique na figura acima e entre no canal do programa em vídeo.
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29/03/2017
19/11/2016
Entrevista de colunista carioca é exemplo da "guerra pela audiência" das emissoras jornalísticas de São Paulo
O ano de 2016 vai ser marcado indubitavelmente como o mais agitado no campo da política brasileira nos últimos tempos. Com uma presidente cassada, um presidente da Câmara deposto e preso, um líder do governo no Senado que passou o réveillon na cadeia, e um megaprocesso judicial que está revolucionando a forma de punir àqueles que assaltaram o erário e apontado que é preciso acabar com a impunidade de uma vez por todas, o brasileira ainda teve de assistir na volta do feriado à prisão de dois ex-governadores do estado que já foi o mais importante política e culturalmente do país.
As prisões de Anthony Garotinho e Sérgio Cabral Filho suscitaram no jornalismo radiofônico de São Paulo – o mais concorrido e mais atuante do país, diga-se de passagem – uma guerra por melhor informar a sua audiência.
As tradicionais @RBandeirantes e @portaljovempan estabeleceram nas últimas temporadas um “segundo horário nobre da informação”, em detrimento dos já nem tão atraentes programas esportivos do fim de tarde.
Tais fatos comprovam que em época de crise como a atual cresce no Rádio a demanda por informações que ajude o ouvinte a entender a crise. Nas basta apenas informar e pouco opinar sobre o que está acontecendo (o chamado “hard news” ou o “factual”) como infelizmente faz a @cbnoficial atualmente. É preciso ir bem mais além.
A exemplo das duas emissoras “veteranas”, a @radioestadao têm lançado mão da grande equipe de repórteres, colunistas, articulistas e correspondentes do jornal “O Estado de São Paulo” e da poderosa Agência Estado para participar e reforçar a sua programação. Sem ter uma poderosa mídia impressa que lhe dê tamanho respaldo, a Pan trouxe para seu elenco alguns profissionais de imprensa para atuarem como analistas e comentaristas.
A Rádio Bandeirantes não fez muito diferente de sua “arquirrival” e tenta a todo instante superar seus concorrentes também. Um exemplo disso foi a ampliação do programa vespertino “Bastidores do Poder”, agora com duas horas de duração e a participação de Thaís Freitas e Fábio Panunzzio, que vem se esmerando em trazer ao microfone a opinião de jornalistas, cientistas políticos e intelectuais, que expliquem ao seu ouvinte a origem dos tempos conturbados que vivemos hoje.
Um exemplo disso foi a sensacional entrevista feita com o jornalista Ancelmo Gois (http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/), um dos principais colunistas do jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro. No trecho do áudio abaixo, (que também pode ser ouvido no podcast do programa no site da Rádio Bandeirantes) Alcelmo diz que a crise político-financeira por qual passa aquele estado vem do tempo em que a sua principal cidade era a capital do país, desde os tempos coloniais. “O Rio foi a capital federal durante muito tempo. Isso trouxe muitas verbas para grandes obras na cidade. Ao mesmo tempo, o Rio acabou criando hábitos arcaicos e perniciosos. Os 'males' que se atribui à Brasília são vividos aqui de modo muito intenso. Todos os efeitos da velha política deixaram uma herança por aqui também”, diz o colunista.
Entretanto, ao contrário do que se possa parecer, não é uma guerra por alguns "pontos nos rankings de audiência" a qualquer custo. Com erros e acertos, essa luta por "corações e mentes" dos ouvintes vem beneficiando e estes. Nos chamados "horário nobres do rádio" - início da manhã e fim de tarde - há um verdadeiro congestionamento de colunistas e analistas tentando explicar à sua audiência os "mistérios da política e da economia" e os "bastidores do poder". Que bom para o Rádio.
10/09/2016
Contratação de PVC ajudará a Globo/CBN a aumentar a audiência?
Foi anunciado com certa “pompa e circunstância” esta semana nas páginas da Rádio Globo / CBN nas redes sociais a contratação do jornalista Paulo Vinícius Coelho para reforçar a combalida programação esportiva.
29/07/2016
O que há por trás de "Os Bastidores do Poder"
23/07/2013
Wanderlei Nogueira comanda o "Esporte em Discussão", na Rádio Jovem Pan AM
O jornalista esportivo Wanderlei Nogueira apresenta e comanda uma mesa redonda diária com toda a equipe de esportes da Jovem Pan, sempre com muita informação e opinião
Jovem Pan - Esporte em Discussão
De segunda a sexta
Das 13h às 14h
Rádio Jovem Pan AM - 620 KHz - São Paulo
www.jp.com.br
Ouça pelo aplicativo da Jovem Pan no sistema android de seu dispositivo móvel.
16/07/2013
O narrador da Jovem Pan Nilson Cesar é o convidado do programa Esporte Na Rede desta terça feira
Do blog Esporte na Rede
O narrador esportivo da Rádio Jovem Pan Nilson Cesar é o convidado especial do programa Esporte Na Rede, da UPTV. Nilson Cesar Piccini Favara é titular de esportes da Rádio Jovem Pan onde trabalha desde 1982, visitou mais de 30 países, cobrindo Fórmula 1 e futebol para a Jovem Pan. Cobriu 6 Copas do mundo, narrou todas as provas de Fórmula 1 de 1986 até o ano de 2000. Casado e com 3 filhos é Bacharel em direito, escritor, radialista, nasceu na cidade de Sorocaba, onde reside. Narrar futebol é o seu combustível de vida! Narrou mais de 200 "grandes prêmios" de Fórmula 1, sendo três títulos do Senna e dois do Nelson Piquet.
Saiba mais sobre Nilson César em seu blog - http://blogs.jovempan.uol.com.br/nilsoncesar/
O programa Esporte Na Rede vai ao ar ao vivo, pela UPTV, todas as terças, a partir das 20h. Assista ao programa entrando na homepage do programa - www.esportenarede.org
O programa Esporte Na Rede vai ao ar ao vivo, pela UPTV, todas as terças, a partir das 20h. Assista ao programa entrando na homepage do programa - www.esportenarede.org
24/11/2012
No ar, "No Mundo da Bola" pela Jovem Pan AM
Ouça agora, um dos melhores programas sobre futebol do rádio. "No Mundo da Bola", apresentado pelo decano comentarista esportivo Flávio Prado, há 22 anos, vai muito mais além do enfadonho "mundo futebol", que o título induz o leitor a pensar. Ele extrapola a vida dentro das quatro linhas e aborda assuntos que num primeiro instante podem até parecer que nada tem a ver com o nosso popular ludopédio.
Recomendado para quem gosta e, principalmente, para quem tem certeza de que o mundo não é apenas uma bola de futebol gigante. Ao longo de suas 3 horas e meia de duração, ao vivo, a equipe de jornalistas das emissoras vai trazendo as notícias mais importantes do que acontece no planeta.
O programa ainda possui quadros mais ou menos fixos sobre língua portuguesa, memória do rádio, dicas cinema, turismo e, claro, o noticiário sobre o futebol no mundo, sobretudo na Europa e na América do Sul.
"No Mundo da Bola" é um sopro de brisa fresca nas áridas manhãs de sábado do rádio paulistano.
Não deixe de (ver e) ouvir
No Mundo da Bola
06/05/2012
A Voz do Brasil: uma polêmica sem fim
Reportagem exibida no programa Edição Extra, da TV Gazeta, de São Paulo, aborda uma campanha contra o fim da obrigatoriedade da transmissão do programa oficial "A Voz do Brasil", em todas as emissoras, entre 19h e 20h.
01/04/2012
Portuguesa X Santos, à partir de agora, na rede Jovem Pan
Já está no ar pela Jovem Pan, mais uma Jornada Esportiva. Desta vez entra no ar o clássico Portuguesa X Santos, direto do Canindé, em São Paulo. O jogo é válido pelo Campeonato Paulista de 2012. A locução é de Nilson César, comentários de Flávio Prado e as reportagens são de Wanderley Nogueira, Luis Carlos Quartarolo e Fred Jr.
Ouça agora, clicando aqui, pela Jovem Pan AM
Ou
Ouça agora, clicando aqui, pela Jovem Pan FM
Ouça agora, clicando aqui, pela Jovem Pan AM
Ou
Ouça agora, clicando aqui, pela Jovem Pan FM
19/03/2012
Vem aí mais uma rádio customizada
O Bradesco vai virar rádio
Do Radar Online, da Veja.com
Em breve, no dial de Rio de Janeiro e São Paulo, uma rádio que transmitirá 24 horas de programação esportiva. Será a Rádio Bradesco Esportes, uma associação do banco com a Band, nos mesmos moldes da emissora Sul América/Band, cuja programação é 100% dedicada ao (encrencado) trânsito paulistano. A ideia é cobrir todos os esportes, incluindo, claro, futebol.
(Por Lauro Jardim)
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Já está no ar pelos 94,1 MHz de São Paulo, uma vinheta na voz de Walker Blaz dando a entender que ali surgirá uma uma emissora voltada para o esporte. A peça ainda diz que é mais uma iniciativa do Grupo Bandeirantes de Comunicação e do Grupo Bel. Em uma outra vinheta - a de identificação da estação - informa que ela é a ZYU 650, Rádio Atual Ltda - que, segundo a Anatel e o Ministério das Comunicações, pertence à José Masci de Abreu e família.
A primeira coisa a se questionar é qual seria a frequência a ser ocupada no aparentemente disputadíssimo mercado radiofônico da capital fluminense, uma vez que a outrora Oi FM - pertencente à Lucia Nascimento Brito, também proprietária da JB FM(dados da Anatel)- já fora arrendada para a rede paulista Jovem Pan.
De acordo com o site Donos da Mídia, o grupo Bel possui oficialmente apenas duas emissoras: Rádio Terra Ltda, em Belo Horizonte e Rádio Oi FM, em Brumadinho, ambas em Minas Gerais. Logo, as demais emissoras teriam sido arrendadas na época da extinta Rede Oi FM.
Não será fácil juntar os interesses de 3 grupo diferentes e um patrocinador para se fazer uma rádio. É de se supor que - caso o projeto venha a se concretizar - a Bandeirantes forncerá o conteúdo, a Rádio Sociedade Marconi, o canal paulistano e o Bradesco, o patrocínio. O que fará o grupo Bel já que não possui canais nem em São Paulo, nem no Rio? Sublocará a emissora carioca de algum concessionário? Ou cederá suas estação em Belo Horizonte?
É fato que o mercado radiofônico de Rio e São Paulo já comporta uma emissora de esportes 24 horas por dia. Difícil é saber se, no caso do Grupo Bandeirantes se, cada rádio (Bandeirantes e Band News FM) continuará a ter sua própria equipe de esportes. Há sempre aquele tentação de "reengenharia", de se fazer mais com menos gente. Porém, no caso da Band, ao menos, não se ganharia nada, já que ambas possuem uma boa audiência e patrocinadores próprios e sólidos.
Outra questão a se pensar: recentemente a Rede Globo adquiriu os direitos de transmissão da Copa do Mundo, e quer repassar às demais emissoras por mais de 800 mil dólares, segundo relato da Jovem Pan. Se isto vier mesmo a ocorrer, o Bradesco teria mesmo disposição de pagar esse montante só para poder transmitir a Copa? Ou será que na pretensa rádio esportiva não transmitirá justamente o principal atrativo, as partidas de futebol?
É sabido que, quando estas grandes empresas entram neste mercado do Rádio, não estão dispostas, geralmente, a gastar o que for preciso para investir neste meio adequadamente porque o consideram um veículo de baixo custo, o que dirá adquirir o direito a transmitir um evento.
Se esta rádio esportiva vier, será bem recebida em boa hora, certamente. No entanto, é preciso saber se o financiador desta empreitada terá a paciência suficiente para colher os frutos - ainda que não sejam financeiros - que demoram a surgir neste meio, mas que são duradouros. É bom lembrar ao Bradesco que ele será responsável pelos ouvintes e admiradores que vier a conquistar, sob pena de ter a imagem da instituição arranhada, caso desista da empreitada.
Iguatemi Prime - Por sua vez, a ex-Mitsubishi FM paulistana - pertencente à Rede Mundial de Comunicações, de Paulo Masci de Abreu - agora se chama Iguatemi Prime, com programação parecida com a sua antecessora, porém com um pouco menos de brilho. Considerando-se de que é uma emissora bem menor e com estrutura menor, talvez não vá tão longe assim. Se não vingar, certamente será arrendada por mais alguma denominação religiosa, ávida em angariar mais fiéis pelo rádio.
18/03/2010
Conversa sobre sustentabilidade ao pé do rádio
Quem não ouviu, pode ouvir de novo uma pequena conversa sobre Sustentabilidade, programete de 3 minutos apresntado por Joseval Peixto, da Rádio Jovem Pan, Luis Megali, da Rádio Band News, Caio Camargo, da Rádio Eldorado e Salomão Esper, da Rádio Bandeirantes. Que mais iniciativas como essa surjam sempre.
UMA PEQUENA CONVERSA SOBRE SUSTENTABILIDADE
Baixe o programa aqui - UMA PEQUENA CONVERSA SOBRE SUSTENTABILIDADE
UMA PEQUENA CONVERSA SOBRE SUSTENTABILIDADE
Baixe o programa aqui - UMA PEQUENA CONVERSA SOBRE SUSTENTABILIDADE
16/03/2010
A Jovem Pan e o seu direito de discordar
E incrível o poder que as algumas pessoas possuem em desqualificar o esforço legítimo de emissoras, como a Jovem Pan, em preservar o seu direito de informar e de ter opinião. Parece não se conformarem quando alguém se levanta contra o "status quo" e diz que o querido e amado "futebol", assunto que eles dizem lhe ser tão caro, está mais podre e desorganizado do que conseguimos saber por meio da Imprensa. A partir daí, começam a inventar "brigas imaginárias" entre o "contestador" e o "dono da bola". Enfim, isso é democracia. Mas vamos entender o por quê das posições tomadas pela Jovem Pan. O BLOG RÁDIO BASE se solidariza com esta postura da Rádio Jovem Pan, em defesa dos direitos do torcedor ao espetáculo e à informação, muito embora esse espaço não seja dedicado ao futebol e sim, ao Rádio.
O autor do texto abaixo diz que há por parte da Jovem Pan "excesso perigoso ao querer atingir a Globo e incentivar o Poder Público agir sobre uma relação privada ou um contrato estabelecido entre duas partes legítimas." Há de se supor que ele esteja falando da Rede Globo e a Federação Paulista de Futebol. O que ele esquece de dizer que não é um simples contrato que rege essa relação. Um espetáculo de qualquer espécie franqueado ao público, por meio de ingresso pago ou não, não é um simples "evento privado". Há as leis trabalhistas, o estatuto do torcedor e porque não, o Código de Defesa do Consumidor, que no caso do futebol, regulam a atividade. Estes dois últimos instrumentos da lei citados há pouco são sistematicamente desrespeitados pelas instituições do futebol, como diz os meios de comunicação. Nesses casos o Ministério Público tem de fiscalizar, sim.
Ele (o autor do texto) reclama que a Jovem Pan em vez de concentrar a questão no âmbito privado, até mesmo estimulando um debate aberto e democrático para a melhoria de transporte, segurança, além de tantos outros, está provocando a interferência de pessoas que só querem tirar proveito da situação porque é ano de eleição. É bom salientar que a Jovem Pan é a única emissora em São Paulo que efetivamente promove esse debate no âmbito do futebol, sugerido pelo autor do texto. As outras é que, estranhamente, se calam ou nem ao menos se levantam para rebatê-la, o que é uma pena. Mesmo assim, não são raros os profissionais mais conscientes dessas mesmas emissoras que apoiam o ponto de vista da Pan em suas tribunas, ainda que em caráter pessoal.
No final, o autor causa estranhamento ao leitor quando diz que mudar o horário dos jogos não vai diminuir a briga de torcida. Então gostaria de saber dele por que um contigente enorme de policiais militares, pagos com o nosso dinheiro, é colocado dentro dos estádios - que segundo ele mesmo é um local "privado" - para fazer segurança e não consegue evitar esses confrontos? Por que eles não estão na rua cumprindo o seu dever de garantir a ordem pública? E por que as promotoras dos jogos não contratam segurança particular? Realmente, se este tipo de problema não é para ser questionado e investigado pelo Ministério Público, para que existe Imprensa?Ppara dizer amém a tudo que os organizadores esporte decidem fazer?
Comparar o Brasil com o que acontece lá fora é louvável. Mas em jornalismo é sempre bom se tomar muito cuidado. Como bem sabe o caro leitor, o jornalismo praticado em cada lugar, ainda que seja em países livres e desenvolvidos, varia muito. É um questão intimamente ligada à cultura de cada lugar.
Não é a Pan que quer o renascimento da Censura, e sim, os organizadores do evento. Afinal, o que acontece numa coletiva? Todos os repórteres sentadinhos ficam à espera do que vão falar o técnico e um jogador escolhido pelo clube. Dessa forma, fica mais fácil saber e "controlar" o que o atleta vai dizer ou não. Digamos que é até um "direito" do clube usar esse "procedimento" para preservar sua imagem. Também é um direito - e dever - do profissional de jornalismo concordar ou não com ele, sempre se lembrando que a sua obrigação é informar a verdade a seu leitor ou ouvinte.
No campo e no vestiário há 200 repórteres entrevistando todos os jogadores. Cabe ao repórter unicamente escolher aquele que ache mais significativo entrevista naquele momento. Isso é um direito e um dever do jornalista. Não há a "tutela" da direção do clube dessa forma. O jogador é livre para expressar sua opinião, longe dos olhos de seus patrões. Isso é querer o renascimento da Censura?
De fato, as coletivas depois dos jogos organizaram e muito a "logística" do futebol e até o trabalho da Imprensa. Mas até que ponto ganhou-se na qualidade da informação? É bom salientar que o rádio é um veículo "instantâneo", que pega o que está acontecendo "no ato", sobretudo quando fala de esporte. Pode reparar que as melhores entrevistas durante a partida são aquelas feitas justamente no campo, quando os jogadores estão entrando ou saindo dele. Elas passam ao ouvinte a "temperatura" da partida e como estão os ânimos dos protagonistas; Em outros esportes coletivos, é corriqueiro o jornalista pegar algumas rápidas palavras do treinador à beira da quadra. Como disse, é da tradição do jornalismo esportivo praticado no Brasil, até mesmo pela emissora de tv aberta que transmite o Campeonato Paulista. Pelo que me lembre só no Brasil os repórteres ficam atrás do gol, durante a partida, o que é a coisa mais óbvia do mundo. É bem verdade que em competições internacionais não é possível esta liberdade toda, por problemas que vão além do futebol muitas vezes. Mas também não garante que o jornalista trabalhe melhor porque está num ambiente mais "asséptico". Afinal, o assunto acontece "lá fora" no campo.
Enfim, o papel da Imprensa, sobretudo de uma rádio como a Jovem Pan é esse: questionar, confrontar, inquirir, contestar, opinar, debater, ouvir, arguir, não se conformar com o "senso comum" ao perceber que coisas erradas estão acontecendo e cobrar das instituições do Estado que fiscalize tudo o que for do interesse de seu ouvinte. O autor se equivoca mais uma vez quando diz que "quem deseja assistir ao futebol vai porque quer". Não é bem assim que funciona. O torcedor no estádio faz parte do espetáculo. A partir do momento em que ele se dispôs a sair de casa para prestigiar um jogo, tem de ser respeitado, sim, tem de ter bons lugares, tem de ter banheiro, lugar para estacionar seu carro, acesso fácil ao transporte público, segurança, limpeza e muitos outros itens que 99% dos estádios de futebol NÃO OFERECEM. E se é dessa forma, a Pan tem que botar a boca no trombone, tem que cobrar atitude do poder público e exigir providências. Tem de fazer porta-voz do seu ouvinte que, se depender de certos "amantes do futebol", que preferem apenas badalar o "dono" da bola, vão morrer à míngua.
O autor do texto abaixo diz que há por parte da Jovem Pan "excesso perigoso ao querer atingir a Globo e incentivar o Poder Público agir sobre uma relação privada ou um contrato estabelecido entre duas partes legítimas." Há de se supor que ele esteja falando da Rede Globo e a Federação Paulista de Futebol. O que ele esquece de dizer que não é um simples contrato que rege essa relação. Um espetáculo de qualquer espécie franqueado ao público, por meio de ingresso pago ou não, não é um simples "evento privado". Há as leis trabalhistas, o estatuto do torcedor e porque não, o Código de Defesa do Consumidor, que no caso do futebol, regulam a atividade. Estes dois últimos instrumentos da lei citados há pouco são sistematicamente desrespeitados pelas instituições do futebol, como diz os meios de comunicação. Nesses casos o Ministério Público tem de fiscalizar, sim.
Ele (o autor do texto) reclama que a Jovem Pan em vez de concentrar a questão no âmbito privado, até mesmo estimulando um debate aberto e democrático para a melhoria de transporte, segurança, além de tantos outros, está provocando a interferência de pessoas que só querem tirar proveito da situação porque é ano de eleição. É bom salientar que a Jovem Pan é a única emissora em São Paulo que efetivamente promove esse debate no âmbito do futebol, sugerido pelo autor do texto. As outras é que, estranhamente, se calam ou nem ao menos se levantam para rebatê-la, o que é uma pena. Mesmo assim, não são raros os profissionais mais conscientes dessas mesmas emissoras que apoiam o ponto de vista da Pan em suas tribunas, ainda que em caráter pessoal.
No final, o autor causa estranhamento ao leitor quando diz que mudar o horário dos jogos não vai diminuir a briga de torcida. Então gostaria de saber dele por que um contigente enorme de policiais militares, pagos com o nosso dinheiro, é colocado dentro dos estádios - que segundo ele mesmo é um local "privado" - para fazer segurança e não consegue evitar esses confrontos? Por que eles não estão na rua cumprindo o seu dever de garantir a ordem pública? E por que as promotoras dos jogos não contratam segurança particular? Realmente, se este tipo de problema não é para ser questionado e investigado pelo Ministério Público, para que existe Imprensa?Ppara dizer amém a tudo que os organizadores esporte decidem fazer?
Comparar o Brasil com o que acontece lá fora é louvável. Mas em jornalismo é sempre bom se tomar muito cuidado. Como bem sabe o caro leitor, o jornalismo praticado em cada lugar, ainda que seja em países livres e desenvolvidos, varia muito. É um questão intimamente ligada à cultura de cada lugar.
Não é a Pan que quer o renascimento da Censura, e sim, os organizadores do evento. Afinal, o que acontece numa coletiva? Todos os repórteres sentadinhos ficam à espera do que vão falar o técnico e um jogador escolhido pelo clube. Dessa forma, fica mais fácil saber e "controlar" o que o atleta vai dizer ou não. Digamos que é até um "direito" do clube usar esse "procedimento" para preservar sua imagem. Também é um direito - e dever - do profissional de jornalismo concordar ou não com ele, sempre se lembrando que a sua obrigação é informar a verdade a seu leitor ou ouvinte.
No campo e no vestiário há 200 repórteres entrevistando todos os jogadores. Cabe ao repórter unicamente escolher aquele que ache mais significativo entrevista naquele momento. Isso é um direito e um dever do jornalista. Não há a "tutela" da direção do clube dessa forma. O jogador é livre para expressar sua opinião, longe dos olhos de seus patrões. Isso é querer o renascimento da Censura?
De fato, as coletivas depois dos jogos organizaram e muito a "logística" do futebol e até o trabalho da Imprensa. Mas até que ponto ganhou-se na qualidade da informação? É bom salientar que o rádio é um veículo "instantâneo", que pega o que está acontecendo "no ato", sobretudo quando fala de esporte. Pode reparar que as melhores entrevistas durante a partida são aquelas feitas justamente no campo, quando os jogadores estão entrando ou saindo dele. Elas passam ao ouvinte a "temperatura" da partida e como estão os ânimos dos protagonistas; Em outros esportes coletivos, é corriqueiro o jornalista pegar algumas rápidas palavras do treinador à beira da quadra. Como disse, é da tradição do jornalismo esportivo praticado no Brasil, até mesmo pela emissora de tv aberta que transmite o Campeonato Paulista. Pelo que me lembre só no Brasil os repórteres ficam atrás do gol, durante a partida, o que é a coisa mais óbvia do mundo. É bem verdade que em competições internacionais não é possível esta liberdade toda, por problemas que vão além do futebol muitas vezes. Mas também não garante que o jornalista trabalhe melhor porque está num ambiente mais "asséptico". Afinal, o assunto acontece "lá fora" no campo.
Enfim, o papel da Imprensa, sobretudo de uma rádio como a Jovem Pan é esse: questionar, confrontar, inquirir, contestar, opinar, debater, ouvir, arguir, não se conformar com o "senso comum" ao perceber que coisas erradas estão acontecendo e cobrar das instituições do Estado que fiscalize tudo o que for do interesse de seu ouvinte. O autor se equivoca mais uma vez quando diz que "quem deseja assistir ao futebol vai porque quer". Não é bem assim que funciona. O torcedor no estádio faz parte do espetáculo. A partir do momento em que ele se dispôs a sair de casa para prestigiar um jogo, tem de ser respeitado, sim, tem de ter bons lugares, tem de ter banheiro, lugar para estacionar seu carro, acesso fácil ao transporte público, segurança, limpeza e muitos outros itens que 99% dos estádios de futebol NÃO OFERECEM. E se é dessa forma, a Pan tem que botar a boca no trombone, tem que cobrar atitude do poder público e exigir providências. Tem de fazer porta-voz do seu ouvinte que, se depender de certos "amantes do futebol", que preferem apenas badalar o "dono" da bola, vão morrer à míngua.
13/03/2010
Locutor Ciro César morre aos 72 anos em SP
do site da Rádio Jovem Pan
O locutor e companheiro da Jovem Pan, Ciro César Silvério, morreu aos 72 anos, em São Paulo. Nascido em Morretes, no Paraná, ele foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral na noite do último domingo.
O locutor passou pelas rádios Tupi, Bandeirantes, Eldorado e por emissoras paranaenses até chegar à Jovem Pan.
O corpo de Ciro César será velado a partir das 15h no Cemitério do Araçá, de onde sairá às 10h deste sábado para ser cremado no Cemitério da Vila Alpina. Ele deixa três filhas e três netos.
O locutor e companheiro da Jovem Pan, Ciro César Silvério, morreu aos 72 anos, em São Paulo. Nascido em Morretes, no Paraná, ele foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral na noite do último domingo.
O locutor passou pelas rádios Tupi, Bandeirantes, Eldorado e por emissoras paranaenses até chegar à Jovem Pan.
O corpo de Ciro César será velado a partir das 15h no Cemitério do Araçá, de onde sairá às 10h deste sábado para ser cremado no Cemitério da Vila Alpina. Ele deixa três filhas e três netos.
09/03/2010
Terceiro Tempo em 1984
Quando surgiu, em 1982, o Terceiro Tempo revolucionou o rádio esportivo do Brasil na Rádio Jovem Pan. Quem dúvida disso, deve ouvir o player abaixo. Nele, trazemos aqui o trecho de um programa levado ao ar logo após a decisão do campeonato paulista de 1984, que reuniu Santos e Corinthians. Vitória do alvinegro praiano por 1 a 0. No trecho selecionado, a equipe da Pan entrevistou Serginho Chulapa, o autor do único gol da partida. Notem uma característica marcante da época: a possiblidade de entrevistas nos vestiários. Hoje, tudo se limita a uma ou duas coletivas. Mais um detalhe que chama a atenção: o espírito esportivo entre os jogadores. Atualmente seria díficil para um jogador como Juninho, então zagueiro do Corinthians, reconhecer as qualidades de um atacante como Serginho. É um passo para ficar mal com sua torcida.
10/12/2009
Livro de Tuta leva prêmio de crítica da APCA
Da Jovem Pan Online
O livro “Ninguém Faz Sucesso Sozinho, de A.A.A. de Carvalho, o “Seu Tuta”, levou o Grande Prêmio da Crítica de rádio da Associação Paulista de Críticos de Arte. Segundo o responsável pela escolha, Aguinaldo Ribeiro da Cunha, a APCA é uma entidade antiga, que há muitos anos realiza a escolha, sempre no final do período, dos nomes que mais se destacaram em diversas categorias artísticas, incluindo o rádio, a televisão, teatro e outras.
Neste ano, Tuta foi escolhido para ganhar o prêmio máximo da categoria rádio, exatamente em razão do livro “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”, lançado no último dia 21 de setembro. A votação ocorreu em 7 de dezembro e a cerimônia de premiação, explicou ele, se realizará no dia 6 de abril, no teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros, com a reunião dos vencedores em dez categorias, incluindo dança e televisão, para um coquetel e a entrega dos troféus.
Aguinaldo destacou que, apesar do teor litererário, o prêmio está relacionado com o livro, revelando que, em sua opinião, os leitores têm interesse de conhecer os bastidores do rádio e, em um período anterior, a televisão. Não é comum, confirmou ele, que um livro leva o prêmio de rádio, o que ocorre apenas se a obra tiver uma qualidade acima da média.
Veja a reportagem neste link aqui, ó: Podcast da Jovem Pan Online.
Wanderley Nogueira e a turma da Pan sintonizados na Rádio Base
Caro Marcos,
Eu não tenho os e-mails do Marcos e do Rodney. Mas, por favor, leve a eles a minha mensagem. Outra coisa: ficamos, todos, muito felizes com a análise que vocês fizeram sobre o trabalho que a equipe de esportes da Jovem Pan realizou no último domingo. Foi um ótimo fechamento de temporada. Como vocês , certamente perceberam ,nós tinhamos uma equipe completa acompanhando cada partida importante: um narrador, um comentarista e um repórter.
E foi assim durante todo o campeonato brasileiro. Só uma emissora que tem um grande número de profissionais pode fazer esse tipo de cobertura. Na penúltima rodada do campeonato a Jovem Pan acompanhou com vozes diferentes 9 dos 10 jogos da rodada. Foi um show de velocidade e informação. Outro detalhe interessante: em novembro a Pan transmitiu 30 jogos e acompanhou mais 23. Além de tudo isso, três programas esportivos diários e um final de semana(sábado e domingo) repleto de programas feitos pelo setor de esportes da JP. E , seguindo a filosofia da emissora ,a informação é prioritária.
Um abração,
WANDERLEY NOGUEIRA
RADIO JOVEM PAN
-----------------------------------
Caro Wanderley e amigos da Pan, muitíssimo obrigado pela "audiência", e continuem conosco.
Eu não tenho os e-mails do Marcos e do Rodney. Mas, por favor, leve a eles a minha mensagem. Outra coisa: ficamos, todos, muito felizes com a análise que vocês fizeram sobre o trabalho que a equipe de esportes da Jovem Pan realizou no último domingo. Foi um ótimo fechamento de temporada. Como vocês , certamente perceberam ,nós tinhamos uma equipe completa acompanhando cada partida importante: um narrador, um comentarista e um repórter.
E foi assim durante todo o campeonato brasileiro. Só uma emissora que tem um grande número de profissionais pode fazer esse tipo de cobertura. Na penúltima rodada do campeonato a Jovem Pan acompanhou com vozes diferentes 9 dos 10 jogos da rodada. Foi um show de velocidade e informação. Outro detalhe interessante: em novembro a Pan transmitiu 30 jogos e acompanhou mais 23. Além de tudo isso, três programas esportivos diários e um final de semana(sábado e domingo) repleto de programas feitos pelo setor de esportes da JP. E , seguindo a filosofia da emissora ,a informação é prioritária.
Um abração,
WANDERLEY NOGUEIRA
RADIO JOVEM PAN
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Caro Wanderley e amigos da Pan, muitíssimo obrigado pela "audiência", e continuem conosco.
10/04/2009
A Paixão de Cristo segunda a Jovem Pan
Corre que ainda dá tempo de ouvir a paixão de cristo, segundo a Jovem Pan. Muito bom. Nãããããããão perca!!!!!
http://www.jp.com.br
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21/03/2008
A Paixão de Cristo, segundo a Jovem Pan
Atenção, estudantes de jornalismo de plantão: está no ar, desde a meia-noite, "A paixão de Cristo, segundo a Jovem Pan", um programa há mais de 30 anos no ar, que apresenta uma maratona de entrevistas, bate-papos,e reflexões sobre o significado do período de Páscoa e sobre o cristianismo, principalmente sobre o catolicismo. Vale a pena ouvir, mesmo que você não seja cristão ou seguidor dessa denominação religiosa. E para você que estuda comunicação, acompanhe por meia hora a fim de começar a formar sua opinião sobre a veiculação de assuntos religiosos pelo rádio, assunto esse tão polêmico quanto fascinante.
Rádio Jovem Pan AM 620 KHz - São Paulo - http://www.jp.com.br
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10/10/2007
Valei-me meu São Roquete Pinto!!!!!
Manias, gerundismos e outros "ismos" à parte. A última flor do Lácio sofre na mão de seus falantes. Eu nunca cheguei em qualquer lugar da minha cidade - ou de qualquer outra cidade - para perguntar as horas a um transeunte e este me responder: São 11 da noite mais 40 minutos. Lembro me de que, certa vez, ao perguntar as horas a um colega do departamento de esportes da Rádio Globo em um dos sinuosos corredores da sede da emissora, em São Paulo, meu interlocutor disse: "Olha, no meu relógio faltam 20 para meia noite, mas acho que ele está muito atrasado. Se você for tomar o Metrô, corre. Se não você perde o último trem." acrescentou o solícito colega.
Qual não é a minha surpresa ao constatar que, alguns dias depois deste ocorrido, este nobre colega passa a apresentar seu programa dizendo: "Boa noite, ouvinte. São 8 da noite mais 43 minutos". Confesso que senti um arrepio na espinha com tamanha novidade "linguística". Afinal, conhecia de cor e saltaeado todas as regras e recomendações do Manual de Redação e Estilo da Rádio Jovem Pan - o segundo livro deste gênero lançado por um veículo da Imprensa Brasileira - o primeiro fora o da Folha de São Paulo. Por que ele não disse apenas "são 8 horas e 43 minutos", ou ainda "8 e 43", ou sendo mais preciso "20 horas e 43 minutos"? Poderia simplesmente dizer "faltam 17 minutos para as 9 da noite". Afinal não foi assim que este colega tão solicitamente outrora me informara as horas?
Surgiu ao longo daquele turno de trabalho, uma shakespiriana dúvida a respeito da nova forma de se dizer as horas. Eu e os então colegas de redação chegamos até a consultar o grande Honorê Rodrigues, professor de direito e profundo conhecedor do idioma Português falado no Brasil. Afinal ele fora por muitos anos locutor da Rádio Eldorado e atuou lado a lado com Sergio Viotti, Rubens de Falco, Boris Casoy, Paulo Autran, Ivan Machado de Assis e uma grande constelação de vozes marcantes da emissora do Estadão desde sua fundação, em 1958, até o final da década de 80.
Ao final de uma longa reflexão, o grande sábio sentenciou: "Olha, gramaticalmente não há nada errado a rigor. Mas que é muito cafona anunciar as horas desse jeito no rádio ou pessoalmente, isso é. E o pior que, do jeito que esses modismos vem e não vão, esse vai demorar a passar."
Dito e feito. Depois daquele maldito dia, todos os repórteres e apresentadores começaram a dar as horas assim: "São 10 da noite mais um minuto". Foi pior do que a praga do gerúndio. Nem o esporte da Jovem Pan, tão zelosa no uso do nosso idioma pátrio, conseguiu escapar. Foi pior do que o "gerundismo dos atendentes de call center".
De uns 3 anos para cá, parece que o modismo incômodo arrefeceu. Mas eis que, nesta quente noite paulistana, ouço um certo repórter soltar a seguinte pérola: "amigo ouvinte da Bandeirantes, são oito da noite mais 29 minutos". Ah, meu São Landel de Moura, que o Hélio Ribeiro, o Alexandre Kadunk e minha Santa mãezinha não tenham ouvido essa lá no céu. Se fosse na CBN, a famosa e simpática dona Nadir certamente ficaria em dúvida se era pra tomar seu remédio ou não. Se fosse na Rádio Globo, fazer o quê, né? Mas na Bandeirantes que tem ombudsman e o Salomão Esper? Ai ai ai ai ai ai. Será que este modismo vai voltar? Valei-me, meu São Roquete Pinto!!!!!!!!
Qual não é a minha surpresa ao constatar que, alguns dias depois deste ocorrido, este nobre colega passa a apresentar seu programa dizendo: "Boa noite, ouvinte. São 8 da noite mais 43 minutos". Confesso que senti um arrepio na espinha com tamanha novidade "linguística". Afinal, conhecia de cor e saltaeado todas as regras e recomendações do Manual de Redação e Estilo da Rádio Jovem Pan - o segundo livro deste gênero lançado por um veículo da Imprensa Brasileira - o primeiro fora o da Folha de São Paulo. Por que ele não disse apenas "são 8 horas e 43 minutos", ou ainda "8 e 43", ou sendo mais preciso "20 horas e 43 minutos"? Poderia simplesmente dizer "faltam 17 minutos para as 9 da noite". Afinal não foi assim que este colega tão solicitamente outrora me informara as horas?
Surgiu ao longo daquele turno de trabalho, uma shakespiriana dúvida a respeito da nova forma de se dizer as horas. Eu e os então colegas de redação chegamos até a consultar o grande Honorê Rodrigues, professor de direito e profundo conhecedor do idioma Português falado no Brasil. Afinal ele fora por muitos anos locutor da Rádio Eldorado e atuou lado a lado com Sergio Viotti, Rubens de Falco, Boris Casoy, Paulo Autran, Ivan Machado de Assis e uma grande constelação de vozes marcantes da emissora do Estadão desde sua fundação, em 1958, até o final da década de 80.
Ao final de uma longa reflexão, o grande sábio sentenciou: "Olha, gramaticalmente não há nada errado a rigor. Mas que é muito cafona anunciar as horas desse jeito no rádio ou pessoalmente, isso é. E o pior que, do jeito que esses modismos vem e não vão, esse vai demorar a passar."
Dito e feito. Depois daquele maldito dia, todos os repórteres e apresentadores começaram a dar as horas assim: "São 10 da noite mais um minuto". Foi pior do que a praga do gerúndio. Nem o esporte da Jovem Pan, tão zelosa no uso do nosso idioma pátrio, conseguiu escapar. Foi pior do que o "gerundismo dos atendentes de call center".
De uns 3 anos para cá, parece que o modismo incômodo arrefeceu. Mas eis que, nesta quente noite paulistana, ouço um certo repórter soltar a seguinte pérola: "amigo ouvinte da Bandeirantes, são oito da noite mais 29 minutos". Ah, meu São Landel de Moura, que o Hélio Ribeiro, o Alexandre Kadunk e minha Santa mãezinha não tenham ouvido essa lá no céu. Se fosse na CBN, a famosa e simpática dona Nadir certamente ficaria em dúvida se era pra tomar seu remédio ou não. Se fosse na Rádio Globo, fazer o quê, né? Mas na Bandeirantes que tem ombudsman e o Salomão Esper? Ai ai ai ai ai ai. Será que este modismo vai voltar? Valei-me, meu São Roquete Pinto!!!!!!!!
20/07/2007
Mais Raul Seixas no rádio
Ouça o grande Maluco Beleza falando sobre o seu fã-clube na Rádio Jovem Pan, em 1988.
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