Gravuras, recortes de jornais, capas de revista, fotos, vídeos e até uma vitrola muito antiga, com todos os discos de sua carreira, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, no centro de São Paulo. Ao longo de 55 anos de carreira, estes objetos estamparam o rosto de um dos maiores cantores da música brasileira de todos os tempos ainda vivo: Cauby, ele mesmo, o da família Peixoto. Este artista teve o privilégio de atravessar o século e ser contemporâneo de grandes inovações tecnológicas para se ouvir música, como o Ipod e o mp3. Mas sua fidadelidade ao rádio, veículo que o projetou nacionalmente a partir de São Paulo, é canina. "Eu não vejo mais televisão. É só bunda, professor," sentencia ele, com a voz mansa e baixa que contrasta com o potencial vocal que libera somente quando é hora de cantar. "Ligo a TV de vez em quando só para assistir aos meus amigos," completa este senhor, fã e admirador confesso de Frank Sinatra, "the blue eyes", outro vozeirão...