segunda-feira, 21 de maio de 2018

Transamérica convoca torcidas a se unirem por um mesmo time, o da Paz


Em nome da boa convivência e pelo fim da violência no futebol, a Rádio Transamérica, líder de audiência no segmento esportivo, convoca todas as torcidas brasileiras a se unirem por um mesmo time, o da paz. O apelo virou campanha, que chega a sua segunda edição, e ganhou o nome de "Time da Paz". O desenvolvimento das peças ficou por conta da YouCreate Colaborativa, primeira agência colaborativa do País e que assumiu a conta da emissora recentemente.

A publicidade levanta a bandeira da tranquilidade nos estádios e ruas do País e traz as assinaturas "Quem respeita o rival fica com a bola toda" e "Quem torce com inteligência, não tabela com a violência". A campanha terá veiculação na mídia impressa, online e forte divulgação durante a programação da Rádio Transamérica. Nos spots, grandes nomes do esporte e do entretenimento dão recados às torcidas incentivando a boa convivência, deixando a rivalidade apenas no campo.

"Queremos conscientizar nossos ouvintes a apreciarem os grandes jogos e respeitarem as diferenças dentro e fora dos estádios. É um trabalho para resgatar a arte do futebol e o clima de alegria, emoção e respeito", enfatiza o narrador Eder Luiz, responsável pelo departamento de Esportes da Transamérica. (Portal Rádio Base Web)



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Luto no Rádio: morre Gleides Xavier


Faleceu na madrugada desta quinta-feira (17) a locutora da 105 FM Gleides Xavier.  Uma excelente comunicadora, carismática e ativista do samba, Gleides apresentava um dos principais programas da emissora, o “Roda de Samba”. 

Ela estava internada desde o começo do mês, em estado grave, com pneumonia e uma bactéria resistente, no Hospital Leforte, em São Paulo. Os pulmões da radialista estavam comprometidos e ela foi mantida entubada para tratamento no hospital.  

Os locutores e ouvintes da emissora ficaram em estado de choque, além de vários artistas de samba e pagode que destacaram o profissionalismo e o carisma da locutora. Recentemente  a 105 FM perdeu também  o apresentador Maurício Oliveira. O diretor da emissora, Sérgio Pinesi, disse que foi mais uma grande perda para todos. "Gleides era considerada uma pessoa de alto astral, alegre e contagiante". (Do "Blog Cheni no Campo" - http://cheninocampo.blogspot.com.br )


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nova obra fala dos amores e do trágico fim de um herói brasileiro: Santos Dumont

A editora Happer Collins está lançando no Brasil aquela que está sendo considerada a biografia definitiva de um grande inventor e empreendedor brasileiro: Santos Dumont. Escrito pelo jornalista e ensaísta Fernando Jorge, conhecido pelas biografias de Getúlio Vargas (Getúlio Vargas e o seu tempo), Olavo Bilac (Vida e poesia de Olavo Bilac) e o premiadíssimo O Aleijadinho - Sua vida, sua obra, sua época, seu gênio. O livro retrata pontos obscuros de sua tumultuada e interessante vida. Santos Dumont flertou com as mais belas moças da alta sociedade de sua época, mas sempre dizia que não queria deixar uma viúva.

Ele sabia que com sua audácia punha a vida em risco – escapou de diversos acidentes –, mas dizia que “viver sem perigo não é viver”. Fernando Jorge sustenta que Santos Dumont sofria de esclerose múltipla, o que explicaria sua posição ambígua (ora apoiava, ora condenava) diante do uso bélico do avião. O homem que havia conseguido harmonizar “prudência e ousadia” estava com os “nervos destroçados” quando se enforcou no dia 23 de julho de 1932, num hotel no Guarujá. A divulgação de seu ato de desespero foi proibida pelo então governador de São Paulo, Pedro de Toledo: “Não haverá inquérito, Santos Dumont não se suicidou”. 

Santos Dumont foi chamado de “bandeirante dos ares” por Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica. Para o poeta Salomão Jorge, que sugeriu o título do livro ao filho Fernando, Santos Dumont parecia, nas ruas de Petrópolis, “um duende exilado que tivesse feito travessuras nas nuvens”. Filho de Henrique Dumont - “O Rei do Café” -, que distribuiu a fortuna entre os filhos em vida, Santos Dumont trabalhava sem interesse econômico. O que ele mais queria era popularizar a aviação e abriu mão da patente de seus inventos, desde os balões dirigíveis, o 14-bis e o Demoiselle. Quando ganhou o Prêmio Deutsch, doou o dinheiro a operários, mecânicos e a pobres de Paris.  

Fernando Jorge narra neste livro a vida e as obras de Santos Dumont, uma das maiores personalidades da aviação mundial e um herói do imaginário brasileiro. Esta que é a biografia definitiva do inventor mineiro retrata sua trajetória com abrangência e extensa pesquisa, além de um belo projeto gráfico repleto de fotografias históricas. (José Antonio Martinez)


Ouça o podcast aqui:


Minidocumentário retrata nova biografia sobre Santos Dumont


ou

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Apresentador e radialista Luiz Gasparetto morre aos 68 anos


Morreu nesta quinta-feira (3), aos 68 anos, o apresentador, médium, escritor e terapeuta espiritual Luiz Gasparetto. Ele revelou que sofria de câncer de pulmão em fevereiro deste ano. A morte foi divulgada na página de Gasparetto no Facebook."Luiz Gasparetto, o homem que deixa na Terra, seu legado de espiritualidade. Foram mais de 30 livros publicados, milhares de palestras em diversas cidades do mundo, muitas vidas e corações tocados por seus ensinamentos, e ele gostaria que você se lembrasse de que, melhorar o mundo, começa com a melhora de si mesmo. Faça acontecer! No mundo espiritual, tudo tem começo e meio. O fim só existe, para quem não percebe o recomeço. Nosso espírito é eterno. Feliz recomeço, Gaspa!", diz a publicação.

Filho da escritora Zibia Gasparetto, 91, e que também está internada, Luiz Antonio Alencastro Gasparetto apresentou na RedeTV! o programa "Encontro Marcado", com brigas familiares que ele tentava solucionar. A atração foi ao ar entre 2005 e 2008.Também apresentou um programa sobre paranormalidade na Rede Bandeirantes nos anos 1980. Seu último trabalho na mídia foi como apresentador de seu próprio programa semanal na Rádio Mundial de São Paulo, de 1993 até 2014.

Com quase cinco décadas de experiência, Gasparetto começou a carreira aos 13 anos, quando apareceram os primeiros sinais de mediunidade. Ele publicou mais de 30 livros relacionados a espiritualidade e autoajuda e vendeu mais de 1 milhão de exemplares, segundo seu site oficial.

Em fevereiro, Gasparetto revelou lutar contra um câncer no pulmão. Em vídeo publicado no Facebook, reapareceu mais magro, desabafou sobre a "escuridão" que trouxe a doença e disse não ter medo da morte. "Não estou triste nem abatido. Estou diagnosticado fisicamente com câncer no pulmão. Eu não tenho medo de morrer, porque convivo com fantasmas o dia inteiro, como vou ter medo de morrer? A única coisa é essa escuridão na minha vida, que me apareceu tão forte e me desafia. Muda tudo. Você reavalia tudo: a comida, como as pessoas agem, meu trabalho, meu amanhã", afirmou.

"Morrer não significa que essa escuridão não vai seguir comigo. Morrer não é a solução. Deixei de alguma forma minha ignorância penetrar em mim um ressentimento, por exemplo. Não tanto com pessoas, mas com a vida", continuou o apresentador, que disse ter tomado até morfina para aliviar as dores. Brincalhão, ele chamou o tratamento de "chiquérrimo".

"Não tenho medo de morrer, mas claro que não quero a dor. Hoje, entendi que não. Quanto mais entendi que não, mais a dor foi embora. Vocês sabiam que eu não estou com nenhuma dor nem estou tomando remédio? Porque já tomei até morfina nessa coisa toda. É chiquérrimo tomar morfina, nunca tinha tomado, tão incrível o poder, mas é uma droga terrível. Ela aplaca a dor. É uma experiência incrível, mas ao mesmo tempo é estar ali completamente sem poder, completamente dependente, impotente", descreveu.

Gasparetto negou sentir culpa pela doença: "Percebi que não estava errado amar, mas os canais com que eu expressava o amor. Você tem que esperar ter um câncer como eu para voltar a reassumir a sua alma como ela é e rever esse seu canal? Eu estou nesta prova. A coisa é séria, viu? Não brinca com isso, não. Também não brinquei, fiz o que eu sabia. A culpa só piora, deprime, deplora. Culpa é escuridão, não é luz. Mas não percebia que eu alimentei minha escuridão, ficou preta, sólida aqui dentro. Eu a vi quando vi a chapa do pulmão esquerdo cobrindo o coração. Ficou real. Eu a fiz ficar real". (Folha de Pernambuco)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Artigo: "Você é 'unhafobo', amigo leitor?", por Fernando Jorge


O sábio suíço Dufour descobriu que a unha do dedo mínimo cresce menos rapidamente do que as dos outros dedos, e que as dos polegares são as que se desenvolvem mais depressa.

Conforme certos psicólogos, talvez superarrojados nos seus métodos deduzidos, as unhas rosadas e fortes perten¬cem aos indivíduos sadios, as largas e rentes aos tenazes e arrebatados, as vermelhas aos perversos e vingativos, as pequenas e redondas aos ciumentos, as aduncas aos soberbos e cúpidos, as sujas e mal cuidadas aos negligentes e inquietos, as longas e chatas aos tímidos e meditativos, as curtas e roídas aos estúpidos ou libertinos, as longas e delgadas aos preguiçosos e aos estetas...
As siamesas tem por hábito deixar crescer de modo inacreditável as unhas das mãos. E quando ficam enormes, costumam adorná-Ias com pequenas placas de prata. Isto nos lembra o Príncipe de Tarento que segundo afirma Scarron, "havia deixado crescer a unha do dedo mínimo da mão esquerda até atingir um tamanho espantoso, o que ele considerava a coisa mais elegante do mundo”.

Sempre pelo espaço de doze meses, o rei Victor Manuel, da Itália, não cortava determinada unha dos seus dedos. Mas, no primeiro dia de cada ano, após a unha ter alcançado cerca de uma polegada de comprimento, o monarca a enviava a um joalheiro, que a polia e lhe aplicava o matiz característico da pedra chamada “Olho de gato”. Em seguida o artíficie a montava num fino engaste de ouro rodeado de brilhantes. Depois, com todo requinte, sua majestade ofertava esta jóia à segunda esposa, a Condessa Rosina, que chegou a possuir umas quatorze idênticas.

Sabemos que vários homens celebres nutriam aversão por animais, objetos ou coisas. O cheiro do peixe produzia febre em Erasmo de Rotterdam. Jacques I, rei da Inglaterra, tornava-se pálido ao ver qualquer espada. Fabrício Campani assegura que D. Juan Rol, cavaleiro de Alcântara, caía em síncope quando escutava a palavra “Lana”. Henrique III tinha ojeriza pelos gatos. E Francisco Vernier, Duque de Veneza, não conseguia suportar, sem perder os sentidos, o aroma de uma rosa, O sábio Júlio Cesar Scalígero, médico e gramático italiano, num dos seus escritos informa que certo fidalgo gascão experimentava tanto medo ao ouvir o som da sanfona que, percebendo os menores acordes desse instru¬mento, logo sentia uma extraordinária vontade de urinar...

A esta relação podemos acrescentar o nome de Henrique IV, o galante e bravo soberano que, segundo as “Memórias” de Sully, não quis que Villeroy fosse grão-mestre de artilharia, porque as unhas deste eram pálidas...

Não ignoramos que a xenofobia é o horror aos estrangeiros; a cinofobia, o horror aos cães; a claustrofobia, o horror aos ambientes fechados; a enofobia, o horror ao vinho; a fotofobia, o horror à luz; a escotofobia, o horror à escuridão; a gerentofobia, o horror aos velhos; a mitofobia, o horror às mentiras; a triscaidecofobia, o horror ao número treze; a tafofobia, o horror de ser sepultado vivo em conseqüência de morte aparente; a astrofobia, o horror aos terremotos, furacões, relâmpagos e tempestades... E o horror às unhas, como deve ser chamado? Unhafobia? Você é unhafobo, amigo leitor?

Fernando Jorge é escritor e jornalista, autor do livro "As lutas, a Glória e o Martírio de Santos Dumont", lançado pela HaperCollins. www.fernandojorge.com



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Programa da USP FM ganha prêmio de músicos profissionais

Você conhece o programa Sons do Brasil? 

Há mais 3 anos no ar, o Sons do Brasil apresenta a cada programa um trabalho autoral de artistas e bandas que apresentam suas músicas ao vivo e participam de um bate papo bastante interessante. 
A cada programa recebe também um profissional ligado a área cultural e que com seus trabalhos fazem com que as produções neste segmento tomem corpo e vida. O Sons do Brasil ganhou o Prêmio Profissionais da Música - PPM nos anos e é 2017 e 2018 como melhor programa de rádio do ano. 
Estamos disponibilizando no Mixcloud todos os programas que já foram ao ar ´para quem quiser ouvir ou relembrar dos assuntos abordados. Tem muita coisa interessante!!!! Vamos nessa? Este é o nosso canal!!!

www.mixcloud.com/sonsdobrasil

Sergio Sagitta
Produtor do programa "Sons do Brasil"
Domingo, 14h
USP FM - baixe o aplicativo

terça-feira, 24 de abril de 2018

Banda que abriu último show do Rappa se apresenta em São Paulo nesta quinta feira


A Jai Club recebe no dia 26 de Abril (quinta-feira), a partir das 21h, a banda Stereo Bago Team. Os paulistas tocam seu álbum de estreia “Aí tem” na festa de 5 anos da banda, trazendo a diversidade como caminho: rock, dub, reggae, hip hop e até o maracatu estão no pacote. Já as letras trazem a poesia urbana, baseada na experiência de vida do compositor Yanick Melo. Para celebrar a data, a banda promote novidades no setlist. O evento também contará com a presença do rapper Ro3p e do DJ Zambol, que é atração fixa do “Encontro das Tribos”.

“Aí tem”, que está disponível nas plataformas digitais desde 2017, é o resultado de cinco anos de carreira da Stereo Bago. Influenciados pela música jamaicana, principalmente no seu grande nome: Bob Marley; Continuando no reggae e chegando no rock, o The Police é outra influência. “Porém, sou brasileiro de mão cheia e apaixonado por nossas raízes e cultura, Chico Science e Nação Zumbi, Paralamas do Sucesso, Planet Hemp, O Rappa, Natiruts… E tenho um grande apego pelo hip hop brasileiro”, revela Yanick.

A necessidade de montar sua própria banda veio acompanhada da ambição de lutar por um mundo melhor através da música. Na concepção do projeto, ele contou com dois amigos que compartilhavam dos mesmos ideais: o percussionista e protestador (ele usa um megafone nas apresentações) Luciano Rocha e o guitarrista Fábio Teixeira.

“Aí tem” conta com duas participações muito especiais: Rappin Hood, na faixa-título, originalmente lançada pelo grupo de pop paulista Placa Luminosa; e do líder do Planta e Raiz, Zeider Pires em “Biotipo”. Yanick fez parte da equipe de Rappin Hood e, quando decidiu criar a releitura da música, “pensei nele de cara, pois a música foi gravada em 1987 e já falava de desigualdade e política social, que para os tempos atuais tudo a ver um grande rapper. Já o convite para Zeider, surgiu da admiração que Yanick tem pelo Planta e Raiz.”

Por sinal, a ligação com o Placa Luminosa vem de casa, Yanick é filho de Ary Nascimento, baixista do Placa e também da Stereo Bago. No último dia 4 de Março, quando abriram para “O Rappa” no Espaço das Américas, Ari foi ovacionado pelo público pelo carisma, presença de palco, solos e, principalmente, pela ligação com Yanick. A sintonia no palco é inconfundível.

Yanick, Ary, Fábio e Luciano pretendem espalhar sua mensagem: realidade das ruas, ideologia, religião e política social estão entre os temas abordados nas letras, que incentivam os jovens a acreditar em seus sonhos, refletir e lutar pelos seus direitos.

Saiba mais acessando a Agenda da Rádio Base Web - http://radiobaseweb.com/eventos/

Ouça (e veja) a Rádio Base Web em seu dispositivo móvel - Baixe gratuitamente o aplicativo na loja do Google Play.

Nova webradio traz obra de Frank Zappa a partir da meia-noite

A Rádio Base Web transmite a partir da meia-noite desta terça-feira, dia 24, 6 horas de muita música do guitarrista americano Frank Zappa, um dos maiores nomes do rock mundial.

Em uma carreira de mais de trinta anos, a sua obra musical estendeu-se pelo rock, fusion, jazz, música eletrônica, música concreta e música clássica. Ele também dirigiu longas-metragens e videoclipes e desenhou capas de álbuns seus. Zappa produziu quase todos os seus 60 álbuns que lançou com a banda Mothers of Invention, grupo que o acompanhou por boa parte da carreira e teve sua formação mudada muitas vezes, e como artista solo.

Ouça pela web em www.radiobaseweb.com ou pelo aplicativo para Android, disponível gratuitamente na loja Google Play.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Em entrevista à CBN, Fernando Jorge conta detalhes da vida de Santos Dumont em livro



Nesta quinta feira o escritor e jornalista Fernando Jorge foi entrevistado pela apresentadora Tania Morales, dentro do programa Noite Total, no portal da Rádio CBN. 


O escritor foi à emissora falar a respeito do seu novo livro "As Lutas, a Glória e o Martírio de Santos Dumont", lançado pela editora Happer Collins. Nesta obra, Fernando Jorge aborda aspectos detalhados sobre a vida do importante inventor brasileiro como, por exemplo, a sua vida amorosa, sua infância, juventude, sua trágica morte, etc.

Assista acima como foi esta entrevista, que será reprisada na próxima terça-feira, dentro do programa "Noite Total", a partir das 21h, na CBN.



Leia mais em: www.fernandojorge.com

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Emissora em que Paulo Barboza trabalhava começou a transmitir em FM nesta segunda feira


O radialista fluminense Paulo Barboza, falecido na madrugada desta segunda feira vítima de infarto fulminante, iria estrear o programa que leva o seu nome em uma nova frequência, porém na mesma emissora. A Super Rádio AM, na qual Paulo trabalhava e onde era a maior estrela, deixara de transmitir nos 1150 KHz e passaria a irradiar o seu sinal em 97,3 MHz, na faixa de FM na capital paulista, informava logo pela manhã a conta do jornalista e radialista Flávio Barbosa no twitter.

Devido ao desaparecimento de seu comunicador mais popular, a direção da Super Rádio optou por não colocar nenhum dos programas que iriam estrear hoje, no novo canal em FM,  juntamente com o de Paulo Barboza. Ao longo do dia foi ouvida apenas uma seleção musical variada, com umas raras gravações avisando sobre a nova frequência em que estavam operando e comerciais previamente programados.

No site da Super Rádio um texto contando a trajetória de Paulo Barboza estava em destaque ,até publicação deste post. Em sua fan page no facebook, a emissora parou de atualizar o noticiário geral, como fazia regularmente. A última postagem foi um banner de agradecimento ao radialista falecido, que também aparece na conta da Super Rádio no Instagram. O twitter nada informa sobre o acontecido de hoje e está desatualizado desde o dia 31 de março. O último vídeo postado no canal do Youtube da emissora foi uma entrevista com o cantor Silvio Britto no programa "Debate em Família", um dia atrás. (Portal Rádio Base Web)

Paulo Barboza: seis décadas a serviço do Rádio

O radialista Paulo Barboza morreu nesta segunda feira aos 73 anos em São Paulo. Também jornalista e publicitário, Paulo Roberto Machado Barboza morreu por volta da 0h30 devido a um infarto fulminante.

Desde janeiro de 2017 ele comandava de segunda a sexta um programa na Super Rádio 1150 AM, em São Paulo. O programa ia ao ar das 8h às 11h. Paulo também uma programação à tarde na Rádio ABC 1570 AM de Santo André, na Grande São Paulo.

O radialista começou sua carreira no interior do Rio de Janeiro, onde nasceu. Ali trabalhou na Rádio Petrópolis. Quando o diretor da emissora Alfredo Raimundo assumiu a direção da Super Rádio Tupi pela primeira vez, na capital fluminense, ele levou Paulo Barboza e outros nomes junto consigo para o novo prefixo. Em São Paulo teve programas nas rádios Record, Globo, América, Tupi e Capital.

Ele foi casado por 48 anos com Eliane Barboza, que morreu em 2015. Deixa os filhos Paulo Barboza Filho, também radialista, e Alexandra Barboza Leider, também produtora de rádio.

Foi um dos primeiros comunicadores a investir em debates diários sobre política e cotidiano, com a presença de diferentes convidados diariamente. Era convidado frequente de programas de televisão, especialmente na TVS (hoje SBT), onde chegou a trabalhar nos primórdios da emissora, apresentando um "game show" veiculado durante uma sessão de cinema noturna no canal de Silvio Santos.

Na década passada, em sua última passagem pela Rádio Record, reviveu o seu quadro de maior sucesso, o "Bom Dia, Vovó", em que diariamente comentava com as suas ouvintes - notadamente o público feminino com mais de 40 anos, segundo os institutos de pesquisa - os principais fatos do dia. Na mesma temporada, fez uma dobradinha inédita com o jornalista Leão Lobo, em que comentavam o noticiário envolvendo artistas e celebridades brasileiras, revivendo parcialmente a dupla formada por Silvio Santos e Nelson Rubens, também na Record, na década de 1970. No SBT, Paulo Barboza tambémfoi jurado do troféu Imprensa entre 2007 e 2013.

Como muitos colegas de profissão, ele também se aventurou no mundo da música, de forma muito discreta. Em 1986, gravou um compacto simples pelo selo RGE - que na época pertencia à Som Livre, gravadora do Grupo Globo, em cuja rádio o comunicador trabalhava. O lado A trazia "A Canção da Vovó", música que ele usava como prefixo de seu quadro mais famoso; no lado B ele gravou "Guaraná, Chiclete e Chocolate". Ambas canções são de autoria de Cláudio Fontana.

É um dos grandes nomes do Rádio, com quase 59 anos de carreira ininterruptos, segundo Ricardo Feltrin, colunista do portal UOL. Paulo Barboza apresentava um dos programas recordistas de permanência no ar nos meios de comunicação, ainda que por várias emissoras diferentes, conforme fora registrado em uma das edições nacionais do "Guiness Book", nos anos 1990. (Portal Rádio Base Web)

Vítima de infarto, Paulo Barboza morre aos 73 anos


O radialista Paulo Barboza, que trabalhou nas rádios Globo, Tupi e América, morreu nesta segunda-feira (16) aos 73 anos, de infarto fulminante no começo da madrugada de hoje, informe o site do BOL. As informações são da sua família, que também anunciaram o local do velório, que acontece hoje à partir das 9h no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica, na Grande São Paulo. Já a cerimônia começa às 17h.

Atualmente, Barboza trabalhava na Super Rádio, 1150 AM. Entre 2007 e 2013 foi júri do "Troféu Imprensa" e chegou até a fazer participações na TV, em canais como Manchete, Tupi, SBT, Record TV e Gazeta. (Portal Rádio Base Web)

Veja também - Paulo Barbosa: seis décadas a serviço do Rádio

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A bela homenagem que foi atropelada pelos fatos


O músico Paulo Ricardo presta homenagem aos 60 anos de nascimento do cantor Cazuza (Foto: Divulgação / Rede Transamérica)

O músico Paulo Ricardo liberou com exclusividade para a Rádio Transamérica uma versão da faixa "O Tempo Não Para", sucesso de Cazuza, que na última quarta feira completaria 60 anos. Grande amigo de Cazuza, o líder do RPM, fez questão de lembrar o legado do músico e homenageá-lo. "Meu soulbrother, meu poeta. Hoje é festa no céu. Parabéns por 60 anos no Olimpo, meu querido Agenor", disse.

A canção foi ao ar durante o programa Transalouca e está disponível neste link - https://goo.gl/dKh4aJ

Clique abaixo, baixe e instale o aplicativo para ouvir gratuitamente a Transamérica no seu android

...........................................................................................



Não sou muito afeito, particularmente, a regravações. Elas quase nunca ficam tão boas quanto a versão original, principalmente quando tentam refazer a canção que a inspirou. E o RPM e seu "alter-ego" Paulo Ricardo, sejamos francos, já não tem mais o carisma e o impacto que tinha no grande público nos anos 1980, há muito tempo. De cada dez músicas que gravam, acertam em duas ou três. As demais só empolgam o público fiel se forem músicas daquela era da música pop.

Mas devo confessar que essa regravação, sob uma certa ótica subjetiva, me surpreendeu. Paulo Ricardo tem a consciência de quem não é, nunca foi nem jamais será seu amigo Cazuza, ou Lobão, ou Renato Russo, ou Marcelo Nova, ou Roger Moreira, ou qualquer outro "front man" daquela geração. Então ele interpretou essa singela homenagem sendo ele mesmo com a voz rouca e esganiçada que sempre o marcou. Os arranjos eletrônicos e minimalistas combinam com o clima intimista à qual se presta a homenagem. 

O grande problema é que este "tributo" foi pago em uma semana em que os olhos e ouvidos da nação estavam quase que totalmente voltados para os últimos acontecimentos da política do Brasil, ofuscando uma comemoração tão importante para a música, sobretudo no Rádio. Mas nunca é tarde demais para se comentar e dar destaque para contemplar o legado chamado Agenor Araújo. 
intimista à qual se presta a homenagem. 

O grande problema é que este "tributo" foi pago em uma semana em que os olhos e ouvidos da nação estavam quase que totalmente voltados para os últimos acontecimentos da política do Brasil, ofuscando uma comemoração tão importante para a música, sobretudo no Rádio. Mas nunca é tarde demais para se comentar e dar destaque para contemplar o legado chamado Agenor Araújo. (Do Portal Rádio Base Web)


Clique abaixo, baixe e instale o aplicativo para ouvir gratuitamente a Rádio Base Web no seu android

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O Pulo do Gato comemora 45 anos de história nesta segunda-feira


"O Pulo do Gato" é um dos programas mais tradicionais do radiojornalismo brasileiro. Ontem, 1º de abril de 2018 o programa completou 45 anos no ar.

Durante a semana inicial (abril de 1973), a atração foi apresentado pelo jornalista, poeta e político Rafael Gióia Martins Jr. (Gióia Jr.). Depois, José Paulo de Andrade assumiu o comando e até hoje é a voz do programa.

Em comemoração às três décadas de O Pulo do Gato, completados em 2003, o apresentador José Paulo de Andrade recebeu, em 29 de março de 2004, o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de Melhor Âncora de 2003.


Líder absoluto de audiência, leva ao ar as manchetes das principais notícias do dia em dois resumos, às 5h30 e às 6h. Mescla informações sobre trânsito, tempo, estradas, aeroportos, hora certa, mercado financeiro e reportagens da área esportiva e policial.

Entre os quadros característicos está o Boca no Trombone, com reclamações de ouvintes e as respostas de representantes de órgãos públicos e de empresas. Uma agenda econômica (Imposto de Renda, prazos para pagamentos de contribuições, aposentadoria e outras informações) é outra atração do Pulo.

"O Pulo do Gato" é o programa recordista de permanência no ar, no rádio brasileiro, com suas características: mesma emissora, mesmo horário e mesmo apresentador.


O Pulo do Gato
Apresentador: José Paulo de Andrade
Produção: Silvania Alves
De segunda a sábado, das 5h30 às 7h00
Rádio Bandeirantes de São Paulo
www.radiobandeirantes.com.br

terça-feira, 27 de março de 2018

Artigo - "Uma ideia genial", por Fernando Jorge


Em nosso país não só os políticos soltam frases absurdas, erradas. Revistas e jornais também as expelem. Já elogiei diversas vezes o matutino “O Globo”, do Rio de Janeiro, pois o considero um dos jornais mais bem feitos do Brasil. Entretanto, na edição do dia 26 de março de 2004, uma sexta-feira (dia do azar), o bonito “O Globo” exibiu esta feia manchete no alto da página 12 do seu primeiro caderno:
Governo indenizará mortos em manifestações.

Amigo leitor, explique-me como o Governo poderá indenizar os defuntos. Vai arrancá-los dos seus túmulos? Pegará os cadáveres, se estiverem inteiriços, ou os esqueletos desconjuntados, a fim de emendar os ossos?

Depois de realizar esse útil trabalho preliminar, imagino que sua excelência, o Governo, dirá aos moradores das cidades do Sumiço Eterno:
-Prezados defuntos, fiquem tranquilos. Vocês morreram em confrontos com a polícia, durante manifestações políticas ocorridas na época da ditadura, porém agora serão indenizados. Encaminhem os pedidos ao Ministério da Justiça e anexem os laudos do Instituto Médico-Legal (IML), no prazo de120 dias. Se provarem que foram selvagemente assassi¬nados, não tenham dúvida, caros defuntos, vocês vão receber quantias que variam entre 100 mil e 150 mil reais. Graças a essas quantias, poderão comprar novos caixões e túmulos mais confortáveis, moderníssimos, com ar condicionado, geladeira e televisão.

Emocionei-me, após ter lido a manchete de “O Globo”.  Lágrimas escorreram pelo meu romântico e pálido rosto. Que lindo! Não resisto, vou reproduzir novamente a manchete:
Governo indenizará mortos em manifestações. Oh, como me orgulho de ser brasileiro! Nem a Alemanha, nem a Itália, nem a Inglaterra, nem os Estados Unidos, nenhum dos países mais ricos do mundo teve esta ideia genial: indenizar os defuntos, Só o Brasil. Levantei-me da minha cadeira, pus a mão direita em cima do cora¬ção e soluçando, sem conter o meu desvairado patriotismo, comecei a cantar o hino nacional...

Apenas uma observação: como o Governo indenizará os defuntos que foram incinerados? Indenizará o pó, as cinzas? Dois dias após o aparecimento da emocionante manchete de “O Globo”, eu abri a edição do dia 28 de março da “Folha de S. Paulo”, num domingo, e li estas linhas na página C-4 da seção “Cotidiano”:
“No dia 18 de fevereiro, por volta das 11 h, um táxi Ômega a serviço do hotel Intercontinental vai até a galeria de arte Juliani e retira três obras de arte: um guache de Maurice de Vlaminck, um Diego Rivera e um óleo sobre tela de Albert Marquet.”
Sensacional! A “Folha de S. Paulo”, por causa desse informe, devia ter publicado a seguinte manchete:
Táxi ladrão rouba obras de arte. Lançado em muitos idiomas, “The Guinnes Book of Records” precisa registrar este fato espantoso: um táxi foi até a uma galeria de arte e surrupiou três pinturas! Como é que esse assaltante de quatro ro¬das conseguiu apoderar-se dos quadros? Ele tem olhos, braços, mãos, pernas? Deve ser, acredito, um táxi bem ágil, esperto, uma raposa de metal, vidro e borracha.

Acho que ele entrou sorrateiramente na galeria, silenciando o escapamento e o motor, olhou o lugar de maneira cuidadosa, e zás, agarrou as três pinturas com as suas mãos agilíssimas, metendo-as no seu porta-malas. Depois, sempre rápido, após pular uma janela, escapuliu como um passarinho liberto da gaiola. Ah, os automóveis de hoje! Perderam a inocência, a honestidade! Quem diria, já temos automóveis larápios! Proponho a criação de delegacias só para apurar os roubos efetuados por esses veículos e cadeias especiais para eles, onde fiquem imobilizados, sem nenhum litro de gasolina.

______________________________________________________

Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor de Drummond e o elefante Geraldão, lançado pela Editora Novo Século

Leia mais em: www.fernandojorge.com

sexta-feira, 23 de março de 2018

Novo portal da Rádio Bandeirantes finalmente entra no ar

Depois de um longo (e bota longo nisso) tempo de espera, a Rádio Bandeirantes inaugura seu novo portal. Com um novo design mais simples e moderno, este sítio oficial pretende atingir aquele público que o acessa principalmente pelos smartphones e dispositivos móveis, ainda que seja por meio dos navegadores (Chrome, Safari, Ópera, Explorer, Firefox, etc).

As informações estão muito mais fáceis de ser encontradas, muito embora alguma delas estejam menos completas do que na versão antiga. Um exemplo são os contatos das produções dos programas, bem como a de seus profissionais responsáveis. Em vez disso, a Band quer que a sua audiência fale com ela através apenas do irritante formulário. Não entendi por que não dar as duas opções de contato. Para quem sempre reclamou da anacrônica "Voz do Brasil", tal expediente de dar apenas uma única opção ao ouvinte me parece igualmente antipática. Quem sabe um dia o "pessoal da informática da firma", acerta essa parte não é mesmo?

Outra novidade que chama a atenção é a lista da equipe. De fato ficou mais simples e legível. O nome de todos os funcionários e colaboradores numa única página. Infelizmente são poucos os profissionais que são descritos por sua função. Será que todos eles terão de fazer "de tudo um pouco" daqui em diante tal qual acontece em uma famoso restaurante de "comida rápida". É bem verdade que em emissoras menores e as do interior é comum um radialista desenvolver diversas funções pois a equipe é naturalmente enxuta por questões financeiras e por questões de concepção do projeto radiofônico - como é o caso de sua irmã caçula, a Band News FM . Em uma rádio como a Bandeirantes, teme-se que um quadro tão reduzido de colaboradores comprometa a qualidade de áudio e de conteúdo da emissora. Afinal, não consegui identificar o nome de algum profissional exclusivamente da área técnica-operacional. Será que essas funções foram extintas na última "atualização" do organograma? Ou será que a emissora acha que eles não mereçam ser mais citados nem ao menos na sua página oficial?

Porém vale a pena destacar outros pontos positivos do novo site da Bandeirantes como, por exemplo, a página de podcasts para que o ouvinte possa acompanhar o que fora veiculado durante o dia e a semana. Embora não pareça trata-se de uma parte importante porque é ali estão disponíveis o acervo recente da emissora, que é a alma de qualquer veículo de comunicação. Entre as emissoras paulistas, creio até que entre as emissoras brasileiras, a Bandeirantes um das que mais bem preserva os seus arquivos por meio do CEDOM - Centro de Documentação e Memória - comandada pelo experiente Milton Parron. E mais: é a única emissora em São Paulo, quiçá do Brasil, que diariamente veicula gravações históricas importantes, não só na área do jornalismo e do esporte, mas também do setor de entretenimento, que bravamente resiste dentro da emissora líder do Grupo Band Rádios.

Rádio com imagem nas redes sociais - Por fim, vamos às redes sociais. O destaque é o instagram, que sempre conta com fotos bem tiradas do que acontece na rádio e cartazes que chamam para as atrações da programação. No twitter, a Bandeirantes consegue colocar com certa agilidade os principais fatos retratados em seu noticiário com links que remetem direto à página de cada notícia, com texto e áudio. A fan page, embora seja mais confusa, não fica muito atrás. E o whatsapp parece ser usado com relativa facilidade por seus ouvintes para enviar mensagens instantâneas de áudio e texto.

Há quem diga que o futuro do rádio é a webtv. A Bandeirantes parece discordar dessa previsão. Ao contrário da sua arquirrival Jovem Pan, o canal de youtube da emissora só disponibiliza para o internauta entrevistas e coberturas que considera realmente relevantes, como uma recente entrevista do presidente Michel Temer.

Raramente, a Bandeirantes se dispõe a transmitir seus programas ao vivo por esta rede social. Prefere o "live" em vídeo do Facebook, que é muito mais ágil e prático. Por algumas vezes, algumas transmissões foram comprometidas porque se preocuparam tanto com a qualidade da imagem, que se esqueceram de transmitir alguns programas com a mesma qualidade de áudio. Soou patético, para uma emissora cujo grupo possui alguns canais de televisão.

Quero crer que isso seja circunstancial e com o tempo esses problemas serão resolvidos.  O importante é que a Bandeirantes, apesar de alguns erros e de mudanças tão drásticas em seu negócio, ainda não descuidou do principal: o conteúdo informativo.

sábado, 17 de março de 2018

Rede Transamérica estreia transmissão de emissora afiliada na Grande Vitória


A Rede Transamérica chega a mais uma região do Brasil, Grande Vitória (ES). A estreia da franqueada Transamérica do segmento POP, na frequência 91,9 FM, aconteceu na quarta-feira (14), em 11 cidades, incluindo Vitória. A ação é resultado da associação com a Rede Sim, importante grupo de comunicação local. A estreia resulta na presença da emissora em todas as capitais da região sudeste do País.

A Transamérica POP, além da capital, estará presente nos municípios Vila Velha, Serra, Fundão, Guarapari, Viana, Cariacica, Domingos, Martins, Santa Leopoldina, Marechal Floriano e Ibiraçu. "É a união da maior rede de rádios do Espírito Santo com a maior rede de rádios do Brasil. O casamento é perfeito e foi uma escolha cirúrgica, uma vez que precisávamos escolher algo diferente do que já vem sendo ouvido no mercado capixaba. A partir de agora os ouvintes contarão com uma programação diferenciada e extremamente moderna", diz João Resegue, proprietário da Rede Sim.

Além da programação musical, a franqueada contará notícias e links ao vivo dos principais locais da Grande Vitória. A grade conta ainda com programas exibidos em todo Brasil, como o Desperta, no ar de segunda a sexta-feira, a partir das 5h, trazendo informação, prestação de serviço e música para quem acorda cedo. Outro destaque é o 2 em 1. A atração, transmitida de segunda a sexta, das 8h às 10h, trata de economia, sexo, saúde, relacionamento e comportamento de forma descontraída e irreverente, com a participação de especialistas sobre os temas abordados. Já o Transalouca, exibido das 13h às 14h, de segunda a sexta, é marcado por entrevistas cheias de humor e com grande interação.

A estreia da Transamérica na Grande Vitória marca a retomada da expansão do formato POP de programação musical, presente nas principais capitais brasileiras. Além de Vitória, a Transamérica terá estúdios em Cachoeiro de Itapemirim, Santa Teresa, Linhares e São Mateus com programações regionais.


Sobre a Rádio Transamérica:
A Rádio Transamérica é uma das principais emissoras e constitui a maior rede FM do País. Impulsionada pelo ecletismo musical de ouvintes cada vez mais exigentes, é a única a possuir três formatos diferentes de programação musical (POP, HITS e LIGHT), transmitidos via satélite, com características distintas e direcionadas para públicos singulares.

Com esse formato, criou múltiplos mercados de atuação de forma inédita no rádio. Na grade, destaque para os programas 2 em 1 e Transalouca, ambos tratam, com muita irreverência e bom humor, temas diversos e recebem convidados especiais. Atenta ao crescente interesse da audiência na programação esportiva, a Rádio Transamérica investe na produção de conteúdo jornalístico focado no esporte, transmitindo os principais campeonatos nacionais e os maiores eventos esportivos do mundo, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

Tendo como carro-chefe a emissora de São Paulo, a transmissão esportiva, líder absoluta de audiência, se destaca por contar com os melhores narradores e comentaristas do meio rádio com o comando de Eder Luiz. No ar desde 1973, pertence ao Grupo Alfa, um dos maiores conglomerados do Brasil, e está presente nas cinco regiões, em 1967 importantes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Vitória entre outras.

sexta-feira, 16 de março de 2018

O dia em que o escritor Fernando Jorge se encontrou com o polêmico Clodovil Hernandez


O próximo sábado, dia 17 de março, marca os nove anos da morte do estilista, apresentador de televisão e deputado federal por São Paulo Clodovil Hernandez. Conhecido principalmente pela postura controversa e por declarações consideradas impróprias ou indelicadas, muitas vezes dirigidas a outras personalidades famosas, Clodovil fora eleito com quase meio milhão de votos, a maior votação individual para aquele cargo nas eleições de 2006.

No texto abaixo, o nosso colaborador Fernando Jorge relembra um encontro que teve com o polêmico artista - Clodovil também atuara como ator umas poucas vezes - cerca de 25 anos atrás. O escritor havia sido convidado pela produção do programa do estilista na TV Gazeta para falar de um livro que Fernando Jorge acabara de lançar. Leia o interessante relato a seguir. Boa leitura.


 "Clodovil, a Bíblia e Santo Agostinho", por Fernando Jorge*

No programa de televisão do Gugu Liberato, o Ronaldo Ésper sugeriu que o Clodovil Hernández teria sido assassinado. E uma ex-empregada do costureiro, Maria Guimarães, deu apoio ao Ronaldo. Na opinião dela um político de maus bofes contratou um garotão lindo para o matar. A doutora Maria Hebe Pereira de Queiroz, advogada do Clodovil, rapidamente contestou essa história.

Ao ver tal discussão, lembrei-me de um episódio. Em 1993, após a Editora Mercuryo lançar o meu livro "Pena de Morte: Sim ou não? Os crimes hediondos e a pena capital", fui convidado a comparecer no programa do Clodovil, na TV Gazeta, a fim de ser entrevistado por ele.

Antes de entrar no recinto do programa, atravessei enorme salão que havia sido pintado de branco. Saía de suas paredes um fortíssimo cheiro acre de tinta. O cheiro invadiu aquele recinto, já repleto de pessoas, cerca de duzentas, a maioria moças e senhoras meio idosas. Ali o Clodovil estava em maior altura, num estrado, junto de estreita e comprida mesa, onde colocou vistoso aparelho de servir café. Ele mesmo o preparava e o servia a todos entrevistados.

Como o cheiro da tinta se espalhara no recinto, o costureiro, antes do programa ir ao ar, não se conteve e se pôs a berrar:
-Canalhas! Canalhas! Lambedores de bundas! Isto é uma conspiração, um sujo plano dos meus inimigos para me deixar tonto, doente, intoxicado, e assim destruir o meu programa! Seus filhos nojentos de cadelas de rua!

As expressões pesadas se sucediam, jorravam da sua boca de lábios grossos. Tive a impressão de estar ouvindo a ruidosa descarga de uma latrina entupida de cagalhões. Rubro, apoplético, a espumejar, de olhos esbugalhados, que pareciam querer pular das órbitas, ele vociferou:
-Seus bostas, seus piolhos de cafetinas sifilíticas, eu já tenho convite da TV Globo, eu já tenho!

A fúria do Clodovil me chocou, pois a sala se achava cheia de mulheres jovens e senhoras de certa idade, mas para o meu imenso espanto, elas o aplaudiram, bateram palmas...

Sentei-me diante dele. O programa foi ar. Mais calmo, soltou estas palavras:
-Eu aposto, Fernando, que você não sabe quase nada a meu respeito.
Respondi, tranquilo:
-Clodovil, conheço bem a sua vida.
-Não acredito, então conte o que sabe de mim.
-Você, na infância, fazia roupas para bonecas. Aos dezesseis anos vendeu seis modelos de vestidos para o gerente de uma loja e conseguiu, graças à venda, mais dinheiro do que o seu pai ganhava em um mês de trabalho.
-Nossa, é verdade, mas aposto, você não conhece outras coisas da minha vida.

Duas câmeras de televisão avançaram e focalizaram o meu rosto. Afirmei:
-Conheço. Nas décadas de 1960 e de 1970, você brilhou muito, vestiu as mulheres mais elegantes de São Paulo. Tornou-se rival do Dener. O sucesso o levou a ganhar, em 1968, um programa na Rádio Panamericana (Jovem Pan), porém foi demitido, por criticar as roupas da dona Yolanda Costa e Silva, esposa do general Costa e Silva, presidente da República. Em seguida participa de um programa feminino na TV Globo. Também teve de sair, após brigar com a apresentadora Marilia Gabriela. Outro fato, você chegou a ser ator teatral na peça Seda Pura e Alfinetadas.

Surpreso, gesticulando, o Clodovil me interrompeu:
-Nossa, como você é perigoso! Continue, estou es-pan-ta-dí-ssi-mo!
-Expulso da TV Globo, você foi para a TV Manchete. E lá acabou sendo demitido duas vezes, a primeira em 1986, por chamar a Assembleia Constituinte de Assembleia "Prostituinte".
-Ah, meu Deus Fernando, você conhece todos os podres da minha vida! Estou en-ver-gon-ha-dí-ssi-mo!
-Você quer que eu pare?
-Não, continue, quero sofrer.
-Vou parar.
-Não, não pare, eu exijo!
-Está bem. Você também foi demitido da CNT.
-E sabe por que, Fernando?
-Sei, é porque você perguntou à Adriane Galisteu, logo depois da morte do Ayrton Senna, se ele funcionava na cama, se não era broxa, impotente. A pergunta gerou protestos, revolta, indignação. Viram na pergunta um desrespeito à memória do piloto recém-falecido.
-Ai, meu Deus, que língua a sua, Fernando!
-Me desculpe, Clodovil, mas sob este aspecto você não tem autoridade para me criticar.
-É, não tenho, mas admita, você é perigoso.
-Admito, porém acho você mais perigoso que a minha pessoa.

Nesse momento ele pegou o meu livro sobre a pena de morte e disse:
-Fernando, aposto que você não sabe que o Santo Agostinho apoiava a pena de morte.
-É claro que sei, Clodovil. Então você não leu o meu livro. Conto este fato no capítulo dois da minha obra. Adoro Santo Agostinho. Gosto até de citar uma frase dele em latim.
Ergui-me da cadeira e citei a frase:
-Apure os ouvidos. Quid est autem diu vivere, nisi diu torqueri? Dou a tradução. “Que outra coisa é uma larga vida, senão um largo tormento?”

Ligeiro, o Clodovil informou:
-Fernando, eu li esta frase na Bíblia, hoje de manhã.
-Desculpe-me, você não leu.
-Ai, Fernando, não me desminta, li hoje de manhã na Bíblia. Já li esta frase mais de cem vezes na Bíblia.
-Não leu.
-Ai, meu Deus, você está me chamando de mentiroso? Repito, eu li esta frase hoje de manhã na Bíblia.
-Garanto, não leu, não pode ter lido.
-Ai, Fernando, além de me chamar de mentiroso, você quer me humilhar? Por que está fazendo isto comigo, por quê? Fiz algum mal a você, fiz? Diga.

Expliquei, pacientemente:
-Clodovil, você não pode ter lido esta frase na Bíblia, pois Santo Agostinho nasceu no ano 354 da nossa era e esse livro sagrado é anterior a ele, surgiu séculos antes de sua vinda ao mundo. É uma questão de lógica. Portanto a frase do autor da famosa obra De civitate Dei (“A cidade de Deus”), não está na Bíblia, nunca esteve, o seu nome não aparece nela.
Batendo na testa, o Clodovil gemeu:
-Ai, que fora que eu dei nesse programa de televisão! Que vergonha, que vergonha! Sinto-me hu-mi-lha-do, a-rra-sa-do!
Fiquei com pena dele, pois todas as pessoas na sala do programa começaram a rir, até os cameramen. E veio à minha memória esta frase de Tomás de Kempis (1380-1471), escritor ascético alemão, inserida no livro A imitação de Cristo (“De imitatione Christi”):
“Muitas vezes rimos, quando devemos chorar” (Saepè vane ridemus, quando merito flere debemus).
_____________
*Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor de Drummond e o elefante Geraldão, que acaba de ser lançado pela Editora Novo Século e cuja quarta edição já está quase esgotada.

Leia mais em: www.fernandojorge.com

quarta-feira, 14 de março de 2018

Análise: Flexibilização do horário da "Voz do Brasil" é simplesmente um paliativo para o ouvinte




A flexibilização do programa "A Voz do Brasil" não era bem a notícias que ouvintes, radialistas e empresários de radiodifusão esperavam. Além de ser uma tremenda injustiça com o Rádio - já que a Televisão nunca teve essa anacrônica obrigatoriedade - "A Voz do Brasil", para quem é bom observador, muitas vezes traz notícias "geladas" de fatos que aconteceram 48 horas antes, quando eles já são de amplo conhecimento da maioria de quem acompanha o noticiário do rádio. 

Sessões plenárias das duas casas do Congresso Nacional, que são transmitidas ao vivo por emissoras jornalísticas no momento em que estão acontecendo, por exemplo, tem de ser interrompidas por causa do "entulho autoritário da Era Vargas no Rádio", como bem definira Fernando Henrique Cardoso ainda nos anos 1990 (aliás, FHC, quando era presidente, reconheceu o anacronismo do informativo oficial, mas ele mesmo pouco sem empenhou para acabar com tal imposição).

Não é verdade que o programa é inútil, como dizem seus detratotres. Mesmo não sendo um programa com notícias "quentes", na maior parte das vezes, ele traz informações que - por motivos diversos, como falta de interesse "editorial" - não são veiculadas pelas emissoras de Rádio, mas que podem ser de interesse de públicos específicos espalhados pelo país. 

O que irrita mesmo é a absurda obrigatoriedade de transmissão em rede às 19h, por todas as emissoras de rádio, deixando o ouvinte que precisa dos serviços do Rádio - e que muitas vezes não têm acesso a outro veículo nesse horário - literalmente na mão. 

Pode ser que haja alguns radiodifusores que não se importam em transmitir "A Voz do Brasil" às 7 da noite ou no horário que for. Um exemplo são as rádios educativas - que costumam se preocupar muito mais com a qualidade do que com a audiência - e emissoras de pequeno porte no interior do país, cuja programação e conteúdos são evidentemente locais, sendo escutadas sobretudo no horário da manhã.


De qualquer maneira, ainda estamos longe do ideal - que é o fim da obrigatoriedade da transmissão - mas a flexibilização é um mero paliativo para o ouvinte, que precisa e só pode ser informado pelo Rádio na hora do chamado "retorno para casa", sobretudo nos grandes centros urbanos. Leia abaixo o que foi decidido no fim da noite de ontem pela Câmara dos Deputados.

++++++++++

Câmara aprova permissão para rádios transmitirem Voz do Brasil entre 19h e 22h

Da Agência Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) proposta que permite às emissoras de rádio retransmitirem o programa Voz do Brasil em horários diferentes do atual (19h às 20h). A matéria será enviada à sanção. O texto aprovado é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 595/03, que acaba com a obrigatoriedade de as emissoras comerciais privadas transmitirem o programa às 19 horas, mas, nesse mesmo horário, deverão informar ao ouvinte quando a Voz do Brasil irá ao ar naquele dia, contanto que a transmissão ocorra até as 22 horas.

As rádios educativas continuam obrigadas a transmitir às 19 horas, assim como as vinculadas aos poderes legislativos nos dias em que não houver sessão deliberativa no plenário da respectiva Casa. A nova regra abrange as emissoras dos legislativos federal (Câmara e Senado), estaduais (assembleias legislativas e distrital) e municipais (câmaras de vereadores). De acordo com o texto, os casos especiais de flexibilização ou dispensa de retransmissão do programa serão regulamentados pelo Poder Executivo.

Divisão do tempo - As regras de divisão do tempo total de 60 minutos são explicitadas, pois atualmente, no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62), não existe subdivisão no tempo do programa destinado ao Congresso Nacional. Entretanto, não há mudanças em relação ao tempo destinado a cada órgão. O Executivo terá 25 minutos; o Judiciário, 5 minutos; o Senado, 10 minutos; e a Câmara dos Deputados, 20 minutos.


Flexibilização vale para as emissoras comerciais. Já as rádios educativas continuam obrigadas a transmitir o programa às 19 horas (Foto:Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Acordos - Dois destaques aprovados pelo Plenário, um do PDT e um do PSD, retiraram trechos que permitiam a interpretação de que o programa poderia começar a ser transmitido pelas emissoras comerciais e comunitárias a partir das 22 horas. Na discussão do projeto, o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), ressaltou que as rádios legislativas poderão transmitir as sessões de votação do Plenário sem interrupção pela Voz do Brasil. Ele também afirmou que a flexibilização de horário vai ampliar o alcance do programa. “A Voz do Brasil é um dos programas que temos a missão de defender, mas evidentemente que os tempos hoje são outros”, declarou. A proposta recebeu críticas do PCdoB, da Rede e do Psol.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Podcast Voz Off de março traz as boas histórias de Salomão Esper


Na edição do programa "Voz Off" deste mês, Antonio Viviani e Nicola Lauletta batem um papo com uma das grandes vozes do rádio e da publicidade brasileira, que aos 88 anos de idade comanda um jornal de rádio de muito sucesso juntamente com José Paulo de Andrade, nas manhãs da Rádio Bandeirantes de São Paulo. Quem vai contar a sua história para você é um dos radialistas e publicitários mais longevos do rádio brasileiro: Salomão Ésper!

Essa conversa aconteceu no anos passado e todo mundo vai ficar sabendo como Salomão começou a fazer locução em sua cidade natal, Santa Rita do Passo Quatro, no interior de São Paulo, em quem se inspirou, como começou a imitar as vozes de amigos por brincadeira.  Ele também fala da sua parceria com o saudoso José Velasco,da Publisol, importante produtora de som do século passado.

A produção e apresentação do "Voz Off" é de Antonio Viviani e Nicola Lauletta e está dísponível para audição e download no site do portal Radiofobia.


quinta-feira, 8 de março de 2018

Memória - Conheça a trajetória de Hebe Camargo nas ondas do Rádio

A cantora e apresentadora Hebe Camargo (ao centro), durante transmissão de um programa da Rádio Tupi, nos anos 1940: estrela promissora que virou rainha da Televisão Brasileira (Foto: Reprodução / Internet)
O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, marca o aniversário de uma grande radialista, que se tornou um dos maiores nomes da tevê: Hebe Camargo. Se viva estivesse, a "Rainha da Televisão Brasileira" estaria completando hoje 89 anos. Ela morreu em 2012, vítima de complicações em decorrência de um câncer no peritônio.

Segundo o portal "Wikipedia", sua carreira no Rádio começou quando sua família mudou-se de Taubaté, sua cidade natal, para a capital, São Paulo, em 1943, quando ela tinha 14 anos de idade. Seu pai, Sigesfredo Monteiro Camargo, passou integrar a Orquestra da Rádio Difusora, onde ele regeu a orquestra da emissora  e sempre levava consigo a jovem Hebe. Ela iniciou sua carreira como cantora na Rádio Tupi aos 15 anos de idade no programa "Clube do Papai Noel".

Ainda na década de 1940, juntamente com sua irmã e duas primas, Hebe formou o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá; o grupo durou três anos. Já na Rádio Difusora no programa Arraial da Curva Torta, em 1944, ela criou com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis a dupla caipira Rosalinda e Florisbela.

Continuou na carreira musical com apresentações de sambas e boleros em boates. Ao gravar um disco em homenagem a Carmen Miranda, ela ficou conhecida como "estrelinha do samba" e posteriormente como "a estrela de São Paulo".

Em 1950, Hebe lançou sua primeira música cantada, "Oh! José", juntamente com "Quem Foi que Disse" em um compacto de 78 rotações. Após essa "empreitada fonográfica", ela abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.

Hebe ajudou o grupo que foi ao porto de Santos (SP) pegar os equipamentos para dar início a primeira emissora de televisão brasileira, a TV Tupi, canal 3 VHF, de São Paulo. Foi convidada pelo proprietário do novo canal, Assis Chateubriand, para participar da primeira transmissão ao vivo do novo veículo na América Latina, no dia 18 de setembro de 1950, mas acabou faltando ao compromisso e foi substituída por sua colega Lolita Rodrigues.

A volta para o Rádio - A "Grande Dama da Televisão" voltaria a atuar em Rádio mais de uma década depois. Segundo o livro "Ninguém Faz Sucesso Sozinho" (Editora Escrituras, 2009) de Antônio Augusto Amaral de Carvalho - o "Seu Tuta"- Hebe Camargo, Roberto Carlos, Jô Soares, Elis Regina e outros grandes artistas da época, que faziam parte do elenco da TV Record - e que erem produzidos e dirigidos por ele e sua famosa "Equipe A"- foram convidados a apresentar programas com seus nomes na Rádio Panamericana, em que Tuta acabara de assumir a direção. Como não tinha dinheiro, ele propôs a ela e aos demais que, em vez de ganhar um salário, eles poderiam divulgar seus trabalhos, shows, produtos, etc, e falar diretamente com o seu público, e responder às suas perguntas, em troca do espaço. "Na televisão você canta sua música. É aplaudido e vai embora para casa. No rádio, não. No rádio, você vai poder responder às cartas dos fãs. Vai haver uma interação com as pessoas que gostam de você. Vai poder 'vender seu peixe'" (páginas 186 e 188)", argumentou o diretor da Panamericana, que na época teve sua marca fantasia mudada para "Rádio Jovem Pan".

Em 2000, após quase duas décadas longe do microfones, Hebe Camargo, a convite de Neneto Camargo, volta às ondas do Rádio através da Nativa FM, na época de propriedade da Rede Autonomista de Rádio (que ainda hoje controla a 89 FM a Alpha FM), segundo reportagem da Agência Estado de 5 de novembro de 2000. Nesse meio tempo, Hebe Camargo teve participações esporádicas por telefone, comentando os fatos do dia-a-dia na programação da Rádio Jovem Pan, de seu amigo Tuta.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Transalouca 4.0, da Rede Transamérica Pop desta quarta entrevista a turma do Pagode da Ofensa


Os humoristas Eros Prado, Xaxá, Lelê e Tatá, integrantes do grupo "Pagode da Ofensa", são os convidados do Transalouca 4.0 nesta quarta-feira (7). Na atração, o grupo fala sobre a temporada de shows no Teatro Gazeta , em São Paulo. Com Rodrigo Pizcioneri, Micheli Machado e Gavião, o programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h às 14h. Envie as suas perguntas aos convidados via Facebook e whatsapp - (11) 9-9121-6651.




Ouça o programa, baixando o aplicativo para o dispositivo android

Artigo - "Reflexões sobre o consumo e a produção de música", por Ronaldo Rodrigues*

O músico e compositor Ronaldo Rodrigues (Foto:Arquivo Pessoal)
Inspirado por dois artigos do crítico André Barcinski e baseado em recentes experiências particulares como músico e produtor de meus próprios trabalhos, decidi partilhar algumas confabulações a respeito do mercado de música.

O assunto sempre desperta reações intensas, muita futurologia e desabafos. Os referidos artigos citam a constatada derrocada da indústria fonográfica, e de forma surpreendente e fundamentada, jogam pá de cal na falsa ideia de que a internet traria grandes benefícios para músicos e bandas (independentes e do mainstream). 

O alicerce da argumentação reside em dados sobre o mercado fonográfico nos EUA: a fatia de 1% dos músicos mais ricos em 1982 concentrava menos renda do que os 1% mais ricos em 2015, apenas 6,26% de todos os discos lançados em 2010 venderam mais do que 1.000 (mil!) cópias, 29 artistas diferentes chegaram ao topo das paradas em 1986 e apenas 6 artistas diferentes chegaram ao mesmo topo entre 2008 e 2012. Ou seja, a música diminuiu de tamanho e se concentrou.

E isso é mais alarmante ao constatarmos a quantidade enorme e quase incontável de discos lançados por ano no mundo. Uma prova simples disso é a própria seção de lista de melhores discos do ano realizados aqui pela Consultoria do Rock – os colegas do site não fizeram suas escolhas a partir de terem ouvido mais ou menos o mesmo conjunto de discos, pelo simples fato de que cada um foi atrás de um estrato definido de estilos e estéticas que mais lhe interessam. Outros dois fatos alarmantes – a população da Terra cresce (hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas) e grande parte dessa população tem acessos a eletroeletrônicos portáteis aptos a ouvirem música e conectados à Internet.

Ou seja, estamos diante de uma concentração sem precedentes da pirâmide musical, quando deveríamos estar contemplando uma época absolutamente plural, diversificada e sofisticada em termos de música. Há música em abundância sendo feita em todas as partes do mundo e há um mercado potencialmente consumidor gigantesco que poderia ter acesso a ela. Mas o que vemos é um mercado musical concentrado em pouquíssimos nomes de abrangência global e todo o restante absolutamente fragmentado.

terça-feira, 6 de março de 2018

CBN muda de endereço em São Paulo para se integrar aos demais veículos do Grupo Globo

Novo estúdio da CBN, na Avenida Marginal do Rio Pinheiros, em São Paulo: facilitando a "sinergia" entre seus diversos veículos do grupo Globo." (Fotos: Sylvia Gosztonyi / Divulgação)

É sempre bom mudar de casa, ir para um lugar maior, mais moderno, etc. Se ainda trabalhasse na CBN, eu pularia de alegria porque ficaria mais perto de casa.

Ainda sim, ficaria com saudades do emblemático sobrado cinza (ou seria azul-chumbo) da região central. Há muito já não se houve o emblemático bordão do infelizmente extinto "O Globo No Ar", em que o locutor-noticiarista Luis Lopes Correia dizia: "na Rua das Palmeiras, no baitrro de Santa Cecília, os termômetros marcam 22 graus".

Um fato que não dá para negar é a tendência dos grupos de comunicação concentrarem suas diversas operações em poucos ou em um único endereço, facilitando a "sinergia" entre seus diversos veículos e, portanto, tendo um controle ainda maior sobre os conteúdos produzidos por eles. Ou, se olharmos por outra maneira, é uma forma de reduzir custos, diminuindo o número de funcionários e aproveitando a maioria dos que ali permanecerem para trabalhar num ambiente "multiplataforma", pagando praticamente apenas um salário a eles, como se trabalhassem em apenas uma única unidade. E o que é produzido pode ser aproveitado de acordo com a linguagem de onde ele é exibido, aumentando ainda mais a rentabilidade e os lucros do conglomerado.

E o Grupo Globo está errado em adotar esta estratégia? Pior que não. Há muitas outras empresas do ramo, muito menores do que ele que adotaram essa metodologia no século passado e que ainda estão no mercado. A principal dúvida  é se isto melhorará a qualidade dessa produção. Na indústria de transformação, na de bens de consumo, isso geralmente ocorre porque a tecnologia ajuda muito nessa tarefa. Na "indústria da comunicação", do "consumo de ideias" e de bens abstratos, não se há notícia de que alguém tenha sido bem sucedido diminuindo mão-de-obra e aprimorando a tecnologia, a não ser financeiramente.

Só que "vender" uma informação não é exatamente como vender um smartphone, uma caixa de detergente em pó, um automóvel ou um quilo de linguiça (muito embora alguns veículos sejam especialistas em "encher" tão saborosa iguaria da culinária, se a figura de linguagem assim o permite). Há um tamanho certo para tudo, até no mundo do trabalho. Se uma emissora possui menos funcionários do que realmente necessita, seja ela grande ou pequena, é humanamente impossível  à aguerrida equipe, mesmo com todo esforço, fazer um trabalho a contento.

O que se espera dessa nova casa da CBN/Rádio Globo é que inspire os gestores e demais funcionários a produzirem um conteúdo melhor qualidade, em respeito ao seu ouvinte.





CBN ganha nova sede 100% digital em São Paulo
Pedro Durán (pedro.duran@cbn.com.br), do Portal CBN

A nossa sintonia no ar não muda, mas a nossa sintonia com você vai aumentar a partir de agora.

Pois é, estamos de casa nova!

Depois de 26 anos na Rua das Palmeiras, no centro de São Paulo, a partir de agora o sinal que chega aí no seu rádio vai partir da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da cidade.

Uma mudança em sintonia com o futuro!

Chegamos ao coração das novas tecnologias brasileiras, bem perto da sede das mais modernas empresas e ao lado da TV Globo.

Foi o trabalho de uma grande equipe - que teve mais de 50 reuniões e visitas técnicas - e garantiu em menos de dois meses a instalação do maior sistema de áudio por IP do Brasil. É o maior do mais moderno para fazer da nossa geração 100% digital: o que melhora a qualidade do som que chega no seu rádio e reduz consideravelmente o risco de problemas técnicos.

Para instalar a nova sede do Sistema Globo de Rádio no prédio do grupo na Marginal do Pinheiros, foram usados aproximadamente 115 km de cabos, o que equivale à distância entre Recife e João Pessoa. (Foto: Sylvia Gosztonyi / Divulgação)

Mais tecnologia pra garantir mais interatividade.

Foram usados aproximadamente 115 km de cabos, o que equivale à distância entre Recife e João Pessoa.

Foi como renovar todo o encanamento e a parte elétrica antes de mudar de casa. Tudo para abrigar a tecnologia que deixa as rádios do Grupo Globo na vanguarda da última geração.

Geração em que a nossa importância só vai aumentar, como explica o diretor geral do Sistema Globo de Rádio, Marcelo Soares.

"Várias pesquisas mostram que a totalidade da população brasileira escuta rádio de alguma maneira em algum momento. A gente enxerga isso e a gente acredita que não existe uma tendência de mudança desse hábito de consumo de rádio. Rádio é um veículo importantíssimo e o papel que a CBN e a Rádio Globo ocupam hoje eu tenho a convicção de que vai crescer muito de importância nos próximos anos muito facilitado por essa estrutura que a gente tá colocando pra funcionar", diz ele.

Agora os nossos estúdios estão preparados não só para transmitir áudio, mas também pra te permitir ver mais perto os âncoras, comentaristas e repórteres que falam com você todos os dias.

Para isso, uma iluminação artística, com foco na informação, e câmeras especiais, como conta o coordenador de infraestrutura tecnológica, Fernando Balocco.

"É uma imagem HD, uma imagem limpa, uma imagem bem bonita, com cores vivas. A gente consegue uma aproximação de até 30 vezes com uma qualidade excelente ainda assim. Foi tudo pensado para trazer essa melhor experiência para o ouvinte", explica.

As novas instalações também garantem mais espaço para a equipe de produtores, âncoras e os convidados das duas rádios.

Na CBN, o diretor de Jornalismo Ricardo Gandour explica que as novas ferramentas são excelentes instrumentos para levar informação com credibilidade para mais de 770 cidades brasileiras, que tem 87 milhões de ouvintes potenciais e representam metade do PIB nacional.

"O passo que nós estamos dando hoje é no sentido de preservar o nosso método de trabalho. O que faz diferença mesmo é a atitude humana. A atitude humana do profissional que está sempre insatisfeito com o que lhe é mostrado, que sempre busca novos ângulos, investe tempo e método em investigar, em aprender e em traduzir aquilo para os ouvintes e para a sociedade. Então o ferramental é importante, mas ele se alia ao capital humano do jornalista. É essa convergência que nós estamos hoje reforçando", diz Gandour.

No mesmo andar da CBN vai funcionar a Rádio Globo, que também terá estúdio interativo com câmeras em HD. (Foto: Sylvia Gosztonyi / Divulgação)

Assim como o estúdio recém-inaugurado no Projac, a Rádio Globo de São Paulo também passa a ser vizinha da TV Globo, com espaço e estrutura para receber música ao vivo e grandes convidados. Novidade que anima o diretor executivo da Rádio Globo, Julio Pedro.

"Poder receber melhor os artistas, principalmente na área musical e poder fazer música ao vivo com qualidade é o grande diferencial que os nossos ouvintes vão poder perceber. E a outra parte é a parte tecnológica, de visual também, porque hoje o rádio também é visual", conta o diretor.

Todo esse investimento para ter a melhor tecnologia disponível para rádio no Brasil só nos ajuda a ficar mais perto de você, que ouve e participa da nossa programação todos os dias.

Aproveite com a gente essa mudança e, como sempre, seja bem-vindo.