De R$ 15 no bolso a R$ 100 milhões em faturamento: como uma tragédia se transformou em missão e propósito
Em um escritório elegante na Vila Leopoldina, em São Paulo, um homem sorri serenamente enquanto observa pelas câmeras de segurança sua equipe organizar mais um showroom repleto de carros de luxo. O ambiente cheira a couro novo e metal polido, e o reflexo das luzes se multiplica nos vidros dos automóveis, mas o brilho mais marcante é o de alguém que aprendeu a transformar quedas em combustível. Harife Mello, hoje um nome de peso no setor automotivo, comanda a Carhaus, um verdadeiro império que fatura cerca de 100 milhões de reais por ano. O que poucos sabem, no entanto, é que, antes de chegar até aqui, Harife precisou reconstruir a vida diversas vezes, em cenários de perda total e recomeço absoluto. Das primeiras negociações à falência - Nascido em uma família de classe média, Harife conheceu o trabalho cedo. Aos 14 anos, após perder o avô que o criou, começou a trabalhar numa agência dos Correios. De lá, seguiu por uma odisseia empreendedora: motoboy, vendedor, montador ópt...