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Lições de manipulação

por Alberto Dines, no Observatório da Imprensa

Comentário para o programa radiofônico do OI, 21/12/2009

A grande imprensa não participou da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), cobriu o evento com evidente má vontade e agora não poupa munição para combater algumas de suas propostas.

Este comportamento está longe de ser considerado modelar, mas algumas das propostas aprovadas pelo plenário estão sendo visivelmente deturpadas. É o caso da criação do Conselho Nacional de Jornalistas, uma espécie de Ordem de Jornalistas, proposta pela Fenaj e assemelhada à Ordem dos Advogados. Os jornais de quinta-feira (17/12), reproduziram corretamente o nome que teria a nova entidade, convém repetir, Conselho Nacional de Jornalistas.

Dias depois, sobretudo no fim de semana, o nome foi deliberadamente adulterado para Conselho Federal de Jornalismo. Por quê? Para confundi-lo com o Conselho proposto pela mesma Fenaj em agosto de 2004 e logo retirado diante da veemente reação que provocou, inclusive deste Observatório da Imprensa.

Informação correta

Na ocasião, alguns de nossos observadores manifestaram a opinião de que o Jornalismo não pode ser regulamentado, regulado ou controlado, mas um Conselho de Jornalistas com rigorosos exames de acesso – como acontece com os advogados – poderia servir para contornar impasses históricos, inclusive o da precariedade do ensino de jornalismo nas universidades privadas.

A Fenaj preferiu arquivar a idéia para evitar maiores desgastes. Agora, diante da decisão do STF que não apenas acabou com a exigência do diploma de jornalismo mas até extinguiu a profissão, a idéia do Conselho de Jornalistas merece ser examinada e discutida com serenidade.

Mesmo que a maioria das entidades empresariais decida condenar a nova entidade, a sociedade brasileira merece da sua imprensa uma informação correta, não distorcida e não manipulada.

Esta grosseira confusão de nomes não foi acidental e não faz justiça a uma imprensa que se considera acima do bem e do mal.

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