quarta-feira, 29 de março de 2017

Três em um Jovem Pan já está no ar com os principais fatos do dia


Entre no youtube agora e assista mais um programa de fim de tarde que está dando o que falar (e ouvir): é o #3em1, da Jovem Pan, @veramagalhães, @marcelomadu@andreazzaeditor. Clique na figura acima e entre no canal do programa em vídeo.

sábado, 25 de março de 2017

Rádio Globo informa: vem aí mais um (projeto) campeão de desespero e de despreparo

O veterano comunicador da Rádio Globo Antonio Carlos será demitido para ser substituído pelo ator da Rede Globo Otaviano Costa, segundo o colunista Léo Dias, do jornal "O Dia": troca de profissionais revela evidente despreparo dos novos dirigentes da emissora e muito desespero pela queda de audiência e faturamento (Foto: Reprodução / Montagem / Portal do Jornal "O Dia")

Certa vez, quando fui a uma entrevista de emprego no prédio da Folha de São Paulo, eu vi uma frase em um quadro pendurado em uma de suas amplas salas de reunião em que se lia algo assim: "O bom senso é a única coisa mais bem repartida do mundo". Parafraseando tão sábias palavras, eu diria que "...é a única coisa mais bem repartida do mundo, exceto no Brasil".

Esta semana o mundo radiofônico foi surpreendido com esta bizonha novidade: depois de trinta anos, o radialista Antônio Carlos vai ser demitido para ser substituído pelo ator "global" Otaviano Costa, nas manhãs da Rádio Globo do Rio. Trata-se de uma estratégia da nova diretoria do Sistema Globo de Rádio que considera a audiência da emissora "velha" e quer atrair um público supostamente "jovem"- seja lá o que isso signifique para eles - visando a migração de suas emissoras AM para o FM, sobretudo na capital paulista, onde a audiência vem caindo brutalmente nas últimas décadas.

Para isso, estão "importando" da TV Globo o máximo de atrações e artistas possíveis, como se fora a fórmula certa para afastar a crise e como se a culpa da "derrota" fosse dos profissionais radialistas que lá estão ou estiveram até pouco tempo atrás. De troco, ainda vão economizar na folha de pagamento pois, imagina-se que os colegas da televisão que também atuarem na "latinha" não receberão outro salário ou adicional para fazê-lo, como costuma ser habitual em casos semelhantes.



Vai dar certo essa tentativa bizarra de recuperar a audiência das rádios Globo? Meu primeiro impulso seria o de dizer "duvi-de-o-dó", mas a boa análise recomenda que se vá "devagar com o andor porque o santo é de barro". É muito corriqueiro, além de óbvio, que profissionais do rádio acabem migrando para a televisão, atrás de mais projeção, reconhecimento e ganhos financeiros melhores. É até o caso de alguns radialistas da TV Globo, que o SGR pretende trazer de volta ao Rádio. Entretanto, o caminho inverso é muito mais raro de acontecer e de dar certo.

Argentino de Niterói conquista o Rádio - Um dos pouquíssimos casos de que eu me lembre é o de Ricardo Boechat, vencedor de um prêmio APCA no ano passado, na categoria Rádio. Este simpático senhor começou no jornalismo impresso diário como assistente de Ibrahim Sued, folclórico e festajado colunista social do Rio de Janeiro, que acabou se aventurando na tela da Globo nos anos setenta, se tornando um dos seus mais engraçados e conhecidos personagens, sendo satirizados pelos mais talentosos humoristas da TV daquela época.

Após a morte de Sued, Boechat assumiu a sua coluna, porém com outra denominação. Ele fez seu nome ao longo de duas décadas,tornando-se um dos maiores colunistas políticos deste país. Por conta disso, recebeu o convite da própria TV Globo para atuar em seu time de articulistas. Quando fora saiu da Globo e do jornal "O Globo", do Rio de Janeiro, onde mantinha sua coluna, ele foi contratado pela Band TV para apresentar a edição local de seu principal telejornal.

Com a saída do Carlos Nascimento - outro que também começou no rádio - para o SBT, Ricardo Boechat assume seu lugar de apresentador não só no "Jornal da Band", como o de âncora no principal horário da recém-inaugurada Band News FM. Esse argentino de nascimento, com alma de carioca, criado em Niterói agradou em cheio o público "adulto" da nova rede de emissoras, que substituíra outras estações de rádio "jovens" nas mesmas posições do "dial".

Com seu jeito simples e alegre, porém sério ao tratar de assuntos tão áridos como economia e política, Boechat e seus colegas de horário - muitos deles vindo do jornalismo impresso e até da internet, têm conquistado um grande número de pessoas, em um horário em que a concorrência disputa a audiência quase que "cabeça à cabeça" no segmento jornalístico nas principais praças do país. Entretanto é bom lembrar que o âncora matinal da Band News FM teve de se adaptar à linguagem radiofônica para ser tão bem sucedido. Apesar de operar em rede, Boechat não sofre com o rigor do tempo imposto aos jornalísticos da TV, por exemplo. No Rádio, ele pode ficar mais solto, jogar um pouco de conversa fora, brincar um pouco mais, mandar e enviar recados de ouvintes e até analisar os principais fatos do dia com mais profundidade que a "telinha" quase nunca permite.

Amigas invisíveis que (quase) ninguém ouviu - Se o veterano jornalista é um exemplo raríssimo da migração da televisão para o rádio, há outras dezenas de exemplos que quase que confirmam este certo sentimento de que a nova empreitada da Rádio Globo poderá errado. O mais patente e recente deles é o do programas "Amigas Invisíveis" na própria Rádio Globo. Liderado pelo vencedor de uma das edições do "reality show" Big Brother Brasil, Jean Willis, hoje deputado federal pelo Rio de Janeiro, a atração pretendia "emular" um programa feminino vespertino da tevê, nas ondas da Globo. É claro que não deu certo porque o "público da rádio" talvez não tivesse entendido a "proposta", assim como os anunciantes. Ficou menos de um ano no ar, salvo engano.

A minha intuição, baseada em um certo inconsciente coletivo, aponta na direção de que a nova jogada do Sistema Globo de Rádio tenha tudo para dar errado porque é baseada em uma aparente falta de planejamento estratégico, no evidente despreparo de seus gestores e um claríssimo sinal de desespero por causa da queda da audiência e do faturamento. Porém, sou obrigado a deixar uma margem para a dúvida, que reside no fato de eles terem informações de que transformar a Rádio Globo numa mera versão de áudio malfeita da televisão se produzidas por pessoas que realmente saibam o que estão fazendo e que tenham enxergado algo que os melhores profissionais do mercado ainda não vislumbraram.

Ainda que conte com profissionais de tevê egressos do próprio rádio - como é o caso de muita gente na Rede Globo, é necessário saber se eles estão atualizados sobre o que ocorre neste mercado. E ainda há uma agravante: o meio radiofônico do Rio é diferente do de São Paulo para ficar apenas em dois exemplos. Enquanto as estações cariocas estão praticamente entregues a diversas denominações religiosas interessadas apenas em fazer seu proselitismo na mídia, em detrimento de desenvolver o veículo que parasitam, as "co-irmãs" paulistas tem um pouco mais de sorte. Deste lado da Via Dutra, o mercado está um pouco menos amador. A tal famigerada segmentação atingiu um estágio muito melhor do que nas décadas anteriores. Mesmo em época de crise, é possível se explorar nichos de mercados, bastando apenas adaptar a sua programação a um perfil de público que possa atrair os anunciantes que se adequem a ele. É óbvio que isto dá muito trabalho, mas quem não seguir a "Lei do Mínimo Esforço" e arrendar seu sinal 24 horas do dia para as mesmas denominações religiosas que abundam no espaço hertziano carioca, pode até conseguir algum êxito e até mesmo sobreviver com um pouco de sorte.

Mas cá entre nós, depois de tudo que foi exaustivamente explanado aqui, ainda prefiro continuar seguindo o meu "feeling" e de gente que entende mais de rádio do que eu. E se pudesse vender um conselho aos gestores do Sistema Globo de Rádio, eu simplesmente diria: "Meus amigos, esqueçam esse projeto maluco, sem pé nem cabeça, feito nas coxas. Alguma coisa me diz que isso não vai acabar bem. E não vai ser pra mim." E que o diabo seja surdo.


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Antônio Carlos é substituído por Otaviano Costa e deixa a Rádio Globo

Por Léo Dias - Portal O Dia

A partir de 16 de maio, a dona de casa vai ouvir outra voz nas manhãs da Rádio Globo. É que o querido radialista Antônio Carlos vai deixar a emissora, que colocará Otaviano Costa em seu lugar. A coluna conversou ontem à tarde com Antônio Carlos. “A diretoria da rádio chegou à conclusão de que precisa rejuvenescer os ouvintes. Então vão entrar novos locutores”, explicou.

O ‘Show do Antônio Carlos’ é líder no horário da manhã há muito anos. “Eu tenho audiência e um bom faturamento, mas isso não é suficiente. Me ofereceram para ficar aos sábado e domingos, mas eu não quero. Estou velho e gosto de ficar com a minha família no fim de semana”, disse.

Hoje, o radialista vai se reunir com a direção da Tupi —principal concorrente da Rádio Globo —para ver se acerta sua ida para lá. “Eu quero ficar, mas não sou o dono da Rádio Globo”, desabafou Antônio Carlos.

A ida do profissional para a Tupi pode salvar a emissora que anda mal das pernas e com diversos processos trabalhistas. É que a agência que faz a propaganda dos supermercados Guanabara é muito próxima a Antônio Carlos. E ele indo para a concorrência, leva o anunciante consigo. “Claro que o Guanabara vai comigo. Somos parceiros de uma vida. Mas isso não significa deixar de anunciar na Rádio Globo. Somos profissionais e queremos atingir esse público”, garantiu ele, que tem contrato até agosto com a emissora da família Marinho.

Além de Otaviano Costa, quem está cotada para ir para a Rádio Globo é Mariana Godoy, que entraria na vaga de Roberto Canázio. Tudo para conquistar jovens ouvintes.

A coluna tentou falar com o diretor da rádio, Marcelo Soares, mas ele não retornou às nossas ligações até o fechamento desta edição.

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Não existe crise?
Por Anderson Cheni, do blog do Cheni no Campo

Em outubro do ano passado, após várias demissões ocorrerem na Rádio Globo e os funcionários da  Super Tupi  recorrerem  a greve para receber os salários atrasados o comunicador foi no mínimo  infeliz ao comentar em seu programa que: "Não existe crise" e que todos tinha que arregaçar as mangas e trabalhar.

Esse comentário causou indignação do repórter e  seu companheiro Gelcio Cunha que não concordou e falou justamente do momento delicado no meio rádio (veja vídeo abaixo).

Agora por ironia do destino o comunicador foi dispensado da emissora, já que não quer com o "prêmio de consolação" que seria as manhãs de sábado e domingo. A  "troca" forçada deve ser bem vinda ao rádio carioca. A renovação da rádio Globo  está só começando e muitas outras mudanças de impacto vão ocorrer nos próximos meses. Lembrando que o canal analógico da tv em São Paulo será encerrado dia 29.

A partir dessa data esses canais serão usados para migração do rádio am em fm. Segundo planejamento do Ministérios das Comunicações a migração em São Paulo vai ocorrer no segundo semestre. Essa deve ser a estratégia das Organizações Globo, rejuvenescer a sua programação com nomes conhecidos da tv para emplacar em FM e obter novos ouvintes e patrocinadores.


Na Alpha, ouça a música e saiba quem a cantou

Atualização, em 25 de março de 2017: para saber o que está tocando na Alpha FM - acesse a home page da emissora em - http://www.alphafm.com.br/


Veja abaixo a postagem original de 10 de maio de 2006:

Alô, ouvintes inveterados da Antena 1 que estão cansados de ouvir as suas músicas prediletas, mas que nem ao menos sabe que as canta. Chegou a solução para o seu caso. Já que o senhor Negrão continua a todo vapor com a operação "Biquinho Caladão" que impõe a seus locutores, o jeito é ligar na Alpha FM. Agora que ela é 100% da família Camargo, você ouve a música e o locutor diz quem a cantou. Poxa, finalmente descobriram que, em rio que tem piranha, jacaré nada de costas, como diria o filósofo contemporâneo Pedrinho Barreto. Nada mais óbvio no reino da FM lândia.



Minha tia, que já não era muito fã da Antena 1 por causa de seu "mutismo", não sai mais da Alpha. E este seu sobrinho querido é que não vai ficar com o jacaré nadando de barriga pra baixo nas águas dos 94,7 MHz. Vou mudar agora para a Alpha até a Antena 1 dizer o que está tocando e, consequentemente, parar de perder ouvintes insatisfeitos como eu. Ponto para Neneto Camargo e a Alpha FM.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Campeão de audiência, Paulo Barbosa estreia nas ondas da internet





Do Jornal SP Norte

Em tempos marcados por intensa conectividade, as rádios web ganham cada vez mais espaço. Além de perpetuar o dinamismo do rádio, seus conteúdos podem ficar disponíveis para ser apreciados além do horário do programa, o que torna o conteúdo muito mais duradouro e prova que o rádio nunca acabará, a despeito das novas tecnologias. É o caso da rádio web FJR (radiofjr.com.br), do também veterano radialista Figueiredo Júnior.

Seduzido por essa linguagem, o comunicador Paulo Barboza estreia seu programa na FJR, nesta segunda-feira, dia 27 de março, das 13h às 15h. Conhecido como “o maior amor de São Paulo”, levará ao público quadros de variedades nos quais diariamente irá interagir com os ouvintes. Para participar, estes terão apenas que se inscrever via whatsApp.

Serão três quadros principais: “Corrente de Amor”, com presença do Padre Serginho, que responderá perguntas e fará reflexões de paz, cura e esperança; “Paulo Barboza na intimidade”, no qual ouvintes contarão ao comunicador seus problemas e angústias e receberão de Barboza o incentivo, o ânimo para lutar e vencer; e “Os bastidores dos famosos”, que revela o que acontece no mundo agitado dos artistas, das novelas e em seu dia a dia.

“Estar na internet será um novo desafio em minha carreira. A modernidade, outras possibilidades de divulgação, agregar um novo público, esses fatores seduziram-me. Tenho certeza de que a experiência será gratificante. Estou sentindo um friozinho na barriga como da primeira vez”, afirmou o comunicador.

Carioca de nascimento, paulista de coração - Carioca, nascido na Tijuca. Além de destacado comunicador do rádio, também é jornalista e publicitário. Começou a atuar no rádio em Petrópolis (RJ), em 1959. Está em São Paulo há mais de trinta anos e estreou por aqui apresentando um game show na antiga TVS. Passou por inúmeras rádios de projeção e sempre se manteve entre os três primeiros colocados em audiência. É viúvo, pai de dois filhos e avô de três netos.



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Está aí mais uma prova que as webradios vieram para ficar e que em breve disputará o seu espaço em igualdade de condições com as rádios convencionais. Alguns anunciantes, felizmente, começaram a perceber isso. Só faltam mesmo as agências de publicidade. É melhor elas começarem a encarar o veículo a sério, sob pena de perderem o bonde da história, além de muita grana....

Saiba o que o Grupo Estado ganha com o fim da Rádio Estadão



Muito se fala por aí sobre o fim da Rádio Estadão. É possível que todas as análises estejam certas, inclusive aquelas que dizem que se trata de uma derrota do Grupo Estado e de seus dirigentes que não souberam gerir os negócios na área radiofônica. Esta visão é compartilhada por muita gente séria que conhece o mercado. Entretanto é bom sempre se jogar luz ao que deixou de ser dito: se tivesse sido tão ruim, o grupo Estado teria “fechado” sua principal mídia eletrônica tão facilmente assim?

Vamos por partes. É preciso se fazer um rápido retrospecto da “virtual” estação de rádio (este conceito sob aspas explicarei mais adiante). A Rádio Eldorado AM foi inaugurada em janeiro de 1958, com muita pompa e circunstância, como era costume na época. O Brasil ainda estava vivendo na “Era de Ouro” do Rádio, dos dourados “Anos JK”, uma época de progresso e de certa opulência na economia.

Em seu livro “Eldorado, a Rádio Cidadã”, o ex-diretor da emissora João Lara Mesquita informa que depois de um certo encantamento provocado pela novidade do veículo a Eldorado foi esquecida pela direção do jornal. Ele relata também que, ao longo dos anos 1960, Luís Carlos Mesquita, seu tio e um dos diretores do jornal – revitalizou a sua programação com relativo sucesso. Entretanto, em 1972, seu “Tio Carlão” veio a falecer fazendo com que a rádio fosse abandonada até o início da década seguinte quando João Lara fora convidado a assumir a direção daquilo que os membros de sua família – controladora das empresas do Grupo Estado – chamavam de “estatalzinha” porque se gastava muito com ela e não se faturava nada.

Ao longo de pouco mais de vinte anos, João Lara Mesquita conta que teve uma luta diária para manter as rádios Eldorado como “players” do mercado radiofônico. Ele revela que, apesar do sucesso comercial que conseguira com a FM, jamais teve o mesmo êxito com a estação de 700 KHz, muito embora avalie que tenha ajudado a revolucionar e renovar o radiojornalismo brasileiro com ele.

Esta sina continuou mesmo depois de sua saída, em 2003, quando um grupo de credores assumiu o controle de todas as empresas. A Rádio Eldorado AM sofria com índices de audiência cada vez mais microscópicos e uma qualidade de transmissão a cada dia pior. Nem a tão festejada parceria com a ESPN que, segundo se comentava na época, rendia cerca de 200 mil reais para a emissora de televisão da Disney especializada em esportes, a cinqüentenária estação de ondas médias não conseguia mais decolar. Depois de tentar voltar sozinha aos velhos tempos de jornalismo 24 horas, a Eldorado AM – agora rebatizada de “Rádio Estadão” – arrendou sua frequência para a Nossa Rádio, pertencente à Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares.

O arrendamento foi uma bela solução para o grupo Estado, que finalmente poderia faturar com a rádio AM e poder possivelmente fazer caixa para implantar sua segunda emissora de FM na faixa estendida, além de diminuir o passivo das empresas de rádio.

Porém, a antiga Eldorado FM – agora transformada em “Rádio Estadão FM” – continuou a transmitir a sua programação com audiência e faturamentos muito baixos, ao passo que a Eldorado FM – “a verdadeira” – conseguia manter uma boa receita de publicidade em “parceria” com a Fundação Brasil 2000, senhoria de sua atual “casa”, os 107,3 MHz.

Pode parecer “non sense”, mas a decisão que tomaram, do ponto de vista “empresarial” foi essa mesmo: arrendar o próprio canal de FM, fazendo mais caixa e continua com a tal “parceira de conteúdo” com a Fundação e tentar acomodar parte do jornalismo que era produzido na Rádio Estadão.

Desta maneira fica claro que o grupo Estado não está perdendo nada com essas mudanças. Até mesmo o patrocínio da Motorola que conseguiram para o quadro “Blitz Estadão” foi devidamente deslocado para outra atividade dentro do jornal – no caso, uma suposta exposição fotográfica composta por imagens feitas por fotógrafos do jornal, usando supostamente o equipamento do patrocinador. O uso dessa máquina na produção do conteúdo da extinta atração radiofônica também era o mote para o patrocínio: demonstrar as qualidades do novo modelo de celular que tira fotos com altíssima resolução e coisas afins. Conveniente, não?

Só não foi conveniente os profissionais de rádio que, a exemplo de Marcel Naves – produtor e apresentador da “Blitz Estadão” – perderam seus trabalhos dentro do Grupo Estado e para os ouvintes que, mais uma vez, nem ao menos foram avisados das mudanças que afetariam o seu modo de ouvir Rádio. Lamentável.

sexta-feira, 17 de março de 2017

CBN contrata apresentadora da Band News e se esquece do seu produtor

O jornalista da Band News FM Renan Sukevicious, vencedor do prêmio APCA 2016, como melhor produtor de radiojornalismo (Foto: acervo pessoal)
Como já foi anunciado neste blog e na imprensa especializada, o produtor da Band News FM Renan Sukevicious ganhou o prêmio da APCA de 2016 como melhor produtor jornalístico pelo programa em "Em Alta Frequência", apresentado por Tatiana Vasconcelos. 

Pois bem, desesperada com grande avanço que essa emissora, a Jovem Pan e a Bandeirantes conseguiram no segmento radiofônico, a CBN foi lá e contratou a apresentadora da atração vespertina da Band News .

Até aí, tudo bem, foi uma ótima aquisição e a gente espera que isso agite o tão combalido mercado de trabalho no rádio.

Entretanto, parece que se esqueceram de chamar o Renan ao menos para conversar. Quer queira, quer não, ele também é a chave do sucesso da apresentadora que estava à frente do "Em Alta Frequência", além do grande talento e carisma da moça, claro. De qualquer maneira, a gente torce para que a Band News o tenha recompensado meritoriamente.

Esse "gap" da CBN tem uma explicação: tenho a impressão de que seus dirigentes entendem cada vez menos do veículo. Deveriam saber como é importante tem um bom produtor de rádio. A própria casa sempre teve - e ainda tem - bons profissionais nesta função. Se a CBN pretende voltar a ter êxito de outrora, não basta apenas "tirar" os melhores profissionais da concorrência. É preciso bem mais do que isso. Até porque a emissora "all news" do Morumbi pode ir lá e contratar seus melhores quadros e e ainda corre o risco de ver a Band News melhorar ainda mais seu desempenho. 

Acredite, caro leitor, embora não pareça, o mercado radiofônico é muito concorrido e, apesar de estarmos em um país bagunçado como o Brasil, só sobrevive quem for altamente profissional e eficiente. Felizmente este quadro começa a mudar. É bom ficar atento.

O produtor, esse ilustre desconhecido - Para pessoas leigas, ou que não estão acostumadas com a rotina de uma rádio, o produtor talvez seja um sujeito oculto ou até inexistente. O fato é que tudo o que é ouvido no rádio, é idealizado e colocado em prática pelo produtor. No caso de pequenas emissoras, podcasts ou webradios, o próprio apresentador é que produz a sua atração. Isso também costuma acontecer quando ele não tem vínculo empregatício com a estação de rádio. É o caso de muitas emissoras educativas, que abrem espaço para os chamados "produtores independentes".

Se o apresentador é a "cara" do programa, pode-se dizer que o produtor é a "alma" dele. É esse pobre "ilustre desconhecido" por alguns que guarda na cabeça e no coração a receita do que vai ser feito . Ele dorme pensando no que vai fazer na edição seguinte e se preocupa com o que será executado futuramente. 

Nenhum detalhe escapa à sua atenção: pesquisa dos assuntos e ângulos de abordagem, sons e gravações para ilustração do programa, contatos com eventuais entrevistados, entrada e participação ao vivo de eventuais da equipe de reportagem (se houver), controle do tempo de duração do programa e entrada e saída dos intervalos comerciais ou de apoio, seleção das músicas que farão parte da grade (no caso dos musicais), coordenação da participação eventual de ouvintes, e por aí vai. Mesmo que o programa seja de entretenimento e feito de improviso, é preciso pensar no que vai ao ar dali a poucos instantes. 

Um exemplo que me ocorre agora é do programa Haroldo de Andrade, na Rádio Globo do Rio de Janeiro. No auge da atração, nos anos 70, reza a lenda que havia seis produtores trabalhando para colocar no ar as dezenas de quadros que iam ao ar em três horas de programação, de segunda a sábado. 

Quando por lá estive no Sistema Globo de Rádio no começo dos anos 1990, Globo, CBN e X FM eram um celeiro de grandes jornalistas e radialistas por trás de suas produções. Como havia um único departamento de jornalismo, era muito comum os jornalistas trabalharem para as três emissoras na mesma função ou em funções diferentes. Vou tentar puxar pela memória alguns produtores dos programas da CBN de São Paulo de então e dos jornalísticos da Rádio Globo paulistana já que, infelizmente, a emissora parece não ter estes importantes registros. Se por acaso tiver cometido algum equívoco, peço minhas desculpas e por gentileza, escreva para este blog nos avisando. Obrigado.

Programas da CBN em São Paulo (1991/1992)

Programa: CBN Bom Dia
Produção: José Daloia
Apresentação: José Daloia´

Programa: Bom Dia Esporte
Produção: José Daloia
Apresentação: José Daloia

Programa: CBN Bom Dia
Produção: Wilson França Jr.
Apresentação: Wilson França Jr.

Programa: A Música no Tempo
Produção: Rubens Palli 
Apresentação: João Carlos Araújo

Programa: Plantão CBN 
Produção: Antonio Roberto Martinelli (em São Paulo)
Apresentação: Wilson França Jr.(em São Paulo)

Programa: Jornal da CBN - primeira edição
Produção: Zallo Commucci, Andrea Fassina e Haisen Abaki
Apresentação: Heródoto Barbeiro

Programa: Notícia na Manhã
Produção: Neuza Borges
Apresentação: Miguel Dias

Programa: Show da Notícia
Produção: Estavam Roitman
Apresentação: Roberto Sousa

Programa: Notícia na Tarde
Produção: Elaine Gomes
Apresentação: José Nello Marques

Programa: Notícia na Tarde
Produção: Geraldo José Miranda
Apresentação: José Nello Marques

Programa: Jornal da CBN - edição das 18h
Produção: Elaine Gomes
Apresentação: José Nello Marques

Programa: Noite Total
Produção: Acácio Nascimento
Apresentação: Roberto Nonato

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Programas jornalísticos da Rádio Globo São Paulo (1991/1992)

Programa: O Seu Redator Chefe (Rádio Globo)
Produção: Acácio Nascimento
Apresentação: Nilton José e Honorê Rodrigues

Programa: O Globo no Ar - edições matinais das 7h às 12h 
Produção: Carlos Moraes
Apresentação: Marcelino Domênico 

Programa: O Globo no Ar - edições vespertinas das 13h às 18h
Produção: Benê Correia
Apresentação: Luis Lopes Correia (edição das 13h, 14h e 15h) e Eduardo Neto ( a partir das 16h)

Programa: O Globo no Ar - edições noturnas das 20h às 23h
Produção: Eliana Caetano
Apresentação: Honorê Rodrigues

Programa: O Globo no Ar - edições da madrugada das 1h às 6h
Produção: Cid Barboza
Apresentação: Nilton José

quarta-feira, 15 de março de 2017

Rádio Base Comenta - programa 002


Nesta edição vamos repercutir as manchetes dos principais portais de notícias sobre rádio na internet:

A repercussão do fim da Bradesco Esportes FM;
Mais demissões no Sistema Globo de Rádio;
O arrendamento da Rádio Estadão para a uma denominação evangélica;
A dança das cadeiras na Band News FM e mais demissões na CBN;
A "Hora do Rango", da Rádio Brasil Atual;
Ex-radialistas da Super Rádio Tupi criam canal no Youtube;

Essas e outras notícias aqui neste vídeo.

Acesse também os sites citados nesta edição:
http://cheninocampo.blogspot.com.br/

http://www.bastidoresdoradio.com/

https://radioamantes.wordpress.com/

http://www.radiodeverdade.com/

http://www.tudoradio.com.br

sábado, 11 de março de 2017

Vídeo Rádio Base 001 - comenta as últimas do rádio




Nesse primeiro vídeo do "Rádio Base na TV", eu comento sobre mais uma "onda de demissões" na Rádio Estadão, um rápido comentário sobre o fim da Bradesco Esportes FM e questiono sobre o fim do Rádio AM.