Por onde anda Paulinho Leite, um dos primeiros "heróis" do FM no Brasil, que fez muito sucesso ( e bota sucesso nisso!) nas extintas Rádio Cidade e Globo FM, ambas em São Paulo, e nos primórdios da Jovem Pan FM paulistana? Infelizmente ele continua fora do "dial".
Em compensação, você pode ouvi-lo todos os dias na não menos sensacional Web Vintage Radio, tocando o melhor do som dos anos 1980, com muitas histórias engraçadas do que acontece pelo mundo. Afinal, as "Velhinhas do Velho Milk" tem muito mais liberdade e agilidade nas ondas da internet, não é mesmo? Vale muito a pena conferir.
Comentário rápido: Se eu fosse uma dessas provectas e simpáticas emissoras de FM atuais, não deixaria Velho Milk fora do ar tanto tempo assim de jeito algum!! O recado está dado.
O programa "Voz Off", do portal Rádio Fobia, traz este mês um bate-papo sensacional com Paulinho Leite, o "Velho Milk", como ficou conhecido nos primórdios do rádio FM. Neste episódio, Antônio Viviani e Nicola Lauletta contam com a participação de Magalhães Junior para entrevistar um grande nome do rádio jovem dos anos 1980. Embora não gravasse para publicidade, nosso convidado foi um locutor de sucesso no rádio, sempre muito criativo, que passou pelas melhores e maiores emissoras de rádio de São Paulo!
Foi um dos grandes responsáveis pela trajetória meteórica de sucesso da Cidade FM desde o seu lançamento, e por essa razão sempre foi convidado a mudar de ares e ajudar a implantar em suas concorrentes suas fórmulas arrojadas de comunicação. Seu irmão, o saudoso Serginho Leite, sempre esteve com ele ajudando a abrilhantar a programação com seu humor e criatividade. Quem vai contar a sua história é o próprio Velho Milk, o sensacional Paulinho Leite!
A conversa aconteceu em junho de 2019 e você vai ficar sabendo como ele começou a brincar de gravar num velho Geloso, como foi a parceria com seu irmão igualmente talentoso e a sua facilidade em aprender e falar inglês, que abriu muitas portas para ele.
Afinal de contas o que emissoras como Difusora, Excelsior, Jovem Pan, Cidade, Transamérica, Bandeirantes e, principalmente, 89 FM - a Rádio Rock têm em comum? Respostas simples: Luiz Fernando Magliocca. Este é o nome que está por trás de algumas das emissoras de maior sucesso em São Paulo e no país. E Magliocca é o convidado especial do programa de dois anos do podcast "Voz Off" do portal Radio Phobia. Vale a pena conferir um dos criadores do Rádio moderno e popular surgido a partir do fim da década de 1960 no Brasil e que continua firme e forte até hoje.
Este vídeo acima mostra como saber o nome "daquela música linda que a Antena 1 acabou de tocar", mas que a direção da rádio não deixa que os locutores digam "quem é o cantor" que você acabou de ouvir. É simples: pergunta pra Bia que ela sabe.
A simpática funcionária da rádio atende através do e-mail: antena1@antena1.com.br, Skype: atendimento_antena1, WhatsApp: (11) 98436-4666 ou pela página da Antena 1 no Facebook! Simples assim. Se for uma canção que tocou em outro dia, mas você não lembra bem a hora, também não tem problema. Acho que vale até cantarolar o tal refrão "pa pa pa pa pa pel", que tocou antes daquela "renal, renal, dondinho is over",e depois de "ai no corrida" com aquele rapazinho que cantava como mulher e daquela música do U2 em que Bono Vox começava cantando "Um, Dois, Três, Catorze".....
Tenho certeza de que ela moverá mundos e fundos para descobrir que raio de música você está ouvindo!!!
Agora, cá entre nós, nunca entendi por que a Antena 1 insiste em não dizer qual é o nome do cantor e da música que está tocando. Ao contrário da sua concorrente direta - a Alpha FM, que tem quase o triplo de sua audiência - nem sempre foi assim na Antena 1.
Quando comecei a ouvir rádio FM, lá pelos anos 1980, a Antena 1 era a emissora mais badalada de São Paulo. Sua fama entre os ouvintes do outrora glorioso AM era enorme. Ter uma rádio que tocava os maiores sucessos do momento no mundo todo quase sem intervalos comerciais. Era um sonho de qualquer amante da música. Como o único recurso era o próprio áudio, havia uma equipe de locutores que se revezavam ao microfone, caprichando na entonação de voz para anunciar cada canção que entrava no ar, sempre com um pouco de informação sobre o artista que a interpretava: Pedro de Alcântara, Antonio Viviani, Júlio Cesar, Dárcio Arruda, Celene Araújo e tantos outros que por lá passaram ao longo de seus anos de glória.
Surge a Rádio Cidade, com seu estilo descontraído e jovem de locução, mas nada que abalasse a "sobriedade chic" da Antena 1, que continuava a ser líder do mercado. Entretanto a onda musical mudou no meio da década, o rock brazuca chegou acompanha da "invasão britânica" do pop e a sonoridade que marcou os anos 1980, pegando a Antena 1 no contrapé. A solução de seus proprietários foi "segmentar" a programação, tocando apenas uma versão mais "light" do "hit parade" internacional, com medo de esbarrar no populacho e no brega que assolou as rádios no fim da década.
John Legend e a música "sem nome" - Entretanto, algum "gênio" conseguiu colocar um "jaboti em cima da árvore" e fez o locutor parar de anunciar ou "desanunciar" o que acabar a de tocar. Ele continuou fazendo todo o restante, menos dizer "quem era o cantor". Como diria aquele antigo comercial de conhaque: "que dureza".
Graças a esta "providencial medida", a Antena 1 começou a perder audiência e até afiliadas pelo país afora. Logo surgiram "clones" da emissora no país inteiro, que aprenderam a lição que ela insiste em esquecer. Parece que seus diretores, ao longo do tempo, nunca prestaram atenção nos hábitos e costumes do próprio ouvinte. A começar que ninguém ouve rádio sem estar fazendo outra atividade, nem que seja deitado "quase cochilando" ou "descansando as vistas", como costumava dizer o mestre do rádio Jonas Rosa. Nem sempre ele consegue atentar para qual é o nome que o locutor da rádio disse. Aí, sim, é que entra os serviços de nossas "heroína" desse post, a Bia. Mas se nem quem apresentava a programação disse quem era, como é que ela vai fazer?
Eu mesmo demorei uns seis anos para descobrir que quem cantava "P.D.A. (We Just Don't Care)" - que tocava direto quase que exclusivamente na Antena 1 era de John Legend. Na verdade tive de sintonizar na Eldorado FM para descobrir isso! Bonito, hein, Antena 1!!!!
Portanto, cuidado, senhores, lembrem-se de que a Oi FM - que tinha uma ótima programação de música pop - acabou saindo do ar, por causa desses e de outros "jabotis", que caíram da árvore e quebraram a cara daquela emissora. Tenso.
PS: A música em cujo refrão se canta algo parecido como "pa pa pa pa pa pel" é a conhecida "Build", do House Martins; "Renal, renal, dondinho is ovo", trata-se de "Don't Dream It's Over", do Crowded House; "Ai no Corrida" é "Ai no Corrida", do Quincy Jones; e a contagem "progressiva" de Bono Vox é da música "Vertigo", do U2. Mas melhor do que "falar" é "assistir", correto?
A empresa de energia elétrica Furnas traz esse ano para seu Espaço Furnas Cultural o projeto Palco MPB. Desenvolvido e apresentado pela MPB FM, o projeto tem 15 anos, é totalmente gratuito e possui um formato que favorece o encontro do artista com seus fãs, entremeando o show com perguntas sobre música, carreira e perspectivas. A sambista Mart´nália abriu a temporada nesta segunda-feira. Os ingressos serão distribuídos pela rádio, no local mediante a retirada de senhas e na página de Furnas no Facebook. Os shows serão gravados e transmitidos pela MPB FM no dia seguinte às apresentações.
“O objetivo de Furnas ao abrir as portas para o Palco MPB é popularizar ainda mais seu espaço oferecendo atividades também nos dias de semana, já que nos fins de semana temos a programação selecionada no edital de ocupação do Espaço Furnas Cultural. Entendemos que incentivar a cultura nacional e disponibilizá-la gratuitamente para a população é nossa obrigação como empresa pública e cidadã”, afirma o gerente de marketing da empresa, Leandro Rosa.
Esse é o segundo projeto da empresa com a MPB FM. Ano passado o Espaço Furnas Cultural recebeu o projeto "Papo de Música", uma conversa descontraída com profissionais da indústria fonográfica, radiofônica, formadores de opinião, jornalistas e artistas sobre o cenário musical, suas mudanças e perspectivas, seguida de canja de artistas como Jorge Vercilo, Leoni, Rogê, Tiê e Pedro Luís.
A Rádio Cidade também é parceira da empresa em projetos culturais. Desde 2014 o projeto "Invasão da Cidade" é realizado no Espaço Furnas Cultural e já recebeu para shows gratuitos artistas do calibre de O Rappa, Biquini Cavadão, Pitty e Humberto Gessinger.
Acessíveis a pessoas com dificuldade de locomoção, as instalações do Espaço Furnas Cultural contam com teatro com 192 lugares, praça de convivência e duas galerias que acolhem mostras de fotografias, pinturas e esculturas. O espaço fica na sede da empresa, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Num tempo em que não existia internet, celular e outras modernidades, o único jeito de saber qual era o set list de uma rádio era ir até a loja do patrocinador de um determinado programa e pegar gratuitamente um "flyer".
Este aqui eu peguei há muito tempo numa loja da LEE que tinha lá na Rua Marechal Deodoro, em São Bernardo do Campo. Dá para acreditar que eu saí de casa, andei 20 minutos a pé para pegar o ônibus para lá, só para pegar este impresso? E depois fiquei o fim de semana inteiro a Rádio Cidade só pra ver se eles iam tocar o que estava no flyer? E ainda saí mostrando pra todo mundo na escola na segunda-feira. O pessoal ficou babando.......