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Radar Cultura: aberto o debate

O Juliano Spyer, especialista em mídia social e projetos colaborativos na Web, é uma das pessoas que está por trás do Radar Cultura. Ele respondeu os comentários feitos ontem aqui no Rádio Base por mim e pelo Marcos Lauro. É um ótimo sinal de que a equipe está aberta ao debate. Vou reproduzir uma de suas réplicas. Ele se deteve em dois pontos apresentados por mim: um é em relação ao aperfeiçoamento da ferramenta, e outro é o risco de que a Cultura AM perca sua identidade devido a uma tendência do público de escolher canções mais manjadas, como Ouro de Tolo, de Raul Seixas, o que deixaria a emissora com um perfil mais próximo ao da Nova FM. Vamos à sua réplica:

caro rodney, primeiro de tudo, obrigado por acreditar no projeto a ponto de dedicar tanta atenção a ele, pensando e compartilhando as suas reflexões. como voce diz, o radar está longe de estar integralmente implementado. lançamos a primeira versão e por mais que signifique bastante tirar uma coisa do papel, nosso desafio é consolidar o site enquanto ponto de encontro para uma ou várias comunidades. isso dependerá de aperfeiçoar a ferramenta e criar uma dinâmica de funcionamento dentro da rádio para acolher e dar vazão à participação. com relação a que a programação fique com cara de nova fm, isso não é a nossa preocupação. não queremos que a emissora fique com a nossa cara, mas que ela seja habitada por pessoas, e isso significa que perderemos o controle ou pelo menos uma parte do controle sobre ela. n ão podemos criar uma rádio colaborativa impondo restrições ao conteúdo escolhido. e por mais interessante e bom que seja o conteúdo da cultura am, dentro dessa proposta ele sofrerá a interferência da nova audiência que acompanhará a emissora pela internet. essa audiência tem um perfil diferente da da atual cultura, e isso implicará em negociações do público consigo mesmo e também com a equipe. bom, obrigado mais uma vez pelo feedback e vamos manter contato.

*

Devo destacar um trecho da manifestação de Juliano que é bastante emblemática: "com relação a que a programação fique com cara de nova fm, isso não é a nossa preocupação". Acho que diz tudo em relação a esse projeto. Dá para ler nas entrelinhas que a intenção é aumentar o público ouvinte, nem que para isso tenha de se fazer concessões. Lamento que seja assim. Lamento que o primeiro projeto inovador de interatividade não tenha mecanisismos para preservar a identidade de uma emissora com a importância da Cultura AM. A emissora aparentemente está abandonando sua história, seu caráter formador de ouvintes, em nome da audiência fácil. Imagina-se o resultado de um projeto colaborativo desses implantado na TV Cultura: pegadinha, baixaria, Ratinho, etc.

O debate, espero eu, não se encerra aqui.

Comentários

Marcos Lauro disse…
Eu, que não acredito em Papai Noel e nem no IBOPE, estou curioso para ver os próximos números que serão divulgado pelo instituto de pesquisas. Acho que a Cultura AM pode receber um aumento significativo no número de respostas, principalmente na faixa das 20h às 22h, horário em que o Radar Cultura está no ar.

Acredito também que um aumento maior ainda acontecerá no número de acessos ao site da Cultura, causado pelas pessoas que ouvem ou passarão a ouvir a programação da Cultura AM via web. Eu mesmo passei a escutar bem mais, até em horários fora do Radar.

Assim, sentiremos na pele (ou nos ouvidos) se o resultado de uma grande audiência acarretará (ou não) na queda de qualidade.
Anônimo disse…
Até agora só vi a "elite semi-pensante" frequentar o Radar Cultura. Quero ver se o lumpen- proletariado, a adolescência incontida, os jovens rebeldes e outras categorias de ouvintes vão participar do espaço. Em termos de bibope, acho que vai dar traço. É uma ferramenta muito complicada. Não sei se a grande massa internáutica vai ter paciência de usá-la. Afinal, não se pode baixar nem um MP3 de lá. Tem que bolar os playlists e esperar ouvir se sai na rádio. O Myspace é mais fácil de se mexer. Ainda sim, prefiro o Orkut.

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