Vinte semanas e 4 dias depois, o Radar Cultura parece viver um período de estagnação. Quando foi lançado, em dezembro, seu principal atrativo era a possibilidade de interferência dos ouvintes na programação por meio de um site na Internet. Os primeiros dias (e até meses) foram bem agitados, com uma resposta bem positiva dos ouvintes/internautas, o que é bem característico de novidades. O pico de participações se deu durante a Campus Party, em fevereiro. Coincidência ou não, vários dos profissionais que desenvolveram o projeto do Radar Cultura tiveram participação ativa no evento, como palestrantes ou no apoio à organização.
Pouco antes, os frequentadores habituais apareciam com idéias de melhorias, tanto na interface web, como na oferta do menu musical. A resposta era quase que padronizada: novidades seriam introduzidas para depois da Campus Party.
É bem verdade que alguns pequenos avanços aconteceram, como a ampliação das opções musicais para a escolha dos internautas. Com isso, a programação que vai ao ar já não privlegia tanto os medalhões. Só tenho notado uma presença constante de canções interpretadas por Elizeth Cardoso. Prova de que ela tem um fã-clube ativo. Ainda no campo das novidades, uma sala de bate-papo foi implantada. Escrevo este texto numa sexta à noite, por volta das 21h20 e não há mais ninguém além de mim por lá.
Alguns pontos da projeto inicial do Radar Cultura ainda não foram colocados em prática. A questão dos Podcasts produzidos pelos internautas é o principal deles. Cito um exemplo pessoal. Produzi dois podcasts musicais, sendo que um deles teve ampla votação do público, condição sine qua non para que o mesmo possa ir ao ar. Até agora não sei se ele foi veiculado ou não. Numa das vezes que eu cobrei sobre essa questão, a resposta que tive era a de que faltava uma solução técnica. Ora, isso não foi pensado antes?
E tem mais: mesmo se meu podcast fosse veículado, eu não teria como saber, uma vez que não há um aviso por parte da equipe, seja ele manual ou eletrônico. Os mentores do Radar talvez se esqueçam de que não dá para viver as 24 horas do dia tanto on-line ou como o ouvido colado no rádio. Um aviso seria muito bem vindo para se programar e avisar outras pessoas. Isso vale também para os playlists, que são mais frequentes na programação.
O programa de rádio é decepcionante. As músicas são tocadas, anunicadas e desanunciadas pelos locutores do horário. Algumas mensagens postadas no site são lidas. Mas tudo isso ocorre sem ritmo, muito menos vibração. A Rádio Cultura ainda não achou um tom certo para a atração.
O Radar Cultura precisa sair urgentemente da fase Beta. No ar e na web.
Pouco antes, os frequentadores habituais apareciam com idéias de melhorias, tanto na interface web, como na oferta do menu musical. A resposta era quase que padronizada: novidades seriam introduzidas para depois da Campus Party.
É bem verdade que alguns pequenos avanços aconteceram, como a ampliação das opções musicais para a escolha dos internautas. Com isso, a programação que vai ao ar já não privlegia tanto os medalhões. Só tenho notado uma presença constante de canções interpretadas por Elizeth Cardoso. Prova de que ela tem um fã-clube ativo. Ainda no campo das novidades, uma sala de bate-papo foi implantada. Escrevo este texto numa sexta à noite, por volta das 21h20 e não há mais ninguém além de mim por lá.
Alguns pontos da projeto inicial do Radar Cultura ainda não foram colocados em prática. A questão dos Podcasts produzidos pelos internautas é o principal deles. Cito um exemplo pessoal. Produzi dois podcasts musicais, sendo que um deles teve ampla votação do público, condição sine qua non para que o mesmo possa ir ao ar. Até agora não sei se ele foi veiculado ou não. Numa das vezes que eu cobrei sobre essa questão, a resposta que tive era a de que faltava uma solução técnica. Ora, isso não foi pensado antes?
E tem mais: mesmo se meu podcast fosse veículado, eu não teria como saber, uma vez que não há um aviso por parte da equipe, seja ele manual ou eletrônico. Os mentores do Radar talvez se esqueçam de que não dá para viver as 24 horas do dia tanto on-line ou como o ouvido colado no rádio. Um aviso seria muito bem vindo para se programar e avisar outras pessoas. Isso vale também para os playlists, que são mais frequentes na programação.
O programa de rádio é decepcionante. As músicas são tocadas, anunicadas e desanunciadas pelos locutores do horário. Algumas mensagens postadas no site são lidas. Mas tudo isso ocorre sem ritmo, muito menos vibração. A Rádio Cultura ainda não achou um tom certo para a atração.
O Radar Cultura precisa sair urgentemente da fase Beta. No ar e na web.
Comentários
WAGNER _ MAUÁ
Como vê, não faltam boas opções que são melhores do que o Nova Brasil FM.
No passado, a Cultura FM abria espaço para a música brasileira de todos os gêneros. Mas a diretoria atual estupidamente determinou que ela deveria somente tocar música erudita, como se ela fosse limitada apenas às sinfonias, concertos e óperas. Afirmo que em nada o Radar Cultura atrapalharia as demais atrações da casa. Pelo contrário, o Radar só ajudaria a chamar a atenção para os demais programas da emissora.
WAGNER - MAUÀ
Concordo a meio Termo e discordo
de certos que li postado no Blog
ouço a radio Cultura desde l972
a linha da Fundação Padre Anchieta
ao meu ver sempre pela boa musica
Brasileira, onde voçê fica sabendo
do interprete,titulo, e compositor
propaganda zero e assim por diante,
teve na emissora que assiduamente
em meus ouvidos, como Gramofone, Mu
sicalidade, todos os Sons e fim de
Noite, foi por longos anos.
Mas já a Usp a 105Fm por pouco tempo, por parece que pendeu para o
lado dos evangélicos.
Agora eu tive dois plalist, fui avisado sim por meios de mails.
Quanto as musicas desanunciadas o
pessoal vota na hora da programação
sempre haverá erros.
Não era bem isto que queria dizer
é só passar a régua, fica o dito
po não dito
Aparecido
Cara, eu também não sou adepto de Orkut ou msn... digo, não fazem a menor diferença na minha vida ou eu ainda não achei uma utilidade prática pra eles...
Falando sobre web rádios, eu falei que internet ainda é pra poucos porque a audiência dessas rádios fica limitada a quem ta ligado. Lembro que quando a Globo FM saiu do dial pra net choveu reclamação e sei que essa decisão desagradou muitos ouvintes porque claramente foi uma estratégia do Sistema Globo com a CBN pra barrar a chegada isolada da Band news em FM. No meu caso, realmente eu fiquei orfão da Scalla. A Net ainda não tomou o lugar do velho rádio portátil, do walk man ou dos mp3, e dos celulares com radio.
Abraços.
WAGNER _ MAUÀ
Parabéns pelo blog e pela chance que temos pra debater em alto nivel sobre esse veículo fascinante que é o rádio. Sou um formando em Radio e TV e procuro sempre estar ligado no que acontece e o Radio Base cumpre bem seu papel de informar e esclarecer.
WAGNER - MAUA