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A palavra do presidente (da APCA)

Por uma agenda mínima para a arte

Por Marcos Bragato*

A APCA nasce como ação de um setor artístico, o teatro. Ao se expandir, a partir dos anos 70, para os dez setores atuais, assume portentosos compromissos. Eles têm desafiado as sucessivas gestões a encontrar soluções para a sobrevivência de sua fundamental tarefa, prevista estatutariamente: a escolha e a entrega dos melhores das artes do ano em curso.

Hoje, entregamos os Melhores de 2007 - sem o setor de música erudita por falta de quorum votante. Para uma premiação dessa amplitude, a responsabilidade certamente é o da dimensão de seu alcance e repercussão junto aos setores artísticos que produzem no Brasil. Como sabemos, um país de inúmeras dificuldades.

O produto artístico percorre um longo trajeto e, muitas vezes, na direção independente das correntes majoritárias. Diferente não poderia ser com a tarefa da APCA, uma instituição sem fins lucrativos de utilidade pública municipal e estadual.

Alguns entendem a importância de nosso ato e compreendem a necessidade da existência da crítica sobre a produção artística nacional. Graças a essa compreensão temos o patrocínio para esta festa da Secretaria de Estado da Cultura, da Associação dos Amigos da Arte, do Teatro Sérgio Cardoso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e do Bradesco, e o apoio da Coffee Studio e da Fundiart – Fundição Artística Ltda.

Sem esses parceiros seria impossível estarmos aqui. É claro que mais precisaríamos, mas é o que pudemos erguer para esta festa.

As soluções deixarão o terreno da impossibilidade quando artistas (premiados) perceberem que este deve ser também mais um tópico de sua luta por uma agenda mínima para as artes e cultura nacional.


* Marcos Bragato é jornalista e presidente da Associação Paulista dos Críticos de Arte

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