Agilidade. Falas rápidas. Dinamismo. Boas histórias. Pressa? Não, normal! Fôlego? Sim, bastante. Voz. Idéias sintetizadas. Velocidade. Boas colocações. Risos. Histórias engraçadas. Sons. Bom papo. Perguntas. Respostas rápidas. Ritmo. “O que outros palestrantes levariam uma hora e meia para dizer, Roberto Nonato levou pouco mais de meia hora”, observou Nivaldo Ferraz, coordenador do curso de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi, sobre o convidado da última noite da VIII Semana de Jornalismo. A agilidade que o rádio exige está no sangue, não tem jeito...
Nonato começou aos 17 anos de idade, na Beira Mar FM, emissora de São Sebastião, litoral paulita. Mais tarde, passou pela Excelsior e é a 17 anos locutor da CBN, além de voz padrão da Rádio Globo e de comandar o jornalismo da Antena 1. Na all-news, apresenta o Jornal da CBN 2ª edição, das 17h às 20h.
Para compensar a aparente superficialidade no noticiário diário de uma all-news, Nonato ressaltou a importância dos inúmeros comentaristas que aparecem na programação da CBN: “São eles que aprofundam os assuntos”. Com isso, fazem as vezes opinativas e, justamente por isso, recebem o maior número de mensagens de ouvintes. Perguntado se alguém influente já pediu a cabeça de um funcionário da rádio, Nonato respondeu: “Já, mas nem chega para a equipe”. Como exemplo, citou uma reunião com João Roberto Marinho, responsável pelas “relações com o poder” nas Organizações Globo. Nela, Marinho garantiu que esse tipo de problema é com ele e dele não passa. Com uma garantia dessas...
Não contente com uma questão, a equipe do blog Futuro do Jornalismo fez duas perguntas ao palestrante. A primeira, apresentou o levantamento publicado no blog Rádio Base sobre o acúmulo de concessões de rádios para poucos grupos, principalmente em São Paulo. “Infelizmente é o poder econômico que impera”, concordou Nonato. “Mas prefiro um Grupo Bandeirantes do que religiosos no comando das emissoras”, resumiu.
A outra questão se referiu à transmissão simultânea no AM e FM, fazendo com que um mesmo programa seja transmitido ao mesmo tempo em até três frequências diferentes (como é o caso do Na Geral, da Bandeirantes, nos 840 Khz, 90,9 e 96,1 Mhz). “FM é o caminho natural para todas as rádios. Hoje ninguém mais ouve AM. Quem aqui ouve AM?”. Uns três ou quatro corajosos (ou antiquados?) levantam a mão. “Cheguei a recusar um convite para comandar o jornalismo da rádio Record quando perguntei se iam transmitir no FM e tive um não como resposta”, exemplificou.
Apesar de dizer que rádio se aprende na prática, Nonato é a favor da academia e, consequentemente, do diploma. “Aqui na academia você vai ter noções de ética, por exemplo, fundamental para a profissão”.
Roberto Nonato levou vários áudios de erros que foram para o ar na CBN, o que serviu para descontrair e ensinar, quase que de forma prática, o que se deve e o que não se deve fazer em determinadas situações. Para aprender mais que isso, só fazendo mesmo.
Nonato começou aos 17 anos de idade, na Beira Mar FM, emissora de São Sebastião, litoral paulita. Mais tarde, passou pela Excelsior e é a 17 anos locutor da CBN, além de voz padrão da Rádio Globo e de comandar o jornalismo da Antena 1. Na all-news, apresenta o Jornal da CBN 2ª edição, das 17h às 20h.
Para compensar a aparente superficialidade no noticiário diário de uma all-news, Nonato ressaltou a importância dos inúmeros comentaristas que aparecem na programação da CBN: “São eles que aprofundam os assuntos”. Com isso, fazem as vezes opinativas e, justamente por isso, recebem o maior número de mensagens de ouvintes. Perguntado se alguém influente já pediu a cabeça de um funcionário da rádio, Nonato respondeu: “Já, mas nem chega para a equipe”. Como exemplo, citou uma reunião com João Roberto Marinho, responsável pelas “relações com o poder” nas Organizações Globo. Nela, Marinho garantiu que esse tipo de problema é com ele e dele não passa. Com uma garantia dessas...
Não contente com uma questão, a equipe do blog Futuro do Jornalismo fez duas perguntas ao palestrante. A primeira, apresentou o levantamento publicado no blog Rádio Base sobre o acúmulo de concessões de rádios para poucos grupos, principalmente em São Paulo. “Infelizmente é o poder econômico que impera”, concordou Nonato. “Mas prefiro um Grupo Bandeirantes do que religiosos no comando das emissoras”, resumiu.
A outra questão se referiu à transmissão simultânea no AM e FM, fazendo com que um mesmo programa seja transmitido ao mesmo tempo em até três frequências diferentes (como é o caso do Na Geral, da Bandeirantes, nos 840 Khz, 90,9 e 96,1 Mhz). “FM é o caminho natural para todas as rádios. Hoje ninguém mais ouve AM. Quem aqui ouve AM?”. Uns três ou quatro corajosos (ou antiquados?) levantam a mão. “Cheguei a recusar um convite para comandar o jornalismo da rádio Record quando perguntei se iam transmitir no FM e tive um não como resposta”, exemplificou.
Apesar de dizer que rádio se aprende na prática, Nonato é a favor da academia e, consequentemente, do diploma. “Aqui na academia você vai ter noções de ética, por exemplo, fundamental para a profissão”.
Roberto Nonato levou vários áudios de erros que foram para o ar na CBN, o que serviu para descontrair e ensinar, quase que de forma prática, o que se deve e o que não se deve fazer em determinadas situações. Para aprender mais que isso, só fazendo mesmo.
Comentários
Mas a discussão é boa e não deve parar por aqui.
As notícias sobre rádio AM mostram muito trabalho, mesmo com problemas. Há muito idealismo, humildade, ninguém quer se passar por herói. As emissoras AM do Rio de Janeiro, mesmo problemáticas em tecnologia e dinheiro, pelo menos batalham com coragem mas sem arrogância.
E as FMs com programação de AM? É verdade que elas também são profissionais, mas o que se vê é o pessoal da Band News e CBN fazendo festinha, recebendo prêmio de amigos e aparecendo na revista Caras. Vê se o pessoal da Rádio Nacional AM tem preocupação em aparecer em Caras. A "galera" da CBN, Sul América Trânsito, Jovem Pan 2 (não esqueçamos que ela aderiu às "jornadas esportivas", clonada na Jovem Pan 1), Band News etc.. Um dos poucos que são humildes desse pessoal todo é o Ricardo Boechat, uma ilha de simplicidade e competência num mar de estrelismo e pose.
Vemos rádios AM recebendo modestas homenagens de políticos menos destacados (e, talvez, menos corruptos), enquanto as FMs aparecem freqüentemente encrencadas com políticos, dirigentes esportivos e especuladores financeiros.
Vemos emissoras AM recuperando audiência em todo o país, com popularidade surpreendente, como a Super Rádio Tupi, no Rio, a Rádio Guaíba, em Porto Alegre, a Rádio Clube, em Recife, a Rádio Sociedade, em Salvador, entre outras. Enquanto isso, as FMs com roupagem de AM, para aparecer, apelam para a poluição sonora, empurrando transmissão esportiva até no fim de noite, prejudicando o sono dos ouvintes a pretexto da "paixão nacional", o futebol. Ou então subornam papelarias, livrarias e lojas de departamentos no desespero dessas FMs "aparecerem" para os ouvintes comuns.
Quem verifica o noticiário político na TV vê que os gravadores das AMs Super Rádio Tupi e Guaíba, ambas citadas acima, aparecem muito mais do que os gravadores da CBN e Band News, e mais ainda da Transamérica.
A dor de corno do sr. Roberto Nonato e seus colegas da CBN faz sentido para uma platéia de um punhado de riquinhos que ouvem FM por preguiça, comodismo e status. Nonato vive nos estúdios da CBN e pensa conhecer o mundo inteiro. Coitado.
Lamentável essa queixa do Nonato contra as AMs. O que o âncora da CBN disse é comparável à queixa do perdedor da corrida que reclamou do vencedor porque este correu demais.
Reconheço sua paixaõ desenfreada pelo rádio AM, mas prefiro ser pragmático e concordo com o Nonato. O rádio AM nas grandes cidades, está praticamente sumindo, com exceção das grandes emissoras, que logo logo começarão a transmitir em FM, caso o Am digital não mostre bons resultados. Não sou eu ou o Nonato, ou o Heródoto que quer assim, mas é a conjuntura que faz isso com o veículo.
Os tempos mudam. Se não mudassem, ainda teríamos AMs musicais. Onde foram parar Excelsior, Difusora, Tamoio, Mundial, Continental entre outras tantas? E as ondas curtas, de tanto prestígio, o que aconteceu com elas? Viraram apenas retransmissoras de rádios-palaque e rádios-altar?
É, caro Alexandre, o rádio AM está morrendo, sim, mas não pelos motivos que seu coração de ouvinte insiste em apontar. Mas por motivos técnicos. Talvez no interior do país ele ainda sobreviva, mas a poluição eletromagnética de uma cidade como São Paulo é implácavel com sistemas de transmissão menos robustos. Por isso, peço que não condene Roberto Nonato por ser prático e realista. Um abraço.
Acho que a migração para o FM é uma coisa natural, embora eu vá morrer abraçado ao AM. Com a evolução dos aparelhos de telefone celular, fica fácil ouvir em FM, e com a qualidade de som peculiar a essa faixa. Noto, porém, que o "estilo AM", ao menos no jornalismo, segue vitorioso, mesmo sendo transmitido em FM.
Agora, se existem todos esses narizes torcidos para o galhardo AM, o que é que ainda explica que muitas emissoras insistam em manter transmissões em OC? Alguém pode explicar? Abraços.