A 89 FM sofre alterações drásticas. Não será mais Rádio Rock, como quando surgiu em fins de 1985. Se bem que, nos últimos tempos, ela estava mais pop do que rock. Toda uma nova estratégia foi pensada para reformular uma rádio que perdia ouvintes para a concorrência.
O público mudou? Não é tão roqueiro como antes? O target (de 14 a 24 anos) anda preferindo curtir um pouco de tudo que está na moda: pagode (do tipo Jeito Moleque), axé (em festas de micaretas de final de semana), funk (safadinho), música eletrônica (para dançar com o putz, putz...) e tudo o mais que vier pela frente? Ou o mercado fala mais alto e prevalece o negócio-rádio. A empresa precisa ser rentável? Que pena! Com esse lema, emissoras segmentadas em gêneros musicais somem do dial tradicional e migram para a web, a salvação.
No dial, martelam a música comercialzona para angariar a massa, conquistar aumento da audiência, pensando no lucro proveniente dos anunciantes. Vamos ver (quer dizer, ouvir) o que vai virar. (Magaly Prado, do Uol)
=================================================
Calma , Magaly, não precisa ficar indignada!!! Tome um chazinho.A ntes, deixe-me te contar uma coisa. Nem tudo está perdido. Hoje entrei num chat de um pessoal que curte rock e, conversa vai, conversa vem, alguém comentou que a 89 FM iria para o saco mesmo. Um dos participantes profetizou que, por essas e outras, o rádio FM viraria um rádio AM de quinta categoria: pregações evangélicas, pagodes, sertanejos, e bunda music, tuo na pior concepção da palavra. Quem quisesse ouvir algo mais criativo, que se ligasse na internet, baixasse seus podcasts, comprasse seus ipods, carregasse seus MP3 no celular, montasse sua própria rádio virtual com o que lhe viesse à cabeça.
Estou francamente inclinado a concordar com este garoto. Afinal, tenho dois programas em uma webradio de rock, o companheiro Marcos Lauro trabalha numa rádio que só transmite pela internet. Roberto Muller Maia, o grande ex-mentor da Brasil 2000, montou um site só de podcasts. A Heineken possui uma webradio e podcast só de dance music e até a Rádio Câmara entrou nessa onda. Isso sem contar as dezenas de sites que veiculam programação pelo sistema "On-demand", ou rádios convencionais que têm seu sinal na net, lembrando, claro, da Globo FM, que virou web radio. Bom, exemplos da união rádio-cyberespaço temos aos montes.
Certa vez, uma colega minha da APCA sugeriu que criássemos um prêmio para programas de rádio veiculados exclusivamente na web. Sou suspeitíssimo para falar, mas achei uma ótima idéia. Ao contrário da televisão, que corre a olhos vistos para a digitalização, transmissão por cabo, alta definição, etc, o rádio cada vez mais está integrado à internet e afins, para desespero total dos saudosistas. Seguindo a lógica dos mais "moderninhos", eu diria que, o rádio como conhecemos hoje está desaparecendo. Talvez seja só uma mudança do meio físico para o meio "virtual".
Não é delírio. É fato. Pense no custo de se colocar uma rádio FM como a 89 no ar e uma web rádio como a Globo web. A diferença de gastos deve ser absurda. Com a automatização de uma emissora via softwares de programação, a coisa fica mais distante ainda do que se fazia há ais de 10 anos.
Parece má notícia, mas não é de fato. O rádio, que já é um veículo democrático por natureza, ficará mais democrático ainda, uma vez que o ouvinte não terá de engolir o que lhe é imposto de cima para baixo, como no modelo até agora seguido por rádios como a 89 FM. A única saída do rádio é se adaptar aos novos tempos, procurando ser o mais honesto e sincero possível com o seu público, sem se esconder atrás de "pesquisas de opinião". Ou ele aceita essas novas condições do "mercado", ou sucumbirá, sob pena de sofrer o mesmo fim moribundo que as grandes gravadoras de discos estão sofrendo.
Pronto, Magaly, agora você pode tomar seu chá de camomila mais tranquila, né?
O público mudou? Não é tão roqueiro como antes? O target (de 14 a 24 anos) anda preferindo curtir um pouco de tudo que está na moda: pagode (do tipo Jeito Moleque), axé (em festas de micaretas de final de semana), funk (safadinho), música eletrônica (para dançar com o putz, putz...) e tudo o mais que vier pela frente? Ou o mercado fala mais alto e prevalece o negócio-rádio. A empresa precisa ser rentável? Que pena! Com esse lema, emissoras segmentadas em gêneros musicais somem do dial tradicional e migram para a web, a salvação.
No dial, martelam a música comercialzona para angariar a massa, conquistar aumento da audiência, pensando no lucro proveniente dos anunciantes. Vamos ver (quer dizer, ouvir) o que vai virar. (Magaly Prado, do Uol)
=================================================
Calma , Magaly, não precisa ficar indignada!!! Tome um chazinho.A ntes, deixe-me te contar uma coisa. Nem tudo está perdido. Hoje entrei num chat de um pessoal que curte rock e, conversa vai, conversa vem, alguém comentou que a 89 FM iria para o saco mesmo. Um dos participantes profetizou que, por essas e outras, o rádio FM viraria um rádio AM de quinta categoria: pregações evangélicas, pagodes, sertanejos, e bunda music, tuo na pior concepção da palavra. Quem quisesse ouvir algo mais criativo, que se ligasse na internet, baixasse seus podcasts, comprasse seus ipods, carregasse seus MP3 no celular, montasse sua própria rádio virtual com o que lhe viesse à cabeça.
Estou francamente inclinado a concordar com este garoto. Afinal, tenho dois programas em uma webradio de rock, o companheiro Marcos Lauro trabalha numa rádio que só transmite pela internet. Roberto Muller Maia, o grande ex-mentor da Brasil 2000, montou um site só de podcasts. A Heineken possui uma webradio e podcast só de dance music e até a Rádio Câmara entrou nessa onda. Isso sem contar as dezenas de sites que veiculam programação pelo sistema "On-demand", ou rádios convencionais que têm seu sinal na net, lembrando, claro, da Globo FM, que virou web radio. Bom, exemplos da união rádio-cyberespaço temos aos montes.
Certa vez, uma colega minha da APCA sugeriu que criássemos um prêmio para programas de rádio veiculados exclusivamente na web. Sou suspeitíssimo para falar, mas achei uma ótima idéia. Ao contrário da televisão, que corre a olhos vistos para a digitalização, transmissão por cabo, alta definição, etc, o rádio cada vez mais está integrado à internet e afins, para desespero total dos saudosistas. Seguindo a lógica dos mais "moderninhos", eu diria que, o rádio como conhecemos hoje está desaparecendo. Talvez seja só uma mudança do meio físico para o meio "virtual".
Não é delírio. É fato. Pense no custo de se colocar uma rádio FM como a 89 no ar e uma web rádio como a Globo web. A diferença de gastos deve ser absurda. Com a automatização de uma emissora via softwares de programação, a coisa fica mais distante ainda do que se fazia há ais de 10 anos.
Parece má notícia, mas não é de fato. O rádio, que já é um veículo democrático por natureza, ficará mais democrático ainda, uma vez que o ouvinte não terá de engolir o que lhe é imposto de cima para baixo, como no modelo até agora seguido por rádios como a 89 FM. A única saída do rádio é se adaptar aos novos tempos, procurando ser o mais honesto e sincero possível com o seu público, sem se esconder atrás de "pesquisas de opinião". Ou ele aceita essas novas condições do "mercado", ou sucumbirá, sob pena de sofrer o mesmo fim moribundo que as grandes gravadoras de discos estão sofrendo.
Pronto, Magaly, agora você pode tomar seu chá de camomila mais tranquila, né?
Comentários
Confira maiores informações exclusivas sobre a vinda de mais uma emissora à região, no Só Rádio! (www.soradio.blogspot.com)
Só Rádio! - "A informação chega primeiro aqui".