Transamérica oferece opções de programação aos parceiros
Por Marcos Ribeiro
Muito antes do advento da transmissão de rádio via satélite, a Transamérica já possuía sua rede de emissoras e FM. A primeira estação com esta marca, foi inaugurada em agosto de 1973, em Recife, época em que a freqüência modulada era usada pela maioria das rádios para ligar os estúdios aos transmissores. A programação, como as das pouquíssimas emissoras que surgiam nessa faixa de onda, era voltada a um público adulto, pertencente às classes A e B com mais de 25 anos. Todos os programas eram gravados, incluindo a locução. A formação inicial da rede compreendia outras cinco emissoras próprias, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Salvador, inauguradas entre 1974 e 1980. Nessa época, a programação – músicas, vinhetas, programas especiais e locução – era toda gravada na sede paulistana e distribuída para as demais estações por meio de fitas de rolo enviadas por correio ou avião.
Em meados da década de 80 do século passado, a programação começou a ser feita ao vivo, visando atender a demanda de cada praça. Cinco anos mais tarde, em janeiro de 1990, a Rede Transamérica começou a transmitir via satélite, ainda no sistema analógico. Posteriormente, este sinal foi codificado e abriu-se a possibilidade para que outras emissoras participassem da rede como franqueadas. Nesta época padronizou-se a programação, voltando-a para o segmento jovem, cujos ouvintes estavam na faixa dos 15 a 29 e pertenciam a classe AB. Nesta época, a Transamérica obteve grandes índices de audiência chegando à liderança pois constatou que o público alvo em todas as praças era homogêneo e possuía gostos musicais e outros interesses semelhantes.
“De 1997 para cá, a empresa percebeu que havia uma demanda de público por uma programação igual ao das chamadas ‘rádios populares’ no Brasil que não era atendida. A partir daí a Transamérica resolveu dividir a rede e segmentá-la visando três perfis de públicos diferentes”, explica Ruy Balla, gerente de programação. E assim foi criada a Transamérica Hits, a maior das três redes, que atende a uma audiência mais afinada a uma programação mais popular – axé, pagode, sertanejo, etc, a Transamérica Light, com uma programação baseada em "flash-backs", músicas românticas e MPB, e a Transamérica Pop, que continua a trilha da rede original, baseado num formato pop rock. “O crescimento da rede ‘hits’ foi muito proveitoso porque estávamos perdendo alguns franqueados para outras redes no segmento popular. Então para dar uma opção a estes parceiros, resolvemos criar de configuração de formato”, conta Balla. “Ainda sim, a Transamérica Pop, mesmo sendo menor possui uma penetração maior no público porque está com afiliadas em várias das principais cidades do país”, informa Lígia Cervone de Araújo, gerente de marketing da rede.
A emissora que queira fazer parte da rede Transamérica Pop precisa se localizar numa praça que possa gerar um certo interesse comercial e que tenha uma cobertura, ou ainda que esteja próximo a uma região que possa ser viável para a rádio comercialmente. Outros requisitos também são necessários como, por exemplo, ter um mínimo de qualidade de transmissão, instalações adequadas, ser uma empresa bem estruturada financeiramente, etc. O “franqueado” também precisa investir na compra de softwares e equipamentos que vão fazer a captação da transmissão do satélite, o que não é muito caro, segundo a gerente de marketing. Além disso, o afiliado paga uma espécie de “aluguel” pela franquia. “Em contrapartida, ele tem o direito de explorar a marca em sua praça, conta com o apoio da rede para elaborar promoções locais, espaços nos intervalos comerciais da rede para veicular seus anunciantes e também apoio para produzir programas locais se for se sua vontade”, esclarece.
Por causa das diferenças de público de região para região, optamos por estabelecer horários obrigatórios, em que a afiliada tem de retransmitir os programas e os anunciantes da rede. Nesses horários, reservamos uma espaço do ‘break’ para que ele coloque anunciantes locais. Nos demais horários, ele tem a opção de colocar no ar a programação disponibilizada para todos, menos para a Matriz em São Paulo. Se a filial não quiser levar ao ar esta programação nacional, ela pode produzi-la localmente, desde obedeça aos parâmetros de programação, formatação e veiculação de comerciais exigidos pela Transamérica”, diz o gerente de programação. A Transamérica Pop está tentando mudar a faixa etária onde atua. No momento, o objetivo imediato deles é atingir o ouvinte um pouco mais velho, entre 20 e 35 anos. “Percebemos que há um filão de público que não está sendo bem explorado pelo mercado e que se encaixa na programação da ‘Pop’”, calcula Ruy Balla.
Por Marcos Ribeiro
Muito antes do advento da transmissão de rádio via satélite, a Transamérica já possuía sua rede de emissoras e FM. A primeira estação com esta marca, foi inaugurada em agosto de 1973, em Recife, época em que a freqüência modulada era usada pela maioria das rádios para ligar os estúdios aos transmissores. A programação, como as das pouquíssimas emissoras que surgiam nessa faixa de onda, era voltada a um público adulto, pertencente às classes A e B com mais de 25 anos. Todos os programas eram gravados, incluindo a locução. A formação inicial da rede compreendia outras cinco emissoras próprias, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Salvador, inauguradas entre 1974 e 1980. Nessa época, a programação – músicas, vinhetas, programas especiais e locução – era toda gravada na sede paulistana e distribuída para as demais estações por meio de fitas de rolo enviadas por correio ou avião.
Em meados da década de 80 do século passado, a programação começou a ser feita ao vivo, visando atender a demanda de cada praça. Cinco anos mais tarde, em janeiro de 1990, a Rede Transamérica começou a transmitir via satélite, ainda no sistema analógico. Posteriormente, este sinal foi codificado e abriu-se a possibilidade para que outras emissoras participassem da rede como franqueadas. Nesta época padronizou-se a programação, voltando-a para o segmento jovem, cujos ouvintes estavam na faixa dos 15 a 29 e pertenciam a classe AB. Nesta época, a Transamérica obteve grandes índices de audiência chegando à liderança pois constatou que o público alvo em todas as praças era homogêneo e possuía gostos musicais e outros interesses semelhantes.
“De 1997 para cá, a empresa percebeu que havia uma demanda de público por uma programação igual ao das chamadas ‘rádios populares’ no Brasil que não era atendida. A partir daí a Transamérica resolveu dividir a rede e segmentá-la visando três perfis de públicos diferentes”, explica Ruy Balla, gerente de programação. E assim foi criada a Transamérica Hits, a maior das três redes, que atende a uma audiência mais afinada a uma programação mais popular – axé, pagode, sertanejo, etc, a Transamérica Light, com uma programação baseada em "flash-backs", músicas românticas e MPB, e a Transamérica Pop, que continua a trilha da rede original, baseado num formato pop rock. “O crescimento da rede ‘hits’ foi muito proveitoso porque estávamos perdendo alguns franqueados para outras redes no segmento popular. Então para dar uma opção a estes parceiros, resolvemos criar de configuração de formato”, conta Balla. “Ainda sim, a Transamérica Pop, mesmo sendo menor possui uma penetração maior no público porque está com afiliadas em várias das principais cidades do país”, informa Lígia Cervone de Araújo, gerente de marketing da rede.
A emissora que queira fazer parte da rede Transamérica Pop precisa se localizar numa praça que possa gerar um certo interesse comercial e que tenha uma cobertura, ou ainda que esteja próximo a uma região que possa ser viável para a rádio comercialmente. Outros requisitos também são necessários como, por exemplo, ter um mínimo de qualidade de transmissão, instalações adequadas, ser uma empresa bem estruturada financeiramente, etc. O “franqueado” também precisa investir na compra de softwares e equipamentos que vão fazer a captação da transmissão do satélite, o que não é muito caro, segundo a gerente de marketing. Além disso, o afiliado paga uma espécie de “aluguel” pela franquia. “Em contrapartida, ele tem o direito de explorar a marca em sua praça, conta com o apoio da rede para elaborar promoções locais, espaços nos intervalos comerciais da rede para veicular seus anunciantes e também apoio para produzir programas locais se for se sua vontade”, esclarece.
Por causa das diferenças de público de região para região, optamos por estabelecer horários obrigatórios, em que a afiliada tem de retransmitir os programas e os anunciantes da rede. Nesses horários, reservamos uma espaço do ‘break’ para que ele coloque anunciantes locais. Nos demais horários, ele tem a opção de colocar no ar a programação disponibilizada para todos, menos para a Matriz em São Paulo. Se a filial não quiser levar ao ar esta programação nacional, ela pode produzi-la localmente, desde obedeça aos parâmetros de programação, formatação e veiculação de comerciais exigidos pela Transamérica”, diz o gerente de programação. A Transamérica Pop está tentando mudar a faixa etária onde atua. No momento, o objetivo imediato deles é atingir o ouvinte um pouco mais velho, entre 20 e 35 anos. “Percebemos que há um filão de público que não está sendo bem explorado pelo mercado e que se encaixa na programação da ‘Pop’”, calcula Ruy Balla.
Comentários
Alguém aí se lembra da cobertura que a Transamérica fez dos shows da turnê Pop Mart, do U2, no Brasil? Sensacional...
E como comparar essa época da Transamérica com hoje? A Transamérica perdeu qualidade ou foram as outras que cresceram demais?
Alguém sabe como consegui-las?