Falamos bastante aqui da perda de Ciro César, mas estavamos devendo um registro de sua voz. Graças a ajuda de Aloisio Mathias, ao clicar no arquivo abaixo, é possível para o internauta acompanhar uma bela homenagem de Flávio Prado, levada ao ar dentro do programa No Mundo da Bola. Dela constam algumas vinhetas produzidas pela Pan com a voz de Ciro, um pequeno depoimento dele, além de um comentário do publicitário Décio Clemente, relembrando um comercial antigo gravado pelo locutor.
Vale registrar aqui no post o depoimento do radialista e também locutor Flávio Guimarães.
A volta dos obituários da Folha se baseia, sem dúvida, nos obituários do New York Times, sucesso absoluto há muitos anos. Tratando a morte com base na dimensão de quem deixou sua marca entre nós, o jornal presta, no fundo, um tributo à própria vida. O amigo radialista e companheiro de trabalho Ciro Cesar, ao receber essa honraria, dignifica ainda mais o rádio, que defendeu em vida com extremo profissionalismo. Restam poucos como Ciro. Novos talentos rareiam cada vez mais. Quando surge algum, infelizmente, usa o rádio como ponte para chegar à deusa das vitrines, a televisão. Rádio é, essencialmente, emoção - refratário, portanto, aos amores passageiros. E de flerte em flerte, o rádio vai ficando em segundo plano. Por consequência, o ouvinte acaba sem ídolos. O rádio sempre usou a força da imaginação para cativar e Ciro Cesar foi especialista nesse mister. Não era preciso muita imaginação, ou sensibilidade, para notar que estávamos diante de um profissional diferenciado. Dono de voz singular, era pessoa simples, chegava a ser tímido. Não gostava de elogios. Menos por considerá-los truquezinhos de oportunistas, que usam palavras fáceis para alcançar objetivos pessoais (e sabemos o quanto se usa esse expediente), mais pelo fato de não saber lidar com palavras elogiosas. Mas que isso não deixe a impressão de que Ciro tinha vergonha do fazia, pelo contrário. Ciro Cesar carregava nas veias o sangue que contamina para sempre os verdadeiros profissionais do rádio: o sangue que flui somente nas veias dos apaixonados pela profissão. Ciro foi assim. Até o fim.
Vale registrar aqui no post o depoimento do radialista e também locutor Flávio Guimarães.
A volta dos obituários da Folha se baseia, sem dúvida, nos obituários do New York Times, sucesso absoluto há muitos anos. Tratando a morte com base na dimensão de quem deixou sua marca entre nós, o jornal presta, no fundo, um tributo à própria vida. O amigo radialista e companheiro de trabalho Ciro Cesar, ao receber essa honraria, dignifica ainda mais o rádio, que defendeu em vida com extremo profissionalismo. Restam poucos como Ciro. Novos talentos rareiam cada vez mais. Quando surge algum, infelizmente, usa o rádio como ponte para chegar à deusa das vitrines, a televisão. Rádio é, essencialmente, emoção - refratário, portanto, aos amores passageiros. E de flerte em flerte, o rádio vai ficando em segundo plano. Por consequência, o ouvinte acaba sem ídolos. O rádio sempre usou a força da imaginação para cativar e Ciro Cesar foi especialista nesse mister. Não era preciso muita imaginação, ou sensibilidade, para notar que estávamos diante de um profissional diferenciado. Dono de voz singular, era pessoa simples, chegava a ser tímido. Não gostava de elogios. Menos por considerá-los truquezinhos de oportunistas, que usam palavras fáceis para alcançar objetivos pessoais (e sabemos o quanto se usa esse expediente), mais pelo fato de não saber lidar com palavras elogiosas. Mas que isso não deixe a impressão de que Ciro tinha vergonha do fazia, pelo contrário. Ciro Cesar carregava nas veias o sangue que contamina para sempre os verdadeiros profissionais do rádio: o sangue que flui somente nas veias dos apaixonados pela profissão. Ciro foi assim. Até o fim.
Comentários
POR ORDEM DE IDADE
SARAH, SANDRA E RHYS
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