quarta-feira, 17 de março de 2010

Relembrando (um pouco mais) de Ciro Cesar

Falamos bastante aqui da perda de Ciro César, mas estavamos devendo um registro de sua voz. Graças a ajuda de Aloisio Mathias, ao clicar no arquivo abaixo, é possível para o internauta acompanhar uma bela homenagem de Flávio Prado, levada ao ar dentro do programa No Mundo da Bola. Dela constam algumas vinhetas produzidas pela Pan com a voz de Ciro, um pequeno depoimento dele, além de um comentário do publicitário Décio Clemente, relembrando um comercial antigo gravado pelo locutor.




Vale registrar aqui no post o depoimento do radialista e também locutor Flávio Guimarães.

A volta dos obituários da Folha se baseia, sem dúvida, nos obituários do New York Times, sucesso absoluto há muitos anos. Tratando a morte com base na dimensão de quem deixou sua marca entre nós, o jornal presta, no fundo, um tributo à própria vida. O amigo radialista e companheiro de trabalho Ciro Cesar, ao receber essa honraria, dignifica ainda mais o rádio, que defendeu em vida com extremo profissionalismo. Restam poucos como Ciro. Novos talentos rareiam cada vez mais. Quando surge algum, infelizmente, usa o rádio como ponte para chegar à deusa das vitrines, a televisão. Rádio é, essencialmente, emoção - refratário, portanto, aos amores passageiros. E de flerte em flerte, o rádio vai ficando em segundo plano. Por consequência, o ouvinte acaba sem ídolos. O rádio sempre usou a força da imaginação para cativar e Ciro Cesar foi especialista nesse mister. Não era preciso muita imaginação, ou sensibilidade, para notar que estávamos diante de um profissional diferenciado. Dono de voz singular, era pessoa simples, chegava a ser tímido. Não gostava de elogios. Menos por considerá-los truquezinhos de oportunistas, que usam palavras fáceis para alcançar objetivos pessoais (e sabemos o quanto se usa esse expediente), mais pelo fato de não saber lidar com palavras elogiosas. Mas que isso não deixe a impressão de que Ciro tinha vergonha do fazia, pelo contrário. Ciro Cesar carregava nas veias o sangue que contamina para sempre os verdadeiros profissionais do rádio: o sangue que flui somente nas veias dos apaixonados pela profissão. Ciro foi assim. Até o fim.

4 comentários:

bruno urbanavicius disse...

a propósito, percebo que, quando um locutor morre, as locuções que ele fez e que continuam no ar (vinhetas, comerciais, chamadas, etc.) geralmente são substituídas por equivalentes gravadas por locutores vivos. por que isso acontece?

Rodney Brocanelli disse...

Talvez seja para evitar processos por parte de familiares alegando uso indevido ou algo do tipo. Mas isso é um palpite.

REVEE AROMAS E SACHETS disse...

NOS FILHAS PELA PROFUNDA ADMIRACAO PELA VOZ DE NOSSO PAI ADORARIAMOS CONTINUARMOS OUVINDO UMA LINDA VOZ NO RADIO...APROVEITAMOS PARA AGRADECER O CARINHO E ATENCAO COM NOSSO PAI..
POR ORDEM DE IDADE
SARAH, SANDRA E RHYS

Rhys disse...

NOS FILHAS PELA PROFUNDA ADMIRACAO PELA VOZ DE NOSSO PAI ADORARIAMOS CONTINUARMOS OUVINDO UMA LINDA VOZ NO RADIO...APROVEITAMOS PARA AGRADECER O CARINHO E ATENCAO COM NOSSO PAI..
POR ORDEM DE IDADE
SARAH, SANDRA E RHYS