O site Bastidores do Rádio publicou um e-mail do jornalista e radialista Sergio Cursino. Nele, o profissional diz ter ficado surpreso e triste ao mesmo tempo ao ouvir a âncora de uma rádio de nóticiar tropecar quanto tentou ler uma notícia que trazia a palavra descriminalização. Cursino não aliviou no seu julgamento: "Talvez essa profissional possa ser uma excelente redatora, uma excepcional produtora, uma editora de raro talento. Mas microfone definitivamente não é o negócio dela. Sem a menor intimidade com a nossa tão querida 'latinha".
De fato, existe muita gente que não é do ramo fazendo rádio, mas Cursino erra no tom de sua crítica. Parece que é algo pessoal. Pode ser que a apresentadora em questão não estivesse num bom dia, algo comum a qualquer profissional, não apenas os de rádio.
Um ponto para o qual Cursino não se atentou: a palavra descriminalização pode ser muito bonita quando é impressa, mas complicada de se ler em voz alta.
Isso me lembra uma velha história do rádio, cujo personagem principal é o grande Heron Domingues (a voz inesquecível do Repórter Esso).
Ao se deparar com o script de um rádio-jornal que iria ler, Heron teve tempo de voltar à redação e dar um conselho ao redator que tinha escrito numa nota a expressão "boom (no sentido de explosão) da soja". Ele disse: "olha, para você que vive da palavra escrita, 'boom da soja' até que vale, mas para eu, que vivo da palavra falada, fica 'bunda soja' mesmo".
Portanto, não dá para culpar apenas a pobre apresentadora pelo tropeço. Na sua manifestação ao site, Cursino diz que "cada vez mais ouço menos Rádio. Muito CD, pouco Rádio". Se for para ouvir rádio com o fígado, e não com os ouvidos, é melhor ficar com os CDs.
De fato, existe muita gente que não é do ramo fazendo rádio, mas Cursino erra no tom de sua crítica. Parece que é algo pessoal. Pode ser que a apresentadora em questão não estivesse num bom dia, algo comum a qualquer profissional, não apenas os de rádio.
Um ponto para o qual Cursino não se atentou: a palavra descriminalização pode ser muito bonita quando é impressa, mas complicada de se ler em voz alta.
Isso me lembra uma velha história do rádio, cujo personagem principal é o grande Heron Domingues (a voz inesquecível do Repórter Esso).
Ao se deparar com o script de um rádio-jornal que iria ler, Heron teve tempo de voltar à redação e dar um conselho ao redator que tinha escrito numa nota a expressão "boom (no sentido de explosão) da soja". Ele disse: "olha, para você que vive da palavra escrita, 'boom da soja' até que vale, mas para eu, que vivo da palavra falada, fica 'bunda soja' mesmo".
Portanto, não dá para culpar apenas a pobre apresentadora pelo tropeço. Na sua manifestação ao site, Cursino diz que "cada vez mais ouço menos Rádio. Muito CD, pouco Rádio". Se for para ouvir rádio com o fígado, e não com os ouvidos, é melhor ficar com os CDs.
Comentários
Um jeito p/ não tropeçar é dividir a palavra com barras, como por exemplo descri/minali/zação.
WAGNER -MAUÁ - SP
Uma honra ser um "blog brother" do Rádio Base. Cresci ouvindo o Motorádio de 5 faixas da minha mãe, lá no interior, e vejo o rádio como a mais democrática das mídias. Parabéns pelo ótimo trabalho!
Braços!