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Muito barulho por nada! O saldo do final do campeonato no rádio

Honestamente, a cobertura prometida pelas emissoras de rádio deixou muito a desejar pelas invencionices típicas dos trópicos. Fez boa transmissão quem não inventou moda. Foi o caso da Jovem Pan. A emissora afinou o tino e transmitiu o jogo que realmente interessava: Flamengo X Grêmio, no Maracanã. E manteve um repórter em cada jogo importante da rodada, além do plantão esportivo que informava outros resultados. Em se tratando desta emissora, foi uma quebra de paradigma já que eles sempre preferem o jogo que está rolando aqui na capital na maioria das vezes. Melhor para seu ouvinte.

As demais preferiram os jogos do São Paulo e do Palmeiras, que não tinham tanto interesse assim, apesar do "bairrismo" enrraigado no meio do jornalismo esportivo.

As decepções maiores foram a Bandeirantes e a CBN. Lambança total! A emissora dos Saad inventou que José Silvério poderia transmitir 4 partidas ao mesmo tempo. Milton Neves, no intervalo, tentou vender a "façanha" como "inédito". Invencionices como essas já foram tentadas pela CBN anos atrás, antes de sacar que tinha de transmitir futebol de modo que o ouvinte entendesse o que se passava.

O próprio Milton, na época da Jovem Pan, tentou transmitir os jogos da copa de 2002 sem locutor, apenas comentando no estúdio, coisa que a CBN também tentara por iniciativa do grande gênio Marco Aurélio. Ao menos serviu para descobrir que a transmissão de uma partida é uma grande reportagem de 90 minutos, como bem nos ensinou Ari Barroso em priscas eras.

A CBN deveria ganhar o prêmio no quesito "gênios da invenção radiofônica". Com duas emissoras à sua disposição, eles transmitiram as partidas dos dois times paulistas. Só que se descuidaram do aúdio, os repórteres não se entendiam quando precisavam passar informações dos seus jogos para as outras emissoras. A coisa ficou pior porque o som da clonada CBN AM estava pior do que nunca. A da FM, normalmente de boa qualidade, caiu demais. Aliás, por que diabos ninguém percebeu que este sistema que querem adotar no país, o tal do IBOC, é uma grande bobagem, não tem qaulidade? Se fosse boa, a Jovem Pan já teria adotado.

O Sistema Globo de Rádio prima tanto em duplicar o som da CBN que, quando tem que separar a transmissão só faz bobagem. Lamentável. No Rio de Janeiro, a Globo transmitiu em cadeia com as duas CBN de lá. Fizeram o certo, pelo menos em comparação com a CBN paulista.

O que mais dói é saber que, no passado, emissoras de grupos diferentes se juntavam e davam um show de transmissão: Record/Gazeta, Tupi/Difusora, Globo/Excelsior, etc. Porém, naquela época havia mais "gente na redação" e o não se "inventava para economizar com recursos humanos". Mesmo não tendo os recursos de hoje, as emissoras davam verdadeiros espetáculos de transmissão. Será que a tecnologia tirou a criatividade, a imaginação e, principalmente, o bom senso de quem trabalha em rádio?

Se isso acontece, não foi o caso da Jovem Pan e das emissoras que só fizeram o óbvio: rádio de verdade. E ás vezes isso parece ser muito difícil.....

E espero que este assunto seja encerrado por aqui, pelo menos nesse blog. A temporada acabou (graças a Deus!!!), os diretores de futebol encheram seus bolsos, os técnicos encheram seus bolsos, os jogadores faturaram um montão e as emissoras de rádio também.

E você, meu caro ouvinte? Os políticos continuam aprontando as suas na calada da noite, o governo diz que a economia está cada vez melhor (só se for pra eles!!), a violência aumenta, a saúde continua bagunçada, o transporte na grande cidade continua o caos. Até coisas boas acontecem. O mundo gira, a Lusitana roda e o rádio tenta espelhar tudo isso no seu dia-a-dia, apesar de gastar horas e horas enchendo linguiça com futebol. Como disse, só ouço noticiário esportivo pela Jovem Pan, que está bom demais. Ouvir as restantes É INÚTIL. O ano que vem tem Copa do Mundo. Este sim, o grande espetáculo do esporte. Então vamos esquecer esse maldito ludopédio ao menos nesse final de ano, certo?

Comentários

Sergio disse…
Putz! O Silvério narrou 4 partidas de uma só vez? Sempre diziam que ele impôs no contrato que não faz tubão e tal, agora tirou o atraso mesmo. Por mas que ele seja competente, será que ficou legal?
Ouvi pela Pan, dando mais uma vez um show de transmissão e informação! O que cada vez mais a Pan mostra que é a melhor equipe do rádio. E nos momentos decisivos essa equipe trabalhou junta... todos os narradores, todos os comentaristas e todos os repórteres, informando as partidas decisivas. Parabéns Jovem Pan por mais essa bela cobertura do futebol.
Camila Garcia disse…
Olá
Sou estudante de rádio e televisão, da Univrsidade Anhembi Morumbi.
Gostaria de agradecer ao blog pela contribuição em meu trabalho de áudio.Estamos produzindo uma peça radiofônica ficcional chamada "013-O Assassino do Rádio".
Parabéns mais uma vez!

vou seguir vcs ok?
Um bjo da Camila

Conheça meu blog
www.expressaexpressao.blogspot.com
Marcos Lauro disse…
Legal, Camila. Depois mande o material pra gente.
Prezado, o SGR no Rio dividiu também. A Globo e a CBN FM fizeram o Flamengo x Grêmio e a CBN AM fez Coritiba x Fluminense, e com a confusão que aconteceu no Couto Pereira, conseguiu informar todo o ocorrido em tempo real, inclusive em alguns momentos entrando em cadeia com a Globo e a CBN FM mesmo durante a festa do Flamengo, o que se mostrou uma decisão acertada. Abrs
Ou seja, MVP, continuei sem entender nada! Dá para desenhar o que eles fizeram?
Rener Lopes disse…
Caro Marco,
confesso que há uma contradição nessa frase: "os técnicos encheram seus bolsos, os jogadores faturaram um montão e as emissoras de rádio também".

É só no eixo Sudeste/Sul que as emissoras faturam porque aqui no Centro-Oeste é muito dificil...
Edu Cesar disse…
Simples, Marco: Globo AM e CBN FM transmitiram somente o jogo do Flamengo (nas mesmas frequências da concorrente maior, a Tupi), enquanto a CBN AM transmitiu só o jogo do Fluminense, com posto no do Botafogo.

E sobre a Pan de 2002: ela só fez aquele esquema na Copa pois não comprou os direitos da mesma, logo, ou era aquilo ou manter a programação normal em plena bola rolando da Seleção.

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