A respeito do post Paula Tejando ataca na Rádio Gaúcha, o leitor que assina como João Firmino escreveu o seguinte: "É apenas uma brincadeira inocente, pessoal, fazer rir faz bem!"
Não dá para garantir que seja apenas uma brincadeira inocente. Essas participações de Paulas Tejandos e Tomás Turbandos provavelmente sejam parte de uma ação não-declarada de marketing viral. E os principais beneficiados são aqueles programas televisivos de entretenimento que misturam humor com jornalismo. Não preciso nomeá-los. O amigo leitor há de saber quais são.
Minha opinião está baseada em algumas evidências:
1) Pequisando na web sobre a repercussão da visita da dona Paula à Rádio Gaúcha, caí numa comunidade Doentes por Futebol - OPEN BAR, no Orkut. No dia 4 de outubro, um de seus integrantes fez o seguinte comentário:
hhahahahahha
alguém viu a pergunta do internauta agora na globo?
o luis roberto ainda mandou um abraço pra Paula Tejando
Cinco mensagens depois, outro integrante da comuna responde o seguinte:
Brincou que ele fez isso?
Puta que pariu. Top five do (...), aqui vamos nós!
O nome da atração que tem o top five foi editado por mim.
2) O apresentador de outro desses programas teria solicitado à sua audiência para mandarem mensagens a programas de televisão com a assinatura de Oscar Alho. Além disso, pediu que mandassem o vídeo dessa pegadinha, caso algum apresentador ou locutor caisse nela.
Esse é o ponto. Quando mais proliferarem mensagens assinadas por nomes obscenos (e seus respectivos vídeos cairem na Internet), mais a associação com esses programas será feita. Resultado: alguns telespectadores a mais.
Embora seja tímida em muitos casos, a interatividade adotada em programas de televisão e rádio é uma conquista que não pode ser jogada pela janela.
Não dá para garantir que seja apenas uma brincadeira inocente. Essas participações de Paulas Tejandos e Tomás Turbandos provavelmente sejam parte de uma ação não-declarada de marketing viral. E os principais beneficiados são aqueles programas televisivos de entretenimento que misturam humor com jornalismo. Não preciso nomeá-los. O amigo leitor há de saber quais são.
Minha opinião está baseada em algumas evidências:
1) Pequisando na web sobre a repercussão da visita da dona Paula à Rádio Gaúcha, caí numa comunidade Doentes por Futebol - OPEN BAR, no Orkut. No dia 4 de outubro, um de seus integrantes fez o seguinte comentário:
hhahahahahha
alguém viu a pergunta do internauta agora na globo?
o luis roberto ainda mandou um abraço pra Paula Tejando
Cinco mensagens depois, outro integrante da comuna responde o seguinte:
Brincou que ele fez isso?
Puta que pariu. Top five do (...), aqui vamos nós!
O nome da atração que tem o top five foi editado por mim.
2) O apresentador de outro desses programas teria solicitado à sua audiência para mandarem mensagens a programas de televisão com a assinatura de Oscar Alho. Além disso, pediu que mandassem o vídeo dessa pegadinha, caso algum apresentador ou locutor caisse nela.
Esse é o ponto. Quando mais proliferarem mensagens assinadas por nomes obscenos (e seus respectivos vídeos cairem na Internet), mais a associação com esses programas será feita. Resultado: alguns telespectadores a mais.
Embora seja tímida em muitos casos, a interatividade adotada em programas de televisão e rádio é uma conquista que não pode ser jogada pela janela.
Comentários
Pena que um ótimo jornalista que apresenta esse programa se misture com gente de baixo ou nenhum nível, rebaixando inclusive a palavra "repórter", apenas pq seguram um microfone.
É obvio que é uma brincadeira combinada.
O ridículo é entrar no ar "Oscar Alhos", "Tanakaras" e "Jacinto Leites",
então nós concluiremos que os meios de comunicação apodreceram de vez.
Para levantarem alguns pontos do ibope, as emissoras de tv parecem apelar ao youtube: Programa de tv deve passar algum video embaçado dali ou então, ser ripado e passado nesse lugar —que evito acessar—
rsrsrsrs
Daí, é mais fácil culpar programas de humor que pedem, sim, para os espectadores enviarem sugestões de vídeos (nunca vi o Pânico nem o CQC combinando de enviarem textos assim).
Quanto ao "rebaixamento" do que é ser repórter: isso hoje está disseminado na TV. Não apenas pela baixaria, mas pela falta de conteúdo (ou já esqueceram dos ex-BBBs?). O problema é que essas "modas" (qualquer um é "repórter", a palhaçada aparecendo mais do que o conteúdo, a inteligência dando lugar ao grotesco) começou NO RÁDIO. Acho que este é um bom fórum para uma discussão dessas, exatamente por isso. Mas é bom que, antes de reclamarmos que a parede do vizinho não está limpa, nós procuremos saber se não é a nossa janela que está suja.