É, está cada vez mais difícil encontrar um repórter que faça reportagem na rua, que vai ra periferia, pros cafundós ou seja lá onde for buscar a informação. Uns dizem que a vida moderna não permite que o repórter saia de erto do telefone, a não ser que seja por um ótimo motivo.
No rádio, a coisa piora. Tirando o Luis Carlos Gertel e Lázaro Roberto, veteranos da que vivem direto na rua, a grande maioria só sai da redação se for pra tirar a mãe da forca.
Mas na ficção televisiva, ainda há uma personagem, interpretada por Rafaela Mandelli, que ainda "amassa barro na rua". Soledad, a intrépida repórter da Rádio Nacional de Kubanacan, novela das 19h da Rede Globo, não poupa esforços, nem sapato, digo, sapatos de salto para entrevistar, ao vivo, quem quer que seja, principalmente se for o herói nacional incidental Esteban, "o pescador parrudo", ou quando há um golpe de Estado em evidência.
Tá certo que novela é novela, que o autor se esmera em mostrar varões com seus dorsos e peitorais à mostra, mulheres siliconadas (ou nem tanto). Mas ara quem não sabe como se fazia jornalismo no rádio 50 anos atrás, dá para ter uma idéia, não é mesmo, professor?
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