sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Grupo Bel e Band criam nova rádio. Ou, Que fim vai levar a Mit FM?

Do Meio e Mensagem

Uma nova rede de rádios deverá começar suas atividades no Brasil a partir de abril. O Grupo Bandeirantes de Comunicação e o Grupo Bel (proprietário da antiga Oi FM, que encerrou suas atividades no final de 2011) se unirão para montar uma nova emissora, cuja programação deverá ser primordialmente jornalística.

Segundo informações apuradas pelo Meio & Mensagem, a nova rádio ocupará a frequência da Oi FM – que atualmente abriga o projeto da Rádio Verão FM – nas cidades de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Campinas. O contrato definitivo entre a Bandeirantes o Grupo Bel deverá ser fechado ainda essa semana.

A nova rádio terá um patrocinador máster, que provavelmente irá inserir seu nome na marca, em um acordo de naming right. Segundo apurações do Meio & Mensagem, o anunciante é uma instituição bancária. O nome, no entanto, ainda é mantido em sigilo.

Mesmo com esse novo projeto com a Bandeirantes, o Grupo Bel ainda mantém a ideia de abrir uma nova emissora aos moldes da Oi FM, com uma programação musical destinada ao público adulto. A ideia é contemplar a audiência da extinta rádio, que ficou sem opção de acompanhar a programação após o fim da parceria com a operadora da telefonia. O Grupo Bel segue em busca de um novo patrocinador para esse projeto.

Mit FM - hNessa terça-feira, 14, o Grupo Bandeirantes também confirmou a extinção da rádio Mitsubishi FM. Por opção da montadora, que decidiu destinar as verbas de marketing de outra maneira, a manutenção da emissora de rádio, que veiculava uma programação de rock misturada a programas de aventura e esportes, acontecerá somente até o dia 5 de março.

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Parece até o samba do afrodescendente desprovido de suas faculdades mentais, para ser politicamente correto. A Mitsubishi encerra um contrato de "name right" - ou seja lá o que for - com a dona da emissora - Rede Mundial de Comunicação - e o Grupo Bandeirantes da Rádio. Este último cria uma emissora jornalística num outro canal, juntamente com outro grupo, de propriedade da Rádio Difusora Atual, do ex-deputado federal José Masci de Abreu e família e o Grupo Bel - criadora da ex-rede Oi? Entendeu? Não? Então vamos relembrar o caso.

A Mitsubishi operava nos 92,5, tinha como razão social Rádio Sociedade Marconi Ltda, que pertence à Rede Mundial (nada a ver com a denominação religiosa homônima), também dona da Kiss FM, Mundial FM, Tupi AM/FM de São Paulo, Rádio Iguatemi, entre outras. Segundo cruzamento de dados dos sites do Ministério da Comunicação, da Anatel e do site de Direito à Comunicação, estas emissoras pertencem a Paulo Masci de Abreu, ao que parece, irmão de José Masci de Abreu. Mas não quer dizer necessariamente que ambas tenham algum vínculo administrativo ou societário.

Pois bem, após a notícia do fim da Mitsubishi FM, surgiu a novidade que o caro leitor leu acima. E isto não ficou bem explicado. Por que a Bandeirantes e seus parceiros encerrariam o contrato dos 92,5 e abrir uma nova emissora em outra frequência e com outros parceiros? O que a criação da nova rádio tem a ver com o fim da Mit FM?

A Rede Bel, que administrava as emissoras da ex-rede OI FM, também administra a Rádio Difusora Atual? Seria uma parceria quádrupla em que a Band tomaria conteúdo, a Difusora, com o canal, a Rede Bel com a comercialização e o futuro anunciante, com a marca? E o principal de tudo: o que acontecerá com os 92,5 Mhz, depois que a Mitsubishi sair do ar?

Ao que parece, as dúvidas aumentam ainda mais a cada dia que passa. E o ouvinte da Mit vai sendo deixado de lado. Está na hora de ele começar a ser respeitado.

3 comentários:

Pr. Emerson disse...

gOSTEi do seu trabalho por aqui e já até colocamos seu blog em nossa lista de blogs preferidos -
http://radio1906.blogspot.com/

Se puder coloque - nos por aqui também!

Anônimo disse...

sempre amei a programcao da oifm,por que o fim do que estava dando certo?

Marco Ribeiro disse...

Olá, anônimo, eu não tenho a resposta. A rádio não dependia de audiência para sobreviver. Tinha a verba da operadora Oi. As publicações especializadas em economia dizem que 2011 foi um ano insatisfatório para a operadora, se bem me lembro.

Ok, que seja, mas não me parece que uma rede de rádio gastasse tantos recursos assim. Mas acho que o que calou fundo foi a rádio amargar os últimos lugares de audiência. Alguém deve ter dito lá dentro "estamos jogando dinheiro fora", o que não era verdade. A programação era uma das melhores do dial. Eu diria que era a melhor no segmento "jovem", apesar de insistirem naquela bobagem de o ouvinte mandar msm para lá a fim de saber que raios de música estava tocando....

A Oi FM merecia mais uma chance, de pelo menos 1 ano, antes de ir pro saco. Potencial ela tinha e muito, foi um projeto ousado, sem dúvida. Talvez a cabeça de rede não tivesse de ser em Belo Horizonte, mas sim em São Paulo, que é uma cidade mais cosmopolita mais aberta a novidades de fora, hipoteticamente falando.

É possível, não me parece que os condutores deste projeto não tivesse a clareza e a dimensão do que eles tinham nas mãos.

Agora, o mais lamentável, é deixar os ouvintes que se afeiçoaram à programação, que lhe franquearam a audiência e fidelidade, como parece ser seu caso, a ver navios. É uma tremenda falta de respeito, como já frisei no caso da Mitsubishi FM.

Espero que pelo menos no caso da futura "Rádio Bradesco Esportes", a coisa seja lavada a sério mesmo, que não seja mais uma oportunidade de "marquetingue" como se o rádio fora uma simples meretriz que se oferece por um trocado qualquer.

Está na hora dos ouvintes e profissionais exigir mais respeito de quem quer entrar no meio radiofônico, não acha?