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Vai vender ou não vai?

Venda da rede Transamérica: boato ou possibilidade

Por Débora Podda, do grupo Os Radislistas, no Facebook

Nos últimos dias, voltaram a circular notícias sobre a compra da Rede Transamérica de Rádio por parte da Record. A intenção, seria de se desenvolver um trabalho para a Record News, semelhante ao da CBN.

Segundo crítico de TV da Jovem Pan, José Armando Vannucci, a informação não procede e que executivos da Record estarão reunidos nos próximos dias em um cruzeiro onde será anunciada a programação da emissora para 2011 e garantem que não há projeto para uma rádio apenas com notícias.

A revista Veja publicou em 1 de dezembro de 2010, na coluna "Holofote" a nota que deu origem às especulações.

O diretor superintendente da rede de rádio, Luiz Guilherme Albuquerque, enviou um e-mail aos responsáveis pelo blog FG News e diz que tudo não passa de notícias plantadas e que o assunto não tem fundamento.

A Rede Record, até o momento, não se pronunciou sobre o assunto.


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É bom lembrar que a Aleluia, rede de FMs da Igreja Universal é tão grande ou maior do que as 3 redes da Transamérica.

Sinceramente, não entendi até hoje qual foi a lógica de se dividir esta rede sediada na Lapa. Até a 35ª afiliada, a Transamérica era líder de audiência em todo o país. Resolveu-se então, sabe-se lá porquê, criar a rede "Hits" - destinada à música mais "popular" - "Pop", que já estava implantada - e "Light, baseado em "flash backs" e música romântica.

A verdade é que largaram esse filão "pop" para a emergente Rede Mix e criou-se a confusão. Muitas afiliadas trocaram de "bandeira", perderam-se praças importantes e no fim só a rede "Hits", mesmo não tendo presença nas grandes capitais, é que foi bem sucedida. A ex-toda poderosa emissora da praça paulistana, que sedia as três redes, amarga um 22º lugar no ranking de audiência, segundo a divulgação de alguns sites.

Em entrevista à Rádio Base, em 2005, o então coordenador da Transamérica Ruy Balla disse que essas mudanças vinham para atender as necessidades de cada praça: umas queriam "Hits", outras, "Pop" e algumas, "Light".

É possível que talvez esse tenha sido o grande erro: brigar com concorrentes de vários segmentos em várias praças, "Tudo ao mesmo tempo agora", tal qual o título de um famoso disco dos Titãs, foi um esforço hercúleo. E talvez por isso mesmo a Jovem Pan tenha se sagrado líder no segmento de redes de música jovem, sendo ambiciosamente seguida pela Mix, cujo dono já fora sócio dos controladores da Pan em outros empreendimentos mal sucedidos (Nota da Redação: leia o livro "Ninguém faz sucesso sozinho", de Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta).

Também é bom salientar que os criadores da programação da rede Mix saíram justamente das trincheiras da Transamérica do começo dos anos 90, quando esta era líder absoluta de audiência em São Paulo, possuía o estúdio mais moderno do país, a antena mais potente, etc.

Há quem diga que hoje o que sustenta o conglomerado de rádio seja a rede "Hits" e que a rede "Pop" seria deficitária. Não faz sentido tal afirmação. A Transamérica foi uma das pioneiras em transmitir futebol em FM. E, como o caro leitor sabe, programação esportiva sustenta mais da metade das rádios do Brasil, pelo menos aquelas que vivem de publicidade exclusivamente.

Outro grande filão do momento é a programação jornalística, líder de faturamento dentro do rádio. É mais lógico pensar que a Transamérica queira apostar neste segmento - montar uma "Transamérica News", por exemplo, o que seria ótimo para o mercado de trabalho em rádio. Ou quem sabe até arrendar a rede para a Record News (sé é que a Record quer gastar esta grana preta, já que hoje foi noticiado que ele desistiu de concorrer à compra dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futeboldos próximos três anos).

Simplesmente vender, como dizem os boatos, não me parece uma decisão inteligente. Não para um ex-banqueiro como Aloysio Faria, dono da Transamérica, que vendeu o Banco Real por alguns bilhões de dólares e pegou esse dinheiro para montar a maior rede de lojas de materiais para construção no mercado imobiliário mais aquecido do país: São Paulo.

Agora, é sentar e esperar para ver. Ou ouvir.

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