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E mais uma vez, só a Jovem Pan protestou

Primeiro, foi a proibição de repórteres trabalharem em campo. Agora, jogos às 22h em Barueri. E mais uma vez só a rádio Jovem Pan protestou. O curioso é que os chamados "amantes do futebol" pouco ou nada falam. Várias emissoras se calam, quando muito montam teorias absurdas para justificar os desmandos da Tv. Como eles mesmosa sabem esse jogos marcado tão tardiamente obedecem á edificante grade do horário nobre da maior rede de tv do país, que por sinal vê seus índices de audiência caindo nos últimos tempos.

É simplesmente ridículo marcar um jogo São Paulo X São Caetano, para às 22h, de uma quarta-feira, para o Morumbi? Nãããão. Anacleto Campanella, em São Caetano? Nãããão. Foi para a Arena de Barueri, um estádio distante para a maioria dos torcedores de nosso esporte bretão. Longe até para que mora me Barueri, Osasco e carcanias, como bem demonstrou as reportagens que a Jovem Pan mostrou ao longo desta quinta-feira.

É verdade que parte da Imprensa, que milita na "bancada da bola", isso não tem a menor importância. É capaz que eles digam que a Jovem Pan está fazendo sensacionalismo. No mínimo, vão fingir que não está acontecendo nada. Quer apostar que vai aparecer gente aqui nos comments alguém dizendo que é "tudo exagero da Imprensa", que sempre foi assim e blá blá bla? Se não aparecer, melhor, porque isso é blog sobre rádio, embora alguns queiram enfiar esse lixo que chamamos de "futebol" na pauta do dia a torto e à direito. Parabéns à Jovem Pan pela coragem de abordar em sua programação O QUE É REALMENTE IMPORTANTE, seja para o torcedor, seja para o ouvinte, seja para o cidadão. Ao menos, ela mostra claramente não ser conivente com o estado de coisas que envolve o nosso esporte aqui no Brasil.

Comentários

BLOGFLEX disse…
Maquiavel dizia:

“Da tísica, dizem os médicos que, a princípio, é fácil de curar e difícil de conhecer, mas, com o correr dos tempos, se não foi conhecida e medicada, se torna fácil de conhecer e difícil de curar. Destarte, se dá com as coisas da censura e do cerceamento dos trabalhos hercúleos dos repórteres da JP: Conhecendo-se os males com antecedência, o que não é dado senão aos homens prudentes, rapidamente são curados; mas, quando por se terem ignorado se têm deixado aumentar a ponto de serem conhecidos de todos, não haverá mais remédios àqueles males”.

Assim se dá também com a JP tolhida, contida e obstruída no seu trabalho com liberdade de expressão e com os espaços habilitados de bem informar ao torcedor ávido de notícias esportivas que é a sua diuturnidade de vida.
Ah, essa bancada da bola que continua atuando aqui no Rádio Base....
Fernando Augusto Esteves disse…
Parabéns pelo comentário. Sou ouvinte da Pan e, por ser ouvinte, embarco na maioria das posições que ela defende.
Percebemos que hoje as rádios deixaram de ter posições para se tornarem partidárias, tendenciosas e não isentas. Tudo isso vale também para a TV que, há anos, não produz nada que faça com que seus telespectadores/ouvintes exercitem o, cada vez mais raro, hábito de discutir a sociedade e sua evolução.
Parabéns.
Marcos Lauro disse…
Num jogo desses, Luciano do Valle, entre uma besteira e outra, disse que todos deveriam apoiar a Jovem Pan. Mas é clar que ele não disse o nome da emissora de rádio... só disse que havia um "movimento" e que todos deveriam apoiar.

E, claro, ficou por isso mesmo e nada mais foi dito.
Curioso que de uns vinte anos para cá, os jogos de futebol tem começado cada vez mais tarde. Só agora que a Pan faz editorial sobre isso? Isso é porque a Globo pisou nos calos dela com o lance de proibir a entrada dos repórteres em campo. E se isso não tivesse acontecido, a Pan iria fazer editorial contra isso, contra a imoralidade das novelas e contra o BBB? Respeito a Jovem Pan, respeito seus profissionais, mas não dá para concordar com ela nesse caso.

E, para fazer um comentário desses, o Luciano do Valle deve estar no mundo da Lua.
Anônimo disse…
Não falei que iria aparecer alguém para tentar desqualificar a atitude da Jovem Pan? Ao menos ela teve coragem de expor seus pontos de vista. E pelo o que a gente viu aqui mesmo, seus ouvintes concordam. Ou será que vão dizer que o senhor Fenando Augusto, ao qual agradeço a participação, tem alguma pendenga contra a Globo?

A quem diz que a Globo estava certa "com o lance de proibir a entrada dos repórteres em campo", gostaria de saber se, ele fosse dono de alguma rádio, aceitaria candidamente tal proibição, sem ao menos protestar.

Gostaria de saber por que a Jovem Pan não pode reclamar. O jornal "O Estado de São Paulo" está há quase 200 dias proibido pela justiça de publicar uma reportagem a respeito de um parente do presidente Congresso Nacional e ninguém o desqualificou.

Nas décadas de 80 e 90, a Eldorado promoveu diversas campanhas a favor do meio ambiente e da cidadania. A mais célebre foi contra a obrigatoriedade da exibição de "A voz do Brasil" no rádio. E nem por isso ele foi acusada de terem lhe pisado nos calos.

Será que as reclamações da Jovem Pan não são justas? Proibir um repórter de campo de trabalhar justamente no campo é legítimo? Há algumas décadas, isso tinha o nome de Censura, lembram? Será que a Jovem Pan chora à toa quando constata que, o seu ouvinte e torcedor de futebol tem que ser tratado com respeito quando reclama dos horários da partida?

E o nível da programação do horário nobre da Tv aberta? Será que é isso que o telespecatdor merece ver nas grandes emissoras?

A Jovem Pan exagera ao reclamar da guerra pela audiência a qualquer custo? Ou será que a Globo também lhe pisou os calos?

Será que ela está equivocada, já que televisão é uma concessão pública, assim como o rádio, dada pela União, com o nosso consentimento e, portanto, tem de se enquadrar em certos padrões ética e qualidade?

É justamente por ser uma concessão pública e não apenas uma empresa comercial qualquer que vise lucro, que as emissoras de rádio tem por obrigação, além de entreter, abrir ao debate a temas que sejam de interesse de seus ouvintes e da população de um modo geral. Sendo assim, tem todo o direito de assumir posição, sejam certas ou erradas - o que não é o caso presente da Jovem Pan - em vez de se silenciarem, para não se comprometer.

Foi bom saber que profissionais como Luciano do Valle, Henrique Guilherme e outros comungam dessa mesma opinião: que é preciso protestar, botar a boca no trombone quando os interesses da população, do cidadão, do torcedor, do profissional, ou até da própria empresa, desde que legítimos, forem arbitrariamente contrariados.

Só lamento que as emissoras não assumam posição oficialmente, tal como a Jovem Pan faz e a Eldorado fazia nos tempos de João Lara Mesquita. E a questão principal fica: por que o rádio, de um modo geral, não assume o seu legítimo papel de porta voz dos anseios populares? Quem se candidata a responder?

Marco Antonio Ribeiro

PS: Não sou, felizmente, fanático por futebol. Dizem que torço pro Corinthians, mas não sei se posso ser chamado de corintiano. Talvez sim, mas isso é problema meu, não é mesmo? Só sei que não nutro nenhuma simpatia por Palmeiras, São Paulo, Flamengo ou qualquer outro time do planeta. Não vou mais a estádio desde o dia em o grande Flávio Prado aconselhou ninguém ir a estádio algum "enquanto o futebol brasileiro for esta palhaçada e o torcedor não for tratado com respeito". Pelo jeito vou demorar a ir. Até porque, na minha opinião, futebol é a coisa menos importante na vida do brasileiro, embora 90% da população discorde de mim.

Ainda sim, creio que os colegas repórteres de campo tem todo o direito de exercer seu trabalho no campo a hora que julgarem mais adequada. Também defendo o direito do torcedor assistir ao jogo na hora em que lhe for mais conveniente e não de acordo com os interesses de uma única rede de Tv. Quem deveria ter prioridade é o torcedor que vai ao jogo e não a televisão.

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