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Paulo Barboza: seis décadas a serviço do Rádio

O radialista Paulo Barboza morreu nesta segunda feira aos 73 anos em São Paulo. Também jornalista e publicitário, Paulo Roberto Machado Barboza morreu por volta da 0h30 devido a um infarto fulminante.

Desde janeiro de 2017 ele comandava de segunda a sexta um programa na Super Rádio 1150 AM, em São Paulo. O programa ia ao ar das 8h às 11h. Paulo também uma programação à tarde na Rádio ABC 1570 AM de Santo André, na Grande São Paulo.

O radialista começou sua carreira no interior do Rio de Janeiro, onde nasceu. Ali trabalhou na Rádio Petrópolis. Quando o diretor da emissora Alfredo Raimundo assumiu a direção da Super Rádio Tupi pela primeira vez, na capital fluminense, ele levou Paulo Barboza e outros nomes junto consigo para o novo prefixo. Em São Paulo teve programas nas rádios Record, Globo, América, Tupi e Capital.

Ele foi casado por 48 anos com Eliane Barboza, que morreu em 2015. Deixa os filhos Paulo Barboza Filho, também radialista, e Alexandra Barboza Leider, também produtora de rádio.

Foi um dos primeiros comunicadores a investir em debates diários sobre política e cotidiano, com a presença de diferentes convidados diariamente. Era convidado frequente de programas de televisão, especialmente na TVS (hoje SBT), onde chegou a trabalhar nos primórdios da emissora, apresentando um "game show" veiculado durante uma sessão de cinema noturna no canal de Silvio Santos.

Na década passada, em sua última passagem pela Rádio Record, reviveu o seu quadro de maior sucesso, o "Bom Dia, Vovó", em que diariamente comentava com as suas ouvintes - notadamente o público feminino com mais de 40 anos, segundo os institutos de pesquisa - os principais fatos do dia. Na mesma temporada, fez uma dobradinha inédita com o jornalista Leão Lobo, em que comentavam o noticiário envolvendo artistas e celebridades brasileiras, revivendo parcialmente a dupla formada por Silvio Santos e Nelson Rubens, também na Record, na década de 1970. No SBT, Paulo Barboza tambémfoi jurado do troféu Imprensa entre 2007 e 2013.

Como muitos colegas de profissão, ele também se aventurou no mundo da música, de forma muito discreta. Em 1986, gravou um compacto simples pelo selo RGE - que na época pertencia à Som Livre, gravadora do Grupo Globo, em cuja rádio o comunicador trabalhava. O lado A trazia "A Canção da Vovó", música que ele usava como prefixo de seu quadro mais famoso; no lado B ele gravou "Guaraná, Chiclete e Chocolate". Ambas canções são de autoria de Cláudio Fontana.

É um dos grandes nomes do Rádio, com quase 59 anos de carreira ininterruptos, segundo Ricardo Feltrin, colunista do portal UOL. Paulo Barboza apresentava um dos programas recordistas de permanência no ar nos meios de comunicação, ainda que por várias emissoras diferentes, conforme fora registrado em uma das edições nacionais do "Guiness Book", nos anos 1990. (Portal Rádio Base Web)

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