quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Tribos Musicais" apresenta os ritmos que dominam o Brasil

A música é a principal motivação para ouvir rádio. Segundo o estudo "Tribos Musicais", do Ibope Media, 96% dos ouvintes do meio o sintonizam para escutar música, frente aos 70% que utilizam o rádio para acompanhar notícias, 31% para se informar sobre esportes e, por fim, 21% para se entreter por meio dos programas humorísticos. De acordo com a pesquisa, o rádio é companhia constante de 73% dos brasileiros, sendo 48% da classe C, 36% da classe B, 11% da classe DE e 5% da classe A. O consumo de rádio acontece também simultaneamente com outros meios, como internet (19%), TV (16%) e jornal e revista (ambos com 12%). Além deste comportamento, este consumo também cresce em outras plataformas, em especial a web.

A música é um dos mais fortes elementos culturais da humanidade. “A evolução dos ritmos e estilos musicais foi resultado de profundas mudanças na sociedade. O surgimento do rádio tornou a musica universal, acelerando transformações em toda sua esfera”, afirma Juliana Sawaia, gerente de Learning & Insights, do Ibope Media. Ao analisar os ritmos preferidos pelos brasileiros, se destacam o sertanejo e as mais pedidas, que reúne as músicas do gênero pop e internacional.

A pesquisa mostra que a classe social e a idade são características marcantes entre as preferências musicais. A maioria dos ouvintes de sertanejo e pagode/samba é da classe C e têm entre 25 e 34 anos. Além disso, 81% dos que ouvem samba/pagode também escutam sertanejo. E, a reciproca é verdadeira para 61% dos que ouvem samba. Com relação aos hábitos de lazer, as preferências desses dois estilos também são semelhantes. Para 39% dos que ouvem pagode/samba e 37% dos entrevistados que apreciam música sertaneja, o churrasco é uma das melhores opções de lazer. Atividade muito típica entre os brasileiros.

Entre os ouvintes de rock e MPB, a maioria pertence à classe AB e tem entre 25 e 34 anos. Entre os roqueiros, 70% ouvem MPB. Já entre os fãs de musica popular brasileira, 47% apreciam rock. O interesse dos roqueiros pela música vai além dos meios: 31% costumam ir a shows e 11% tocam algum instrumento musical. O estudo também constatou que 41% dos roqueiros gostam de marcas inovadoras. Já os amantes de MPB são fiéis às marcas que mais gostam (69%). Os funkeiros e amantes de música gospel/religiosa, curiosamente, têm muito em comum: mais de 70% deles pertencem às classes CDE com predominância do público feminino. O funk é mais ouvido por jovens de 12 a 19 anos. Já a música gospel/religiosa é a preferida entre as pessoas que têm de 25 a 34 anos.

O que realmente diferencia esses dois grupos é a forma de consumo. Enquanto 32% dos funkeiros afirmam fazer compras por impulso, valorizando o estilo, os ouvintes de gospel/religioso buscam benefícios, como usar o cartão de crédito para comprar o que normalmente não poderiam adquirir (42%).

Para mais informações, acesse o infográfico Tribos Musicais em
http://www.ibope.com.br/pt-br/conhecimento/Infograficos/Paginas/Tribos-Musicais.aspx

Um comentário:

wilson Lopes Júnior disse...

Muito boa essa Nota:Muito proveitosa.
"A evolução dos ritmos e estilos musicais foi resultado de profundas mudanças na sociedade."