quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cinco hipóteses para o destino dos 91,3 MHz

Como já é sabido, a frequência dos 91,3 MHz, no dial de São Paulo, agora é concessão da Rádio Itapema de Porto Alegre, emissora do grupo RBS. Especula-se por aí que ela provavelmente se transformará numa "franquia" da "Rádio Disney" americana. De acordo com informações veiculadas pela internet, a Disney Inc. teria 30% das ações da emissora, porcentagem permitida pela legislação, e assumiria a direção de conteúdo. Há ainda muito mistério e chute sobre o que realmente acontecerá com a futura rádio, mas podemos traçar algumas hipóteses:

Itapema FM - A emissora, que já pertenceu a falecida Rádio e Televisão Manchete e ao grupo ligado a um ex-governador paulista, virará mesmo Itapema FM paulistana, seguindo o modelo da original gaúcha de fazer uma programação voltada para um público adulto, acima de 25 anos, baseado em "flash blacks", mpb, jazz, etc. Talvez o objetivo seja entrar no mercado disputado por Alpha FM, Antena 1, Nova Brasil, Mitsubishi FM, Eldorado FM e afins. Há a possibilidade também de transformá-la em "cabeça-de-rede", a fim de expandir a cadeia e chegar mais facilmente ao mercado publicitário sediado em São Paulo. Esse parece ser a hipótese mais provável, embora os indícios atuais apontem o contrário.

Atlântida FM - A emissora seria transformada em mais uma filiada da rede Atlântida, voltada para o segmento jovem, também da RBS. Dessa forma, semelhante ao que ocorreria na hipótese "Itapema", ela expandiria seu alcanece, hoje restrito ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No entanto, ela teria como concorrentes diretas, não apenas emissoras locais, como é o caso das "adulto-contemporâneas" paulistanas, mas outras redes de rádio, como a Jovem Pan, Transamérica e Mix, além de 97 e Metropolitana. Se a opção for o segmento "popular", ela poderia virar "Rádio Cidade", a exemplo da homônima gaúcha.

Disney FM - A Disney a transformará em emissora com a marca do grupo, que veiculará uma programação musical que atingirá os ouvintes de 12 a 24 anos, público alvo da empresa e no qual o conglomerado possui diversos produtos com esse "target". Segundo alguns sites, é o que iria acontecer, uma vez que a emissora já está veiculando este tipo de música, ainda que em caráter experimental.

ESPN Radio - Os 91,3 MHz poderia ser transformado em uma "ESPN Radio", nos moldes da emissora americana especializada em esportes, pertencente também à Disney. Há uma probabilidade forte pois nem no mercado paulistano, nem no brasileiro, não existe nenhuma rádio voltada para este setor 24 horas por dia. A criação de tal veículo cristalizaria a tendência de "customização" e "segmentação" das FMs barsileiras, além de haver a possibilidade de abrir dezenas de postos de trabalho para radialistas, jornalistas, publicitários, técnicos e demais profissionais do ramo. Entretanto, se isso se confirmasse, não se sabe o que acontecira com a atual parceria da ESPN Brasil (TV) com a Rádio Eldorado de São Paulo, Rádio Manchete do Rio e outras afiliadas. Seria extinta a parceria?

Uma rádio no formato "Talk and News" - A hipótese menos improvável seria fazer dela uma espécie de "Rádio Gaúcha" paulistana, ou seja, uma emissora no formato "Talk and News", concorrendo com Jovem Pan AM, Eldorado AM, CBN, Bandeirantes e Band News FM. Também seria muito benvinda ao mercado, mas creio que haveria dúvidas quanto ao êxito, pois a Rádio Gaúcha é uma marca forte e altamente indentificada com o Sul do país. Teria de haver um profundo trabalho de adaptação de linguagem e adequação ao meio radiofônico no sudeste do país, para que a nova rádio fosse bem sucedida. Se esse modelo fosse ao ar, a RBs poderia entrar em conflito com o Sistema Globo de Rádio, na qual possui três afiliadas (Rádio Globo e CBN) em Porto Alegre e Florianópolis.

Com tantas opções do que fazer com a recém-adquirida concessão, ainda não dá para compreender o por quê da demora em colocar uma programação definitiva no ar. Talvez a suposta sociedade entre RBS e a Disney esteja enfrentando problemas legais, uma vez que a legislação aprovada recentemente (sob pressão de alguns conglomerados nacionais de comunicação) limita a atuação e a participação societária de grupos estrangeiros nas emissoras de rádio e tv. Ou talvez haja divergência entre os "sócios" sobre qual melhor caminho a seguir. Por ora, não há muito o que fazer, além de esperar para ver e ouvir um pronunciamento oficial do "dono" - ou "donos" - dos 91,3 MHz.

3 comentários:

Arthur Idalino disse...

Olá Marco,
encontrei seu blog em busca dessa rádio que sem querer sintonizei outro dia.

A 91.3 é incrivel, tornou-se a única rádio que escuto, por um motivo muito simples: Não há propaganda.

Mas ao mesmo tempo... Quem são eles? Discuto com uma amiga sobre a 91,3 ser a rádio do "Filho de um Rico Excentrico", ou uma antena na paulista apenas com um Ipod/Mp3 Player.

Gostaria de parabenizar quem é que está no controle dessa rádio, mas simplesmente não acho os responsáveis. Onde estão? Quem são eles?

Fica o parabéns ao seu blog também, nessa descoberta ao acaso passarei a acompanhá-lo.

Abraço,
Arthur

papa leguas disse...

bomm...uma rádio com o nome DISNEY, seria legal mas ai a mix iria chupar o dedo,pois vira e mexe ela faz parceria com a marca....DISNEY FM,NOME FORTE!
INVESTIMENTO E QUALIDADE É O QUE TEM Q TER PARA DAR CERTO,ÓBVIO
GABRIEL ROSA
SÃO CARLOS
INTERSOM FM

papa leguas disse...

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