O apresentador do CQC está no olho do furação. O fato dele usar seu Twitter pessoal para a ação promocional de uma grande empresa de telecomunicações gerou um grande debate na web. E com opiniões nada favoráveis. Se ficasse nisso, até que tudo bem. Ocorre que na semana passada, o serviço de internet desta mesma empresa deixou muitos de seus usuários sem conexão. E a correlação foi inevitável. No próprio Twitter não faltaram mensagens com cobranças a Tas.
A própria postura de Marcelo Tas na condução dessa história não tem ajudado muito. A respeito dos críticos do seu contrato comercial, ele os chamou, grosseiramente, de ejaculadores precoces. A grosseria continuou quando Daniel Castro, da Folha de S. Paulo, em entrevista recente, perguntou se ele tinha conhecimento de causa: "Não. Sempre treinei, desde quando me relacionava com animais na fazenda, a retardar o meu prazer para deleitar minhas parceiras, ha, ha, ha".
Nesta semana, Tas voltou a ser procurado pela imprensa para falar dos problemas de conexão enfrentados pelo seu patrocinador. Em entrevista à Folha OnLine ele não informou qual o provedor que utiliza. Disse que não estava sendo alvo de críticas e desligou o telefone quando perguntado se as mesmas poderiam fazê-lo romper o contrato. Uma postura lamentável para quem ficou conhecido, na pele de Ernesto Varela, por ser um corajoso perguntador.
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Todo esse turbilhão vivido por Marcelo Tas ajuda a colocar as coisas nos seus devidos lugares. A cobrança que feita a ele parte do pressuposto de que jornalista não pode fazer comerciais. (lembrem-se do eterno duelo entre Milton Neves e Juca Kfouri). Ocorre que Tas não é jornalista. Ele é um ator que interpreta os mais váriados tipos, incluindo aí o de jornalista. Se Tas assumisse mais esse lado de ator (ofício no qual se sai muito melhor), a polêmica do patrocínio não tomaria a atual dimensão.
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UPDATE (15.04 - 18h36) Marcelo Tas publicou em seu blog uma explicação relacionada à reportagem publicada pela Folha OnLine. O link é:
http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-04-01_2009-04-15.html#2009_04-15_14_13_55-5886357-0
A própria postura de Marcelo Tas na condução dessa história não tem ajudado muito. A respeito dos críticos do seu contrato comercial, ele os chamou, grosseiramente, de ejaculadores precoces. A grosseria continuou quando Daniel Castro, da Folha de S. Paulo, em entrevista recente, perguntou se ele tinha conhecimento de causa: "Não. Sempre treinei, desde quando me relacionava com animais na fazenda, a retardar o meu prazer para deleitar minhas parceiras, ha, ha, ha".
Nesta semana, Tas voltou a ser procurado pela imprensa para falar dos problemas de conexão enfrentados pelo seu patrocinador. Em entrevista à Folha OnLine ele não informou qual o provedor que utiliza. Disse que não estava sendo alvo de críticas e desligou o telefone quando perguntado se as mesmas poderiam fazê-lo romper o contrato. Uma postura lamentável para quem ficou conhecido, na pele de Ernesto Varela, por ser um corajoso perguntador.
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Todo esse turbilhão vivido por Marcelo Tas ajuda a colocar as coisas nos seus devidos lugares. A cobrança que feita a ele parte do pressuposto de que jornalista não pode fazer comerciais. (lembrem-se do eterno duelo entre Milton Neves e Juca Kfouri). Ocorre que Tas não é jornalista. Ele é um ator que interpreta os mais váriados tipos, incluindo aí o de jornalista. Se Tas assumisse mais esse lado de ator (ofício no qual se sai muito melhor), a polêmica do patrocínio não tomaria a atual dimensão.
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UPDATE (15.04 - 18h36) Marcelo Tas publicou em seu blog uma explicação relacionada à reportagem publicada pela Folha OnLine. O link é:
http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-04-01_2009-04-15.html#2009_04-15_14_13_55-5886357-0
Comentários
isso iria ser ótimo...mostraria a "independência jornalistica" do tas
mas duvido muito que isso aconteça
Seria uma grande prova de desprendimento e independência jornalística se ele fizesse este protesto.
Marco Ribeiro
Marco Ribeiro