domingo, 22 de março de 2009

Rádio Paulista, uma rádio sem identidade

Nesse sábado eu estava conversando via Twitter com o considerado Anderson Diniz Bernardo. Ele me perguntou se eu lembrava de uma apresentadora da extinta Rádio Atual chamada Bárbara, que entre os anos de 1993 e 1994 comandava o horário entre meia-noite e 04h. Respondi que não. Contudo, uma série de twittadas anteriores por parte dele me chamaram a atenção: falava da Rádio Paulista, que opera aqui em São Paulo nos 560Khz.

José Maria Marin é um nome conhecido da política e do futebol de São Paulo. Ele foi vice-governador de São Paulo, na gestão de Paulo Maluf (que começou em 1978). Assumiu o cargo de governador quando Maluf se licenciou para concorrer a uma cadeira a deputado federal nas eleições de 1982. Além disso, foi manda-chuva da Federação Paulista de Futebol e tem ligações com o São Paulo Futebol Clube.

Marin é proprietário da Rede Associada de Rádiodifusão Ltda. que ganhou a concessão para os 560Mhz em São Paulo. Com o nome de Rádio Paulista, ela iniciou suas transmissões de forma experimental com música e comunicadores. No entanto, poucos meses depois, ela passou a veicular uma programação de responsabilidade da igreja Deus é Amor.

Desde então, a Rádio Paulista nunca mais teve programação própria, nem que seja por poucas horas. O Anderson lembrou que durante uma certa época ela transmitiu o conteúdo fornecido pela Legião da Boa Vontade. Atualmente, os programas da Deus é Amor dominam novamente a frequência. O que se lamenta na história de vinte anos da Rádio Paulista é o fato dela não possuir uma identidade.

9 comentários:

Alexandre disse...

O pior de tudo é que a Igreja Deus é Amor transmite a programação em quatro frequências na cidade de São Paulo, em AM 560, 1260 e 1300, e em FM 97,3.

Anônimo disse...

A rádio chama-se Bandeira Paulista e tem sua frequencia vinculada a cidade de Itapecerica da Serra, se não me engano.

Suponho que essa cidade e tantas outras da imensa periferia de São Paulo agradeceriam se uma rádio, de concessão pública, teriam muito mais a ganhar se fosse utilizada a frequencia para um jornalismo que realmente atendesse as necessidades da população. Será que o Ministério Público de São Paulo não pode fazer nada mesmo?? Confesso que não sei, mas vou averiguar. 24 horas de cultos religiosos e nenhuma utilidade publica não me parece ser o destino de uma concessão radiofonica.
Alessandro Pereira

Alexandre disse...

Com excessão de Santo André e Osasco, que possuem pelo menos uma emissora focada na cidade, as outras perdem e muito por não terem uma rádio que atendam aos interesses das suas populações:

- 560: Paulista - Santa Isabel

- 660: Mundial - Santa Isabel

- 740: Trianon - Santo André

- 920: Nacional Gospel - Cotia

- 1150: Tupi - São Caetano do Sul

- 1300: Universo - Sao Bernardo do Campo

- 1330: Terra - Osasco

- 1370: Da Cidade - Itapevi

- 1490 - Imaculada Conceição - Mauá

Alexandre disse...

Esqueci de citar Guarulhos, que possui a Rádio Cumbica 1500, com foco na própria cidade.

Alexandre disse...

Em Santo André temos a Rádio ABC 1570, e em Osasco a Nova Difusora 1540.

André disse...

Há alguns anos atrás, a Rádio Paulista AM foi arrendada para a Equipe Líder, equipe esportiva que transmitia só os jogos da Portuguesa, mas atualmente transmite jogos de outras equipes.

Nesta época, haviam diversos programas na rádio.

Pena que esta experiência durou muito pouco, porque houve um rompimento de contrato, que, se não me engano, foi parar na justiça.

Rodney Brocanelli disse...

André, essa participação da Equipe Líder não teria sido dentro da programação da LBV na Rádio Paulista?

André disse...

Não, naquela época a Rádio Paulista foi totalmente arrendada para a Equipe Líder.

Lembro-me que haviam programas musicais, noticiários, programas portugueses, entre outros.

Com o fim do arrendamento, a Equipe Líder foi para a Rádio Nove de Julho.

Rodney Brocanelli disse...

Outra questão: essa rádio que você cita não seria a Trianon?