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Jovem Pan x Palmeiras

Sites e blogs ligados a torcida do Palmeiras estão distribuindo o logotipo "Sou palmeirense, não escuto besteira". É uma reação aos últimos incidentes envolvendo o clube de futebol e a emissora.



Por sua vez, a Jovem Pan divulgou um novo editorial no programa Esporte em Discussão desta sexta (15.02) em resposta à nota oficial do Palmeiras, reproduzida aqui no post abaixo. A emissora desmente que tenha baseado o editorial anterior em um texto de internauta desconhecido. E aponta um artigo do professor Luiz Gonzaga Beluzzo, intitulado "Crítica e autocrítica" no Terra Magazine como pivô da manifestação. "A Jovem Pan continua lamentando que o ilustre professor Beluzzo tenha dado guarida em seu comentário a mensagens ofensivas e irresponsáveis que apenas acirram os conflitos envolvendo especialmente as torcidas organizadas", diz o texto lido por um locutor que eu não consegui identificar (parece ser o Antonio Freitas).

O novo editorial da Jovem Pan pode ser ouvido no player abaixo:

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E a íntegra do artigo escrito pelo professor Beluzzo pode ser conferida na sequência.


Crítica e autocrítica

Segunda, 11 de fevereiro de 2008, 09h22

Nesta segunda-feira, ainda madrugada, irritei-me com uma frase de minha própria autoria, estampada no Painel FC da Folha de S.Paulo. O leitor fique sossegado: a culpa não é do jornalista. Ele publicou exatamente o que eu disse. Em tom de brincadeira, mas disse. O seguinte: "O coronel Marinho deveria ser rebaixado a capitão. Os times pequenos estão dando porrada e não acontece nada".
Aqui entram em conflito a escrita e a fala. Dita em tom de blague, não machuca. Escrita em tom de blog é ofensiva. Mas o erro de forma não condena o conteúdo. Aqui coloco entre parênteses minha condição de palestrino (se tal coisa é possível). Mas a porrada come solta no Campeonato Paulista, sob o olhar complacente de jovens árbitros. Vou falar do jogo Barueri e Corinthians. Vi o vídeo tape. Além da qualidade técnica sofrível, o jogo foi um festival de pancadas, com clara e insofismável vantagem - diriam os antigos locutores - do time da simpática cidade da Grande São Paulo.

Tivesse inspiração para tanto, daria ao texto que ora atormenta o leitor o título "Vídeo-Cacetadas e Cacetadas no Vídeo". Vídeo-Cacetadas por conta das mancadas técnicas e táticas dos jogadores. Cacetadas no Vídeo em homenagem aos brucutus, cheios de saúde e apedeutas da bola. Tem sido assim na maioria das partidas. Mas, já que ousei me intrometer na hierarquia militar, é bom que todos saibam que, entre os descontentes com a arbitragem frouxa, sou soldado raso. Graúdos de alta patente estão revoltados.

Passo da autocrítica para a crítica da crítica. Meu e-mail ficou entupido de vociferações e impropérios dirigidos ao narrador do jogo Palmeiras e Guarani. Rogério de tal, lotado na Jovem Pan, saiu-se com essa, ao narrar uma embaixadinha desnecessária e, digo eu, desrespeitosa do chileno: "Se fosse jogador do Guarani, bateria no Valdívia". Literatura de blog, sob a forma oral. Imagino, se escrita, quais seriam as respostas dos comentaristas. Arrisco uma: "se fosse torcedor do Palmeiras, lhe daria umas porradas".

Tudo em prol do avanço da civilização e da civilidade. Ao comentar a controvérsia Huck-Ferréz, aquela que envolveu os proprietários de relógios caríssimos e os "correrias" que os cobiçam, escrevi: há quem ainda apresente sintomas de sobrevivência do DNA do processo civilizador e dos valores da sociedade moderna e ouse escrever para as seções de Cartas ao Leitor ou comentar nos blogs os comentários dos fanáticos do Apocalipse.

Os ululantes retrucam com as armas do preconceito, da intolerância e da apologia da brutalidade, sem falar nos ataques em massa à última flor do Lácio, inculta e bela...

Luiz Gonzaga Belluzzo é professor titular aposentado da Unicamp, consultor editorial da revista Carta Capital e vencedor do prêmio Juca Pato em 2005.

Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.


*

Se alguém tiver gravado o aúdio do primeiro editoral da Pan, mande para este blog, até para que possamos ter um painel claro do caso em questão.

Comentários

Anônimo disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse…
Então, né...a JP tem tradição, boa equipe, bla bla bla...muito bem. e daí? ouvi parte do 1ºeditorial (não gravei) e acompanhei o resto por aqui. Ao que me parece ninguem desmentiu a frase atribuida ao locutor, o que me pareceu uma tremenda insanidade e falta de compromisso. Se eu não estiver muito enganada, um jogo de futebol do Palmeiras, Corinthians ou São Paulo seguramente possui audiência bem superior a qq outro programa da Jovem Pan; recentes numeros do ibope mostram o incrivel crescimento da audiencia quando começam as partidas na Pan (sai do 4º para o 2º lugar em poucos minutos). E aí me vem um irresponsável e diz isso (quebrar um jogador!!).
Como disse antes, a frase não foi desmentida. Desta forma a Pan está errada e deveria se manifestar informando as providencias tomadas (um pedido de desculpas aos ouvintes seria o mínimo).
Alessandro Pereira/Jundiaí-SP

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