Nostalgia não dá futuro
Por André Barcinsky
do web site Garagem
Essa foi uma frase que repetimos à beça nas últimas semanas, sempre em resposta à pergunta "por que o Garagem saiu da Brasil 2000?" Bom, pra resumir, saímos, basicamente, por dois motivos: o primeiro é que a rádio não nos queria mais lá; o segundo, é que, no UOL, vamos ter "n" vezes mais ouvintes que na rádio (a Brasil 2000 está em 30º lugar de audiência em SP e pega mal na maior parte da cidade, enquanto o Garagem na Internet pode ser ouvido por qualquer um que tenha conexão, mesmo que discada).
Nós propusemos à direção da rádio continuar transmitindo o programa, simultaneamente com o UOL, mas eles não quiseram. Não queríamos perder os ouvintes sem acesso à Internet, mas infelizmente a rádio não concordou. Na verdade, o Garagem já ia ser tirado da programação da emissora, conforme nos informou o diretor da Brasil 2000, Antonio Carvalho. A desculpa é de que "não haveria espaço para dois programas seguidos", agora que o "Prorrogação", com Nasi e Casagrande, havia sido colocado às 8 da noite, antes do Garagem.
É claro que ficamos chateados. Estávamos na Brasil 2000 desde 1999, criamos uma audiência fiel e muito bacana. Mas a verdade é que o Garagem nunca foi querido dentro da rádio. Em seis anos, nenhum diretor ou chefe de programação jamais nos ligou para dar uma sugestão ou fazer algum comentário sobre o programa. Nunca fomos chamados para opinar sobre a programação da emissora.
Chegamos a nos oferecer para colaborar com a programação normal da rádio, sem ganhar um tostão (o Paulão chegou a fazer um boletim sobre esportes no jornal matutino). Mas, sempre que nos ligavam, era para reclamar de alguma coisa. Minha impressão é de que o Garagem só ficou lá todo esse tempo por causa de nosso público.
Sem a Brasil 2000, duvido que a gente consiga voltar para o dial tão cedo. Eu trabalho em rádio, entre idas e vindas, há quase 20 anos (apresentei meu primeiro programa em 1986). Juro que nunca vi um meio tão corrupto e chefiado por pessoas tão sem capacidade. A rádio FM no Brasil, com raras exceções, é o refúgio dos incompetentes e rancorosos.
Bom, bola pra frente. Vamos pro UOL, fazer um programa foda. Se alguma rádio nos quiser, estamos aí. Se não quiserem, é porque não nos merecem e não merecem nossos ouvintes.
Por André Barcinsky
do web site Garagem
Essa foi uma frase que repetimos à beça nas últimas semanas, sempre em resposta à pergunta "por que o Garagem saiu da Brasil 2000?" Bom, pra resumir, saímos, basicamente, por dois motivos: o primeiro é que a rádio não nos queria mais lá; o segundo, é que, no UOL, vamos ter "n" vezes mais ouvintes que na rádio (a Brasil 2000 está em 30º lugar de audiência em SP e pega mal na maior parte da cidade, enquanto o Garagem na Internet pode ser ouvido por qualquer um que tenha conexão, mesmo que discada).
Nós propusemos à direção da rádio continuar transmitindo o programa, simultaneamente com o UOL, mas eles não quiseram. Não queríamos perder os ouvintes sem acesso à Internet, mas infelizmente a rádio não concordou. Na verdade, o Garagem já ia ser tirado da programação da emissora, conforme nos informou o diretor da Brasil 2000, Antonio Carvalho. A desculpa é de que "não haveria espaço para dois programas seguidos", agora que o "Prorrogação", com Nasi e Casagrande, havia sido colocado às 8 da noite, antes do Garagem.
É claro que ficamos chateados. Estávamos na Brasil 2000 desde 1999, criamos uma audiência fiel e muito bacana. Mas a verdade é que o Garagem nunca foi querido dentro da rádio. Em seis anos, nenhum diretor ou chefe de programação jamais nos ligou para dar uma sugestão ou fazer algum comentário sobre o programa. Nunca fomos chamados para opinar sobre a programação da emissora.
Chegamos a nos oferecer para colaborar com a programação normal da rádio, sem ganhar um tostão (o Paulão chegou a fazer um boletim sobre esportes no jornal matutino). Mas, sempre que nos ligavam, era para reclamar de alguma coisa. Minha impressão é de que o Garagem só ficou lá todo esse tempo por causa de nosso público.
Sem a Brasil 2000, duvido que a gente consiga voltar para o dial tão cedo. Eu trabalho em rádio, entre idas e vindas, há quase 20 anos (apresentei meu primeiro programa em 1986). Juro que nunca vi um meio tão corrupto e chefiado por pessoas tão sem capacidade. A rádio FM no Brasil, com raras exceções, é o refúgio dos incompetentes e rancorosos.
Bom, bola pra frente. Vamos pro UOL, fazer um programa foda. Se alguma rádio nos quiser, estamos aí. Se não quiserem, é porque não nos merecem e não merecem nossos ouvintes.
Comentários
É uma pena.
Meus pêsames.
P. S.: e enquanto isso, a Paradiso continua sem encontrar espaço no dial aqui de São Paulo...
P.S. 2: apesar da digitalização que está por vir, é preocupante que o FM - que ainda é a única frequência em que se pode ouvir música com som de qualidade - venha se tornando cada vez mais falado e menos musical, graças ao Grupo Bandeirantes, ao Sistema Globo e às "igrejas" do tipo pequenas igrejas grandes negócios. Que desperdício...
P. S. 3: vocês já repararam que a Bandeirantes já acabou com 3 opções de rádios musicais, sendo 1 de gosto discutível, mas de grande tradição (Cidade, depois Sucesso FM) e 2 de qualidade (Brasil 2000 e VIP FM 90,9)? Aliás, a VIP estava com uma programação fantástica no seu final, e com o sinal muito bom aqui em SP. Tudo isso é muito triste...eu não sei mais o que se pode entender pelo conceito de concessão pública.