segunda-feira, 8 de setembro de 2003

Xiii, Marquinho, quase nos esquecemos da nova América!!!!!

Mas quem pode falar melhor sobre ela é a nossa colega Magaly Prado da Coluna de Rádio, da Folha Online:

Estréia a nova América

A emissora muda radicalmente de estilo a partir de segunda às 4h. A América AM (1.410) arrisca sua audiência de sexto lugar no ranking geral e terceira entre as populares para apostar em uma programação de qualidade, dando ênfase à MPB ressaltando sua história e movimentos e, principalmente, sem vínculos com o jabá (propina oferecida pelas gravadoras para que se toque determinada música). A música internacional também ganha espaço.

É a intenção dos padres paulinos que cuidam da rede Paulus Sat, que mantém a rádio América entre outras, e que agora, mais do que nunca estão à frente dessa reviravolta no que diz respeito à mudança não só de programação musical, mas sobretudo na forma de comunicar, mostrar que dá para fazer rádio de forma séria e sem se prender a acordos comerciais.

E não interessa mais o velho esquema de colocar apenas pessoas com boa voz, disse o padre Manuel Quinta, o diretor geral da América. "É preciso ter cabeça também." Para isso, contratou uma equipe de jovens na sua maioria.

"Chamamos pessoas comprometidas com uma sociedade mais justa, mais solidária, que ainda sonham com um Brasil novo, e com consciência do poder da comunicação na transformação social do país", disse o padre.

A emissora, que já foi líder de audiência, possui cobertura geográfica de mais de 77 milhões de ouvintes em todo país, através de suas afiliadas, conforme divulgado pela assessoria de imprensa. A nova programação transmitida via satélite para 61 emissoras, vai se basear no tripé: educação, cultura e cidadania. Os programas vão abordar também informação, serviço, lazer e música.

Segundo padre Manoel Quinta, a mudança radical da emissora vai ao encontro dos ouvintes e de suas afiliadas, que estão em busca de uma programação melhor. "Nós vamos fazer uma programação de qualidade. De excelência. E aos poucos, a audiência vai perceber que uma rádio, em qualquer parte do mundo, tem a missão de informar, formar e não deformar. Essa é a proposta da rádio América".

A nova equipe dos microfones da rádio é formada pelo crítico Irineu Franco Perpétuo; os comunicadores Aloisio Milani, Alexandre Pavan, Jeferson Batista, Edilson Cazeloto, Emanuel Bomfim, Evelyn Rodrigues, e os apresentadores/repórteres Carolina Laurito, Pablo de Moraes e Sílvia Sibalde.

Destaques da nova programação diversificada e eclética

O resgate dos vários gêneros musicais brasileiros trazem desde os primeiros trovadores até os autores contemporâneos, passando pelo samba, choro, bossa- nova, movimentos (tropicalismo, bossa-nova e vanguarda paulistana), o erudito e o pop, nos programas "Acordes Clássicos", "Canto da Terra", "Influências", "Tempo de Samba e Choro" e "Trilha Brasileira".

O programa diário "Interação", às 16h30, tem como objetivo o exercício da cidadania do ouvinte, promovendo debates, apresentando propostas e propondo o engajamento da sociedade para campanhas sociais. O "O Sertanejão", aos sábados, das 9h às 10h, traz músicas, piadas, frases de caminhão e as histórias do mundo caipira apresentadas pelo radialista José Dalóia.

"O Som do Edilson" aos sábados, das 18h às 19h, mostra a música popular de uma maneira bem-humorada, e assim, abre espaço para os clássicos do gênero brega.

"Canto da Terra", aos domingos das 11h às 12h, é um programa que resgata as cantorias e o próprio jeito do interiorano. Possui três quadros: "Picando Fumo", com interpretações de poemas caipiras dos mais antigos (da época de Cornélio Pires) até os atuais da região do médio Tietê e Alta Mogiana em São Paulo; "Tulha Velha", resgatando nos arquivos de grandes emissoras de rádio de todo o Brasil trechos de programas direcionados para a música de raiz, e "Falando da Roça" com contos e causos caipiras que falam da vida na terra, hábitos, gostos e festas.

"Tempo de Samba e Choro", aos domingos , das 15h às 16h é dedicado aos gêneros-matrizes da música popular brasileira, divulgando a obra de compositores, intérpretes e instrumentistas. Abrangente, oferece ao ouvinte todas as expressões do samba e do choro - partido alto, samba-canção, batuque de terreiro, samba de breque, choro-canção etc. O programa é informativo, mas sem ser enciclopédico.

Histórias e comentários sobre as músicas e seus autores são relatados de forma sucinta, em dropes, e sempre integrados à seleção musical. "Antenado" com o que acontece nas ruas - bares, festas, quintais -, o programa investe na atemporalidade do samba e do choro, pretendendo acabar com o estigma de que estes são gêneros "antigos e ultrapassados".


A programação está realmente sensacional. Ouvi até Jamiroquai na América O que eu faço agora? Ouço a Brasil 2000, a Globo FM ou a América AM? Acho que vou ouvir as 3 rádios ao mesmo tempo. Isso eu tiro de letra. Da última vez que fui obrigado a fazer isso, ouvia a Alpha no ouvido do lado direito e a Globo AM no lado esquerdo. E o meu colega do lado que tinha de ouvir Transcontinental e 105 FM ao mesmo tempo. E o mano era chegado num pagode, num rap (será que é por isso ele vivia feliz da vida?) Xiii, muita emissora de rádio vai ter trabalho para derrubar essas 3 viu? Vão ter que botar a cabeça pra funcionar mesmo.

Já pensou se uma dessas FMs ditas "rádios populares" começarem a tocar artistas realmente populares, tipo Tony Damito, Wanderlei Cardoso, Jane e Erondi, Reginaldo Rossi, Amado Batista, Carlos Alexandre, Bartô Galeno, Alípio Martins, Luiz Ayrão, Jackson do Pandeiro, Tonico e Tinoco, Barros de Alencar, Célio Roberto, Evaldo Braga, Ângelo Máximo, Benito de Paula, Nelson Ned e aquele monte de gente que o saudoso garagem tirou do ostracismo para onde foram atirados por alguns radialistas de FM "populares" que não entendem de qualquer coisa, menos do que o povão gosta? E olha que esta turma está reaparecendo toda quarta feira no programa do Ratinho. E tem nego que ainda mete o pau no homem, hein!

EW não é só isso não. Minha tia mora em Santo André e diz que no sábado à tarde só rola esta turma - e muitos outros excluídos - até o por do sol. Ah, e tem a rádio Tupi AM com o programa Barros de Alencar que está voltando à velha forma, ele que já foi líder de audiência na década de 70. Se aparecer uma rádio botando esses pseudos sambistas e ex-sertanejos pra correr e tocar os artistas que todo mundo gosta, aí é que vai ficar uma beleza. Tudo que é radialista vai ter de suar a camisa pra mostrar que é do ramo, se não vai dançar se ficar nessa de ficar pegando ração de marketing das grandes gravadoras.

Jabá já era, quem vai ter de dizer o que gosta e o que não gosta é o ouvinte seja lá de que estilo for... Afinal, depois da internet acabou esta história de monopolizar a mídia e o que as pessoas iriam ouvir no rádio.

E antes que eu me esqueça: VIVA O BREGA!!! também.

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