Ex - Locutor da Rádio Cidade morre aos 48 anos

É pessoal infelizmente ele partiu . Deu no JB de hoje

A voz das manhãs na Rádio Cidade

Aos 48 anos, morreu ontem, de câncer, na unidade do Instituto Nacional do Câncer de Vila Isabel, o locutor de rádio Paulo César Martins. Começou a trabalhar na Rádio Cidade no fim dos anos 70 e não tardou a conquistar a empatia de um público que não parava de crescer, especialmente entre os jovens. Paulo Martins era repórter da Rede Globo quando foi incentivado por um amigo programador da Rádio Jornal do Brasil para fazer um teste para a Rádio Cidade. Passou e não precisou de muito tempo para mostrar que era um locutor singular. Junto com Eládio Sandoval, Fernando Mansur, Romílson Luiz, Jaguar, Paulo Roberto, Ivan
Romero e Sérgio Luiz, Paulo Martins fez escola em todo o Brasil.

Transformou-se em verdadeiro ídolo da juventude, numa época em que Os embalos de sábado à noite despontavam com o filme de John Travolta e o som dos Bee Gees. Carioca do Lins e flamenguista devotado, começou também a ler tudo de esportes para os ouvintes, além de criar os personagens Marcianito e o galo Cidadinho.

Foi na Copa de 1982 que teve a idéia de imitar o que convenciou
ser a fala de um habitante de Marte distorcendo a voz com sintetizador para falar sobre esporte e coisas divertidas. O ouvinte que adivinhasse o resultado dos
três primeiros jogos do Brasil ganharia uma camisa com a figura do Marcianito. E cartas com os palpites não paravam mais de chegar. A idéia do galo Cidadinho foi
outra que nasceu do fato de Paulo Martins começar o dia cedo. Pontualmente às 6h, ele estava ao microfone, com um cocorocó do galo. E como Galo passou a ser conhecido. Trabalhou também nas rádios Manchete, Alvorada, Tupi, RPC, Panorama e Tamoio. E nos anos 90 criou a Rádio Magia na internet. Era casado com Rosângela Martins e tinha uma filha: Paula, 16 anos.

Comentários

Anônimo disse…
Talvez o tenha ouvido,não consigo fazer a associação ao nome, mas fica o meu apreço a ele e família. São pessoas que fazem do rádio o dia a dia de nossas vidas e morrem no anonimato.
Hoory disse…
Paulo Martins abria a Rádio Cidade todo dia (a transmissão acabava às 2 da manhã) dizendo "Seis horas. Bom dia. Bem-vindo a Z-Y-D-4-6-2, Rádio Cidade FM stereo, em 102,9MHz, Rio de Janeiro. Até as duas da madrugada estaremos entretendo e informando você."
James Farias disse…
Apesar desse grande profissional ter partido ele pode sentir-se lisongeado por ter feito parte da melhor rádio do mundo q foi a rádio cidade.
Unknown disse…
Trabalhei na Rádio Cidade FM Rio em 1985. O Paulo Martins foi um grande amigo do qual trago muitas saudades. Alegre, divertido... Que descanse em paz.auttin
Anônimo disse…
A Rádio Cidade era tudo em minha vida, eu tinha 19 anos,ia em todas as festas,era 1979 eu trabalhava em uma fábrica de camisas no Cachambi, Ind.Com.de roupas Nagle S/A. que faliu. Eu era boy,um dia tive que levar 2 camisas para os locutores,quando entrei no studio nossa... foi um grande prazer. Hoje tenho 53 anos e moro na Bahia.
Anônimo disse…
A Rádio Cidade marcou a minha vida a partir de 1980, quando comecei a ouvir a sua programação. Adorei. Era um estilo novo, descontraído, alegre e contagiante. Estou muito triste com a perda do Paulo Martins, meu Xará, mas o céu ganhou uma estrela de primeira grandeza. Você que é fã do Paulo Martins e da Rádio Cidade pode baixar esse arquivo: http://www.4shared.com/file/7MmBlfoV/FAUSTO_FAWCETT_-_Ktia_Flvia__v.html
Eu espero que matem a saudade de ambos, assim como eu faço ao ouvir no computador.
Anônimo disse…
Deixou uma saudade eterna aquela equipe que só deu alegria eles inovaram a rádio Brasileira chegou com personalidade Paulo Martins deixou um vazio imenso pq sabia passar alegria nas manhãs carioca, grande locutor sua filha tem que ORGULHAR do pai que partiu mt cedo, deixou saudades, éramos felizes naquela época e não sabíamos. Saudades dos comentários das brincadeiras que contagiava a rapaziada reunida no postinho do Leblon e no Arpoador. Valeu rapaziada da RADIO CIDADE 102,9 FREDERICO AMARAL CUNHA
Anônimo disse…
Garotão Paulo Martins, tive o prazer de conhecê-lo há mais de 30 anos atrás quando impulsionado por todo mundo dizer que eu tinha uma bela voz, visitei a rádio cidade e lá fui recepcionado por aquele que aprendi a respeitar pela maneira como me recebeu "fala aí garotão o que que vc manda"..., me levou ao stúdio onde o Romilson Luis estava modulando e me apresentou a ele, me ouviu e incentivou a me aperfeiçoar para me tornar um locutor, até achando minha voz com um metal legal...Grande figura, me respeitou, foi cortes pra caramba e esse breve contato no JB com ele para mim marcou e hj, morando em Belém do Pará, aqui na Net, resolvi recordar e deparei com a notícia de sua passagem... Certamente está agitando alguma rádio Celestial, mixando muito e desejando sempre um feliz natal na vinhetas para nós que estamos aqui... Esteja sempre com Deus, te desejo muita Luz e tudo de bom a sua família...Valeu Paulo Martins... Marcos Santos carioca de Belém do Pará...
Denise disse…
Em nome de toda a minha família, agradeço comovida tanto carinho dedicado ao meu primo . Obrigada a todos. Foi um ano de sofrimento até ele descansar nos braços do Pai. Abraços
Anônimo disse…
Bateu saudades de vc querido amigo.
cidadeoi disse…
Eu fui um assíduo ouvinte da nº 1 do FM, claro que eu tô falando da eterna RÁDIO CIDADE FM, 102,9 MHZ. Conheci a Rádio Cidade por volta de Setembro ou Outubro de 1978 através de um grande amigo meu e nessa época eu tinha meus 15 anos e foi amor à primeira ouvida e num belo domingo quando fui com duas amigas pela primeira vez conhecer os estúdios da Rádio Cidade, pra minha surpresa, quem estava lá talvez pela primeira vez num domingo cobrindo a folga de algum locutor era o Paulo Martins. Eu nunca havia sentido até então uma emoção tão grande em estar exatamente no lugar onde dali partia tudo que eu ouvia no meu rádio, walkman, as músicas, as vinhetas, a Turma da Cidade falando ao nosso coração e embalando nossas vidas musicalmente falando. Foi realmente uma sensação indescritível e o Paulo Martins nos recebeu com muita satisfação, demonstrou como ele fazia pra pôr as músicas, vinhetas, comerciais, um aparelho por onde os locutores se guiavam pra falar encima da introdução das músicas antes do cantor começar a cantar, na certa era um timer pra essa finalidade, enfim, eu pedi pra ele tocar em off algumas vinhetas e o tema de abertura do Cidade Disco Club o que ele atendeu prontamente, ou seja, ele era muito maneiro, assim como os demais locutores, mas ele foi o primeiro que eu conheci pessoalmente, depois em outras visitas a Rádio, também conheci no mesmo dia o Jaguar e o Mansur, depois mais tarde conheci o Francisco Barbosa e o Maurício Figueiredo, esse último infelizmente também já nos deixou.

Por muitas e muitas vezes acordava antes das 6:00 hs da manhã pra ouvir o Paulo Martins colocar a Rádio no ar, antes era o Jaguar quem tinha essa missão, mas ele deixou a Rádio pra trabalhar em outra emissora que não me recordo agora o nome, mas uns anos depois retornou, saiu de novo e voltou novamente numa breve e última aparição.

Teve uma festa no Makenzie que é um Clube no Méier no início da década de 80 e eu estava lá vestido com a minha camisa estampada com o Cidadinho, bons tempos aqueles, aliás, eu estava em praticamente todas as festas que a Rádio promovia.

Foi uma grande perda pro Rádio a ida dele pro andar de cima antes do combinado, mas é a vida, Deus sabe o que faz e com toda a certeza, o Paulo Martins ajudou a escrever a história do FM brasileiro por onde esteve e que Deus o tenha num ótimo lugar.

Não conheci o trabalho dele na Rádio da Internet, mas tenho grandes recordações dele agitando na Rádio Cidade, principalmente quando ele trabalhava aos sábados das 18:00 hs até as 22:00 hs e realmente fazia a festa da cidade nos finais de tarde e início das noites dos sábados, inclusive eu tenho algumas gravações da Rádio onde ele está lá, um dia digitalizo minhas fitas e posto no Youtube diversas gravações da Rádio Cidade com ele e com tantos outros.

Apesar de já ter se passado tantos anos do falecimento dele, só hoje encontrei esse blog pra poder postar o meu relato, embora eu já tenha sabido do ocorrido, mas foi muitos anos após também.

Paulo Martins, de onde vc estiver, se for possível vc tomar conhecimento dessa postagem, quero te dizer que eu assim como tantos órfãos da Rádio Cidade, lembramos muito de vc e tu foi um dos melhores e mais divertidos locutores que fizeram parte da Turma da Cidade, tu era o Cara, ainda é, só que no plano espiritual.

Uma vez eu ouvi uma gravação pela Internet sobre a tua estreia na Rádio Cidade e foi o mestre Eládio Sandoval quem fez a sua apresentação, também lembro de vc no Cidade Disco Clube, ou Dance Club, já faz tanto tempo que até confundo o nome do Programa, também da época em que vc apresentava o Sucesso da Cidade e tantos outros Programas, tinha também a tua zueira com o Sérgio Luiz nas passagens de vc's, esse outro fera do Rádio tu zuava muito ele. - kkkkkkkkkkkkk

Descanse em paz amigo, quem sabe um dia a gente ainda ouve vc em outra Rádio numa outra vida.
Anônimo disse…
MUITA SAUDADES DAS TARDES DE 18 HRS ,DA SUA PROGRAMAÇÃO ,TRISTE EM SABER HJ !! GRANDE PAULO MARTINS,LEMBRO BEM VC COMPONDO ESSE TIMÃO INESQUECÍVEL,MANSUR, ROMILSON E SANDOVAL!! FIQUE COM DEUS
edson pontes disse…
Primeira vez que faço um comentário e sob emoção e muita saudade.
Até hoje me interesso por Avicena filosofo árabe que tomei conhecimento pela radio Cidade numa tarde de natal, não me lembro se pela voz de Mansur ou Sandoval.
Mas era muito bom esses caras fazem falta.
Lembro que um deles ia dar a previsão do tempo e dizia que ia na jenelinha do estúdio ver como estava o tempo lá fora.....rs inovaram e fizeram muito sucesso. Que todos estajam Deus onde estiverem
Ray Titto disse…
Caramba... Só agora fiquei sabendo disso. Lembro que fiz uma ilustração do Cidadinho, pessoalmente levei para a rádio, Paulo me recebeu, bem pra caramba... Que todos vocês da Cidade, saibam o quanto foram importantes para todos nós. E, ser importante depois do Big Boy, é coisa de gente bacana.
Omar Eduardo Cardoso Junior disse…
Paulo Martins pertenceu a uma equipe de locutore que eu não tenho a mínima dúvida em afirmar ser a maior formação em uma rádio em todos os tempos ,aquela da rádio cidade no início dos anos 80,a geração no qual pertecop foi muito privilegiada por poder desfrutar da qualidade desses caras,onde nosso saudoso Paulo estava inserido,a saudade é grande porém o que tras um certo conforto esaber que ele está na casa do nosso pai celestial!
Unknown disse…
Acabo de ouvir um Cidade Disco Club de ano novo 79-80 do Ivan Romero que está no 4shared pra qq um ouvir Mas, sobre o Paulo Martins...: Ninguém mais do que eu foi mais tiete da Radio Cidade.. Veja, a R. Cidade de 77 até 80e vai fumaça, funcionava até às 2 da madrugada. Pois bem, pra ir pro Colégio Bennett de manhã eu acordava com o meu radio relógio sintonizado na Radio Cidade. O primeiro horário, que no comecinho era do Jaguar passou pro Paulo Martins, que entrou depois da 1a turma, +-1979(?). ESTÁ CLARISSIMO NA MINHA MEMÓRIA A ABERTURA DO PROGRAMA DO PAULO MARTINS: " ZYD 462 RADIO CIDADE FM ESTEREO. A PARTIR DE AGORA ATÉ AS DUAS DA MANHÃ ESTAREMOS ENTRETENDO E INFORMANDO VOCÊ" (aqui entrava aquela vinheta calminha), AQUELE CORINHO SUAVE DE MULHERES MURMURANDO "CIDADE, CIDADE". Q Deus tenha o P.Martins. Fernando Canazio Amorim
Unknown disse…
Lembrei com saudades do melhor do mundo na minha opinião; Paulo Martins .
Marcou minha infância e me fez sonhar em trabalhar na rádio cidade (virei DJ) .um dos nomes da mudança da comunicação na rádio FM. Obrigado.
Lênio Corrêa disse…
Passei a minha juventude escutando a Rádio Cidade, com certeza, a melhor rádio do planeta. Toda aquela turma de locutores marcou as gerações 70 e 80. Para a amanhã alegria, em 1977 mudamos para o bairro de Cascadura e do outro lado da rua, bem em frente à minha janela morava o Sr. Martins, avô do nosso saudoso locutor. Foi ali, da minha janela, por várias vezes, que tive o prazer e a alegria de ver meu ídolo, Paulo Martins, visitando seu avô. Com certeza ele está embalando o céu com sua arte. Saudades de um tempo em que éramos felizes e não sabíamos.