Pular para o conteúdo principal

Peça adaptada de filme francês estreia em São Paulo


A peça “Intocáveis”, a primeira adaptação do filme francês no mundo, estreia no dia 21 de março (sábado) para o público, no Teatro Renaissance, em São Paulo com direção geral de Iacov Hillel, adaptação de José Rubens Siqueira, com produção de Marcella Guttmann e elenco composto por Aílton Graça, Marcello Airoldi, Eliana Guttman, Bruna Miglioranza, Livia La Gatto, Ricardo Ripa e Sidney Santiago, além da participação especial (apenas em vídeo) da atriz Zezé Motta. O espetáculo baseado no filme homônimo de Olivier Nakache e Éric Toledano e inspirado em fatos reais (no livro autobiográfico “O Segundo Suspiro”, de Philippe Pozzo di Borgo) mostra, com humor e muita sensibilidade, o encontro desses dois “intocáveis”, impiedosos e divertidos, duros e ternos, ambos transgressores, seres humanos. A peça recebeu incentivo cultural por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC ICMS).

“Intocáveis” narra à história de Philippe, um aristocrata rico que após sofrer um grave acidente fica tetraplégico. Precisando de assistente, ele decide contratar Driss, um homem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um “pobre coitado”. Primeiro foi o livro, depois o documentário “Os Verdadeiros Intocáveis”, na sequência o longa-metragem “Os Intocáveis”, e agora a peça “Intocáveis”. O filme foi o mais visto na França, em 2011 e o mais rentável no país, em que recebeu o Grande Prêmio Sakura no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, em 2011. No ano seguinte, venceu o prêmio de Melhor Filme no Globo de Cristal, considerado um dos troféus de maior relevância na França.

Segundo o diretor teatral Iacov Hillel, a peça, através de uma interpretação realista, é sobre “um encontro, a busca do que é tocável, entre os intocáveis. Entre o preto e o branco, o pobre e o rico, o estudado e o não-estudado, o que conhece a vida e o que é enclausurado pelas questões sociais. E o que é bonito é como esses dois personagens permeiam-se na verdade um do outro e como eles vão se conhecendo, se desafiando e como essas duas forças dramáticas se encontram. O sentimento que essa peça desperta é acreditar que estamos aqui para sermos felizes, independentemente das adversidades”.

Para José Rubens Siqueira que fez a adaptação, “transpor o filme Intocáveis para o palco não foi apenas traduzir o roteiro. Foi encontrar recursos especificamente teatrais para por em cena, ao vivo diante do público, as situações físicas e, sobretudo, a delicadeza e potência dos relacionamentos dos personagens. E as implicações mais vastas entre pessoal e social, entre o sentido metafórico de “intocável” do deficiente físico e do “deficiente” sócio-econômico.

A trilha sonora de Intocáveis criada pela diretora musical e sonoplasta Tunica apresenta um conceito musical que mescla o erudito com o popular, do moderno com o antigo. O repertório passa pelo clássico de Hector Berlioz, de Francis Poulenc (Les Chemins de L’Amour), a Black Music dos anos 70 de Earth, Wind & Fire (“Boogie Wonderland”) e o rock de Iron Maiden (“Juanita”). Esses opostos se juntam a uma versão jazzista de Vivaldi e Bach, feito por Jacques Loussier, além de uma extraordinária interpretação de Nina Simone para a música “Felling Good”.

Para a diretora de produção Marcella Gutmann, “depois do grande sucesso do filme esta é uma oportunidade do público viver na pele, ao vivo, toda a emoção da amizade de Philippe e Driss. Todas as diferenças e prazeres que este encontro possibilita. É uma comédia, com toque dramático porque abordamos assuntos delicados, que vão além da privação física”.

Intocáveis - A comédia é situada em Paris, na casa de Philippe (Marcello Airoldi), um homem bonito, requintado, culto, muito rico, tetraplégico, resultado de uma queda de parapente. O aristocrata mora num bairro elegante com a filha adotada Elisa (Livia La Gatto), cercado de profissionais que atendem suas necessidades físicas, domésticas e administrativas, aos quais trata com afeto e reconhecimento por garantir sua difícil sobrevivência.

Sua vida, porém, não se limita ao cuidado do corpo. Na alma ele continua vivo e ativo: cultua discretamente a memória da esposa morta prematuramente, lê, vai à ópera, visita galerias de arte, corresponde-se e convive com pessoas interessantes. Mas a absoluta segurança, o acesso a tudo o que há de melhor, mergulha sua vida na monotonia. Falta risco, falta voo. Ao selecionar um assistente, misto de fisioterapeuta, motorista, acompanhante, ele descarta os mais qualificados e arrisca contratar o africano Driss (Ailton Graça), que não tem qualificação, vem de um bairro perigoso, de um passado duvidoso, mergulhado na vida com todas as dificuldades, mas repleto de vigor.

Aos poucos a amizade e a confiança crescem entre eles, aproximando estes dois homens de condições sociais, culturais e financeiras tão diversas. Driss acaba sendo os braços e as pernas do outro, tudo aqui que o Philippe não pode fazer. Eles se tornam amigos e cúmplices, e interferem profundamente, um na vida do outro. A narrativa conta ainda com a elegante governanta e fisioterapeuta Yvonne (Eliana Guttman), que cuida da casa de Philippe; a sedutora secretária Magalie (Bruna Miglioranza), que inspira desejo pelo rico aristocrata; o Adamô (Sidney Santiago), irmão de Driss; o advogado Antoine, primo de Philippe e Bastien, namorado de Elisa, ambos personagens são interpretados por Ricardo Ripa. O espetáculo ainda conta com a participação especial de Zezé Motta, como a mãe de Driss.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Difusora e Excelsior

Estava eu "fuçando" no Google sobre rádios e locutores quando encontrei esse blog interessante. Como já estou na faixa etária dos 50, relembro com muita saudade as Rádios Difusora e Excelsior. Aí eu pergunto: por onde andam as vozes, que me faziam suspirar, de Antonio Celso e Dárcio Arruda? Li semanas atrás sobre o saudoso Henrique Régis, outra voz maravilhosa!Portanto,se alguém souber sobre o paradeiro deles, me contem. A última vez que ouvi falar do Antonio Celso é que ele estava na Voz da América. Abraços!!! Vânia Amélia Dellapasi vdellapasi@yahoo.com.br ----------------------------- Cara Vânia, Dárcio Arruda é diretor de jornalismo e comanda um talk show diário na Rede TV Mais de Santo André. Não sei por onde andam os demais. Se alguém souber, mande um sinal de fumaça para cá. Um abraço, Vânia e continue na nossa sintonia.

Os Melôs da Rádio Mundial

Extraído da extinta comunidade do Big Boy no Orkut. Leia e comente: Já que o assunto é também a Rádio Mundial, que tal relembrarmos as "melôs" que esta rádio inventava (por que não dizer inovava)? Melô DO POPEYE - Frank Smith - Double Dutch Bus Melô DA PORRADA - Bachman Turner Overdrive - Hold Back The Water Melô DO BÊBADO - Bob James - Sign Of The Times Melô DA XOXOTA - Crown Heights Affair - Sure Shot Melô DA MAÇÃ - The Trammps - Zing Went The Strings Of My Heart Melô DO BANJO - Al Downing - I'll Be Holding On Melô DO PULADINHO - George McCrae - Rock Your Baby Melô DA ASA - Randy Brown - I'd Rather Hurt Myself Melô DO BOMBEIRO - Jim Diamond - I Should Have Known Better Melô DAS MENINAS - Debbie Jacobs - Hot Hot Melô DA MARCHA À RE - Gap Band - Oops Upside Your Head Melô DO TARZAN - Baltimora - Tarzan Boy Melô DA CONCEIÇÃO - Love De Luxe - Here Comes That Sound Melô DO BROWN - Tom Tom Club - Genius of Love Melô DA BANDINHA - Jimmy Ross - First True Love Af...

Vamos resgatar a Rádio Cultura da Belo Horizonte

Amigos da Rádio Base É uma vergonha o que está acontecendo com uma das emissoras mais tradicionais de Belo Horizonte. Desde que a Igreja Católica adquiriu a Rdio Cultura AM 830 KHz, a mesma esta passando por um verdadeiro sucateamento, com uma aparelhagem super ultrapassada, transmissores de péssima qualidade, fazendo com que a emissora fique mais fora do ar do que tudo. Numa época em que um canal de rádio custa muito caro a Igreja Católica deveria vendê-la e aplicar o seu dinheiro em finalidades sociais que a mesma tanto prega. A Cultura AM, que já foi a emissora dos jovens nos anos 70 e início dos 80, está sumindo do ar a passos largos. Por favor, salvem a Cultura AM. É um apelo da sociedade!!!! Elias Torrent Belo Horizonte - MG