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Cid Barboza e suas "pequenas" compras

Lançamento do livro REVOADA, a poesia cáustica do jornalista Cid Barboza.
Dia 21 de novembro de 2006, às 19h
no Bar Chopp & Cia, Rua Guatapará, 191 – Estação Conceição do Metrô – ao lado do Centro Empresarial do Aço.

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Nada é mais cruel do que trabalhar numa redação de rádio de madrugada. Nada é mais divertido do que trabalhar de madrugada na redação da Rádio CBN ao lado de Cid Barboza e Haisen Abaki. O volume de trabalho é certo, mas a s risadas também são garantidas. Principalmente se você estiver trabalhando também ao lado de figurinhas improváveis como Cláudio Lovatti, Wilson França, Jair Marcos, Israel de Freitas, Paulo Rodolfo Lima, Jonas Rosa, Favotto Júnior, Paulo Roberto Martinelli e, o inesquecível Nilton "Leão da Montanha" José.

Principalmente quando num belo sábado, Cid Barboza, Jair Marcos "Cover", Willian José Sartori e eu fomos escalados para uma bela noite de plantão. Findo o Jornal da CBN de saábado e o serviço na redação, rumamos os três - o Sartori havia largado o serviço algumas horas antes - em direção ao Metrô. Eis que no meio do caminho, nosso dramaturgo, poeta, escritor, repórter e professor de jornalismo resolve passar em um supermercado ali mesmo na rua das Palmeiras para comprar umas "coisinhas para casa". Solidários, Jair e eu resolvemos esperar. Cinco minutos e nada de Cidão. Dez minutos, quinze minutos, trinta minutos. Quando já estávamos ligando para a rádio a fim de dar uma nota de desaparecimento do nosso excelso colega, eis que ele surge cheio de sacolas penduradas pelas mãos: "Ô, rapaziada, me dá uma força para eu levar estas coisas até o Metrô", solicitou inconteste.

Confesso que devem ter sido as sacolas de compras mais pesadas que carreguei. Pelo menos num sábado, 10 horas da manhã, sol quase a pino em plena Rua das Palmeiras e morrendo de sono. "Poxa, Cid, ainda bem que só comprou umas "coisinhas". Já pensou se fosse a despesa do mês? A gente iria ter que pedir para algum amigo do Calé descolar um caminhão, hehehehe", observei cinicamente. "É, acho que a patroa vai chiar porque não deu pra trazer aqueles sacos de 5 Kg de arroz que estavam em promoção nesta loja aqui", lamentou ele.

Após conseguirmos ultrapassarmos as barreiras do metrõ, finalmente conseguimos entrar num vagão rumo ao Jabaquara e sentar com aquelas "comprinhas". Curiosa, uma velhinha sentada ao meu lado me questiona: "Nossa moço, a essa hora já fizeram despesa?". "Não minha senhora", respondi, " a gente só está ajudando o nosso colega repórter aqui a carregar umas comprinhas que ele fez, quando a gente saiu do serviço agora de manhã. "Vocês trabalham na Globo?". "É sim, como a senhora sabe? Dá para perceber?". Antes que ela pudesse responder, um garoto de 10 anos sentado ao seu lado, provavelmente seu neto, disparou: "É, vó, bem que mãe vivem falando que esses povo de televisão ganha dinheiro pra chuchu". Achei muita graça naquele raciocínio do garoto e fiquei imaginando: se o Cid que era um humilde repórter da Rádio Globo fez umas "comprinhas" daquele tamainho, imagina o tamanho da despesa na casa do doutor Roberto Marinho, nosso finado ex-patrão, hein???

Comentários

Pô, Marcão, por que você não deu autógrafo pro moleque e disse: "Eu sou o Cid Moreira. Boa noite!"?
Para isso, meu caro, meu ego teria de ser bem grande. O problema é que ele é do tamanho de uma caixa de fósforos.
Anônimo disse…
Às vezes tenho a leve impressão de que Rodney Brocanelli tem uma profunda inveja da dupla de editores deste blog. Por que destas ironias tão sem propósito? Pensei que lhe bastasse ser colaborador de uma importante revista da Editora Abril. Será que os leitores leram a Bizz de cabo a rabo, mas nem deram importância à nota que ele escreveu? De qualquer maneira, muitos saberão da Venenosa FM pela Rádio Base, diretamente ou indiretamente,inclusive eu.
O João Pereira Filho parece que não sabe discernir uma zoação entre camaradas. Mas tudo bem, trata-se de um risco da comunicação escrita. O Marcão que é uma pessoa inteligente certamente pegou o espírito da coisa.

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