Mostrando postagens com marcador Kid Vinil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kid Vinil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Conheça o acervo exclusivo de Punk Rock do colecionador Leonardo Gibo na Estação Rock Base


Nessa décima quinta edição nós entrevistamos o colecionador e pesquisador musical Leonardo Gibo, que morou no Japão de 1995 a 2017 e que, entre outras funções, atuou como "consultor" de repertório para radialistas renomados como o brasileiro Kid Vinil (89 FM, Brasil 2000, etc.) e o inglês John Peel (BBC Radio 1).



Estação Rock Base nº15
Disorder - Reality Crisis (3:10)
Disorder - 1984 (2:08)
Bad Actors - Are they hostile (2:40)
Bad Actors - Love song (4:36)
Bonnie Parker - Eve Of Destruction (3:21)
Bonnie Parker - It's Ok (2:17)
The Chevrons - Action Man (3:21)
The Chevrons - No More Tears(2:43)
The City Limits - Morse Code Messages (2:37)
The City Limits - If I Had The Time (2:22)
The City Limits - I Just Can't Say Goodbye (3:10)
Crash! - Alright on the night (3:54)
Crash! - Top Billing (3:56)
Energy - Conquer The World (4:45)
Energy - Law Breaker (2:38)
Gobblinz - London (2:26)
Gobblinz - Women in Love (2:29)
Jetz - Catch Me (2:52)
Jetz - If That's What You Really Want (2:47)
Jetz - You Stepped Outa Line (3:04)
Rivals - Here comes the night (2:45)
Rivals - American Faces (2:26)
Rivals - Women of the east (3:13)
Rivals - Mine all mine (2:23)

Produção e apresentação: Denilson Nalin e Marco Ribeiro
Ouça também às quartas e aos sábados, 18h, na JR3D Webradio

sábado, 13 de janeiro de 2018

Arquivo Rádio Base: "Momento raro de aprender - Na freqüência: O Som"


Até pouco tempo atrás, rádio não tinha nem o que discutir. Não era assunto, a não ser que fosse uma enfadada exposição sobre a insuportável programação das FMs - coisa tão redundante e tediosa como as próprias. Entre escolher os listões indistinguíveis de uma estação para outra ou o brega policial/musical das AM, o melhor a fazer era desligar o rádio. E se perguntar: "Why transmission?".

Rádio é um canal imediato, fácil e acessível com música e informação, mas isto não quer dizer que tenha de ser imbecil. Menos absorvente que a televisão, mais barato que formar uma coleção de discos, tanto pode servir de fundo para suas mais banais atividades cotidianas como proporcionar um momento especial de atenção e envolvimento. Claro que isto depende da programação que a rádio oferece.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Meu grande (e único) encontro com Kid Vinil


Por MARCO ANTONIO RIBEIRO*

Uma vez entrevistei o grande Kid Vinil para um trabalho "extra curricular" da faculdade. Fomos e o meu amigo Nelsinho Witchkovski que hoje trabalha como fotógrafo no Rio Grande do Sul. Ele havia feito o colégio técnico comigo, mas no curso de jornalismo da Metodista entrara um ano depois de mim.
                   
Era um belo sábado de sol que, com o passar das horas, foi ficando nublado. Saí de casa umas 10 da manhã e me encontrei com ele no Largo de São João Batista, no centro do Rudge Ramos, perto da faculdade. Pegamos o ônibus, fomos até o metrô Saúde, e descemos na estação Ana Rosa para pegar um terceiro busão até a Lapa, que passava na porta da Rádio Brasil 2000, na Vila Madalena, em frente ao "Escadão", que o pessoal do "Garagem", vivia mencionando em seu programa.

Chegamos por volta do meio dia na rádio. Uma "japinha" estagiária meio esquisita, metida a "descolada" nos atendeu meio com desdém. Nos olhou de cima abaixo e perguntou de onde éramos,a qual dissemos: "Metodista de São Bernardo". A estagiária voltou a perguntar: "vocês estudam engenharia?". Eu disse: "Não, moça, é jornalismo mesmo". A nipodescendente dever ter pensado que estudávamos engenharia industrial, de telecomunicações ou algo assim na FEI por causa das montadoras que tinha na região, vai saber....                    

E não era nada disso. Fomos ali porque estávamos fazendo um programa de rádio contando a história das FMs, para ver se conseguíamos algum horário em alguma rádio. Logo, queríamos alguém que nos contasse a história da Nova Excelsior FM, criada por Maurício Kubrusly. Iríamos entrevistar o próprio mas naquele tempo ele já era repórter do Fantástico e vivia mais no Rio de Janeiro do que aqui.

Em nossa "reunião de produção" - feita sempre no corredor do nosso andar na facu, no edifício Delta, sempre na hora do intervalo - alguém lembrou que o Kid Vinil chegara antes na Excelsior que o próprio Kubrusly e ele certamente tinha muito mais história para contar. Naquela época, Kid apresentava um programa chamado "Estúdio Tan", só com CD's importados, patrocinado pela loja de mesmo nome. O programa ia sempre ao ar aos sábados, das 14h às 17h, na Brasil 2000 FM - que pouca gente no ABC e na Baixada Santista conhecia porque a antena era pequena, a potência muito baixa e som chegava com pouca força onde a gente morava.

Como ninguém nem sabia o telefone da rádio para pelo menos marcar uma entrevista com o "Herói do Brasil", resolvemos ir com a cara e a coragem mesmo. Pegamos o meu guia Mapograf, anotamos o endereço e fomos seguindo as indicações do guia.

E lá estávamos nós sentados na recepção, esperando dom Kid, com rádio gravador tipo "Soundblaster" gigante e dois microfones de três-em-um, que pareciam ter sido roubados de um gravador de rolo portátil dos anos 60.

Às duas em ponto, nosso entrevistado chegou, subiu rapidamente a escadaria dando apenas um "olá" genérico a quem já estava ali. Atrás dele vinha Vicente Menta, seu amigo e patrocinador, dono do "Estúdio Tan". Depois de meia hora a "nipoestagiária" disse que iria embora, mas falou falou para ficarmos porque "mais tarde alguém desceria para falar conosco".

Nesta hora me lembrei que os nossos professores costumavam dizer que muitas vezes o repórter "tomava muito chá de cadeira" quando ia entrevistar certas personalidades, ao que o gaiato do meu companheiro de aventuras disse: "Se eu soubesse que iria demorar tanto, tinha trazido um pacote de bolachas para comer aqui. Minha mãe comprou umas importadas que ela disse que são ótimas para tomar com chá." Já estava pronto para ralhar com o Nelsinho até que avistei uma mesinha com duas garrafas térmicas - uma com café e outra com chá - que ele tinha visto e eu, não. Resolvi deixar o esporro para lá, afinal mais cedo ou mais tarde teríamos de entrevistá-lo.

Não demorou muito. Talvez, uns 40 minutos desde a hora em que Kid Vinil chegara à Brasil 2000. Estava eu pensando como faria para editar o monte de material que já tínhamos com Menta nos pediu para ir ao estúdio no andar de cima.

Subimos, entramos no estúdio e ele estava falando ao microfone e operando a mesa, como um autêntico DJ. "Do jeito que a coisa vai, logo logo vou ter de mudar meu nome para 'Kid CD'", filosofou ele, para delírio da audiência. Ele colocou algumas músicas para rodar, desligou o microfone e nos atendeu. Simpático, ele pediu nos desculpa por ter entrado daquela forma pois estava atrasado. Perguntou se podería nos ajudar e falamos que gostaríamos de entrevistá-lo sobre a Nova Excelsior FM. Ele ficou contente porque era a primeira vez que alguém pedia para contar sobre a sua passagem no Sistema Globo de Rádio, em muitos anos. Sempre queriam conversar com ele sobre o Magazine, o Verminose, os Heróis do Brasil, o início do movimento Punk no Brasil, as últimas do rock internacional eaté sobre o tempo em que ele era funcionário da gravadora Continental. Mas sobre sua carreira na Rádio Excelsior há muito já não lhe questionavam nada.

Depois de fazer uma conta mais ou menos rápida, Kid Vinil elaborou um bloco de meia hora - creio que com músicas de algum astro do rock setentista (Neil Young, talvez, não me lembro), para que ele pudesse descer e nos conceder o tão precioso depoimento.

Em meia hora, esgotamos o assunto. Falamos do seu início em um horário perdido na já decadente "Excelsior AM, a Máquina do Som" no fim dos anos 70, da inauguração da Excelsior FM e sua prematura programação de pop rock, até chegar a "alternativa" Nova Excelsior, capitaneada por Kubrusly e tendo o "Rock Sanduíche" - programa que ele comandava ao lado do jornalista musical Leopoldo Rey - uma das principais atrações.

Tal como está acontecendo atualmente no mesmo Sistema Globo de Rádio, tudo acabou de repente porque os diretores de então resolveram jogar no lixo um projeto que começava a dar não só um bom resultado comercial como também em termos de audiência e prestígio para se correr atrás de um modelo que nem eles ao menos sabiam se era robusto ou não. Final feliz para nosso herói brasileiro, que anos depois foi para a Rede Antena 1, com muito sucesso e dali participou da equipe de fundou a 89 FM, a rádio do rock, que também era onde estava trabalhando antes de ficar doente e morrer.

Ao fim da conversa, ele ficou curioso em saber quem era que nos ensinava rádio na Metodista. Kid Vinil ficou feliz ao saber que André Barbosa Filho, seu velho companheiro de rádio, era um dos nossos docentes. Achou interessante nossa iniciativa de gravarmos um piloto de um programa de rádio - mesmo sem ter um estúdio de gravação apropriado - para conseguir um horário uma rádio qualquer. No alto de sua generosidade, recomendou-nos que, assim que tivesse pronto procurasse o Roberto Muller Maia, diretor da Brasil 2000, o que acabamos fazendo muito tempo depois.

Missão cumprida, recolhemos nosso "equipamento" e voltamos alegres para o ABC paulista com um depoimento inédito que esclareceu pontos obscuros sobre o desaparecimento da lendária emissora de rádio. Pena que dos 20 e tantos minutos, apenas 90 segundos puderam entrar na edição final do programa. Não tem jeito, edição é assim mesmo.

O nosso pequeno "documentário" acabou sendo veiculado seis meses depois na Rádio USP, dentro do programa "Radioatividade", da radialista Magaly Prado. Eu e o Almirante Nelson levamos cada qual o seu gravador pra facu, ocupamos uma sala vazia e matamos a última aula para poder gravar com cópia a raridade. Em meio a um programa dedicado a fazer um perfil das FMs paulistanas de então, trechos do nosso programa foram indo ao ar. Mas a produção e a exibição deste e outros trabalhos que fizemos nos tempos de academia prometo contar em outra oportunidade.

Por ora que só quero deixar aqui a minha singela porém sincera homenagem a este grande artista, muito embora o considerasse  muito mais profissional de comunicação e do jornalismo cultural do que propriamente músico, mas isso vai da visão de cada um. O importante é que seu exemplo de amor ao ofício e "bom caratismo" não seja esquecido por aqueles que viveram o seu tempo e que ele seja ensinado a futuras gerações de radialistas e de músicos.

(*) - Jornalista e radialista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, em 1992. Trabalhou nas mais diversas funções em vários veículos de comunicação como as rádios CBN, USP, Globo, Metropolitana, nos jornais Notícias Populares, Opção, Diário Comércio e Indústria, Shopping News, nos canais NET Cidade, UP TV, e nos sites Rádio Agência, Rota 77, Editora Cinzel, entre outros.
Crítico de rádio e TV e membro da Associação Paulista dos Críticos de Arte desde 2003.
É editor do portal noticiasdasuacidade.com e deste blog Rádio Base, desde 2001.

Twitter:@marcosradiobase
Facebook: https://www.facebook.com/radiobase 
Email: radiobase@folha.com.br 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Cantor e radialista Kid Vinil passa mal e é internado após show no interior de Minas


O cantor e radialistaKid Vinil passou mal e foi internado na madrugada deste domingo (16) depois de um show em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com o produtor do artista, Márcio de Souza, ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital e Maternidade São José.

Kid Vinil participava de um projeto com outros cantores dos anos 1980, como Kiko Zambianchi e Ritchie, neste sábado em um clube de Conselheiro Lafaiete. O produtor do artista informou que ele foi o primeiro a se apresentar e, depois de sair do palco, começou a passar mal e foi atendido por uma enfermeira no clube.

O representante do cantor afirmou que ele continua hospitalizado na tarde deste domingo e que o estado de saúde dele é estável. Segundo Souza, o artista aguarda o resultado de alguns exames. Kid Vinil tem 62 anos e é diabético, conforme informou o produtor.

Nome artístico de Antônio Carlos Senefonte, Kid Vinil destacou-se no cenário musical do rock brasileiro dos anos 1980, com o grupo Magazine. Cantor, radialista, compositor e jornalista, foi vocalista do Verminose, Magazine, Kid Vinil e os Heróis do Brasil, Kid Vinil Xperience.

Fonte: G1


segunda-feira, 7 de março de 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Programa Kid Vinil, da 89 FM, mostra o novo disco dos Subviventes


O programa "Kid Vinil" desta quinta feira, na 89 FM, mostra os novos trabalhos de Loretta Linn e Wanda Jackson, ambas produzidas por Jack White, a banda Banditos, do Alabama, o punk rock feminino das donas e o som nacional dos Subviventes, que lançam o novo disco.







Kid Vinil e Magazine são o destaque do Metrópolis desta quinta

Sucesso na década de 80, a banda está de volta à ativa com sua formação original e fala sobre show que realiza na capital paulista neste final de semana. O programa vai ao ar às 23h, na TV Cultura (Foto: Divulgação)

Uma das mais importantes bandas do rock brasileiro da década de 1980, o Magazine, liderado por Kid Vinil, está de volta à ativa. No "Metrópolis" desta quinta-feira (4/2), os integrantes da formação original dão detalhes do retorno à cena musical e falam do show que realizam domingo (7/2), em São Paulo. Apresentado por Cunha Jr., o programa vai ao ar às 23h, na TV Cultura. 



domingo, 19 de julho de 2015

Kid Vinil volta ao rádio e estreia programa na 89 FM

O músico e jornalista Kid Vinil, que vai voltar a apresentar o seu programa na 89 FM, a partir do dia 23 de julho (Foto: Divulgação)

O segundo semestre deste conturbado ano de 2015 começa com uma excelente notícia: depois de quase uma década longe se apresentando apenas na webradio Brasil 2000, Kid Vinil volta ao rádio convencional e estreia novo programa na 89 FM. Para ouvir, acesse - www.radiorock.com.br


Clique na figura abaixo e ouça no seu dispositivo android:

terça-feira, 14 de maio de 2013

Banda Lakkos se apresenta ao vivo na Rádio Brasil 2000



Não, amigo leitor, você não leu erradamente nem trata-se de notícia velha. A banda de rock Lakkos se apresenta hoje, ao vivo, na webradio Brasil 2000, a partir das 22h. O programa será apresentado por Osmar Santos Júnior, ele mesmo, que durante muitos anos atuou nos 107,3 MHz do dial paulistano, antes da emissora "ceder" seu lugar para a Eldorado FM.

Muita gente não sabe mas a Brasil 2000 continua em atividade, viva e forte, só que apenas pelas ondas da internet. O veterano Kid Vinil está lá com seu programa semanal, às segundas, 22h.

Para quem não puder acompanhar os programas semanais e especiais, o site coloca à disposição uma página com os podcasts de todas edições que foram ao ar.

Sintonize no seu computador: www.brasil2000.com.br



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Teatro do Sesi Santo André apresenta Kid Vinil


Sucesso nos anos 80, Kid Vinil será a próxima atração da programação do projeto SESI Música 2011 – Popular, no Teatro do SESI Santo André. A apresentação, gratuita, será realizada no sábado, dia 26, às 20h. Neste espetáculo, o músico apresentará ao público músicas que fizeram parte de sua carreira, canções do Magazine, dos Heróis do Brasil e Verminose, além de trabalhar com um novo repertório.

O show "Kid Vinil Xperience" faz parte da série Pop Rock, que trará bandas com destaque no cenário nacional e que revelam seus trabalhos combinando linguagens derivadas do rock'n'roll e da pop music.

Histórico do músico - Cantor, radialista, compositor e jornalista que se tornou ícone nos anos 80 como vocalista do grupo Magazine, com as canções "Tic Tic Nervoso", "Comeu" e Sou Boy". Na televisão, passou pelas TVs Bandeirantes, Cultura e MTV. Nesta última, apresentou o programa "Lado B" (1999-2001), cujas principais atrações eram bandas ainda desconhecidas do público e clipes exclusivos. Há dois anos, ele lançou o livro Almanaque do Rock, no qual faz uma análise retrospectiva do rock e das suas mais conhecidas tendências e estilos. Lançou, recentemente, o disco de covers "Time Was", que conta com pérolas dos anos 60, 70, 80 e 90 do cenário musical nacional e internacional.

Repertório
1.Surf Me To The Moons Of Saturn
2.Quasimoto
3.Freakin' Out Surfin' In
4.Overdrive Over Time
5.Wavelength
6.View From The Plateau
7.Falling Into The Heart Of The Sun
8.Trying To Get Back Home
9.Questionable Navigation
10.Underwater
11.Gypsy Surfer
12.Levitation
13.Flowing Through The Purple Sea
14.Roswell
15.Martins A Go-Go

SERVIÇO
SESI Música 2011 – Popular
Espetáculo: Kid Vinil
Local: Teatro do SESI Santo André – Pça Dr Armando de Arruda Pereira, 100, Santa Terezinha - Santo André (ao lado da estação de trem de Prefeito Saladino da CPTM)
Data e horário: dia 26 de Novembro (sábado), às 20h.
Capacidade: 244 lugares
Informações: (11) 4996-8633
Recomendação etária: livre
Duração: 60 minutos
Entrada: Franca



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pastor "invade" o programa de Kid Vinil

Em 1997, Kid Vinil fez parte da equipe da então recém-criada Mix FM. Além de comandar o horário diário das 21h as 24h, ele tinha um programa chamado Mixer, que ia até a 01h. Num belo dia, algo estranho aconteceu bem no momento em que Kid estava encerrando o programa. O aúdio de uma pregação religiosa passou a vazar no sinal na emissora. Ele não acreditou no que estava acontecendo. Acompanhe sua reação no player abaixo.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dos arquivos sonoros: Kid Vinil em entrevista à Rádio Onze - 1995


O ano era 1995. O mês era outubro. O dia da semana era um sábado. A rádio era uma certa Rádio Onze, sobre a qual já escrevi aqui. Kid Vinil foi nos visitar para divulgar o CD de sua banda Verminose, cujo título era Xu-Pa-Ki. Um dos músicos da banda, Lu Stopa (que também integrou o Magazine), estava junto. Era uma ótima oportunidade para entrevistar um camarada que sabe tudo sobre música. Vários integrantes da rádio, além de zineiros, radialistas e outros músicos participaram do que acabou se transformando numa sabatina em que assuntos como o rádio e a própria música foram abordados.

Vale a pena divulgar alguns de seus trechos. Nesta primeira parte, Kid fala sobre rádio. O ponto de partida foi a transição da 97 FM do rock para a dance music. Será que ele foi feliz nos seus palpites? Outro dado interessante daquela época é que a Transamérica estava com uma programação voltada ao rock. Ouça no player abaixo as opiniões de Kid.



Em 1995, estava no auge a rivalidade entre duas bandas britânicas: Suede e Blur. Na época, essa "briga" foi até tema de reportagem do Jornal da Globo. Quem estava correndo por fora e crescendo bastante era uma banda que prometia muito: Oasis. Courtney Love estava muito em evidência, afinal, Kurt Cobain, seu marido, havia se matado no ano anterior. Além disso, ela tinha lançado o álbum de sua banda, o Hole. Kid falou sobre tudo isso. Clique no player abaixo.



E vejam só quem estava nessa entrevista: Marcelo Abud, conhecido por seu trabalho no blog Peças Raras. Ele fez uma brincadeira com Kid a respeito do título do CD e de sua capa (veja aqui)




Por fim, convidado por mim, Kid falou um pouco sobre o panorama do jornalismo musical na época. A Bizz estava sofrendo o processo de transição que a transformou na Showbizz. Ele até falou sobre uma resenha da revista para um de seus trabalhos anteriores. O crítico responsável pegou pesado. Kid ainda fala rapidamente sobre a banda inglesa Drugstore, que tem como figura prinicpal a brasileira Isabel Monteiro.




Os aúdios em questão vão ter uma certa variação de qualidade. A íntegra da entrevista está armazenada numa fita cassete, sujeita as ações do tempo. Queria também registrar os outros entrevistadores cujas vozes estão nos trechos selecionados: Geraldinho, baixista da banda RDH e que tinha um programa dedicado ao punk chamado Contraculutra. E Emerson Luis, que foi um dos responsáveis pelo projeto da Rádio Onze, foi o âncora da sabtina.

domingo, 8 de novembro de 2009

Para não dizer que não falei das (rádios) adultas

Ainda em cima da entrevista do Kid Vinil, para o site 4 Paredes da Revista Época, tirei mais este trecho, sobre o que ele anda ouvindo no rádio:

"Rádio: 'Meu irmão só ouve a CBN no carro e como quase não dirijo sou obrigado a ouvir com ele, mas às vezes ele muda pra Mitsubishi FM que acho legal, às vezes eles arriscam em alguma coisa inusitada e fica bom. Às vezes mudamos pra Eldorado, mas sinceramente eu acho a programação deles um porre, nada de novo e ele vão naquela linha 'o melhor do mesmo', mas é o lance deles de 'rádio adulta' e isso funciona, parece que as pessoas querem sempre ouvir a mesma música, não dá pra arriscar. Que pena”.


Isso que ele falou é preocupante. Fazem rádio adultas a torto e a direito pelo país afora, como se isso fora sinônimo de se tocar apenas "flash back", como se o pessoal com mais de 30 anos só ouvisse música velha. Se ao menos tocassem tudo o que foi produzido de melhor em décadas passadas, ainda dava pra engolir. Mas é aquela mesma seleção "Rest Sellers" de sempre, como diria Luis Antonio Mello, criador da lendária Fluminense FM e Globo FM.

Sempre fui contra essa porcaria de segmentação de rádio aqui no Brasil porque eles nivelam por baixo. Se preocupam com o "target" da audiência, mas não "segmentam" pela qualidade do produto a ser veiculado. Escolhem uma faixa de público - mulheres de 15 a 40 anos, classe C, moradora da periferia, por exemplo, e determinam que elas gostam de pagode mauricinho, arhgxé e breganejo. Pronto. Se massifica a programação em cima daquilo que se tem de pior e dá audiência instantânea. E como ficam as moças de 15 a 40 anos que realmente gostam de uma música melhor? Será qua é a maioria consegue ser tão tapada assim e precisa ser tratada como débil mental musical?

E as rádios para os "jovens"? Descobriram há tempos que eles - os "jovens" - gostam de música pop. Até aí, tudo bem. Em vez de fuçar na internet e ver o que a molecada está ouvindo, baixando e curtindo, insistem em continuar ditando o "sucesso" das paradas americanas, como se ainda não existisse a internet e a sua interatividade.
É Como se não existissem dezenas de sites colocando no ar 50 bandas novas - e boas - todos os dias. É como se Beyoncé, Lady Gaga e Mariah Carey fossem a Aretha Franklin, a Diana Ross e a Supremes do novo milênio. E como se o Strike, Fresno e NX Zero fossem bandas de rock de verdade, e não "Emo Boy Bands" tupiniquins travestidos de roqueiros de "atitude".

Ainda está fresca em minha memória, certa vez que fui à MTV assistir a uma gravação do "Gordo Freak Show". Era uma gincana maluca, com vários quadros, coisas bizarras e vários prêmios para a platéia. Fui como convidado do pessoal da banda de hardcore "Ação Direta". A cada entrada e saída do bloco, eles tocavam trechos de músicas de seu repertório. Só porrada na orelha. Era hardcore mesmo, não essa coisinha emo, sentimental, barulhenta e brega, que algumas bandinhas "Boy Bands" chamam de "hardcore".

A certa altura, João Gordo, o apresentador, que havia convidado pessoalmente a banda, deu um esporro no diretor fora da gravação: "Tá vendo, diretor, tem que chamar banda de rock mesmo, fodona, de atitude, que nem a galera do 'Ação Direta'. aqui ó. Banda de responsa, 20 anos de estrada. Mas quandoa gente vai pra reunião de produção, você e o pessoalzinho quer chamar bandinha chabi tipo'Ludov, nhem-nhém-nhem'". No que pese o fato do Gordo curtir todas as vertentes mais vioentas do Hardcore e Heavy Metal ultrapesado, a MTV, a única rede musica de TV mais ou mneos séria do Brasil, adora enfiar bandinhas "água com açúcar", "popezinha" em tudo que é buraco da programação. Mas pelo menos de vez em quando dá para ver e ouvir rock de verdade naquele canal.

E as rádios FMs na mesma "linha da MTV"? Nem ao menos abrem espaço para algo mais "alternativo". Preferem abrir as pernas para a barangagem musical. Em algumas rádios "adultas", de quando em vez, inventam de rolar alguma pérola daquele desarranjo intestinal chamado "Tribalistas", formado pela competente Marisa Monte, em companhia do "genial" Carlinhos Brown e o "inovador" Arnaldo Antunes. Isso quando não enfiam o "original e inspirado" Jorge Vercilo goela abaixo. Como diria o gentleman Clodovil: "Será que eu chego"?

Entenda por que o rádio "jovem" anda esclerosado

Quem vai explicar o que acontece com as ditas emissoras "jovens", como Jovem Pan, Transamérica, Mix, Metropolitana, 89 e afins, é Kid Vinil, que dispensa apresentações, em entrevista a Rodney Brocanelli, do site 4 Paredes (veja o link no post anterior). Acompanhe e pense.

Sobre o panorama atual das rádios musicais, Kid acha que não existe mais a velocidade de outrora: “Lembro que nos anos 70 e 80 era dificil de conseguir os discos, mas os caras viajavam e traziam as novidades semanalmente pra tocar no rádio. Onde foi parar essa velocidade de informação? Hoje com Internet e tudo mais as pessoas voltaram no tempo. Parece que estamos na decada de 50, quando nada chegava por aqui. Numa época em que tudo anda mais rápido, o rádio musicalmente falando deveria ter essa velocidade, mas o que nós ouvimos nas rádios é ‘o melhor do mesmo’”.

Esse diagnóstico que Kid faz do rádio é um dos motivos que impedem sua volta ao veículo. “Na época em que comecei, os caras que as dirigiam as rádios eram mais visionários e ligados em música. O Maurício Kubrusly, meu diretor na Excelsior, foi um dos mais criativos radialistas que eu já conheci, assim como o Antonio Celso que me mostrou pela primeira vez Ziggy Stardust, do Bowie, e Electric Warrior, do T Rex, em 1972. Essas pessoas enxergavam lá na frente e ousavam. Isso que falta no rádio de hoje: ousadia”, explica.

Ainda sobre o assunto, Kid conta um episódio o deixou bastante desanimado com relação a continuar buscando espaço no dial: “Uma rádio que não vou citar o nome queria se instalar em SP e previamente reuniu uma série de pessoas dos meios de comunicação para darem suas opiniões sobre o que seria uma rádio ideal para São Paulo. Eu dei minhas opiniões sobre o que eu achava sobre o assunto estava crente que descolaria um espaço na tal rádio. Algum tempo depois a rádio entrou em SP, com uma programação esquisita, às vezes moderna, às vezes comercial demais. Saquei que não havia espaço pro meu trabalho nessa rádio, pois no final das contas descobri ainda que algumas daquelas pessoas que me chamaram para ouvir minha opinião me odiavam gratuitamente. Fiquei muito decepcionado e desisti de procurar por rádios, pois sinto que faltam os Antonio Celsos, os Marco Antonio Galvão e os Kubruslys, os Maias, os Magliocas e até os Lélios (citei nomes de alguns coordenadores de rádio) que me ouviram e acreditaram em mim no passado”.



-------------------

É o que a gente vem falando aqui há séculos, só que o Kid foi mais suscinto! Enquanto isso, na "concorência", continua o oba-oba, dos "baba-ovos" de sempre. Ê, Brasil!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Kid Vinil é o cara!!!!!!!

Veja só o que Kid Vinil postou recentemente em seu blog


Em apenas quatro meses 2008 revela-se mais um ano de grandes lançamentos, resolvi postar abaixo uma lista das melhores coisas que ouvi até agora.

The Magnetic Fields - Distortion
Radiohead - In Rainbows
Cat Power - Jukebox
British Sea Power - Do You Like Rock Music?
Black Mountain - In The Future
Hot Chip - Made In The dark
The Mars Volta - The Bedlam In Goliath
Lightspeed Champion - Falling Off The Lavender Bridge
Vampire Weekend - Vampire Weekend
These New Puritans - Beat Pyramid
Nick Cave & The Bad Seeds - Dig!!! Lazarus Dig!!!
Get Cape, Wear Cape, Fly - Searching For The How And The Whys
Neon Neon - Stainless Style
The Mae Shi - Hillyh
Laura Marling - Alas I Can Not Swim
Los Campesinos!" - Hold On Now, Youngster
I Was A Cub Scout - I Want To Know That There Is Always Hope
Hercules And Love Affair - Hercules And Love Affair
Elbow - The Seldom Seen Kid
MGMT - Oracular Spectacular
The Gutter Twins - Saturnalia
Stephen Malkmus & The Jicks - Real Emotional Trash
Billy Bragg - Mr Love & Justice
R.E.M. - Accelerate
Foals - Antidote
We Are Scientists - Brain Thrust Mastery
The Young Knives - Super Abundance
Be Your Own Pet - Get Awkward
Adam Green - Sixes & Sevens
Mystery Jets - Twenty One
The Teenagers - Reality Check
Does It Offend You, Yeah? - You Have No Idea What You're Getting Yourself Into
Muse - HAARP
Supergrass - Diamond Hoo Ha
Portishead - Third
Blood Red Shoes - Box Of Secrets
Forward Russia! - Life Processes
The Last Shadow Puppets - The Age Of Understatement
The Courteeners - St Jude
The Breeders - Mountain Battles
Spritualized - Songs In A & E
Martha Wainwright – I Know You’re Married But I've Got Feelings Too
Willard Grant Conspiracy - Pilgrim road
Crystal Castles - Crystal Castles
Pete Molinari - A Vritual Landslide
Brian Jonestown Massacre - My Bloody Underground
Times New Vicking - Rip it Off
The Dirtbombs - We Have You Sorrounded
We Are Physics - ...Are Ok At Music
The Dexateens - Lost And Found
Operator Please - Yes Yes Vindictive
Vincent Vincent & The Villains - Gospel Bombs
Black Francis - Svn Fngrs
Pete & The Pirates - Little Death
The Duke Spirit - Neptune
The Long Blondes - Couples
Clinic - Do IT!
American Music Club - The Golden Age
The Accidental -There Were Wolves
Cazals - What of our Future
Cut Copy - In Ghost Colours
No Age - Nouns
Tapes´n´Tapes - Walk It Off
The Raconteurs - Consolers of the Lonely
Tokyo Police Club - Elephant Shell
Grand Archives - The Grand Archives
Santogold - Santogold
Sons & Daughters - This Gift
Islands - Arm´s Way
Fuck Buttons - Street Horrsing


Relançamentos e coletaneas:

Eels - Meet The Eels/Useless Trinkets
Nick Lowe - Jesus Of Cool
Morrissey - Greatest Hits
Michael Jackson - Thriller
Beck - Odelay: Deluxe Edition
The Lemonheads - It's A Shame About Ray
The Groundhogs - Hogwash
Dennis Wilson - Pacific Ocean Blue - Legacy Edition - (Out June 16th)
Elvis Costello & The Attractions - This Years Model (Deluxe edition)
Free - Fire & Water (Deluxe Edition)
The Beat - You Just Can't Beat It
Love - Forever Changes
Otis Redding - Otis Blue - Collectors edition
Paul Kossoff - Back Street Crawler
Lynyrd Skynyrd - Street Survivors
Squeeze - Argybargy
Whyiskeytown - Strangers Almanac
The Replacements - Let it Be
The Replacements - Hootenanny
The Replacements - Sorry Ma, Forgot to Take Out the Trash
The Replacements - Stink
Mission of Burma - Vs.
Mission of Burma - Signals, Calls and Marches
Mission of Burma - Horrible Truth about Burma
Gram Parsons with The Flying Burrito Brothers - Live at the Avalon Ballroom 1969
The Doors - Live in Pittsburgh - 1970
Rocket From The Crypt - R.I.P.

Como diria o meu amigo Pedrinho Barreto:"Quem conhece, conhece"

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Nova batida

O blog do Kid Vinil está bem servido de raridades.

Entre no site usando esse link que você cairá direto no marcador "programas de rádio". Lá, você pode baixar programas como o New Beat e o Splish Splash, com datas que variam de 1980 a 1987.

Boa viagem.

* Atenção!!!!! Os links daquele blog simplesmente NÃO FUNCIONAM. Você entra na página indicada e não tem nenhum para baixar os arquivos gratuitamente. Eu já reclamei várias vezes com o dono do blog, mas o cara nem deu bola!!!!!!!! Estou puto da vida com isso!!!!(Marco Ribeiro)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Programas antigos de Kid Vinil na web

Kid Vinil atualmente está fora do rádio. No entanto, para a alegria de seus admiradores, ele mantém na web um blog em que continua a desenvolver o mesmo trabalho que fazia à frente dos microfones, grarimpando e divulgando o que há de melhor na música, com ênfase no rock n'roll.

Desde dezembro passado, o Carlos Nishyma, um dos integrantes do blog, vem postando arquivos em aúdio trazendo programas inteiros apresentados por Kid em algumas das emissoras pelas quais ele passou. São documentos históricos tanto para quem curte o rádio e o rock n'roll. Nishyma também é atual guitarrista da banda de Kid.

Vamos listar aqui alguns dos arquivos já disponibilizados:

-Rádio Excelsior, começo de 1980 (certamente um item bem raro)

-Outro programa do começo dos anos 80, desta vez de 1981, provavelmente na Excelsior

-Programa New Beat, atração dominical da Antena 1. Provavelmente, de 1984

-Outro New Beat (Antena 1), agora de 1985

-Programa Splish Splash, da 89 FM, finalzinho de 1987

-Outro Splish Splash, de 1988

-Especial sobre punk no Splish Splash, em 1988.

*
Atenção, pessoal do blog do Kid Vinil: não estou conseguindo baixar nenhum dos arquivos postados ali no servidor do Rapidshare. As opções que existem ali são pagas, e eu não pago nem a pau!!! Coloquem este material num podcast para que possa ser ovuido e baixado por todos, ok?(Marco Ribeiro)