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O dia-a-dia de Salomão Schvartzman


De segunda a sexta-feira, a rotina se repete. Ele se levanta às 4h30 da manhã, e já começa a procurar as novidades nos jornais impressos e na internet. Às 5h, dá início à redação da abertura do programa. São 6h30 quando ele entra em sua padaria favorita, para tomar o café da manhã. E, às 7h, está na Cultura FM, ao lado de toda sua equipe, ajudando a vestir o Diário da Manhã com a seleção musical feita a partir de seu acervo de dois mil CDs.

Aos 72 anos de idade, Salomão Schvartzman exibe, orgulhoso, os números do Ibope: em agosto, foram 19.623 ouvintes por minuto. O programa recebe 70 e-mails por semana, e o apresentador costuma ser abordado em lugares públicos, como concertos, restaurantes e filas de cinema.

"O sucesso me amedronta", afirma, sem ironia. "Porque sou obrigado a fazer, no dia seguinte, um trabalho igual ou melhor àquele que motivou os elogios. É difícil estar à altura do bordão do programa: diariamente necessário. O tempo de uma hora diária na Cultura FM me obriga a ler mais, a pesquisar sempre e a buscar histórias que possam cativar o público ouvinte".

Diário da Manhã chega ao sétimo aniversário em 4 de novembro. O apresentador relembra como se encontrava "sem bússola e sem norte" em 1999, depois do fim da casa que o acolhera durante tanto tempo, a TV Manchete.

"12 dias depois, ofereceram-me a chance de produzir um programa jornalístico para a Cultura FM", relembra. "Tive que me adaptar à linguagem do meio radiofônico, e, no início, sofri críticas. Eu jamais havia usado minha voz abaritonada e metálica".

"De um relance, imaginei o Diário da Manhã como um programa leve e sem pretensões, com as principais manchetes do dia, seguidas de comentários mordazes e com bom humor, com as músicas adequadas para cada tema", conta Salomão, que tem a seu lado, na apresentação do programa, a voz padrão do locutor Alfredo Alves.

A seleção musical do programa já chegou ao disco. O CD Salomão Schvartzman - Diário da Manhã In Concert reproduz o clima da transmissão radiofônica, com obras como Cielito Lindo, na interpretação de André Rieu; Czárdás, executadas pelo virtuose russo do violino Maxim Vengerov; e o tema do filme A Lista de Schindler, por Roby Lakatos.

"Tudo o que vai ao ar é o Salomão quem escolhe", explica a produtora Luciana Monzillo, que tem as estagiárias Carolina Circelli e Elisa Rosar a ajudá-la na tarefa de fazer contato com os personagens que o programa entrevista diariamente. A pauta de entrevistados está longe de se ater apenas a temas como política ou economia, e visa manter o ouvinte informado sobre a gama mais ampla possível de assuntos.

Se o Diário da Manhã é feito ao vivo, o outro programa de Salomão Schvartzman na Cultura FM, Sábado Perfeito, costuma ser gravado nas manhãs de sexta-feira. Para este, cujo conteúdo é musical, sem a intromissão do noticiário, ele lança mão do acervo fonográfico da emissora.

"Eu aproveito muito os temas da semana", diz o apresentador. Assim, por exemplo, um programa de Dia dos Pais fala sobre a atuação decisiva dos progenitores de compositores famosos, como Bach, Beethoven e Schubert. À época da estréia de um filme como Superman, Salomão Schvartzman leva ao ar a refinada seleção musical ouvida pelo vilão da história, Lex Luthor. Ele ainda pode contar a história de grandes violinistas do passado, como Paganini e Jascha Heifetz.

Com a vigência do horário eleitoral gratuito, o programa entra no ar uma hora mais tarde: às 13h. "Mesmo assim, ele continua sendo um excelente aperitivo para o almoço do sábado", brinca o apresentador.


CULTURA FM - 103,3 MHz - São Paulo
Diário da Manhã - Música e informação com Salomão Schvartzman. Seg a sex, às 8h.
Sábado Perfeito - com Salomão Schvartzman. Sáb, às 13h.
http://www.tvcultura.com.br/radiofm/

Fonte: website Cultura FM

Comentários

Unknown disse…
Gostaria de dizer que o Diario da manhão foi um grande presente para min, faz do meu café da manhã um dos melhores momentos do dia.
Sou ouvinte do programa a apenas quatro meses, e hoje o programa acabou. Estou perplexo, não pude acreditar quando o Salomão começou a despedir-se.
Num pais onde a imprensa vem sendo diariamente massacrada por seus governantes, me assusta a idéia de essa decisão claramente politica de acabar com o programa, tenha alguma coisa a ver com as declarações e posiçãoes politicas de Salomão Schvartzman.
RFC disse…
Simplesmente inconcebível que o sr. Markun, guerrilheiro de meia-tigela, se arvore em 'dono' de uma emissora pública. Não faltará espaço em outra emissora para um programa independente como o Diário da Manhã.
Anônimo disse…
Caros, meu nome é Lino de Almeida e gostaria de dizer que, infelizmente, sou o responsável pelos sete anos de Diário da Manhã na Cultura FM. Um dia, em 1999, no Teatro São Pedro, em um concerto da OSESP, o Salomão sentou-se ao meu lado, por acaso. Na época eu trabalhava na rádio e produzia um programa chamado “O Colecionador”. Já havia feito programas com o irmão do Salomão, Natan, um célebre violinista, spalla, inclusive, pessoa de excelente caráter e ótimo músico. Então puxei conversa. Papo vai, papo vem, acabei por convidá-lo a participar de tal programa. Para quê... Na época, o gerente da rádio, pessoa sem nenhum talento artístico e cultural, gostou da idéia e, aproveitando a presença do Salomão na emissora, convidou-o a fazer um piloto de programa jornalístico. Surgia o “Diário da Manhã”, que trouxe à Cultura FM, além de comentários políticos tendenciosos, e muito merchandising, a mais espúria programação musical possível para quem aprecia música clássica.
Lembro-me de ter recebido centenas de reclamações na época. E é com imensa satisfação que vejo o encerramento dessa infeliz história. Vou até poder voltar a programar o meu rádio-relógio nos 103,3 MHz, que ótimo. Viva a velha-nova Cultura FM! Parabéns ao Paulo Markun pela coragem de fazer cumprir os estatutos da Fundação Padre Anchieta.
Anônimo disse…
Esse sr. Lino ai em cima e' o tipico representante da mentalidade que domina o petismo. Os expurgos ja começaram. Tiram o lider de audiencia da radio sob o pretexto de ferir os extatutos! Na verdade nao suportam criticas. Ate ai, nada demais. Calar a boca do cidadao que discorda e' grave e sinaliza o futuro que os aprendizes do chavismo nos impoem.
Anônimo disse…
Estou decepcionado...
Sou ouvinte da rádio Cultura FM há pelo menos 15 anos e com esse conhecimento de ouvinte longevo e apreciador de musica clássica me vejo obrigado a postar um comentário aqui. Primeiramente a minha decepção devido ao Sr. Markun acabar com um programa líder de audiência por motivos gritantemente políticos. Se o merchandising era exagerado e as músicas de gosto duvidoso, o programa era amparado pelos comentários sempre relevantes e inteligentes de Schvartzman. Se conseguia estes recordes de audiência, certamente não era por causa dos anúncios ou das músicas. Parece que o Sr. Markun assumiu para dar sua contribuição ao trabalho de destruição da rádio iniciado por Marcos Mendonça. Em segundo lugar, me vejo decepcionado também por conhecer o que pensa esse tal de Lino de Almeida que ouço há tanto tempo nos créditos dos programas da Cultura FM. Infelizmente ainda existem muitos brasileiros com uma mentalidade medíocre e atrasada, capazes de alinhar-se com petistas e por consequência direta chavistas. Isso tudo para não falar do programa da Gioconda Bordon, que também foi pelos ares... mas isso fica pra depois...
Enquanto isso nos divertimos com a maravilhosa e impecável locução do Fabio Malavoglia apresentando música clássica como música ambiente. Lamentável.
Anônimo disse…
Com o falecimento do Sen. Artur da Távola abriu-se um vácua para o programa "Quem tem Medo da Música Clássica" apresentado semanalmente da TV Senado.

Tomei a liberdade de sugerir seu nome Sr. Salomão Schvartzman
Hélio disse…
sera q salomão poderia fazer uma senhora de 89 anos feliz ? ela gostaria muito de ouvir novamente a cronica 1° de setembro na band news se possivel mandem um email pra mim dizendo o dia grato abraço a todos. ah!!! meu email amarthh@yahoo.com.br

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