Humorista parceiro de Faustão morre no interior de SP

O radialista e humorista Carlos Roberto Escova, que morreu ontem em Ourinhos (SP), segura a capa de seu grande sucesso musical, o LP "Perdidos na Disco", inspirado em quadros de humor que ele fazia ao lado do colega Nelson Tatá Alexandre no programa "Perdidos Na Noite", apresentado por Fausto Silva, nos anos 80. (Foto:Reprodução / Internet)

O radialista e humorista Carlos Roberto Escova morreu no último domingo em Ourinhos, cidade do interior de São Paulo. Segundo o site Tudo Rádio.com Escova era diabético e foi vítima de uma infecção hospitalar. O radialista estava internado na UTI da Santa Casa de Misericórdia em Ourinhos. A idade de Escova não foi informada.


O humorista trabalhou em várias emissoras grandes como Jovem Pan FM, Rádio Gaúcha, Atlântida, Rádio Globo, entre outras. Escova estreou no rádio participando de programas de humor como o  “Show do Rádio”, da Jovem Pan AM 620, na década de 70,  e no "Largo da Matriz, 54", uma releitura da "Radio Camanducaia", levada ao ar pela Rádio Globo de São Paulo, no início dos anos 80. 

Pela mesma emissora participou do programa "Balancê", apresentado inicialmente por Osmar Santos e depois por Fausto Silva. Seus esquetes de humor ao lado do parceiro Nelson Tatá Alexandre - que Escova conheceu no "Show de Rádio"-,  renderam ao "Balancê" um prêmio da APCA na categoria Rádio. Essa premiação os levou juntamente com Faustão para a televisão. E assim a turma do "Balancê" estreou o "Perdidos Na Noite", inicialmente na TV Gazeta, dentro do programa "Goulart de Andrade", em 1984. No ano seguinte, a atração virou um programa "autônomo" e estreou nas noites de sábado da TV Record de São Paulo. 

Em 1986, Escova, Tatá, Faustão e seus companheiros conheceram o estrelato quando o "Perdidos Na Noite" foi para a Rede Bandeirantes de Televisão, atingindo grandes índices de audiência. No auge deste programa de auditório, Tatá e Escova gravaram um LP "Perdidos no Disco" , cuja música de trabalho era "Sai Capeta", inspirada em um de seus quadros de imitações. 

Com o término deste programa e a ida de Faustão para a TV Globo, Escova retornou ao rádio. Mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde integrou o "Programa X" com outros humoristas nos anos 90 e apresentou sozinho o "Perdidos na Atlântida", pela Rádio Atlântida, de Porto Alegre. No começo dos anos 90, Escova retorna a São Paulo e participa do programa "Boi na Linha" - que deu origem ao programa "Pânico no Rádio", ao lado de Emílio Surita, na Jovem Pan FM. Nesta mesma atração, os participantes também realizavam sátiras do programa "Aqui Agora",  programa policial do SBT na época,  que na rádio Jovem Panera chamado de "Caqui Amora". Em 1993, fez pequena participação no humorístico "Escolinha do Professor Raimundo", com Chico Anysio, na Rede Globo.

No ano seguinte foi morar em Miami, nos Estados Unidos e logo retornou ao Brasil indo morar em Ourinhos onde apresentou um programa nas madrugadas na Rádio Clube da cidade. O humorista encerrou sua carreira na FM Melodia, outra emissora da cidade, em que ele fazia participações na programação com quadros de humor. 

Carlos Roberto Escova era conhecido por fazer várias imitações com perfeição, de personalidades da época como os presidentes Jânio Quadros, Sarney, Collor, FHC e Lula, o ex-governador Franco Montoro, os apresentadores de TV Jacinto Figueira Júnior (O Homem do Sapato Branco) e Luiz Lopes Corrêa, o locutor esportivo Galvão Bueno, o ex-pugilista Maguila, o ex-futebolista e treinador Zagallo, entre inúmeros personagens.

Seu sepultamento foi realizado na segunda feira, dia 21 de dezmebro, no Cemitério Municipal de Ourinhos.

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