segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

APCA escolhe os melhores de 2009 na categoria Rádio

Na noite desta segunda-feira, 7 de dezembro de 2009, o júri da APCA, Associação Paulista dos Críticos de Artes, se reuniu em sua sede, no centro de São Paulo, para definir os destaques do ano nas mais diversas categorias. Mas vamos nos ater ao que nos interessa: o Rádio:

Grande Prêmio da Crítica
Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, pelo livro “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”.

Prêmio especial do Júri
"Radar Cultura", Rádio Cultura AM

Melhor programa infantil
"Rádio Pipoca", Rádio USP

Melhor programa de variedades
Rádio Sucupira”, CBN

Internet
"Garagem", ShowLivre.com

Melhor programa de humor
Galera Gol”, Transamérica Pop

Revelação
Devaneio”, Band News FM

Votaram: Cesário Oliveira, Marco Antonio Ribeiro, Marcos Lauro, Sílvio Di Nardo.

De cara, duas observações:

O júri conseguiu não repetir nenhuma emissora entre os ganhadores, o que tornou a premiação mais diversificada em relação aos anos anteriores.

Ao mesmo tempo, o júri não conseguiu destacar nenhum programa musical em 2009. Caso a se pensar, não?

As outras categorias estarão disponíveis no site da APCA em breve. A premiação será no dia 6 de abril de 2010, no SESC Pinheiros.

Muito barulho por nada! O saldo do final do campeonato no rádio

Honestamente, a cobertura prometida pelas emissoras de rádio deixou muito a desejar pelas invencionices típicas dos trópicos. Fez boa transmissão quem não inventou moda. Foi o caso da Jovem Pan. A emissora afinou o tino e transmitiu o jogo que realmente interessava: Flamengo X Grêmio, no Maracanã. E manteve um repórter em cada jogo importante da rodada, além do plantão esportivo que informava outros resultados. Em se tratando desta emissora, foi uma quebra de paradigma já que eles sempre preferem o jogo que está rolando aqui na capital na maioria das vezes. Melhor para seu ouvinte.

As demais preferiram os jogos do São Paulo e do Palmeiras, que não tinham tanto interesse assim, apesar do "bairrismo" enrraigado no meio do jornalismo esportivo.

As decepções maiores foram a Bandeirantes e a CBN. Lambança total! A emissora dos Saad inventou que José Silvério poderia transmitir 4 partidas ao mesmo tempo. Milton Neves, no intervalo, tentou vender a "façanha" como "inédito". Invencionices como essas já foram tentadas pela CBN anos atrás, antes de sacar que tinha de transmitir futebol de modo que o ouvinte entendesse o que se passava.

O próprio Milton, na época da Jovem Pan, tentou transmitir os jogos da copa de 2002 sem locutor, apenas comentando no estúdio, coisa que a CBN também tentara por iniciativa do grande gênio Marco Aurélio. Ao menos serviu para descobrir que a transmissão de uma partida é uma grande reportagem de 90 minutos, como bem nos ensinou Ari Barroso em priscas eras.

A CBN deveria ganhar o prêmio no quesito "gênios da invenção radiofônica". Com duas emissoras à sua disposição, eles transmitiram as partidas dos dois times paulistas. Só que se descuidaram do aúdio, os repórteres não se entendiam quando precisavam passar informações dos seus jogos para as outras emissoras. A coisa ficou pior porque o som da clonada CBN AM estava pior do que nunca. A da FM, normalmente de boa qualidade, caiu demais. Aliás, por que diabos ninguém percebeu que este sistema que querem adotar no país, o tal do IBOC, é uma grande bobagem, não tem qaulidade? Se fosse boa, a Jovem Pan já teria adotado.

O Sistema Globo de Rádio prima tanto em duplicar o som da CBN que, quando tem que separar a transmissão só faz bobagem. Lamentável. No Rio de Janeiro, a Globo transmitiu em cadeia com as duas CBN de lá. Fizeram o certo, pelo menos em comparação com a CBN paulista.

O que mais dói é saber que, no passado, emissoras de grupos diferentes se juntavam e davam um show de transmissão: Record/Gazeta, Tupi/Difusora, Globo/Excelsior, etc. Porém, naquela época havia mais "gente na redação" e o não se "inventava para economizar com recursos humanos". Mesmo não tendo os recursos de hoje, as emissoras davam verdadeiros espetáculos de transmissão. Será que a tecnologia tirou a criatividade, a imaginação e, principalmente, o bom senso de quem trabalha em rádio?

Se isso acontece, não foi o caso da Jovem Pan e das emissoras que só fizeram o óbvio: rádio de verdade. E ás vezes isso parece ser muito difícil.....

E espero que este assunto seja encerrado por aqui, pelo menos nesse blog. A temporada acabou (graças a Deus!!!), os diretores de futebol encheram seus bolsos, os técnicos encheram seus bolsos, os jogadores faturaram um montão e as emissoras de rádio também.

E você, meu caro ouvinte? Os políticos continuam aprontando as suas na calada da noite, o governo diz que a economia está cada vez melhor (só se for pra eles!!), a violência aumenta, a saúde continua bagunçada, o transporte na grande cidade continua o caos. Até coisas boas acontecem. O mundo gira, a Lusitana roda e o rádio tenta espelhar tudo isso no seu dia-a-dia, apesar de gastar horas e horas enchendo linguiça com futebol. Como disse, só ouço noticiário esportivo pela Jovem Pan, que está bom demais. Ouvir as restantes É INÚTIL. O ano que vem tem Copa do Mundo. Este sim, o grande espetáculo do esporte. Então vamos esquecer esse maldito ludopédio ao menos nesse final de ano, certo?

Presidente da Band cobra do governo definição sobre o novo sistema de transmissão digital

Da Redação da Band
brasil@eband.com.br

O presidente do Grupo Bandeirantes, João Carlos Saad, cobrou do governo uma definição sobre o novo sistema de transmissão digital das rádios, durante a abertura do 16° Congresso da Radiodifusão do Estado de São Paulo.

O evento, promovido pela AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo), reúne empresários de comunicação, deputados e entidades do setor para discutir as perspectivas políticas e econômicas do rádio como meio de comunicação e a ilegalidades das rádios no país.

O governador de São Paulo, José Serra, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, também participarão do evento. (Veja o vídeo no link acima)

Galvão Bueno na Rádio Gazeta (SP), em 1975

O camarada Edu Cesar, do excelente site Papo de Bola, tem uma seção chamada Raridade Rara dentro da coluna Papo de Mídia. Nela, ele destaca vídeos e aúdios antigos envolvendo profissionais que atuam na mídia esportiva. Em texto publicado no último domingo, ele listou uma série de itens raros que gostaria de encontrar pela web. É muita coisa, nem dá para reproduzir aqui. Clique neste link para tomar conhecimento de sua lista. O blog Radio Base tem a honra de poder colaborar, ainda que de forma modesta. No player abaixo é possível ouvir o trecho final do Grande Prêmio do Brasil, disputado em 1975. A vitória ficou com José Carlos Pace. Émerson Fittipaldi chegou na segunda colocação. Galvão Bueno atuou como comentarista Ele participa de forma breve em dois trechos do aúdio, no início e no final. Não consegui identificar o narrador, mas o repórter é Rubens Pecce. Acompanhe na sequência.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Quando o Ctrl C e Ctrl V dá muito errado

O aúdio/vídeo postado abaixo serve como alerta para profissionais que trabalham não apenas em rádio, mas em sites e jornais. Uma emissora de rádio do interior de Pernambuco produziu uma peça de humor involuntário quando anunciou a morte do locutor Lombardi. Ao pesquisar sua biografia na Internet (provavelmente no Google), pegaram o primeiro resultado que apareceu. Era um verbete da Desciclopédia, um site de humor que satiriza a Wikipédia com uma série de informações bizarras a respeito de personalidades e eventos. Um dos apresentadores da emissora não se deu conta do conteúdo que tinha em mãos. E no player abaixo é possível conferir a situação constrangedora que se seguiu. Nunca é demais ter cuidado redobrado com material encontrado na web.

O debate sobre mídia e educação

Por Valério Cruz Brittos e Paola Madeira Nazário no Observatório da Imprensa, em 1/12/2009

Uma temática fundamental para a democratização da sociedade brasileira – que deveria ocupar lugar central na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a ser realizada neste mês de dezembro em Brasília – é a relação mídia e educação. A educação para os meios de comunicação, nos processos formais de ensino médio e fundamental no Brasil, tem que ser tratada na Confecom, como (esperada) grande arena de debates dos problemas estruturais da comunicação nacional. Isto é fundamental para que se tenha mudanças efetivas, constituindo outra postura do receptor, capaz de, inclusive, pressionar por políticas de comunicação democráticas, na medida em que conheça as lógicas das indústrias culturais.

Além do mais, o mega-setor comunicacional carece de democratização não só no controle dos meios tradicionais, mas também na possibilidade de uso emancipador da mídia pela população, o que passa, necessariamente, pela escola. Trata-se de um ponto imprescindível para modificação paradigmática na área, o que não deverá ocorrer no curto prazo, justamente por isso requerendo procedimentos com o amadurecimento próprio do processo educacional, assim apostando-se em resultados de médio e longo prazos.

Novas formas de produção simbólica

Neste momento de debate dos rumos da estrutura comunicacional brasileira, deve-se reafirmar que, de forma mais acentuada com a convergência dos meios de informação e comunicação, é imprescindível ações no plano escolar que dinamizem a leitura reflexiva dos conteúdos audiovisuais em sala de aula, permitindo ao cidadão avaliar as mensagens midiáticas e posicioná-las no mundo. Com esse deslinde, poderá ele próprio, ainda que com limites, atuar no espaço público midiático, dinâmica favorecida com a digitalização.

É necessário que, apesar de seu alcance restrito, já que não é um espaço deliberativo, a Confecom conforme-se como um lócus de proposição de ações que constranjam o Estado a adotar medidas de incentivo à formação de profissionais atuantes na interface entre as áreas de comunicação e educação. No entanto, é necessário ressaltar que, para além da capacitação desses profissionais na utilização de suportes tecnológicos, é premente trabalhar sua percepção sobre a importância de se fazer uma utilização crítica e reflexiva dessas tecnologias e dos conteúdos que estas produzem. Dito de outra forma: não é só usar recursos midiáticos para o aprendizado, mas trabalhar em sala de aula a leitura dos produtos hegemônicos.

Nos dias atuais, a escola, como mantenedora da aprendizagem formal, encontra-se fragilizada diante da inserção das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no chão social, visto que o ambiente de ensino – em especial o público – não possui incentivo para uma utilização plena destes expedientes comunicacionais. Essa problemática insere-se no amplo quadro do capitalismo reconfigurado, em que o discurso de valorização do sujeito serve, não raro, para dificultar a luta coletiva, e o Estado confirma desigualdades.

Esses são pontos e argumentos fundamentais para todo debate sobre alteração na regulamentação da comunicação brasileira. Medidas como a inserção de elementos pedagógicos no sistema formal de ensino que atendam à reflexão crítica dos meios de comunicação e seus conteúdos são urgentes, assim como o comprometimento do governo – federal, principalmente – em injetar no ensino público verbas que permitam esta atuação dos docentes. Isto envolve a plena capacitação de professores para uso e recriação das tecnologias info-comunicacionais, de modo que, em sala de aula, possam analisar criticamente a mídia, bem como experimentar novas formas de produção simbólica.

O desrespeito aos princípios constitucionais

Por Gustavo Henrique Freire Barbosa, do Observatório da Imprensa em 1/12/2009

O instituto das concessões públicas, como se sabe, foi idealizado para efetivar a prestação de serviços públicos por pessoas diversas do Estado, ocupando função originariamente de sua alçada. A natureza jurídica das concessões públicas de rádio e TV, todavia, por destoar das demais espécies de concessões, figura-se ainda hoje como matéria das mais controversas, sendo motivo de constantes debates e elucubrações doutrinárias por parte de estudiosos do assunto.

Há quem diga que, em virtude do seu principal objeto de prestação ser o dever de levar a informação ao telespectador, as referidas concessões não se emoldurariam de forma plena à conceituação de serviço público, definido como a atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material direcionada à coletividade e fruível singularmente pelos administrados. Não estariam, assim, submetidas aos princípios da Administração Pública elencados pelo artigo 37 da Constituição Federal, a saber, a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e a eficácia.

Entretanto, o fato das concessões lidarem com o direito à informação, bem jurídico de status constitucional (art. 5º, inciso XIV) e figurado entre o rol de direitos fundamentais dos cidadãos, conduz a uma categórica submissão destas ao crivo dos princípios constitucionais acima trazidos. Inconcebível, pois, é que os entes concessionários enquanto pessoas que ocupam espaço concedido pelo Estado se situem fora da incidência das normas que regulam bens e interesses públicos, mormente os albergados pela guarida dos direitos fundamentais. Além do mais, o sinal de rádio e TV é um bem público, sendo extremamente incongruente com as premissas de nosso ordenamento jurídico que seu usufruto seja regido por normas diversas das que regulam os interesses da coletividade.

No limbo da normatividade abstrata

O peculiar sistema de concessões públicas de TV e de radiodifusão no Brasil, inexplicavelmente realizado à revelia de normas constitucionais (art. 175) e infraconstitucionais (Lei 8.666/93) que impõem a realização de licitação para o regime de concessões, padece de conhecidas irregularidades cujos efeitos atingem exatamente o viés público que qualifica seus serviços. O interesse público, que deveria ser a tônica da atuação das concessionárias frente à coletividade, cede, na prática, lugar às cambiáveis conveniências particulares de quem as dirige. O fato de estarem comumente sob a batuta de agentes políticos proporciona aberrações pragmáticas que impregnam cada nuance da espécie de concessão que aqui se trata, irregulares tanto em sua forma como em sua matéria; tanto em sua origem como em seu exercício.

Dentre os princípios da Administração Pública reproduzidos anteriormente, a infração à legalidade, à impessoalidade e à moralidade são os mais facilmente identificáveis quando se analisa o modus operandi das concessões. O princípio da legalidade, que remete ao estrito respeito à lei, encontra-se visivelmente lesado no momento em que toda uma gama de preceitos constitucionais e infraconstitucionais é vítima de constantes acintes por parte dos concessionários. O art. 54 da Constituição Federal, por exemplo, que traz a vedação de parlamentares firmarem contrato com pessoas jurídicas de direito público – com a União, no caso das concessões de rádio e TV, pessoa responsável pela outorga da concessão para a exploração do espectro eletromagnético –, encontra-se desde sempre vagando no limbo da normatividade abstrata, sendo paradigma de dispositivo sem aplicação prática, ou letra morta no mais avançado estado de decomposição. O mesmo se pode dizer do artigo 55 também da Constituição de 1988, que demanda a perda do mandato dos parlamentares que infringirem as disposições do artigo anterior.

Coronelismo permanece vivo

O desrespeito a normas de hierarquia inferior às constitucionais também ocorre de forma diuturna, consolidando de vez a lesa ao princípio da legalidade. O Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT, Lei nº. 4117/62), por exemplo, determina que quem esteja em gozo de imunidade parlamentar não pode exercer a função de diretor ou gerente de empresa concessionária de rádio ou televisão (parágrafo único do artigo 38). Tal norma foi ratificada pelo §5º do art. 15 do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão (Decreto 52.795/63), que demanda, como um dos documentos necessários para habilitação ao procedimento licitatório, declaração de que os dirigentes da entidade "não estão no exercício de mandato eletivo".

O princípio da impessoalidade, de seu turno, também se submete diariamente aos mais absurdos descalabros. Considerando que faz parte da praxe política brasileira a utilização pouco parcimoniosa das ditas concessões para promover o grupo político que as gerencia, não é difícil concluir que o referido princípio, cujo cerne é a atuação impessoal dos entes da Administração Pública, sem favorecimentos ou perseguições a quem quer que seja, é posto de lado em prol das conveniências e interesses particulares do agente político que detém o uso da concessão. Ademais, deste mesmo ponto também é fácil extrair o atentado ao princípio da moralidade, vez que a utilização de um bem público com fins particulares que ora se observa é, no mínimo, abjeto exemplo de imoralidade e de dissonância à razão de existir da coisa pública, cujo escopo é a precípua submissão aos anseios e necessidades dos administrados. A supremacia dos interesses públicos sob os privados, nessa ótica, é dada como inexistente, tamanho o seu esquecimento por parte dos administradores das concessões.

Uma das principais características das práticas coronelistas, imperantes na nossa cultura política em um passado não tão remoto, é a completa confusão entre o público e o privado. O que pode aqui se observar é a nítida sobrevivência destas práticas mesmo 20 anos após a promulgação da Constituição de 1988, que tantos institutos trouxe para o combate contra o indevido uso da coisa pública. O coronelismo, entretanto, permanece vivo nos dias atuais, ao menos em sua faceta eletrônica.

A decisão do brasileirão nas ondas do rádio

E o campeonato brasileiro de 2009 termina hoje. Quatro clubes brigam pelo título, sendo que para um deles, o Flamengo, a tarefa é mais fácil. Basta vencer o Grêmio. Acompanhe todas as emoções da rodada final selecionando uma das emissoras listadas pelo Rádio Base.

São Paulo

Rádio Bandeirantes (SP)

Rádio Jovem Pan

Sistema Globo de Rádio

Rádio Capital

Rádio Record

Expressão da Bola

Transamérica FM

105 FM

Eldorado/ESPN


Rio de Janeiro

Sistema Globo de Rádio

Rádio Tupi (RJ)

Rádio Manchete

Rádio Nacional


Rio Grande do Sul

Rádio Bandeirantes (POA)

Rádio Gaúcha

Rádio Guaíba


Minas Gerais

Rádio Itatiaia

Sistema Globo de Rádio

Rádio Inconfidência

Goiás

AM 730 - Goiânia

820 AM - Goiânia

Rádio Brasil Central FM (GO)


Recife

Rádio Jornal - Recife

Rádio Clube - Recife

CBN



Paraná

Rádio Banda B - Curitiba

Rádio Difusora

sábado, 5 de dezembro de 2009

Lombardi é saudade

1981. Um garoto de quase 10 anos vai até ao bairro do Carandiru fazendo parte da caravana de sua escola que iria participar do Domingo no Parque, do Programa Sílvio Santos. Vinte e oito anos depois, uma lembrança daquele momento nunca se apagou de sua memória: ver o hoje saudoso locutor Lombardi em ação, narrando um texto comercial.

Para que não sabe ou nunca viu, na maioria das vezes Lombardi ficava bem ao lado do palco, vísivel ao público que estava na platéia, com uma mesinha de acrílico e um microfone. Era daquela posição que ele soltava a sua voz, quando solicitado por Sílvio.

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No noticiário sobre a morte de Lombardi, foi destacado o seu sonho de ser um narrador esportivo. O que talvez poucos soubessem é que ele realizou esse sonho, ainda que por pouco tempo, dentro do próprio SBT. A emissora adquiriu os direitos do campeonato paulista de 1984 e exibiu partidas ao vívo no sábado, e vídeo tapes aos domingos, após as 22h. O repórter esportivo daquela equipe era simplesmente Jorge Kajuru. Que dupla. No You Tube não existe nenhum registro. E nas reportagens exibidas pelos seus telejornais, o SBT ignorou esse fato. Vamos torcer para que alguém tenha em vídeo o registro de alguma partida narrada por Lombardi e coloque um trecho no You Tube.

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Lombardi era bastante atuante em rádio. Ele apresentou programas em emissoras do ABC e do litoral de São Paulo. Não lembro dele em nenhuma emissora de São Paulo. Em se confirmando isso, não deixa de ser estranho que rádios como Record, Capital ou América, dos bons tempos, não o tenham chamado para fazer parte de seu cast.




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E assistindo as reportagens que registraram sua morte e vendo alguns vídeos no You Tube, dá para concluir que o Lombardi não se incomodava em ser o Lombardi. Postura contrária de muitas celebridades e, principalmente, sub-celebridades. O locutor sempre quando reconhecido sempre tratava as pessoas de forma cortês e gentil. Ele também nunca se incomodou quando alguém pedia para que repetisse os bordões que usava na televisão.

A triste relação audiência/verba

Este artigo de Luis Nassif trata mais proximamente de televisão e imprensa escrita. Mas também não dá para deixar de incluir outros meios de comunicação, especialmente o rádio.

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Mudanças que virão na mídia

Luís Nassif - Último Segundo - Coluna Econômica
24.11.2009

A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que está ocorrendo em vários Estados, é uma ruptura com o modelo atual de mídia. Não será propriamente resultado da Confecom, mas das mudanças que ocorreram nos últimos anos na tecnologia e no mercado publicitário. Desde fins dos anos 60, montou-se um modelo de cartelização no mercado publicitário que impediu o crescimento de mídias de fora do cartel – incluindo a mídia do interior.

Nesse período, consolidam-se as agências de publicidade e o que se poderia chamar de mídia técnica, seguindo o modelo norte-americano. De cara, duas empresas se destacaram na profissionalização das relações com o mercado publicitário: a Editora Abril e o sistema Globo.

Com o tempo, formou-se uma aliança espúria, que acabou prejudicando outras mídias e os próprios anunciantes. Criou-se um modelo de remuneração das agências baseado no volume de publicidade que carreasse para cada um dos dois grupos de mídia: o chamado Bônus de Veiculação, que seria proibido em qualquer país com o mínimo de respeito às normas do direito econômico.

Com o tempo outros veículos se organizaram – como o Estadão, a Folha, outras redes de televisão -, conseguindo beliscar uma parte do bolo publicitário.

Esse jogo consolidou-se em torno se dois instrumentos complicados – e que terão que ser devidamente. Um, o Ibope e seus índices de audiência. Outro, o IVC (Instituto de Verificação de Circulação).

Nesses anos todos, o Ibope tornou-se o aferidor único de audiência. Cada ponto a mais ou a menos nas audiências medidas significa rios de dinheiro para o vencedor. A importância da medição do IBOPE é tamanha que os concorrentes da Globo teriam todo o direito de pedir acompanhamento constante das medições e auditorias periódicas.

A outra ferramenta – para a imprensa escrita – é o IVC. O Instituto recebe as informações dos veículos e não costuma fazer auditoria. Em pelo menos dois casos – Veja e Folha – há inúmeros relatos de assinantes que continuaram recebendo mesmo depois de não renovarem a assinatura.

Esses dois institutos consolidaram a relação agências-veículos, fornecendo os argumentos para que os anunciantes fossem convencidos a concentrar as verbas em poucos grupos.

Deixou-se de lado a mídia técnica e consolidou-se a cartelização com os BVs.

Agora, o jogo muda. Já há algum tempo, grandes anunciantes tinham percebido esse jogo e tirado o poder de distribuição das verbas das mãos das agências. O advento da Internet, além disso, mostrou claramente a resistência das agências tradicionais em migrar para as novas mídias, levando ao aparecimento de novas agências especializadas e fora do cartel.

Finalmente, a decisão da Secretaria de Comunicação da Presidência de definir preços de veiculação na mídia regional criou parâmetros para que os anunciantes privados em breve migrarem para cardápios publicitários mais variados.

Nos próximos anos o novo poder das comunicações será, de um lado, das companhias telefônicas. De outro, o fortalecimento das mídias alternativas – imprensa fora do eixo da velha mídia, blogs, sites, mídia corporativa. (Extraído do Observatório do Direito à Comunicação)

O povo reclama do rádio

Este artigo do Observatório da Imprensa é um pouco antigo, mas expressa substancialmente várias das preocupações deste blog.

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Mídia Radiofônica

O povo reclama do rádio

Por Francisco Djacyr S. de Souza em 22/9/2009


Embora nossos supostos proprietários de emissoras (eles se dizem donos) não queiram, os ouvintes são massa pensante, têm suas opiniões, suas idéias e conhecem muitas coisas sobre o rádio que às vezes não são levadas em conta pelos administradores de emissoras. O rádio tem problemas graves que precisam ser debatidos pelos diversos setores envolvidos: radialistas, operadores, concessionários – e por que não os ouvintes? Se temos várias instâncias de organização da sociedade, por que os ouvintes não podem se organizar para exigir programação de qualidade no sentido da cidadania?

Com esta tônica sabemos que o rádio precisa mudar urgentemente para o bem dos ouvintes e para a seriedade da comunicação. Não podemos aceitar que alguns grupos de emissoras resolvam trocar audiência por cesta básica. Não podemos deixar que quebrem a programação local e façam rádio à maneira de seus interesses numa forma de invasão cultural e desrespeito à nossa pluralidade cultural. Não admitimos que as Igrejas se utilizem do rádio para realizar em forma de sentido único suas mensagens estritamente interesseiras com uso da fé. Não podemos admitir que o rádio seja um instrumento de interesses políticos em termos de domínio de concessões e da programação.

O povo reclama, sim, do rádio. No entanto não é ouvido, pois na época em que vivemos o rádio tem sido utilizado para satisfazer apenas interesses econômicos e sempre acaba sendo sufocado por tais desejos, que acabam fazendo com que aconteça o enfraquecimento que o conduzirá a um caminho sem volta de destruição de toda sua história, sua importância e seu papel cidadão – o que sempre fez parte do processo de programações e da conquista das demandas populares.

Desprezo aos profissionais

O rádio sempre foi companheiro fiel dos avanços da sociedade. Muitos têm o rádio como único instrumento de conhecimento e sua versatilidade transpõe até mesmo as limitações naturais estando sempre presente dos lares de todos brasileiros e no seu caminho ao trabalho ou ao lazer. É preciso que haja entendimento concreto do papel do rádio, o que já é sabido por muitos. No entanto, estas idéias são ocultadas por aqueles que acham que rádio não é comunicação e não se dão conta de sua importância e papel nos dias de hoje, em que o avanço tecnológico continua, porém não tem dado conta das demandas sociais que podem ser reivindicadas por todas as pessoas via rádio.

É preciso acreditar no papel do rádio, porém esse crédito tem de ser dado primeiramente pelos que dominam este meio e depois pelos que fazem outras comunicações abrindo espaços para a divulgação do que se passa no rádio e da sua importância. É preciso incentivar a abertura de canais para discussão do que se passa no rádio em todo Brasil, pois o fenômeno de sucateamento do rádio é comum em todas as regiões e o desprezo aos profissionais de rádio tem sido uma constante – a redução da mão-de-obra no meio radiofônico vai se concretizando a cada dia que passa. A formação de redes é um desses passos em que o locutor local perde espaços para programas geralmente gravados e deslocados da realidade daqueles que estão a ouvir o rádio.

Uma comunicação verdadeira

A história do rádio tem de ser enaltecida e os grandes nomes do rádio têm de ser cada vez mais valorizados. Não podemos aceitar que hoje grandes do rádio tenham de mendigar propaganda para manter seus horários nas emissoras. O rádio tem de continuar para que todos os indivíduos tenham acesso a uma comunicação que seja sua voz e seu clamor diante dos problemas que os afetam e afetam seus semelhantes. Falar do rádio é extremamente salutar. Não podemos deixar que o rádio sucumba diante dos interesses nocivos a uma comunicação plural, ética e marcada pela diversidade.

O rádio tem de falar a língua de todos os segmentos sociais e deve ser um porta-voz para a reivindicação popular diante dos problemas hoje enfrentados pelas comunidades. Um exemplo de rádio democrático e cidadão foi sempre dado no advento das rádios comunitárias que prestavam serviços grandes às comunidades, porém passaram a perder sua essência quando a política delas tomou conta e quando passaram a concorrer com interesses dos grandes grupos de comunicação. O rádio cidadão deve ser incentivado para o bem do povo.

Por que nosso rádio não copia exemplos de sucesso das rádios comunitárias que passaram a ser a caixa de ressonância da população? Talvez isso não aconteça porque grande parte de nossas rádios tem como "donos" pessoas ligadas ao poder político que não querem que nosso povo se organize para contestar seus espetáculos de desmandos e seus envolvimentos em diversos escândalos que poderiam ser evitados se nosso povo tivesse cultura, educação e senso crítico, o que poderia ser obtido com uma comunicação verdadeira e que há muito tempo o amigo rádio mostrou que sabe fazer e muito bem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Willy Gonser vai pendurar o microfone

por Edu Cesar, do site Papo de Bola

Salvo alguma "novidade nova" que surpreenda, um nome emblemático da narração esportiva do rádio pode ter pendurado o microfone de vez. A informação é do blog do comentarista Chico Maia, passada a ele pelo também comentarista Flávio Anselmo: Willy Gonser vai se despedir na próxima terça-feira do "Jogada de Classe", da TV Horizonte, e no dia seguinte deixará Belo Horizonte rumo a Alcobaça, no Sul da Bahia, onde adquiriu uma casa e vai curtir sua aposentadoria. Confirmou-se, então, o dito pelo próprio Willy ao mesmo Chico em entrevista publicada no mês retrasado. É o que ele faria caso a Rádio Globo Minas não lhe contratasse, e diferentemente de outras duas ocasiões (2005 e 2007), desta vez parece não ter havido interesse nele.

Willy é um nome histórico de uma era de ouro do rádio esportivo. Trabalhou em cinco grandes centros - Paraná (tanto Curitiba quanto Londrina), Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte -, sendo sucesso em todos eles. E só tem rádio "fraca" no seu currículo: Clube B2, Paiquerê, Nacional, Gaúcha, Jovem Pan e Itatiaia, entre outras. Leio no "Que Fim Levou?" do Milton Neves um texto do Edemar Annuseck, seu contemporâneo de Pan, que conta que o Willy chegou a ser contratado pela Rádio Bandeirantes por intermédio de Flávio Araújo, com anúncio da estreia ocupando página central de A Gazeta Esportiva. Depois dela, ao retornar a Curitiba para providenciar a mudança, foi impedido pela direção da Rádio Independência, que bancou sua permanência.

Willy também tem importância no rádio gaúcho. Em 1973, ele era o titular da Gaúcha quando veio de BH, da Itatiaia, Haroldo de Souza. Foram colegas na rádio por três meses até o Willy sair para a emissora mineira, meio que um "troca-troca involuntário". O Magrão assumiu a titularidade da Gaúcha e... bom, o resto vocês já sabem. E depois, três décadas em Beagá, consagrando-se como narrador titular do Atlético Mineiro e dividindo os clássicos com o Cruzeiro com o narrador titular deste, Alberto Rodrigues. A última transmissão de sua carreira foi neste ano, em Corinthians x Galo, no Pacaembu.

Valeu, Willy!

Cerveja bem...


Estreia hoje em algumas emissoras do Grupo Bandeirantes o programete Uma Viagem Pelo Mundo da Cerveja.

Apresentado por Edu Passarelli, especialista em cervejas, a atração terá a duração de um minuto, com veiculação diária na Mitsubishi FM, Band (AM/FM) e Band News FM.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A morte de Lombardi



Veja alguma coisa do que já saiu na internet sobre o passamento da morte misteriosa da Tv

Morre Luiz Lombardi, famoso locutor de Silvio Santos (E Band)


Com a morte de Lombardi, universo de Silvio Santos fica mais vazio (Época on Line)


Corpo de Lombardi será enterrado nesta quinta em Santo André (Portal G1)

Após morte de Lombardi, Silvio Santos mantém ritmo normal de gravação na emissora(R7)


Morte de Lombardi agita o Twitter


Laudo aponta infarte como causa de morte de Lombardi (Rádio Guaíba)


Morte de Lombardi é lamentada por colegas (Correio do Povo)


Lombardi ajudou Silvio Santos na fundação do SBT (Folha Online)


Silvio Santos ficou 'muito mal' após saber da morte, diz assessoria (EPTV)

Corpo de locutor Lombardi é enterrado em Santo André (JB ONLINE)

As 11 melhores gafes do rádio esportivo em 2009

O começo do mês de dezembro é uma ótima desculpa para se fazer uma retrospectiva. Selecionamos aqui as melhores gafes do rádio esportivo coletadas pela equipe do Rádio Base e publicadas neste blog durante o ano de 2009.

10º Posição - O verdadeiro repórter inexeperiente

Durante a transmissão de uma noitada de boxe, o narrador tem que ficar colocando pilha no repórter para este fazer o seu trabalho. Suprimimos o nome do profissional em questão por motivos óbvios. Gravado de uma emissora do interior de Minas Gerais.



9º Posição - Ulisses Costa reclama de Milton Neves na frente de sua tv

Durante a transmissão de Brasil x Itália, partida válida pela final da Copa das Confedereações, o locutor esportivo Ulisses Costa reclama da presença de Milton Neves na frente da televisão pela qual acompanhava a partida. Detalhe: ele não perdeu o ritimo da narração.



8º Posição - Haroldo de Souza reclama de um teste de aúdio no ar

Haroldo de Souza, narrador da Rádio Guaíba, reclama no ar de um teste de aúdio feito em meio a transmissão de Internacional e Ulbra, partida válida pelo campeonato gaúcho de 2009.



7º Posição - Milton Neves tenta contar uma piada

Milton Neves tenta contar uma piada na edição do Terceiro Tempo de 12 de março de 2009. Mauro Beting e Zancopé Simões bem que tentaram evitar, mas o resultado foi constrangedor.



6º Posição - José Silvério diz que quase caiu da cadeira

Durante a transmissão de Corinthians e Palmeiras, partida válida pelo primeiro turno do campeonato brasileiro de 2009, José Silvério diz que quase caiu da cadeira em que estava sentado. Mauro Beting se diverte



5º Posição - Mas o que que é isso, Ulisses Costa?

Durante a partida entre Palmeiras e Barueri, o narrador Ulisses Costa, da Rádio Bandeirantes faz uma confusão envolvendo os jogadores Armero, do Palmeiras, e Escudeiro, do Corinthians. Alex Muller fez o alerta, e Ulisses fez sua autocrítica.



4º Posição - José Silvério soluça durante a transmissão

Bem no meio da partida entre São Paulo x Palmeiras, válida pelo campeonato brasileiro de 2009, José Silvério deixa escapar um soluço.



3º Posição - Cristiano Silva x Marcos Couto

Não convidem para andar na mesma moto o narrador Marcos Couto e o repórter Cristiano Silva, ambos da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. Durante a transmissão de Naútico x Grêmio, Silva anunciou que houve o sorteio de uma moto entre os jornalistas que estavam presente ao estádio dos Aflitos (Recife) para a cobertura da partida. O repórter disse que se ganhasse, voltaria à Porto Alegre com ela. Marcos Couto aproveitou para cantar um trecho da canção "A Moto", de Nei Van Soria. Até aí tudo bem. No entanto, em outro momento da transmissão, Couto resolver fazer novamente a gracinha com Silva. O clima não ficou muito bom.


2º Posição - Qual é mesmo o nome da rádio, Mauro Beting?

Mauro Beting se confunde com o nome de uma rádio do Grupo Bandeirantes.



1º Posição - José Silvério não contém o riso

Durante a transmissão de Palmeiras e LDU (partida válida pela Copa Libertadores), o narrador José Silvério, da Rádio Bandeirantes, não consegue conter o riso após ouvir a intervenção do repórter Leandro Quessada.



Hours Concours - Milton Neves é traído pelo vídeotape

No Terceiro Tempo da Rádio Bandeirantes do último dia 08/10/2009, Milton Neves conseguiu a grande proeza de dar, como se fosse ao vivo, o resultado de uma partida que já aconteceu: Bragantino x Vasco, que foi disputado num sábado, dia 03/10/2009. Alex Muller e Claudio Zaidan se divertem com a situação.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Esse empate preocupa?

Internet empata com o rádio em participação no bolo publicitário, em setembro


Do Cidadebiz/Advillage
01.12.2009 - 17:35

A internet fechou o mês de setembro com um faturamento publicitário bruto de R$ 87,8 milhões, uma expansão de 24,7% sobre o mesmo mês de 2008. Com isso, o meio online tem uma fatia de 4,31% do bolo publicitário e se aproxima ainda mais do rádio, cujo faturamento bruto em setembro foi de R$ 87,9 milhões (10,1% a mais que no mesmo mês do ano passado). A participação desse meio também é de 4,31%.

No acumulado de 2009, janeiro a setembro, o faturamento da internet chegou a R$ 638,2 milhões (4,15% do bolo publicitário), contra R$ 519,4 milhões de janeiro a setembro de 2008. Alta de 22,9%. O rádio, nesse mesmo período janeiro-setembro 2009, faturou 692,9 milhões, uma fatia de 4,5%. Em relação ao acumulado de 2008 (R$ 648,6 milhões), a expansão foi de 6,82%. Os dados são do Projeto Intermeios.

Em seu blog, Marcelo Sant'Iago, da iProspect, observa que "como o Google não participa do Intermeios e com certeza fatura mais que os 60 milhões que separam rádio da internet, é fácil concluir que já deixamos eles para trás". No período de janeiro a setembro, a televisão alcançou 60,45% de participação. O jornal, 14,66%, e o meio revista, 7,51%.


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Será o fim do rádio? Lógico que não. Mas os números apontam para uma nova realidade. O rádio vai ter que se integrar cada vez mais a internet/celular/tv a cabo para poder levar o seu sinal aonde o ouvinte estiver. Nos Iphones e outros aparelhos portáteis ligados a internet já se pode ouvir qualquer emissora que já tenha um pé nesse novo sistema utilizando a web. Se antes você podia ouvir até 30 emissoras na faixa de FM, agora esse número tende ao infinito. O sinal é muito melhor do que o analógico e não sofre interferências das malditas piratas. Mas vai continuar a ser o bom e velho rádio de sempre, apesar da nova plataforma.

Agora fica a questão: se a recepção de emissoras por iphones, smartfones, celulares e afins está cada vez mais se ampliando, como vai ficar a questão do rádio digital, hein? O que impede ainda esta expansão ser cada vez maior é a velocidade de nossa banda larga que, na média, ainda é insuficientemente baixa para uso ao consumidor. O rádio digital ainda está em testes, mas nada diz que ele suplantará satisfatoriamente o sistema analógico que aí está. Dezenas de problemas técnicos ainda não foram resolvidos. As ondas hertezianas poderiam ser usadas para a expansão da web, mas o governo e os oligopólios das comunicações parecem que não sabem. Não sabem ou não querem.

A radiodifusão ainda engatinha na internet. A Jovem Pan coloca no ar duas edições diárias de seu jornal com áudio e imagem. O melhor de tudo que é feito de modo a combinar a informação do rádio com a linguagem da TV, coisa muito difícil de se fazer. Só mesmo quem é do "ramo" como o bom e velho Tuta. Emissoras como a Oi e a USP FM retransmitem seus sinais para repetidoras por meio da internet. Nunca o veiculo teve um impulso tão grande para crescer.

Fica também outra questão: o faturamento de webrádios, emissoras online de rádio e tv e sites das emissoras convencionais também entram nesse cálculo demonstrado acima? Se entrar, teremos então uma intersecção de valores, inclusive com a publicidade veiculada em sites de jornais, revistas e portais de notícias. Talvez seja a hora de redefinirmos este tipo de cálculo.

A internet é uma pltaforma, não é um veículo em si. Na verdade, ela é uma junção de todos eles. Num mesmo portal de notícias você pode ter um noticiário impresso, uma webrádio ao vivo, vários podcasts e reportagens em arquivos de vídeo. Também há muito espaço para uma "agência fotográfica". Um exmeplo bem acabado disso são justamente os sites de rádio. Lá você tem o som ao vivo da emissora, podcasts, reportagens em vídeo, como é o caso da Jovem Pan, fotos e textos, normalmente postados nos blogs de seus profissionais. Isso sem contar os links para outras ferramentas que só existem na web, como o twitter, o facebook , o MSN e o orkut. Emissoras que apostam em todas essas plataformas e ferramentas estão na frente.

Até o advento da Rede Mundial de Computadores, possuir uma emissora de rádio ou TV era um garnde símbolo de poder para seu proprietário. Hoje ainda é, não mais como antes. Os 60 milhões de internautas possuem aquilo que os 200 milhões de ouvintes:liberdade de escolher quais canais "acessar" e o mais importante, que é produzir conteúdo do seu jeito, com seus recursos, dando voz a si mesmo. É a realização dauqilo que o movimento punk dos anos setenta chamava de "Do it yourself" (Faça você mesmo). A era do ouvinte/telespectador que era só um mero receptor e consumidor definitivamente acabou. Hoje, por meio da internet, todos são emissores de destinatários de conteúdos diversos.

Mantendo-se este panorama, ainda resta saber o que se fará com o sistema de rádio digital. Não seria hora de abrir espaço para estações não comerciais colocarem seu conteúdo no ar? Afinal, as grandes emissoras de rádio estão sacando cada vez mais que vão ter que produzir muito conteúdo se quiserem se sobressair nessa "Babilônia", que é a internet. Eles não estão mais sozinhos como antes, já que têm a companhia de quem só ouvia e, agora, também fala. Espera-se que isso traga mais qualidade ao conteúdo dos meios de comunicação. Somente isso trará mais audiência aos portais e, consequentemente mais publicidade. O ouvinte/internauta está cada vez mais exigente. Só espero que apure mais o seu gosto.

Rádios de Botucatu transmitem final da Copa do Brasil Feminino

Já que o pessoal aqui adora tanto falar de futebol no rádio, vamos ler reportagem que saiu hoje no site "Entrelinhas"

Rádios de Botucatu transmitem final da Copa do Brasil Feminino
Do site Entrelinhas.com

As Rádios Municipalista AM, Emissora-F8 AM e Criativa FM [ e TV Esporte Interativo online] transmitem a partida final entre o Santos e Botucatu, pela Copa Petrobras de Futebol Feminino, [às 21 horas/BSB] que indicará o time que disputará a Copa Libertadores de América, título conquistado neste ano pelo Santos FC.

De acordo com o técnico Edson Castro, a equipe de Botucatu tem grandes chances do titulo, por conta dos talentos individuais e o espírito de equipe. Ele destacou a importância de Formiga, que classificou como 'de fato a melhor do mundo', Bagé, Daniela, Grazi e Giovania."Não podemos desqualificar o Santos, mas a nossa equipe não chegou à final por desmérito de nossas adversárias como o São Francisco, Saad e o Cepe", ressaltou Castro. De fato o BFC pegou pela frente equipes femininas tradicionais e com historia no futebol feminino.

Saíram de Botucatu dois ônibus e dezenas de carros com torcedores para acompanhar a partida em São Paulo, no Pacaembu, hoje a partir das 21 horas. Botucatu já foi vice-campeão brasileiro, em 2007 e no ano passado não foi incluído pela CBF para disputar a Copa do Brasil, titulo vencido pelo Santos e que representou o país na Copa Libertadores. No jogo entre Botucatu e Santos estarão 13 jogadoras convocadas pelo técnico da Seleção Brasileira e Santos Kleiton Lima. São 11 do Santos e 2 de Botucatu: Graziele e Formiga.

O técnico Edson Castro em todas as entrevistas que está dando a emissoras de rádio de São Paulo, esta convidando os torcedores do Corinthians, São Paulo e Palmeiras a reforçarem a torcida, uma vez que a torcida do Santos já garantiu presença na final. Hoje as 18h30 acontece a disputa pelo terceiro e quarto lugares, envolvendo o Pinheirense e o São Francisco.

O carrossel da Eldorado/ESPN

Na penúltima rodada do campeonato brasleiro de futebol, outra emissora que se destacou por procurar uma cobertura diferenciada foi a Eldorado/ESPN. A dobradinha escolheu quatro jogos de grande importância para acompanhar: Goiás x São Paulo , Corinthians x Flamengo, Palmeiras x Atlético-MG e Sport x Internacional. A partida do São Paulo, cuja narração foi de Cledi Oliveira, teve importância maior na jornada, mas os narradores que estavam nos outros postos tinham prioridade para descrever os lances mais importantes. É o que se convencionou chamar de carrossel. As transmissões da Rádio Capital eram assim entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80. No player abaixo, é possível acompanhar um trecho da transmissão Eldorado/ESPN. A gravação foi realizada num MP4 player portátil, portanto relevem os chiados (saudades dos tempos em que a frequência do FM era mais limpa).