sábado, 7 de novembro de 2009

Programa de rádio "Chupim" é autor de trote do Lula

Por Fabio Rodrigues
da Folha on Line


O homem que deu uma entrevista a uma rádio australiana se passando pelo presidente Lula é integrante do programa "Chupim", da Metropolitana FM. O caso já mobilizou até o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

O programa de humor é comandado por Marcelo Barbur, que faz a personagem Beby. O "cover" do presidente atende pelo nome de Bartô.

No tocador abaixo, extraído do YouTube, é possível ouvir trechos de outro trote idêntico, mas cujo alvo foi uma rádio de Angola.

Ouça

Os integrantes do programa se passam pela assessoria do Lula e oferecem entrevistas exclusivas com o suposto presidente. O falso assessor diz que o objetivo das entrevistas é garantir a segurança do Rio de Janeiro durante as Olimpíadas de 2016.

O GSI informou que vai investigar o caso do falso "presidente Lula". Procurada pela reportagem, a assessoria da Presidência informou que não comentará o caso. A rádio Metropolitana FM também não confirma ser autora da brincadeira.


Comentário: Quem traz a melhor cobertura do caso é - curiosamente - um blog sobre futebol: o Blog do Boleiro, do jornalista Luciano Borges. Leia aqui e aqui. A busca pela audiência do público jovem no FM, infelizmente, foi longe demais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Kid Vinil no blog 4 Paredes


Nesta semana, o blog 4 Paredes (que está no site da revista Época São Paulo) tem o prazer de receber Kid Vinil. Além dele falar sobre o que gosta de fazer quando está dentro de casa, o músico e radialista falou bastante sobre seu atual momento como podcaster e sobre rádio. Clique aqui e acompanhe o papo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Blog Rádio Base participa do programa Expressão da Bola

Vejam só como é a vida. Há alguns posts abaixo, falei sobre a participação de um jornalista no programa Notícia em Foco, da CBN, que estava aparentemente nervoso durante o debate sobre crítica musical. Pois bem, hoje foi a minha vez. Mudei de lado: deixei de ser a pedra e passei a ser vidraça, por algum tempo. Fui convidado a falar sobre o Rádio Base no programa Expressão da Bola, veículado pela Rádio Difusora, de Osasco. Em aproximadamente 15 minutos, contei um pouco sobre a história do blog e os ouvintes ainda puderam se delicar com as gafes do rádio coletadas por nossa equipe e publicadas aqui.

O leitor pode conferir o papo no player abaixo. Não está completo, pois houve um problema na minha gravação, mas não se perdeu muita coisa. Assumo que meu nervosismo me fez errar o endereço do blog na hora de divulga-lo. Também dei uma viajada legal na resposta sobre o futuro do rádio AM, mas com um pouco de boa vontade é possível entender o meu conceito. No fim das contas, foi um belo debate sobre o rádio esportivo. Só me resta agradecer aos camaradas Guga Mendonça e Gomão Ribeiro pela oportunidade e tomara que venham outras para podermos falar sobre esse apaixonante veículo.




Para quem reclamou que não consegue visualizar o player acima, segue outro que talvez não dê tanto problema:

Rádio 730 AM x Goiás Esporte Clube e Hélio dos Anjos

A briga envolvendo a Rádio 730 AM, de Goiânia, e o atual técnico do Goiás EC, Helio dos Anjosé mais séria do que parecia ser. No último dia 30 de outubro, falamos aqui sobre o longo pronunciamento feito por Jorge Kajuru, o ex-proprietário da emissora, a respeito dos últimos acontecimentos envolvendo ambas as partes. A história não morreu aí. No último domingo, durante a entrevista coletiva após a partida de seu clube contra o Alético Mineiro, Hélio voltou a atacar a 730 AM, dizendo, entre outras coisas, que seus profissionais recebiam dinheiro para falar bem de certos clubes e que outros estariam empresariando jogadores. Por outro lado, ao, que parece, a diretoria do Goiás está ao lado de seu profissional, especialmente na autorização para que a estrutura de transmissões externas da rádio fosse desmontada nos seus respectivos centros de treinamento. Para rebater as acusações, o diretor-superintendente da emissora, Carlos Bueno de Moraes, ocupou o espaço dos Debates Eesportivos para responder as declarações de Hélio. É possível ouvir a íntegra no player abaixo.




A Rádio 730 AM pode ser ouvida aqui

Elis Regina no rádio

Não se sabe ao certo, mas o ano é 1981. Elis Regina participou do programa Sintonia Fina, da Rádio Nacional FM, fez uma seleção de músicas das quais gostava e dispensou o apresentador para apresenta-las ao público. No player abaixo, ela indica Divino Maravilhoso, gravação de Gal Costa.



Na sequência, ela escolheu uma versão que Tetê Espíndola fez para Refazenda, clássico de Gilberto Gil.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mídia de trapizongas

A inspiração do avestruz
Por Alberto Dines

O mais respeitado suplemento literário do mundo ibero-americano é o "Babelia" (sábados, El País). Na última edição (nº 934, 17/10) nenhuma palavra sobre a Feira de Frankfurt nem sobre o apresentação oficial do Kindle, o leitor de livros digitais, lançado dias antes pela Amazon. O silêncio contrasta com o comportamento do Brasil novidadeiro que comemorou com rojões o lançamento da nova trapizonga (no dizer de João Ubaldo Ribeiro).

A Feira de Frankfurt é o maior evento livreiro do mundo; não é propriamente literária, mas claramente comercial: os editores querem ver o que há de novo e o que podem comprar para lançar em seus países. Já os suplementos literários ou culturais funcionam na etapa seguinte e em outra direção: vendem conteúdo, acompanham os lançamentos, apuram o gosto do público, tentam despertar interesses e levar mais gente a freqüentar livrarias e a comprar livros.

A trepidação em torno do Kindle na mídia brasileira (inclusive nos cadernos culturais), além de prematura, excessiva, é caipira. O livro digitalizado pertence à esfera dos formatos e das tecnologias, o que pulsa dentro deles é literatura, qualquer que seja o gênero. E os veículos de comunicação, na condição de ferramentas disseminadoras de cultura, deveriam atentar para o seu "modelo de negócio" baseado no estímulo continuo à curiosidade intelectual e ao hábito de leitura. No papel ou numa maquineta eletrônica.

Futurismo sem lastro

Se no Brasil o Kindle transformar-se num incentivador da leitura e da busca do conhecimento, então viva o Kindle. Mas antes de promovê-lo ao status de "messias" e solucionador do nosso atraso cultural, conviria resolver os problemas subterrâneos que comprometem e atravancam a adoção universal das novas tecnologias de informação.

Nossa mídia detesta noticiar os apagões que freqüentemente silenciam os nossos celulares porque o telemóvel é o aparelho que mais se vende no Brasil (e também o que mais se rouba). Colocar o sistema de telefonia móvel sob suspeita pode representar um tranco pesado na publicidade do varejo de eletrodomésticos. Nossa mídia também não gosta de encarar a baixíssima qualidade da banda larga. Se o fizer estará admitindo que suas edições digitais apresentam sérios handicaps funcionais.

O avestruz é o símbolo e o inspirador da nossa mídia. Ao invés de identificar problemas e mostrar que sabe solucioná-los, prefere escondê-los. A melhor prova é a queda da qualidade das transmissões radiofônicas em FM, visivelmente prejudicadas pela interferência das antenas de telefonia celular instaladas aleatoriamente, sem controle, nas coberturas dos prédios e multiplicadas com incrível velocidade.

Os conglomerados de mídia que operam no segmento radiofônico jamais admitirão que ouvir rádio nas grandes cidades brasileiras deixou de ser um prazer. As agências de publicidade – que teoricamente deveriam defender os interesses dos anunciantes fiscalizando a qualidade da transmissão – preferem contornar e camuflar as dificuldades.

O rádio é um meio de comunicação insuperável – desde que funcione e seja ouvido. É mais confortável e mais rentável saudar o Twitter como a grande revolução na comunicação, inebriar-se com os milagres do Kindle e idolatrar a as novidades paridas diariamente pelos tecnocratas.

O futurismo sem lastro humanista é estéril. É o outro nome da cultura da obsolescência. Ambos são tabus. Principalmente na taba tupiniquim.


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Esse problema de interferências das antenas de celulares no rádio FM é um pepino. A começar que as antenas de celular operam em baixa potência e em frequências diferentes das de FM. Estou surpreso ao saber que eles são instaladas a torto e á direito. Pensei que a ANA TEL fiscalizasse isso. Certa vez, uma marca de serviços de radiotelefonia quis instalar uma antena lá no alto do meu condomínio. Eles garantiam que não haveria problema algum para os moradores e pagariam 2 mil reais por mês de aluguel pro condomínio. Na dúvida, não aceitamos. Às vezes penso se não teria sido melhor aceitar. Mas, pensando bem, talvez hoje tivéssemos reclamando de problemas que esses transmissores viessem a causar. Vai saber, né?

Podcast na academia

Pela quantidade (e pela qualidade), pode-se dizer que o formato podcast – ou audiocast – está ganhando cada vez mais adeptos no país, tanto da parte de cá do microfone (quem fala), quanto da parte de lá (quem ouve).

Mas a coisa corre de forma empírica, ou seja, aprende-se fazendo, observando podcasters de fora ou mesmo os brasileiros que abraçaram a causa logo no começo da história. E a academia (do conhecimento, não a de ginástica), aos poucos, vai produzindo material sobre o tema.

Na Universidade Federal de Santa Catarina, a formanda em jornalismo Déborah Salves está terminando sua colaboração para o tema. Seu TCC é sobre podcast e, o mais interessante, no formato de podcast. “A ideia é fazer um levantamento sobre como vêm sendo produzidos os podcasts brasileiros. O roteiro aborda questões como erros e acertos, dificuldades superadas, difusão do podcast no Brasil, relação com redes sociais, etc”, diz Déborah.

Filipe Speck, já formado em jornalismo, dá uma força para Déborah na realização do Podcast Imediato, que, mesmo depois do TCC, continuará no ar com periodicidade quinzenal.

O tema da quinta edição do Podcast Imediato foi “podcasts de música”. Os entrevistados foram Roberto Miller Maia, do Momento Maia Podcast, Fernando Castro, do Urbanação e eu, que falei sobre o meu podcast, o Outra Versão, ganhador do prêmio de melhor podcast musical de 2008, segundo o júri do Prêmio Podcast, que realizou sua primeira edição no ano passado.

O papo foi muito interessante e espero que eu tenha contribuído com o trabalho da Déborah. Aliás, foi até a forcinha de que eu estava precisando para tentar retomar o Outra Versão, que parei no meio de 2009 e não consegui mais retomar, por falta de tempo.

Então, confira o TCC de Déborah Salves, o Podcast Imediato.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Notícia em Foco discute o jornalismo musical

O programa apresentado todas as segundas, na CBN, teve como tema a crítica musical. Mariza Tavares e Roberto Nonato receberam os convidados Antonio Carlos Miguel (O Globo), Jotabê Medeiros (Estadão) e João Carlos Santana, da própria emissora.

Primeiramente, não deixou de ser uma ironia que o assunto fosse discutido justamente num dia de finados. Afinal, a indústria musical, como a conhecemos, está morrendo e, caso não tome jeito, o jornalismo musical terá o mesmo fim. Digo isso, porque, em muitos casos, o público chega à informação musical muito antes do jornalista. O próprio Lúcio Ribeiro já admitiu em entrevistas que ele nada mais é que um "farol do leitor". Um termo bonito para dizer que são seus leitores que o avisam das novidades musicais.

O andamento do Notícia em Foco foi atravancado por dois motivos: o excesso de interrupções para a entrada de notícias locais sobre a volta do feriadão. Num deles, entrou até um boletim para anunciar mais uma vinda do Air Suplly ao Brasil(!). Sobre esse ponto, penso que a CBN precisa definir se nesse horário ela quer levar ao ar um debate ou se quer continuar veiculando notícias em pílulas. Do jeito que está, fica um tanto caótico.

A escolha dos convidados é o outro que prejudicou o programa. Dois deles tem larga experiência e competência no jornalismo escrito. Isso não significa que ambos sejam bons de microfone. Pelo menos um deles demonstrava estar pouco a vontade.

Declarações óbvias e conceitos que foram amplamente discutidos em outros espaços marcaram o debate entre os convidados. Não dá para dizer que saiu uma abordagem nova ou original. Esses defeitos podem até soar irrelevantes para parte do público da CBN que não tem grande afinidade com o tema. Mas certamente cansou a outra parte que é iniciado nele.


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No player abaixo, é possível ouvir a edição do Notícia em Foco que abordou o jornalismo musical:

Moacyr Franco a Caminho do Sol

Estava para publicar essa há algum tempo, mas só foi possível agora. Moacyr Franco concedeu uma extensa entrevista ao programa Bandeirantes a Caminho do Sol no último dia 29 de agosto. O cantor além de falar do seu Palmeiras, respondeu a perguntas de ouvintes. A apresentação é de Alex Muller. Confira um trecho no player abaixo:

Aqui na internet também é assim

Muito bom o artigo do jornalista Clóvis Rossei na Folha Online sobre "jornalistas e assessores de imprensa". Serve para quem produz notícia, serve para quem a consome> aqui na internet também é assim. Leia e entenda. Depois eu comento.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/clovisrossi/ult10116u646589.shtml